terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O temor do sábio – A crônica do Matador de Reis – Dia 2 – Patrick Rothfuss

 

Wise man´s fearQuando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

ATENÇÃO! PODE CONTER SPOILERS DO LIVRO ANTERIOR!

Ai meu deus, por onde começar? Pelo começo ,né? Bom, a vida de Kvothe segue como sempre na Universidade, mesmo depois de passar quatro dias sumido no final do primeiro e de ter incendiado a cidade de Trebon. Kvothe já começa a construir sua fama. Mas isso não é suficiente para garantir a matrícula no novo período no Universidade, e como sempre ele tem que se virar nos 30 pra pagar. Só que Kvothe é persistente e continua lá, cada vez mais determinado a aprender o nome do vento.

As amizades com sim e Wil estão mais fortes, a ponto de eles fazerem uma loucura e arriscarem suas próprias permanências na Universidade por causa de Kvothe. Também Fela, lembram dela?, está mais presente e depois de Kvothe salvá-la de um incêndio na oficina, ela se aproxima do ruivo e se mostra uma boa amiga. Ela sente uma certa atração por Kvothe, mas logo quem conquista o coração da moça é Sim. Mesmo porque Kvothe pode se enganar o quanto quiser, mas só tem olhos mesmo para Denna. Falo dela daqui a pouco.

E Kvothe também vai avançando na Universidade, é promovido a Re´lar e começa a ganhar o respeito de seus mestres e de alguns alunos também. Por outro lado, a rivalidade com Ambrose fica mais séria, principalmente depois e Ambrose se meter com Denna. As coisas ficam tão sérias a ponto de Kvothe ser forçado a deixar a Universidade por um tempo, indo atrás de um patrocinador na longínqua Vintas. Certo, o que Kvothe faz é bem sério, mas Ambrose mereceu, mas é de partir o coração ver Kvothe indo embora da Universidade, depois de tudo que fez e sofreu para permanecer lá.

Mas não dá para sentir pena dele por muito tempo, porque ele logo chega ao palácio do Maer, um cara quase como um rei, e cai nas graças do fulano. O Maer é um homem poderoso, mas com uma saúde frágil. E quando Kvothe descobre que ele está sendo envenenado e salva sua vida (não antes de passar por maus bocados), ele ganha a confiança do Maer, que o encarrega mesmo de conquistar sua noiva, Guardem isso, que vai ser importante. E Kvothe também fica encarregado de uma missão tanto perigosa como prestigiosa quando o Maer o manda para o norte para livrar a estrada de alguns bandidos. E esta viagem vai ser crucial na vida de Kvothe.

Durante  a viagem, Kvothe chega muito perto do assassino de seus pais e sua trupe, e também conhece Tempi, um ademriano que o leva para sua terra, onde Kvothe prende as artes de luta pelas quais é famoso. Ademre é uma terra estranha, com costumes muito diferentes, mas apesar de semrpe ser considerado um bárbaro, por seus cabelos vermelhos e por ser um forasteiro, Kvothe até que se adapta bem ao lugar, pelo tempo que passa lá. Claro que nem todo mundo sente simpatia por ele, mas ele se vira.

Também durante a viagem Kvothe conhece Feluriana, uma espécie de fada que enfeitiça os homens, que acabam como reféns de seus desejos e acabam por morrer ou perder sua sanidade. Com Feluriana, Kvothe aprende as artes do amor e é daí que vem sua fama de bom amante (e bota bom nisso). Kvothe, claro, consegue escapar, tanto com sua sanidade como com a vida, mas sai do bosque de Feluriana mudado. Não só pelas proezas que aprendeu, mas de modo geral. Ele não é mais o mesmo Kvothe que entrou lá.

De modo geral, Kvothe amadurece muito neste. Muita coisa acontece com ele, e claro que ele não pode passar por isso incólume. Está mais determinado que nunca na sua bisca pelo Chandrian, mas Kvothe agora está menos impulsivo e faz as coisas depois de pensar um pouco mais. Tanto seu tempo com Feluriana como em Ademre contribuíram para isso. E sua fama começa a crescer também, de forma que ele começa a compreender o que é ser uma lenda viva. E nem sempre isso é bom, ele às vezes se sente incomodado por isso.

Não esqueço de Denna. Depois de passar quatro dias em companhia dela, e conhecer um pouco de suas vulnerabilidades, a relação de Kvothe e Denna está mais complicada. Denna continua com seus mistérios, e ainda esquiva, e Kvothe tem que prosseguir com cuidado para não afugentá-la. Denna, por sua vez, também sente o mesmo que Kvothe, mas também tem medo, é uma situação nova para ela também. Nenhum dos dois sabe como lidar com isso, então sua relação é sempre tensa. E piora depois que, em Severen, eles discutem feio, e Kvothe tem que partir em missão para o Maer, sem aviso. Denna fica magoada, achando que Kvothe é só mais um que a abandona. O que Kvothe sabe muito bem, e isso também tem seu preço sobre ele. Ele sofre por isso também.

O livro ainda se divide em duas partes, o presente, onde Kvothe conta sua história par ao Cronista, e o passado. Mas neste, esse interlúdios são mais espaçados e mais curtos. O que não quer dizer que não são interessantes também. Neste ficamos sabendo que Bast tem um segredo, bem no final. Ainda não está claro, só saberemos no terceiro. Mas já deixa um baita de um gancho para o próximo. E fica claro que há um história paralela neste interlúdio também. O ruim é agora esperar pelo terceiro.

Trilha sonora

Prelude 12/21, do AFI continua sendo a cara de Kvothe. Sombria e misteriosa como ele. Ainda Breath of life, de Florence and the machine, Ameno e Divano, do Era, Silver Strand e Toss the feathers, do The Corrs são perfeitas mesmo para o anterior, porque as duas me lembram vento (não sei como não pensei nelas antes). Também Only one (perfeita para Kvothe/Denna) e Somewhere in between, do meu amado Lifehouse, Feel the quiet river rage, do Live e Secret Smile, do Semisonic.

Se você gostou de O Temor do Sábio, pode gostar também de:

  • ciclo A Herança – Christopher Paolini;
  • As Crônicas do gelo e do Fogo – George R. R. Martin;
  • Harry Potter – J. K. Rowling;
  • As crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • coleçao Percy Jackson – Rick Riordan;
  • As Crônicas dos Kane  - Rick Riordan;
  • trilogia de Tinta – Cornelia Funke;
  • As Brumas de Avalon – Maruion Zimmer Bradley;
  • O Trílio negro – Marion Zimmer Bradley;
  • O Senhor ds Anéis – J. R. R. Tolkien;
  • O Hobbit – J. R. R. Tolkien;
  • As Fronteiras do Universo – Phillip Pullman.

4 comentários:

Nadia V. disse...

Oi, Fê. Adorei a resenha. Me fez lembrar de vários detalhes.
Eu achei a parte em que ele passa em Ademre muito lenta e arrastada, por isso não gostei tanto desse livro. Outras passagens do livro também achei mais lentas. O primeiro é um acontecimento atrás do outro! Mas me deu muita vontade de ler o terceiro mesmo assim :)


Beijos.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Nádia!

Também achei, e a parte com Feluriana também, mas gostei bastante do livro. Mas concordo com você, o primeiro é melhor. Ah, e eu também esqueci vários detalhes durante a leitura, porque é muito grande. Provavelmente antes de ler o terceiro, vou reler os dois :)

Beijos!

Wander disse...

Não li o livro, não vou ler a review. So vi aqui pra registrar minha inveja branca! Obrigado. -rs

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

HAHAHAHA! Tá registrada!

Beijos!