quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Morte dos Reis – As Crônicas saxônicas #6 – Bernard Cornwell

 

Morte dos reisO amado rei Alfredo está em seu leito de morte. Vendo os dias do soberano se aproximarem do fim, a nobreza saxônica está inquieta: o herdeiro ao trono, príncipe Eduardo, não tem a mesma popularidade do pai, e seus inimigos são numerosos. Enquanto candidatos à coroa surgem a todo o momento, os vikings, antigos adversários dos saxões, se preparam para aproveitar a instabilidade em Wessex e atacar o reino rival. Mas Alfredo fará de tudo para garantir que a paz que instaurou em seu reino perdure após sua morte. Para isso, ele conta com Uhtred, guerreiro saxão que o serve há anos. A relação de desconfiança e admiração estabelecida entre o rei e o saxão tornou-se ainda mais complexa depois que Uhtred conquistou a filha de Alfredo, Æthelflaed, mulher casada que se tornou sua amante. É vontade do rei que Uhtred jure lealdade a Eduardo, mas o guerreiro tem outros planos: expulsar definitivamente a ameaça viking da Britânia. Sua obstinação o levará a confrontar velhos inimigos e ressuscitar antigas rivalidades. Cada passo em seu caminho parece esconder uma cilada e, para sobreviver a uma das maiores crises do reino de Wessex, Uhtred precisará da ajuda de todos os seus amigos. Porém, em tempos difíceis, a linha entre a lealdade e a traição torna-se cada vez mais tênue.

Com a saúde de Alfredo piorando a cada ia, Wessex fica cada vez mais estável, já que Eduardo, seu herdeiro, não tem a lealdade do exército, e claro que os dinamarqueses se aproveitam disso. A disputa pelo trono de Alfredo é agora o maior empecilho para a unificação da Inglaterra.

Este começa um pouco depois do fim de Terra em chamas, o reino está com uma paz tensa frente aos dinamarqueses, e só perdura enquanto Alfredo está vivo. O que não dura muito, e isso nem consta como spoiler porque o nome do livro já diz tudo. Some-se a isso o fato de Uhtred não ficar lá muito à vontade com a paz, então, claro, ele parte para provocar o inimigo.

Mas, como eu disse, Alfredo morre, e o reino passa então para seu filho Eduardo, que não tem o mesmo carisma que o pai. Sim, Alfredo é muito carola, o que é um ponto fraco dele, mas ele mesmo assim consegue manter a união do exército. Já Eduardo não tem a mesma ousadia de Alfredo, é muito jovem e inseguro e não consegue tomar uma decisão sozinho. Em outras palavras, é um fraco, que não é uma qualidade desejada num rei, e para piorar, seus conselheiros são em sua maioria padres, que não entendem nada de guerra e não querem fazer nada.

O que acontece então é muito parecido com Fúria dos Reis: muita gente se proclamando rei. De um lado Eduardo, e do outro seu tio Aethelred (mas eu sofro com esses nomes), e mais os líderes dinamarqueses, que também não se decidem quem manda mais. O que resulta disso é uma instabilidade incômoda, em que cada um quer fazer o que acha melhor para si.

No meio disso tudo está Uhtred, que jurou fidelidade a Eduardo no leito de morte de Alfredo, e agora fica preso a essa promessa,  adiando mais ainda seu sonho de retomar Bebbanburg. Só que Uhtred sofre pela fraqueza de Eduardo,e se vê encarregado de mover as coisas, para que consiga de uma vez por todas expulsar os dinamarqueses do território inglês e concretizar a visão de Alfredo.

Uhtred está mais inquieto, porém a maturidade agora lhe deu outra perspectiva, e agora ele é um pouco mais cauteloso. Quero dizer, ele pensa antes de agir, mas também sabe que não pode simplesmente ficar parado esperando que as coisas aconteçam. e ele não está sozinho. A seu lado está Aethelflaed, irmã de Eduardo e sua amante (de Uhtred, eu quero dizer. Depois de Jaime e Cersei, a gente tem que tomar cuidado ;D). Ela começa o livro mais ou menos como cativa do pai, que não aprovava seu relacionamento com Uhtred. Mas ela também tem uma incumbência importante, que eu não vou revelar o que é. Basta dizer que Eduardo também não é tão santo assim. E as consequências de seus atos podem ser desastrosas para o futuro da Inglaterra.

Por tudo isso, esse livro é um pouco mais parado, e mais tenso que os outros. Claro que sendo Bernard Cornwell e ainda por cima das Crônicas Saxônicas, não podem deixar de ocorrer as paredes de escudos e os saques aos navios. Mas este gira um pouco mais em torno da política, que confesso que é complicada e eu não entendi muita coisa. Também complica o fato de ter demorado para sair, e eu já tinha esquecido muita coisa dos outros cinco. Mas estava com saudade de Bernie e não estava a fim de reler os outros. Fazer o quê?

Trilha sonora

Não consegui pensar em mais nenhuma, só Stand my ground do Within Temptation.

Se você gostou de Morte dos Reis, pode gostar também de:

  • As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • A busca do Graal – Bernard Cornwell;
  • coleção Sharpe – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas do Gelo e do Fogo – George R. R. Martin;
  • As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley.

4 comentários:

Fefa Rodrigues disse...

Feeeee... já tenho esse livro, mas ainda não li Terra em Chamas, que tambem já tenho... já faz uns dias que estou com saudades de Utrhed, então vou ler em breve, esses ultimos dias, ou melhor, meses tem sido tão dificeis q desisit de ler O Inverno do MUndo, pqq senão não ia ser uma leitura do jeito q eu gosto, proveitosa, então tenho lido apenas os contos do Edgar Allan Poe, pra não parar totalmente a leitura (pq senaõ eu não consigo dormir se não ler antes)... graças a Deus que falta apenas 1 semana pra esse ano acabar!!! Esse lnce de política acabou comigo, com meu tempo e com minha paciência hehehe...

Amanhã vou pra Brotas praticar uns esportes radicais e desestressar... então, quero deixar meu desejo de Feliz Natal pra vc, pq sót erei acesso a internet semana que vem hehehe... num to nme levando meu celular!!!

beijos querida!!!
E quem sabe ano que vem a gente consegue se conhecer!!!:o)

Paula Almeida disse...

Só li o primeiro dessa serie, é muito boa... :D

Nadia V. disse...

Oi, Fê. Sabe que eu perdi um pouco o interesse por essa série? Li o primeiro e metade do segundo, mas não fez minha cabeça. Mas qualquer dia dou uma nova chance pra ela.

Beijos.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi gente!

Paula, eu meio suspeita pra falar porque amo Bernard Cornwell e tudo que ele escreve.

Nádia, eu também demorei um pouco para engrenar na série, só fui começar a gostar mesmo do Uhtred lá pelo terceiro livro, então não desista e dê mais uma chance.

Beijos!