sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O herói perdido – Os Heróis do Olimpo 1 – Rick Riordan

 

Lost Hero Jason tem um problema. Ele não se lembra de nada antes de acordar em um ônibus escolar cheio de garotos em uma excursão. Aparentemente ele tem uma namorada chamada Piper, e seu melhor amigo é um cara chamado Leo. Eles são estudantes na Wilderness School, um colégio interno para “maus garotos”, como diz Leo. O que Jason fez para acabar aqui? E onde É aqui, exatamente? Jason não sabe de nada – exceto que tudo parece errado.

Piper tem um segredo. Seu pai, um famoso ator, está desaparecido há 3 dias, desde que ela teve aquele pesadelo assustador sobre ele estar em apuros. Piper não entende o seu sonho, ou porque seu namorado de repente não a reconhece. Quando uma tempestade esquisita acontece durante sua excursão, libertando criaturas estranhas e enviando ela, Jason e Leo para um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, ela tem o pressentimento que irá descobrir, quer ela queira ou não.

Leo tem jeito com ferramentas. Quando ele vê o seu chalé no Acampamento Meio-Sangue, cheio de ferramentas elétricas e pedaços de máquinas, ele se sente em casa. Mas tem uma coisa estranha, também – como a maldição da qual todos ficam falando, e algum campista que está desaparecido. O mais estranho de tudo, seus colegas de chalé insistem que cada um deles – incluindo Leo – tem parentesco com um deus. Será que isso tem a ver com a amnésia de Jason, ou o fato de Leo ver fantasmas?

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU A SÉRIE PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS!

Não é que seja uma requerimento, mas eu recomendo que você leia antes a série Percy Jackson, porque ela tem relação com essa. E só darei os spoilers necessários para entender a história aqui. Dito isto, vamos lá.

Este livro começa alguns meses depois da derrota de Kronos em Manhattan e da primeira profecia que Rachel fez como oráculo. Percy está desaparecido e Annabeth parte a sua procura (pausa para own!). Além disso, os deuses estão calados, o Olimpo está fechado e toda comunicação entre os deuses e seus filhos está proibida por ordem de Zeus e Hera está desaparecida, aprisionada em algum lugar. E é nessa situação que ela encontra Jason, Piper e Leo. Os três estavam em uma excursão escolar que, claro, no mundo dos semi-deuses, só podia dar errado, e Annabeth os leva para o Acampamento Meio-Sangue, pois pensava se tratar de uma pista de Percy. Só tem alguns probleminhas com esses novos semi-deuses: eles não sabem que são filhos de deuses. E uma boa diversão, para mim pelo menos, foi tentar adivinhar quem era filho de quem (e aí, já adivinhou quem é o pai de Leo pela sinopse? Se não, aguenta um pouquinho aí).

Jason é o pior, porque não lembra nem quem é. Mas ele acaba fazendo algumas coisas, com naturalidade, como se já tivesse feito isso antes, só que ele não tem ideia de como consegue. Ele só sabe que há algo errado, que ele não poderia estar no Acampamento. E o que querem dizer aquelas tatuagens nos seus braços – SPQR e uma águia? E por que ele só lembra dos nomes romanos dos deuses e fala latim? Mas de alguma forma ele sabe que a chave para recuperar sua memória é partir numa busca com os outros dois. E ele sabe que de alguma forma, a profecia de Rachel tem algo a ver com ele.

Até por ter amnésia, Jason é o mais quieto dos três, o mais inquisitivo. E mesmo com dúvidas, ele não pensa duas vezes para defender seus amigos. Ela também é impulsivo e faz muita coisa por instinto, como controlar o vento e chamar um raio (e aí? Adivinhou? Zeus, claro. Ou melhor, Júpiter,como ele o conhece). Mas ele também é inteligente, e saca muita coisa bem antes de todo mundo.

Piper, sua mais-ou-menos namorada é linda (já adivinhou quem é a mãe dela?) e tem o dom de encantar as pessoas, e persuadir até que alguém dê uma BMW para ela. Tudo na lábia. Ela não é de frescura e faz qualquer coisa para chamar a atenção de seu pai, que passa muito tempo longe e trabalhando. Ela passa boa parte do livro dividida entre salvar seu pai e para isso terá que trair seus amigos. E ainda confusa pela situação com Jason, depois de descobrir que seu namoro não passou de um truque da Névoa. De um jeito, ela lembra muito Annabeth. E ela também é a que mais muda durante o livro. De insegura e tímida, ela passa a poderosa e influente. E mostra que mesmo sendo filha de Afrodite, pode ser uma lutadora fantástica.

Leo é o mais relaxado do trio. Como o Chandler de Friends, ele usa o humor como válvula de escape, e sempre faz uma piadinha. Nem sempre muito feliz, é verdade, e às vezes no momento errado. É expansivo e irrequieto, sempre mexendo com alguma coisa, construindo algo. O que é bom para um filho de Hefesto. E logo que chega no chalé 9, sabe que tem um lugar importante para preencher: Charlie Beckendorff. Só que depois da morte de Charlie (antes até), o chalé sofre com uma maldição: nada que eles constroem dá certo e os campistas de Hefesto sempre estão machucados. E Leo ainda tem um poder secreto, que é invocar o fogo, mas isso ele só revela aos outros mais tarde. Ela se sente muito só depois da morte de sua mãe, sob circunstâncias suspeitas (ele é semi-deus, né? Tinha que ser) e nenhum dos parentes o quer em casa. Ele então passa de um lar adotivo para outro, até chegar à tal Wilderness School e conhecer Jason e Piper.

Os três então se juntam e partem para a sua busca. Com Kronos derrotados, agora uma nova ameaça está surgindo. Gaia (já falei dela na resenha de A Maldição do Titã, mas volto a falar dela no final), a Mãe Terra e mãe de todos os deuses está acordando e com ela vem vindo os gigantes, liderados por Porphyrion. Claro que se eles acordarem o mundo vai acabar, blábláblá whiskas sachê (Lu, peguei essa com você). E eles só tem até o Solstício de Inverno (no hemisfério norte) para isso. Óbvio que esse dia está logo ali, e eles tem que correr para impedir mais um fim do mundo.

Só que os planos dos Titãs e dos deuses por trás disso vão mais além, e Hera, aquela graça de pessoa (ops! Deusa), faz uma aposta arriscada e é aí que Jason e o desaparecimento de Percy entram na jogada. Mas mais que isso já é dar spoiler demais.

E ajudando os três nesta jornada está Gleeson Hedge, um sátiro aposentado (forçado) que não bate lá muito bem da cachola. O cara se disfarça de treinador na escola onde os três estão e depois que sua identidade é revelada só o que ele quer é matar. Mas o latido (ops, balido) do homem-bode é pior que a mordida e está aí o motivo da aposentadoria. Ainda assim ele vai ter um papel importante no final.

A narração é dividida entre os três principais, o que é bem legal. E, como sempre, o ritmo é acelerado. Eu li bem rápido (acho que uns 4 dias, mas considere que li a versão americana, com mais de 500 paginas) e bem-humorada, sempre com uma brincadeira ou comentário sarcástico ou uma tirada inteligente. Uma pena é que os deuses quase não participam (eles estão incomunicáveis, lembra?), mas ainda assim eles dão um jeito. Hefesto aparece em sonho para Leo e Afrodite também aparece num sonho de Piper (fazendo compras, óbvio, mas muito divertido).

Quem aparece são outros deuses menores, como Boreas, o deus do vento norte, Khione, sua filha e deusa da neve (cuidado com ela), Éolo, o deus do vento (engraçadíssimo, aliás) e alguns monstros, como Ciclopes (mas esses não são fofos como Tyson), e alguns mortais que desafiaram os deuses, como Medeia. O problema é que abriram os portões do Tártaro, e os monstros não conseguem ficar mortos. Sempre reaparecem. Isso vai ser importante também no segundo (que eu já comecei, e também é bem legal).

Nota CulturalJá contei como Gaia enganou Urano e como surgiram os 12 Olimpianos. Bom, neste livro a história é outra. Depois da derrota dos Titãs pelos Olimpianos, Gaia, desgostosa com o resultado, criou os gigantes, e os fez atacar o Olimpo. Mas esses gigantes, folhos de Gaia com Urano, não poderiam ser derrotados somente pelos deuses. Zeus então chamou Héracles, que derrotou os gigantes. Depois disso foi que Gaia mandou Tifão para atacar o Olimpo, como relatado em O Último Olimpiano. (Fonte: Gaia – Wikipedia).

Trilha sonora

Para começar, Collision of Worlds, do Robbie Williams (que eu AMO) com Brad Paisley. Adoro a brincadeira do inglês americano com o britânico (da trilha de Carros 2, que por sinal é ótima como a do primeiro). Ainda Two worlds, do Phil Colins (essa da trilha de Tarzan, que também é maravilhosa) e para quem leu, vai entender porque ela está aqui. Welcome to my life, do Simple Plan é prefeita para Jason. Ice Queen, do Within Temptation é para Khione. Para Piper, What I've done, do Linkin Park. E This is home não se aplica somente a Nárnia. Também é boa para Leo. E essa tem até o nome de um personagem que faz uma participação, Midas: Faust, Midas and myself, também do Switchfoot. Ainda deles, mas mais genérica, Awakening. E finalmente Collide, do Howie Day e  Wrong, do Depeche Mode.

Se você gostou de O Herói Perdido, pode gostar também de:

  • Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan;
  • As Crônicas dos Kane – Rick Riordan;
  • Tequila vermelha – Rick Riordan;
  • coleção Harry Potter – J. K. Rowling;
  • Os Arquivos Semideus – Rick riordan;
  • Os contos de Beedle, o Bardo – J. K. Rowling;
  • Ciclo A Herança – Christopher Paolini

7 comentários:

Paula disse...

Ahhh amo esse livro... e não vejo a hora de sair o 2 e ver o Percy... Rick Riordan é muito gênio, né? bjus

ssombradovento.blogspot

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

É muito bom mesmo, Paula! Como eu sempre falo, Rick Riordan vai me levar à falência...Tudo que ele escreve é show e sempre em série! O segundo também é muito legal, já estou quase na metade! Fica ligada que a resenha sai em poucos dias!

Beijos!

Débora Vieira disse...

Já li a serie "Percy Jackson e os Olimpianos", e estou lendo agora "O heroi perdido", estou muito curiosa pra saber o passado do Jason, mas ainda estou no capitulo 41, ele vai recuperar as lembraças dele nesse livro ou em outro?
P.S. Amei o site, parabéns.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Débora!

Em primeiro lugar, seja muito bem vinda! E obrigada eplo comentário!

Jason não lembra de tudo não, mas alguma coisa volta para ele no final. O segundo é focado em Percy e os heróis do acampamento romano, então não dá pra saber. E pode ser que no próximo Jason já tenha recuperado as memórias, porque tem um lapso de uns 6 meses entre o primeiro e o segundo, ele pode ter recuperado nesse meio tempo.

Beijos e volte sempre!

Fernanda

Wander disse...

Ola Fernanda! Encontrei seu blog muito por acaso, porque tava procurando resenha de The Power Of Six, que eu comecei a ler ontem a noite (e ja estou terminando), mas estou estupefato com esse blog.

É muito, muito bom mesmo! Principalmente o quanto nos temos em comum em literatura, serie, cinema e musica. Minha paixão é Harry Potter, mas ver que você também adora (assim como eu) As Brumas de Avalon e O Senhor dos Aneis é, no mínimo, surpreendente; e a lista continua em suas reviews House of Night, Twilight, Percy Jackson; isso sem contar outras dezenas de livros, as indicações de trilha sonoras e outros livros similares. Alias, se eu fosse continuar a citar a semelhança de nossos gostos, daria uma lista gigantesca rs.

Só posso te parabenizar o trabalho bem feito. Passei horas lendo varios posts e reviews e parei pra comentar nesse, porque você me animou a começar essa serie. Eu li a coleção Percy Jackson 3 vezes e, sinceramente, estava meio desanimado a começar essa, talvez pela similaridade nas sinopses, mas depois de sua review, estou muito animado para começar a ler. Sou apaixonado por mitologia grega. Beijos.

Tyele disse...

Eu adorei esse livro e preciso comprar o segundo volume para mim..
Concordo com você, a leitura flui muito bem, adoro as jogadas sarcásticas do Riordan, é tudo muito engraçado..
Adorei sua resenha!
Beijinhos

ps: vi que está lendo The Casual Vacancy.. aguardo resenha! =*

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Tyele!

O segundo também é muito legal, você vai gostar. E o terceiro....bom, não vou estragar ;D

Beijos!