domingo, 8 de abril de 2012

Infinito – Alyson Noël

 

infinito Após derrotarem seus inimigos mais temidos, Ever e Damen começam uma nova jornada para que ele se livre do veneno em seu corpo. Se encontrarem o antídoto, finalmente serão capazes de viver a paixão pela qual anseiam há séculos. A busca, porém, leva-os a um terreno desconhecido e pavoroso — as profundezas de Summerland. Lá, eles descobrirão a origem obscura e inimaginável de seu relacionamento e serão obrigados a encarar uma dolorosa verdade: o destino tem motivos para mantê-los separados. Agora, o futuro irá depender de uma única decisão, que poderá pôr em risco tudo o que eles têm. Inclusive a eternidade.

Como eu disse antes, quando começo uma série, quero terminar. Assim, mesmo depois da decepção que foi Estrela da Noite, eu fui logo para Infinito, pra terminar logo a série Os Imortais. Essa série que começou, se não excelente, pelo menos com uma certa promessa. Mas que só foi caindo a cada livro, para ter o pior no anterior. Calma, este é melhor, mas tenho que dizer que para uma conclusão, ele deixou muito a desejar.

Agora que não restaram mais inimigos para derrotar (lambança da autora, que matou todos os vilões, um por livro), só resta a Ever continuar sua busca para o tal antídoto que finalmente a permitirá tocar no namorado Damen pra valer (leia-se: finalmente transar). No final do anterior, ela descobre algo sobre o lado obscuro de Summerland, e de algum jeito acha que ela é a responsável (mais egocentrismo é impossível. Tudo é por causa dela. Ridículo). Ela encontra uma velha que lhe diz que ela tem uma jornada pela frente, que pode resolver todos os seus problemas bem como libertar as almas atormentadas de Shadowland. Para isso é necessário que ela restabeleça o equilíbrio do Universo.

O que Ever não sabe é que essa jornada pode separá-la de Damen para sempre. Mas mesmo assim, Ever insiste teimosamente na jornada. Tudo bem, concordo que ela tem mais é que descobrir mesmo alguma forma de resolver seus problemas, e o auto-conhecimento pode ser uma forma de encontrar a solução, mas sua teimosia é irritante. E assim, Ever parte para a tal jornada.

E ela é interessante. Descobrimos que há uma outra vida, que nem ela nem Damen lembram. A encarnação onde tudo começou. E essa parte da história é bem legal. É divertido ver quem é quem e descobrir que muito mais gente que Damen e Jude estão interligados à vida de Ever. Nessa parte a gente não consegue largar, quer ler mais e mais. Mas claro que nem tudo é bom, e logo volta para a enrolação.

Novamente, fora Ever, que continua a mesma, e mais determinada (teimosa) que nunca. os outros personagens sofrem uma mudança radical. Damen por seu lado teima em que a busca de Ever é vã, que a velha é louca. Mas ao mesmo tempo está resignada em deixá-la ir e aceita tudo passivamente. Jude ainda tem a esperança inútil de ter algo com Ever, e parte com ela para a tal jornada, mas não tem mais a leveza e a suavidade que tinha. Até mesmo as patricinhas e pseudoinimigas de Ever, Stacia e Honor estão mudadas. Alyson Noël descaracterizou todos os personagens, e não num jeito legal. Nenhum ficou mais interessante, pelo contrário, todos perderam o que os tornava especiais.

A personagem mais interessante deste livro é a velha Lótus, que diz para Ever partir. Ela é misteriosa, e um tanto louca sim, mas é a personagem que tem mais profundidade. Pena que ela aparece pouco, e mesmo ela, no final, deixa de lado o mistério e cai um pouquinho.

O livro tem umas partes legais e interessantes, mas no geral é muito lento e linear para uma conclusão. Nada de realmente emocionante acontece, e parte disso se deva à estupidez de Alyson Noël de matar todos os vilões. No final, ficou sem ter como desenvolver a história, e teve que achar uma forma que justificasse e esclarecesse tudo. E embora alguns conceitos sejam interessantes, isso não é material para o encerramento de uma série. Acho que parte do problema é que ela misturou muita coisa e não soube desenvolver. Perdeu o fôlego. Mas este até que dá para ler, não é torturante como o anterior mas o final é previsível (adivinhou?) e até meio meloso (fui boazinha, é muito meloso). No geral, a série é fraquinha, nada memorável, mas tem algumas coisas bem legais, como o conceito de almas gêmeas, as auras, e de alma imortal. Isso é bonito mesmo. Mas ela poderia ter desenvolvido uma história bem melhor. Leia aqui o restante das resenhas.

Trilha sonora

Everlasting love, do U2. Também Forever and for always, da Shania Twain, e I knew I loved you e Hold me, do Savage Garden. De novo, eu acho que o livro não merece músicas tão boas, mas elas batem com a história (às vezes até com a série toda).

Se você gostou de Infinito, pode gostar também de:

  • série Fallen – Lauren Kate;
  • saga Crepúsculo – Stephenie Meyer;
  • série Hush, hush – Becca Fitzpatrick;
  • The Vampire Diaries – L. J. Smith;
  • série House of Night – P. C. E Kristin Cast.

12 comentários:

Fefa Rodrigues disse...

Fê... vc está lendo O Arqueiro?? Ainda não tinha lido a série??? OLha, acredita que é a minha preferida do Cornwell? Eu sou apaixonada pelo Thomas, completamente apaixonada... e é uma das séries que pretendo reler...

Sobre O Discruso Secreto, fe, vc tme que ler, é muito legal, e o personagem principal, o Liev, lembra os personagens do Cornwel... alguém com honra no meio da selvageria... td bem que ele não foi sempre assim, mas agora é!!

Acho que vc vai amar...

Agora estou lendo O Condenado, um pouco diferente do usual do Cornwell né... mas estou gostando bastante... pra variar né hehehehe!!!

AIIIIIIII deviam fazer um filme, viu!!!

Fefa Rodrigues disse...

Feeee q super inveja... o show deve ter sido demais!!!

Viu, sobre O Condenado, é um pouco diferente do que estamos acostumadas pq não tem paredes de escudos nem batalhas... acho q é uma outra faceta do Cornwell... ainda estou na pagina 50 mas estou gostando muito!!!

Diferente mas ótimo!! E o personagem principal, Sandmam - um veretano de Waterloo - é aquele prótótipo que lembra Derfel, Uhtred, Thomas, Nick... sempre cheio de charme e honra!!! Não tem como não se apaixonar!!

CMachado disse...

Olá Fê!!!
Você lê em inglês né?
Você sabe, que eu tenho uma constante briga c/ traduções. Dá-me uma trabalheira enorme, adquirir os livros antigos, pois tem inúmeras traduções daí tenho que pesquisar qual o melhor, para ler...

É incrível como um livro onde o autor queria ser irônico por exemplo, modifica, dependendo da tradução e fica sem sentido. Até ia comentar c/ a Fefa que talvez ela não tenha gostado de O Morro dos Ventos... por conta da tradução.
Você não acha?

Li uma tradução ótima e uma péssima!!

Fê te respondendo... tenho certeza que vou amar B Cornwell, e vc que já leu muito dele, entendi o que vc e a Fefa disseram sobre ele ser mais gentil com os personagens...rsrs

Amei ter conhecido você e a Fefa aqui na web, ah e o Nerito tb, estive no blog dele, mas vou voltar lá... Acho você excelente pessoa sensível, inteligente, viu!!
Se der vamos ler um livro juntas?
Não sei se vc vai achar bobeira rsrs
Interessei, em ler Apocalipse,mas agora quero ler mais do Cornwell...
Abreijos
e lindo fim de semana!!

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Orquídea!

Puxa, muito obrigada!

Eu leio tanto em português como inglês, mas prefiro em inglês, justamente por causa dos absurdos que eu vejo nas traduções. A mais recente que me deu arrepios foi em Jogos Vorazes, mas eu notei mesmo no filme, porque li o livro (a trilogia toda, na verdade) em inglês. Até comentei na resenha do filme. A menina tem o apelido em inglês de girl on fire, por causa de um vestido que ela usa que dá ilusão de estar pegando fogo. No filme (e depois eu descobri que no livro também está assim) traduziram como garota quente, que em inglês é hot girl, ou seja, est';a basicamente chamando a garota de gostosa. Mudou totalmente o sentido. O pior é que fizeram isso no primeiro, então tiveram que repetir a besteira (pra não falar outra coisa) nos outros dois. Fico me preguntando como a editora (que não e pequena, em português sai pela Rocco) deixa passar uma coisa dessas.

Já quanto a Morro dos Ventos Uivantes, nào posso te dizer, porque também não gostei do livro. É um dos poucos que eu abandonei, não cheguei nem à página 100. Achei a narrativa muito circular, nào vai a lugar nenhum, e os personagens são muito cruéis uns com os outros. Não me entenda mal, eu adoro personagens bem perturbados, mas que tenham uma razão para isso. Assim, sem mais nem menos, não gostei. Mas pode ser problema da tradução também, com certeza.

Quanto à resenha de O Arqueiro, acho que sai amanhã. Já estou terminando, e acho que você vai gostar deste também.

Beijos!

CMachado disse...

Bom dia Fê!!

É verdade, o que falou sobre editoras como a Rocco... Mas, acho que já temos a resposta. (capitalismo)

Nós sofremos mas tem blog que corre atrás ainda bem...
JV saí com nítida impressão que farão um ótimo trabalho nas continuações, não sei porque...

Dizem, que é preconceito, que tem pessoas que implicam c/ filmes e dizem que é de adolescente...
No meu caso, talvez eu tenha, mas eu amei a história até porque a história em si não tem nada de infantil é assunto sério.

Nas cenas de ação e da floresta ficou complicado, p/ vc ter uma ideia achei muito engraçado a cena da árvore, o único impedimento deles meterem a mão na Katinise era escalar a árvore, e não conseguirem acertar a flecha tb, tive que rir...
Depois, todos caem num sono.rsrs

Me pareceu um desenho animado sei lá, mas a história é boa é bem séria como já mencionei que venha os outros.

O Morro... sei que vc e Fefa não gostaram, entendo é gosto.

Amo como vc escreve, qdo fizeres a resenha do Arqueiro eu volto!!

Bjk

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Orquídea!

Jogos Vorazes, de adolescete só tem o fato de os portagonistas serem adolescentes. Acho a história pesada, bem escrita e o tema é bem adulto sim. Até sugeri pra uma amiga minha que é professora de português como leitura, porque dá uma boa discussão interdisciplinar: dá pra fazer um projeto com história, por exemplo.

A cena que você se refere no livro é mais tensa, apesar de o filme ser bem fiel.

A resenha de O Arqueiro está saindo, vou escrever ainda hoje. É que eu tenho prova amanhã na faculdade, , mesmo com consulta, eu tinha que pelo menos ler os textos, o que graças aos deuses eu já fiz. E também tinha que terminar de preparar umas aulas, mas isso também já está resolvido.

Beijos!

Anônimo disse...

Vcs poderiam ler mais livros Brasileiros....antes eu nao gostava mas agora eu amo aliteratura Brasileira as minhas preferidas sao de escritores Do realismo com Machado de assis,Aluisio azevedo e etc......se vcs.gostarem de Filosofia leiam O livro Mundo de Sofia e muito bom. Gostei muito do seu blogger.ah antes dr eu me esquecer o primeiro livro da Alyson noel foi bom mas depois nem tanto.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Olá!

Obrigada pelo comentário. Olha, eu leio também autores brasileiros, não tenho preconceito. Adora machado, mas faz muito tempo que li, eu ainda era adolescente, na escola, então não lembro e portanto não tenho como comentar direito.

Essa série eu achei legal até a metade, quando a autora cometeu o erro grosseiro de matar o melhor personagem que tinha, o vilão mesmo, no terceiro livro. Ridículo.

Adoro O mundo de Sofia, mas de novo, faz tempo que eu li, preciso reler para comentar.

Volte outras vezes, mas por favor, deixe seu nome.

Fernanda

Anônimo disse...

oi meu nome E ELZIANE tenho 17 anos......sou apaixonado por livros.....principalmente os dos realismo, mas já li crepúsculo...agora eu nao gosto..ah e o livro MUNDO DE SOFIA E FASCINANTE....espero ter a oportunidade de conversar com vc..e pode ter a certeza que volto mais vezes para visitar seu blogger.
bjs

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Elziane!

Agora sim, bem melhor! :) Eu adoro O mundo de Sofia, quero reler pra poder comentar. Eu também lo Crepúsculo, mais de uma vez, não tem nada vergonhoso nisso. Já gostei mais da história, hoje eu veja várias falhas nela, mas não precisa se justificar não. Você tem que ler o que gosta, não tem que justificar pra ninguém. Fim.

Olha, você pode entrar em contato comigo pelo twitter, o link está no blog, é só acessar. Caso você não tenha, eu também tenho FB, aqui está minha página: http://www.facebook.com/fcvreis

Beijos!

Anônimo disse...

oi sou a ELZIANE e te adicionei no facebook espero que vc me aceite .....para conversamos.....bjs

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Elziane!

Já adicionei!

Beijos!