terça-feira, 19 de abril de 2011

Fúria de reis

 

Generic Image Um cometa da cor do sangue e fogo atravessa o céu. E a partir da cidade antiga de Dragonstone às margens proibidas de Winterfell, reina o caos. Seis nações lutam pelo controle de uma terra dividida e pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, preparando-se para o embate através de tumulto, confusão e guerra. É um conto em que irmãos conspiram contra irmão e os mortos se levantam no meio da noite. Neste lugar uma princesa se disfarça como um garoto órfão, um cavaleiro espiritual prepara um veneno para uma feiticeira traidora, e homens selvagens descem das Montanhas da Lua para devastar o campo de batalha. Com um pano de fundo de incesto, alquimia e assassinato, a vitória pode chegar aos homens e mulheres possuidores do aço mais frio … e corações mais gelados. Quando há um confronto entre reis, toda a terra treme.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU A GUERRA DOS TRONOS!

Westeros mergulhou no caos. Após a morte de Robert, o Usurpador, o trono agora é disputado por seis nações. E com a morte de Ned, o que ele sabe contra Cersei e os Lannisters morreu com ele. No meio dessa confusão, Joffrey sobe ao trono e inicia um reinado de tirania e medo. Mas Joffrey é na verdade só um boneco. Quem governa mesmo é Cersei e Tyrion.

Sim, Tyrion agora está como gosta. Usando sua inteligência, ele dá um jeito de se colocar na posição de Mão do Rei e, nessa posição, conspira contra sua irmã. Ainda não entendo Tyrion. Ele é ambicioso, claro, e quer poder, e é fiel à sua família, mas ao mesmo tempo, ele tem atitudes contrárias. Por exemplo, sem motivo aparente, ele ajuda Bran e Sansa-sonsa, mesmo eles sendo Stark. O que se passa exatamente em sua cabeça? Impossível saber. Por isso ele continua sendo o melhor personagem da história.

Meu xodó. Jon. Continua na Patrulha da Noite, mas desta vez está além da muralha. Ele não se arrepende de ter entrado para a Patrulha, mas já começa a se perguntar se todas as regras da Patrulha valem a pena. Ele se sente culpado por deixar uma moça para trás e depois desobedece uma ordem direta. Como eu disse antes, seu destino é muito maior que a Patrulha, e, apesar da confusão, Jon começa a se dar conta disso. Além disso, ele sente muito a falta do pai, e de todas as conversas que não teve com ele, sendo que a principal é sobre a sua mãe. Só para pensar um pouquinho, a série se chama As Crônicas do Gelo e do Fogo. O nome dele é Jon Snow (neve)…

Falando em confusão, teu nome é Theon Greyjoy. Neste livro, alguns outros personagens ganham voz, entre eles, Theon Greyjoy. Ele já aparecia no primeiro, mas como um personagem secundário. Ele foi criado por Ned, entre seus filhos, mas na verdade era um refém, para garantir que seu pai, que havia se rebelado contra o reino, se comportasse. E Theon se ressente disso. Se sente excluído. Por outro lado, valoriza os ensinamentos de Ned, e tem certa afeição pelos filhos dele (apesar de dizer o contrário). E, claro, sendo mais um personagem pra lá de perturbado, obviamente caiu nas minhas graças. Após a morte de Ned, Theon se vê finalmente livre, e voltando para casa, espera uma recepção calorosa, o que não acontece. Theon se vê então numa situação complicada: quer provar seu valor para o pai e ao mesmo tempo percebe que, apesar do ressentimento, ele aprendeu muito com os Stark. Guardem isso: se tem uma pessoa a quem Theon é fiel até a morte (isso nas suas próprias palavras) é Robb. Então, apesar de ter feito coisas terríveis (pelas quais ele se corrói de culpa), ele vai se redimir em algum ponto.

Falando em Robb, uma coisa que me incomoda um pouco é o fato que ele não tem voz. Tudo o que ele faz, sabemos de outros personagens. Não que isso queira dizer alguma coisa (Ned tinha voz e morreu mesmo assim), mas me incomoda não saber o que ele pensa (ou pelo menos ter uma idéia, já que também não entendo o funcionamento da cabeça de Tyrion). E agora Robb é o rei do Norte, ganha uma batalha atrás da outra e se prepara para ir pra cima dos Lannisters em breve. Aliás, ele é um dos que está de olho no trono. Mas, além de não ter voz, ele também não aparece na chamada da série. Isso é no mínimo intrigante.

Outro novo personagem que ganha voz é Davos. Ele é um pirata que ganha lugar de destaque no exército de Stannis Baratheon, irmão do finado Robert e auto-proclamado rei. Davos é observador, e assiste de camarote as conspirações de Stannis e de sua fiel conselheira Melisandre, a feiticeira vermelha. Através dela, Stannis abandona seus deuses em favor do Senhor da Luz. Só que a tal Melisandre mexe com magia do mal, coisa bem sombria. Dá até medo, mas ao mesmo tempo deixa uma pulguinha atrás da orelha. Não vou falar o que é agora, talvez ao comentar o próximo livro.

Dany. Após a morte de Drogo e da eclosão dos ovos de dragão, Dany marcha para encontrar um lugar no mundo. Agora ela é aclamada como Mãe dos Dragões, mas o que ela logo vai perceber é que nem todos estão a seu lado. Em sua maioria, as pessoas se aproximam dela por interesse, como Xaro, que quer se casar com ela só para se apoderar de um de seus dragões. Mas Dany não é mais aquela menina assustada e que faz somente o que os outros querem ou esperam dela. E ela logo percebe que seu destino é voltar a Westeros e retomar o que é seu. E se Jon é gelo, ela é o fogo. Só mais uma coisinha para pensar.

Bran, após a morte de seu pai e da marcha de Robb para o sul, assume o posto de regente de Winterfell. Por tudo o que lhe aconteceu, Bran é obrigado a crescer rápido, tanto que é fácil se esquecer que ele é só uma criança de 10 anos. Ele ainda se sente diminuído por sua deficiência, mas aos poucos percebe que, mesmo paralítico, pode se destacar. Para isso, ele conta com a ajuda de dois novos personagens, Meera e seu irmão Jojen, ambos do povo do pântano, que procuram abrigo em Winterfell. Só que eles não chegaram a Winterfell e Bran por acaso. Jojen tem um dom, mais ou menos como premonições, que os levaram a Bran. E Jojen vai ajudar Bran a desenvolver esse mesmo dom. E só um lembrete: Bran já demonstrava esse dom no primeiro, ao sonhar com o corvo, que o faria voar.

Arya, que fugiu quando seu pai foi morto, agora tem que se disfarçar como um garoto órfão. Ela se junta a um bando de garotos que serão levados para a Patrulha da Noite. Mas no caminho eles são atacados, e ela se torna prisioneira em Harrenhall, e sofre um bocado. Mas ela faz algumas amizades que no decorrer da história vão lhe dar lucros. Ela consegue reverter a situação, mas teme se revelar, por isso continua com uma identidade falsa. Entre seus amigos está Gendry, um garoto de 14 anos que está fugindo de Cersei. Sua verdadeira identidade ainda não foi revelada, mas aposto que ele é um dos preciosos bastardos de Robert. Só isso explicaria o fato de Cersei querer o garoto morto. E acho que podemos esperar algumas surpresas dele.

Sansa-sonsa continua na corte como noiva de Joffrey. Ela já não tem mais ilusões quanto a Joffrey ou Cersei, mas continua sonsa. Não percebe que seu valor não está em ser noiva de Joffrey, mas sim como refém, que pode ser trocada a qualquer momento por Jamie Lannister, prisioneiro de Robb. E continua crédula demais. Vivendo sob o poder de Cersei, ela sofre o diabo, mas tem que disfarçar seus verdadeiros pensamentos, mas o faz de forma precária. E Joffrey continua a ser o mesmo garoto mimado que era antes, mas bêbado de poder. Combinação perigosa.

Esse segundo volume não fica nem um pouco atrás do primeiro. Pelo contrário, deixou a trama ainda mais envolvente e levanta muitas questões para os próximos, como eu já mostrei. E uma ótima notícia para nós é que a série vai estrear na HBO dia 08 de maio. E aí vai um aperitivo. Atenção para quem está no trono! Winter is comig! Iron Throne

Trilha sonora

É chover no molhado, mas uma música que combina com toda a série é This is war, do 30 seconds to mars. A letra é perfeita.

A Warning to the people
The Good and the Evil
This Is War
To the Soldier
The Civilian
The Martyr
The Victim
This is War
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight
To fight, to fight, to fight
To the right
To the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a Brave New World
From the last to the first
To the right
To the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a Brave New World
It's a Brave New World
A warning to the prophet
The liar
The honest
This is War
To the leader
The pariah
The victim
The messiah
This is war

A música não está inteira aqui, mas dá pra ter uma ideia. E também, principalmente para Dany e Jon, que são os que mais sofrem com a perda de alguém, Could it be any harder, do The Calling.

Se você gostou de Fúria de Reis, pode gostar também de:

  • O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien
  • As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley
  • A senhora do falcão – Marion Zimmer Bradley
  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell
  • A busca do Graal – Bernard Cornwell
  • Ciclo  A herança – Christopher Paolini

PS: eu li o livro em inglês, A clash of kings, e a capa é diferente, mas a edição brasileira tem a capa mais bonita, e também é mais fácil de identificar, por isso eu coloquei a capa brasileira.

4 comentários:

Thalinne disse...

Soulouca pra ler essa série, mas até hoje não achei ela por aqui pra comprar...

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Thalinne!

Já dá pra comprar os dois primeiros volumes aqui. Você encontra na Saraiva, e o segundo volume estava em promoção no site. Leia sim, porque você vai gostar com certeza!

Beijos,

Fernanda

Ricardo Inocencio disse...

A Fúria do Reis é ainda melhor que A Guerra dos Tronos !!! E aquele final surpreendente ??? Bran e Rickon !!! Meu Deus, que loucura.

Gostei muito de Davos, um cara inteligentíssimo.

Jon Snow tá amadurecendo mais e mais a cada nova experiência, e a decisão que ele tomou em relação a Qhorin Meia-Mão mostra o quanto ele é sangue-frio e determinado.

A "Batalha Naval" na entrada de Porto Real é muito bem detalhada e empolgante.

E Tyrion continua nos fazendo sorrir...


Não vejo a hora de começar a leitura do volume 3.


Beijo,


Ricardo Inocencio

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Ricardo!

Concordo, esse é melhor mesmo, mas para mim, o melhor é o terceiro. Os personagens vão evoluindo a cada livro, e isso é muito bom, dá mais profundidade à trama.

Beijos!

Fernanda