terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Stardust

 

Stardust O mistério da estrela – Stardust, conta a história do jovem Tristran Thorn, que promete capturar uma estrela cadente para conquistar o coração de sua amada. Para levar a cabo a missão, Tristran tem que atravessar o portal que separa o vilarejo de Muralha, encrostado “num alto afloramento de granito no meio de uma pequena região de floresta”, na Inglaterra vitoriana, da Terra Encantada. Poucos ousam cruzar o portal, exceto durante a Festa da Primavera, que acontece de nove em nove anos. Nessa época, uma grande feira se instala no local e os moradores de Muralha, bem como visitantes de todas as partes do mundo, entram em contato com os seres que habitam o outro lado. Foi o que ocorreu muitos anos antes, quando Dunstan Thorn, o pai de Tristran, cruzou o portal e conheceu uma bela e misteriosa jovem de olhos cor de violeta, a verdadeira mãe de Tristran.
Em sua jornada pela Terra Encantada, Tristran Thorn, que desconhece sua origem, mas tem a força impetuosa dos apaixonados, enfrentará perigos e armadilhas, conhecerá seres fantásticos, que vivem num mundo regido por leis próprias, e precisará de inteligência, coragem e uma boa dose de intuição para realizar o Desejo de seu Coração, ao melhor estilo das narrativas de fantasia. Sua luta, no entanto, revela-se outra ao longo das páginas. E sua saga é temperada pelo bom humor, a ironia e a visão singular do bem e do mal, do certo e do errado, do real e do imaginário, da vida e da morte que caracteriza a obra de Neil Gaiman.

 

Antes de ler o livro, eu assisti o filme, que de tanto que eu gosto, tenho em DVD. E outro dia me deu vontade de ver de novo, o que, lógico, me deu vontade de reler o livro. O que eu fiz em 3 dias. Mas já aviso para quem só viu o filme que ele é muito diferente do livro (falo dele daqui a pouco), mas ambos são igualmente ótimos.

Tristran é um jovem que mora em Wall e é apaixonado por Vistoria Forester. Como todo jovem nessa situação, ele é meio bobo e faz promessas absurdas. No caso dele, é encontrar uma estrela cadente, em troca da qual Victoria promete lhe dar o que quer que ele deseje. Mas não se deixe enganar por essa primeira impressão. Tristran amadurece durante suas viagens, e se torna um homem honrado, com um coração enorme, apesar de ser um tanto teimoso. Mesmo assim, ele ainda é imaturo o suficiente para não perceber o que todo mundo vê antes dele: que seu verdadeiro amor é Yvaine, a tal estrela cadente.

Ela, por sua vez, é uma mulher com temperamento forte e uma língua afiada. Adoro como insultos saem de sua boca com facilidade, apesar de seu jeito de lady. Perceptiva e observadora, ela consegue perceber as coisas muito mais rápido que Tristran. E, como Tristran, seu coração é de ouro.

Mas o que dá gosto mesmo são os vilões. Especialmente Septimus, o herdeiro do trono de Stormhold. Ambicioso, ele não hesita em matar seus irmãos e concorrentes, coisa que é tradição em sua família. É implacável, e seus irmãos sobreviventes morrem de medo dele. Mas admito que ele é melhor no filme.

Depois dele, a bruxa-rainha é quem também está atrás de Yvaine, com o objetivo de obter a juventude eterna. Suas maldades não conhecem limites, e ela não tem piedade de quem fica em seu caminho. Pena que seu fim não é digno dela. É muito sem graça, ela se resigna muito fácil, quando durante todo o livro dá a impressão de que não vai entregar a briga tão facilmente.

Vale ainda destacar Una, a única herdeira de Stormhold. Ela é escravizada por Ditchwater Sal, e oscila entre a forma humana (mais ou menos) e de um pássaro. Astuta, ela está sempre de olho nas armações de sua dona. Apesar de aparentar não se incomodar com sua condição de escrava, ela tem uma rebeldia acumulada, que se manifesta na forma de sedução de Dunstan, pai de Tristran.

Apesar de ser classificado como literatura infanto-juvenil, o livro com certeza vai agradar o público mais adulto também, com sua narrativa envolvente, e às vezes mais ousada. E, talvez por estar no embalo depois de assistir o filme, o ritmo também é bom, e dá para ler bem rápido. Neil Gaiman mistura vários ingredientes e no fim dá certo, e a recompensa é uma fantasia deliciosa.

Filme

stardust filme Gosto igualmente tanto do livro como do filme, e, como já disse, o filme tem várias coisas diferentes do livro. Mas eu acho que em várias passagens o filme é melhor que o livro. De cara, eu sinto falta no livro do Capitão Shakespeare, no filme brilhantemente interpretado por Robert De Niro. E a sacada de fazer o capitão efeminado foi fantástica. Rio muito quando vejo. Também, os fantasmas dos herdeiros de Stormhold são hilários. No livro, eles estão presentes, mas eles não têm a mesma graça. No filme, eles torcem e opinam (sem que os vivos percebam) nos acontecimentos, e seus comentários são impagáveis. Michelle Pfeiffer também dá mais vida à bruxa-rainha, e seu fim no filme é mais condizente com o personagem. Aliás, toda a seqüencia final, na casa das bruxas, é ótima. E, não menos delicioso é ver Mark Strong como Septimus. Ele é ainda mais implacável no filme, e mais astuto. Para quem gosta de fantasia, ou comédia, é uma ótima pedida. E só mais um detalhezinho: quem faz o pai de Tristran novinho é Ben Barnes. Bônus!

Trilha sonora

Uma música que combina bem com a história, é Stars, do Roxette. Também You belong to me, com o Jason Wade, o supertalentoso vocalista do meu amado Lifehouse, Somewhere out there, do Our Lady Peace e You can’t always get what you want, do Rolling Stones.

Se você gostou de Stardust, pode gostar também de:

  • A História Sem Fim – Michael Ende
  • coleção de Tinta – Cornelia Funke
  • Trilogia Fronteiras do Universo – Phillip Pullman
  • O Trílio Negro – Marion Zimmer Bradley
  • coleção Harry Potter – J K Rowling

Um comentário:

Nadia V. disse...

Esse também está na minha lista dos próximos que quero ler. Amei o filme! Lindo! :) Mesmo sendo diferente estou louca pra ler.
Beijo