segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Retrato de Dorian Gray

Dorian Gray Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade.

Eu comecei a ler este livro porque vai sair (pelo menos, eu espero) o filme (versão recente, de 2009. Já tem um mais antigo), então queria ler antes de estrear. E A DO REI. Já está entre os meus favoritos. Claro que eu já conhecia a história do jovem que deixa seu retrato envelhecer em seu lugar, mas nunca tinha lido o livro.

O livro, apesar de ter sido escrito no século XIX, é muito atual, com todo esse culto besta à beleza e à perfeição. Se Dorian Gray vivesse nos dias de hoje, com certeza seria um daqueles que faz plástica em cima de plástica para tentar atingir a perfeição. Já que ele não tinha um cirurgião plástico à disposição, resolveu fazer um pacto com o Diabo mesmo, e funcionou bem até demais. Sabe aquele ditado que diz: “Cuidado com o que você deseja, pois pode ser que seja atendido”? Então foi exatamente isso que aconteceu. O que Dorian não sabia era que em troca da beleza eterna, ele perderia sua alma.

Mas, como no livro, é impossível não se apaixonar por Dorian Gray. Ele nem sempre foi mal (e por mim ele poderia ser ainda mais malvado). No começo, era um adolescente comum, sem um pingo de vaidade. Até ver seu retrato pintado por seu amigo Basil Hallward. Daí ele passa por um sério caso de complexo de Narciso (pra quem não sabe, Narciso era um jovem belíssimo que se apaixonou no pelo próprio reflexo), e começa sua ruína. Ele se torna fútil e arrogante, o que não melhora porque todos o adoram (e ele ama ser adorado, como um deus). E quando ele tenta se redimir, já é tarde demais.

Se Dorian é assim, é porque seu “grande” amigo Lorde Henry Watton o fez. Por sua influência é que Dorian degenera. Não sei exatamente porque, não ficou claro no livro qual o motivo de Lorde Henry fazer isso, acho que por tédio mesmo. Ele é ainda mais superficial que Dorian, e ainda por cima é manipulador, fazendo com que as pessoas eventualmente sigam seus nada sábios conselhos.

Do lado oposto, disputando a atenção de Dorian, está o retratista Basil Hallward. Esse mais comedido, expressa verdadeiro temor por seu amigo quando percebe que ele está se degenerando. A imagem que tenho de Lorde Henry e Basil é aquela do anjinho e o diabinho dos desenhos em quadrinhos, os dois bancando a consciência de Dorian.

Umm personagem sombrio, uma história bem atual, que faz a gente pensar sobre algumas coisas, e um retrato (sem trocadilhos) fiel e ácido da sociedade inglesa (principalmente a burguesia) do século XIX. Um clássico que merece ser lido (observação: nem todos merecem, mesmo que sejam clássicos).

Trilha sonora

Três músicas vêm à mente: Sympathy for thje devil, do Guns (que, com perdão dos fãs de Rolling Stones, é bem melhor), My immortal, do Evanescence (a letra parece atpe um diálogo de Dorian com seu retrato), e Perfect strangers, do Deep Purple.

Filme

Dorian Gray movie Na Inglaterra, estreou em setembro de 2009. Aqui, não encontrei previsão (e olha que eu procurei até dezembro!). Mas acabou de estrear em Portugal, então ainda pode chegar por aqui. Quem interpreta Dorian é Ben Barnes (o Príncipe Caspian). Estou torcendo para passar no cinema, e não posso esperar pra ver. A foto aí ao lado é um dos cartazes do filme, que eu achei muito bem bolado.

Nota histórica

Entre os séculos XVIII e XIX, ocorreu s Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra. Assim, nesse período houve uma hegemonia mundial britânica. Foi o período de grandes navegações para os ingleses e acelerado crescimento econômico. Por ser o período de reinado da Rainha Vitória, também é chamada de Era Vitoriana.

Fonte:Revolução Industrial

2 comentários:

Elam disse...

Muito beom, sua post me fez querer ler o livro!

Thalinne disse...

Uma vez, quando eu era criança, comecei a ler O Retrato de Dorian Gray. Eu estava gostando da história, mas estava lendo uma edição bem antiga da minha vó, cheia de palavras qe eu não conehcia. Resultado: comecei a gastar mais tempo com a leitura do dicionário que do livro. Decidi parar e ler depois, quando eu estivesse mais velha e tivesse um vocabulário mais rico. Nesse meio tempo, o livro sumiu...
Agora decidi comprar o livro (acabei de fazê-lo) pra tentar ler de novo.
Não sabia que ia ter filme dele, fiquei morrendo de vontade de ver!