segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Caçada – House of Night # 5 – P. C. e Kristin Cast

 

Caçada Novos personagens e cenários são inseridos neste quinto livro da série House of Night. Neferet, após conquistar um novo e poderoso aliado, Kalona, vira as costas para a Deusa Nyx. Juntos, arquitetam terríveis planos. O passado vem à tona, influenciando escolhas fundamentais. A Morada da Noite é ocupada por criaturas demoníacas, que sob o comando de Kalona, um ser incrivelmente belo, mantém o domínio sobre quase todos os alunos e professores. O único lugar relativamente seguro para Zoey e seus amigos é um local escondido, subterrâneo, onde uma nova raça de vampiros habita. Parece não haver fim para os problemas que continuam a surgir. O mal se abate sobre o centro de Tulsa, gerando não só o caos terreno, mas também um grande e doloroso massacre. Será Zoey forte e sábia o suficiente para enfrentar tudo o que está por vir?

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU NENHUM LIVRO DA SÉRIE HOUSE OF NIGHT!

Depois da libertação de Kalona por Neferet, e pelo fato de o cara não suportar a terra, Zoey e seus amigos, agora numa boa, fogem da Morada da Noite e se juntam a Stevie Rae e os novatos vermelhos nos túneis. E agora, há uma guerra declarada entre Zoey e cia. e a Morada. Isso porque a influência de Kalona é tão grande que ele e Neferet conseguem colocar a escola toda sob um encanto e ninguém desconfia de nada.

Ao mesmo tempo, Zoey continua enrolada com 3 caras (de novo. Sério, tá cansando. Escolhe um logo!). Erik voltou com ela, mas se mostra cada vez mais possessivo e babaca. Sério, eu até torcia pro cara, mas agora acho mesmo que está na hora de ele cair fora. Também volta em cena Heath, o namorado humano. Depois de quebrar o Imprint (já disse, não vou usar a palavra da tradução. É muito ridícula), Zoey tem um encontro nada agradável com ele no quarto livro. Mas ao saber da ameaça de Kalona, Zoey o avisa e ele volta a aparecer. Esse sim continua um fofo, um docinho. E o Imprint volta, porque a certa altura, a vida de Zoey corre perigo e lá está ele pra “doar” seu sangue para ela. Antes eu achava ele um sem-noção, mas agora estou gostando mais dele. E até prefiro ele a Erik.

Mas nenhum dos dois é páreo para o boyfriend #3. Lembra do Stark, aquele novato que chegou transferido de Chicago? Pois bem, ele morre e “desmorre” no anterior. E, como Stevie Rae, Zoey sabe que ele vale a pena salvar, que ele ainda tem um pouco de humanidade dentro dele. (SPOILER!) E assim, puft, lá vai o cara virar guerreiro pessoal dela. Mas esse sim é que merece o prêmio no final. Sexy, o cara tem todo o ar de bad-boy, é arqueiro (ai, meus deuses…) e é todo atormentado. E na verdade, ele realmente faz algumas coisas abomináveis. Mas, sendo um perfeito screw-up, claro que caiu nas minhas graças. E ele com certeza, é de longe o personagem masculino mais legal da série (hummm… talvez um candidato a piriguetagem literária 2012?).

Zoey continua mais ou menos a mesma. E todos os seu amigos também. Como eu disse na resenha de Indomada, como as coisas acontecem muito rápido, não dá tempo de os personagens evoluírem e mudarem muito. Então, também não vou ficar repetindo o que já falei antes deles.

Só quem mudou da horda nerd foi Stevie Rae. Agora ela e, quem diria, Aphrodite tem uma ligação toda especial (vou deixar na imaginação de vocês). E, por esse vínculo, Aphrodite diz a Zoey que ainda tem coisas que Stevie Rae esconde. Mas ela luta o tempo todo para manter sua humanidade e continua sendo a melhor amiga de Zoey. Esses mistérios eu falo no próximo.

Personagens novos aparecem, como a Irmã Mary Angela. Ela é uma freira encarregada da ONG que cuida de gatos de rua (só uma coisa, a Street Cats, existe mesmo e é apoiada pelas autoras. Eu tentei acessar o site, mas não consegui). E para um freira ela é bem mente aberta e espiritual. Aceita Zoey sabendo exatamente quem ela é, assim como todos os outros novatos. Ela vai ter papel importante no final, assim como a avó de Zoey, mesmo ainda se recuperando do acidente que sofreu no quarto livro. E novos aliados também vão se juntar a Zoey, mas não vou revelar quem são ainda. Basta dizer que é gente que não caiu nem um pouquinho no conto de Neferet e nem está sob o encanto de Kalona.

Como sempre, tudo acontece muito rápido. E o final, apesar de ser meio anticlimático, é de se esperar e até dá para entender porque é assim. Ele se liga direto ao próximo livro. Aliás, nem sei porque a série foi toda picotada desse jeito. Dica: adquira todos os livros antes de ler, e quando ler, leia de uma vez só, como se fosse um só livro. A história parece que foi escrita para ser assim, mas não sei porquê (tirar mais dinheiro da gente, mas não espalha) foi toda fragmentada. E mais uma vez, uma leitura prazerosa e rápida (de novo, li em 2 dias. E apesar de ter um fim de semana, eu não fiquei sentada o tempo todo lendo. Preparei aula, fui ao supermercado…). De novo eu digo: vale a pena conferir.

Trilha sonora

Mr Brightside, do Killers é perfeita para Erik, E escolhi um v;ideo com a letra em vez do original justamente para vocês entenderem porquê. E só uma observação: eu adoro essa música (e eles tem várias bem legais), e enquanto Brendon Flowers (sem brincadeira, esse é o nome do cara) canta quase num fôlego só, eu imagino a cena se desenrolando. Hey jealousy, do Gin Blossoms (eles também cantam uma das minhas músicas [preferidas, e que você provavelmente conhece: Follow you down) também cai como uma luva, mas para o boyfriend #2. Também Night of the hunter, do 30 seconds to Mars e Heavy in your arms, do Florence and the machine.

Se você gostou de Caçada, pode gostar também de:

  • saga Crepúsculo – Stephenie Meyer;
  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • The Vampire Diaries – L. J. Smith;
  • coleção Sookie Stackhouse – Charlene Harris;
  • Irmandade das Adagas Negras – J. R. Ward;
  • série Fallen – Lauren Kate;
  • coleção Sussurro – Becca Fitzpatrick.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Música do mês – Skank – Vamos fugir

 

Skank Eu já sei de antemão que provavelmente vou causar polêmica e ferir alguns mais conservadores, mas a verdade é que, com todo o devido respeito a Gilberto Gil (o cara é um gênio, sério. Seu único erro foi ter entrado para a política e virar ministro), eu sinceramente prefiro essa versão do Skank.

Eu amo de paixão o Skank. Já fui em uns 5 ou 6 shows deles (viu como sou fanática?). Basicamente, sempre (ou quase) que os caras vem pra SP, eu dou um jeito de ir. E fica aqui uma dica: o show dos caras é sempre muito legal, bem animado. E essa música é uma das que mais levanta a galera.

Não, ela não é a minha favorita deles (na verdade é Uma partida de futebol, mas falo dela em outra ocasião…Quem sabe quando o meu amado São Paulo Futebol Clube ganhar o Brasileirão esse ano? ;D). E agora você deve estar se perguntando: então por que falar dela? Simples: estamos em janeiro, e, apesar de não parecer (sério, dia desses eu tive que dormir com 2 cobertores! E andar com blusa de lã!! What the hell?!), estamos no verão. E essa música me lembra sempre o verão.

A letra lindíssima do mestre Gilberto Gil, falando de praia atrás de praia já leva a gente direto para o mar azul num fechar de olhos. Ela também combina muito bem com a voz de Samuel Rosa, que eu acho bem gostosa. E esta versão deles, mais animada, em vez do reggae mais tradicional a versão original, também convida a um da ensolarado à beira-mar. Gosto também da alternância entre ritmos, mais agitado no refrão.

Para quem se lembra, ela foi usada justamente num comercial de Rider, que costumava mesmo ter músicas bem legais. E no verão. Vai ver é por isso que eu associo a música à minha estação favorita. E é um single que acabou incluído no CD Radiola, uma espécie de best-of da banda. Por isso é que a capa desse CD está lá no alto. Então, sem mais nada a acrescentar, vamos lá. Aumente o som e levante da cadeira pra dançar!

Beijos e até o próximo post!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Indomada – House of Night #4 – P. C. e Kristin Cast

 

Indomada A vida é uma droga quando seus amigos estão chateados com você. Basta perguntar a Zoey Redbird – ela se tornou uma perita no assunto. Em uma semana ela passou de três namorados a nenhum, e de ter um grupo íntimo de amigos que confiavam nela e a apoiavam, para ser uma rejeitada. Falando de amigos, só sobraram dois. Neferet declarou guerra aos seres humanos, Zoey sente em seu coração que está errado. Mas será que alguém a escutará? As aventuras de Zoey na escola de aperfeiçoamento de vampiros da uma reviravolta selvagem e perigosa, lealdades são testadas, enquanto chocantes e verdadeiras intenções vem a luz, e um mal antigo é despertado no quarto volume fascinante da série Casa da Noite.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU NENHUM LIVRO DA SÉRIE HOUSE OF NIGHT!

Depois de toda a meleca que Zoey aprontou em Escolhida, ela começa a compensar pelo que fez. Pra começar, ela finalmente conta tudo a seus amigos, e eles, com desconfiança, a perdoam e voltam a falar com ela. Então, uma coisa a menos pra ser preocupar. Mas, claro que isso não dura muito, porque ainda existe o problema maior. Depois das mortes de dois professores (um deles Loren Blake, o tal para quem Zoey dá o maior mole, apesar de ter dois namorados. Como eu disse, uma gata no cio), de forma brutal e com todas as indicações de que humanos estejam envolvidos (mais precisamente o Povo da Fé – é isso? – a seita do fanático religioso do padrastotário. E em uma observação, em inglês é step-loser, que eu achei mais legal. Mas a tradução até que está boa, tirando alguns deslizes como esse e o de Imprint), Neferet declara guerra aos humanos.

Se não bastasse isso, Aphrodite (achei bem legal terem mantido a grafia original), agora humana depois de ajudar a salvar Stevie Rae, ainda tem visões que prenunciam a morte de Zoey. E para evitar esse futuro, é preciso que Zoey faça as pazes com seus amigos. Aphrodite continua mimada e esnobe, mas no fundo isso é tudo fachada, e ela mostra cada vez mais que é amiga mesmo de Zoey, e até começa a se sentir mais à vontade com o que ela chama de horda nerd (os amigos de Zoey. E de novo, em inglês é nerd herd, que é mais legal). E agora tem alguém especial para distrair Aphrodite também, o que na verdade vai deixar ela mais agradável. Esse alguém é Darius, um fortão da guarda vampira, chamada de Filhos de Erebus. Ele é do bem, então acho que sua influência sobre a garota vai ser boa.

A horda nerd, agora que sabe de tudo o que aconteceu, e que Neferet está envolvida, voltou a ser leal a Zoey. Sim, as Gêmeas continuam fúteis, Damien continua um sabe-tudo insuportável e Jack uma flamboyant de tão gay e totalmente sem-noção, mas na hora do vamos ver, eles não fraquejam e deixam de lado suas personalidades (ou falta de) e mostram que podem ser bem mais maduros.

Stevie Rae, por outro lado, agora que teve sua humanidade restaurada, passou pela Transformação, mas ela continua misteriosa. Sim, ela voltou a ser fofa, porém ela virou um novo tipo de vampira, e não dá para saber exatamente se isso é bom ou ruim. Ela voltou a ser amiga de Zoey, mas ela mesma não sabe dizer exatamente o que ela é. E ela até tenta dizer isso para Zoey, inúmeras vezes, mas a teimosia da outra é tanta que Stevie Rae não consegue convencer Zoey de que ela pode ser perigosa. Irrita um pouquinho, mas só pelo fato de Stevie Rae estar de volta, vale a pena a irritação.

Neferet quase não aparece neste. Como ela consegue ler as mentes dos novatos, eles mantém a distância dela. E também porque aparece na escola a Suprema Sacerdotisa, Shekinah. Esta é superior a Neferet, e logo de cara já a coloca em seu lugar. Ela desaprova as atitudes de Neferet, como impedir o acesso ou a saída da escola e também não contatar os policiais humanos para investigar as mortes dos professores. E, acima de tudo, ela não quer a guerra. Shekinah é serena e transmite sabedoria e poder. Assim que chega à Morada da Noite, ela assume o cargo de Neferet e começa a colocar ordem na bagunça. E uma dessas arrumações é providenciar um novo professor de teatro. O que não vai ser nada agradável para Zoey, porque…

O tal professor é ninguém menos que Erik Night, seu ex-namorado lindo e maravilhoso. Erik já completou a Transformação, e é agora um vampiro adulto. E como era o melhor aluno de tetro da escola, ganhando competições e etc, volta como professor. Só que ele não é mais o mesmo. Tudo bem, Zoey o traiu e tal, mas as atitudes dele são mesquinhas e nada adultas. Ele compensa no final, mas mesmo assim, pra quem era perfeito, isso está meio fora de enquadramento.

E aparece também um novo personagem bem interessante: Stark. Pelo nome já gostei (essa minha queda pelos Stark das crônicas…). Não bastasse esse nome supercool, ele ainda é arqueiro (aí Fefa, já achei sexy! ;D). Ele é um novato transferido da Morada da Noite de Chicago, e guarda um segredo terrível (sempre assim). E tem um dom: ele nunca erra o alvo. Nunca (isso vai ser importante mais para a frente na história, mas só vou poder comentar quando falar o próximo livro). A sua participação é curta, mas bem significativa, principalmente para Zoey (tô falando, a garota é uma gata no cio. Ainda bem que as minhas são castradas).

Como nos outros, tudo acontece muito rápido. Acho que o livro todo se passa em 2 dias. Exatamente o mesmo tempo que eu levei para ler. E não estou o tempo inteiro em casa de bobeira não (incrivelmente, esse eu consegui ler no ônibus, no metrô…E li bastante antes de dormir). A história está ficando cada vez mais envolvente e prende a gente o tempo todo. Tanto que não dá pra dizer se este é o melhor ou não, porque ainda tem muitos outros, e eles vão ficando melhores. Só acho que as autoras poderiam espaçar mais as ações, para ficar mais realista. Deixa eu explicar: em Percy Jackson, por  exemplo, as ações nos livros são rápidas, coisa de uma semana no máximo. Mas o espaço entre o que acontece entre um livro e outro é de alguns meses. Isso se aplica também para Vampire Academy e vários outros. Vamos combinar que, a não ser que você seja Jack Bauer e viva um ano em um dia, ninguém aguenta tanta coisa em tão pouco tempo. Quer dizer, do primeiro livro até este, só se passaram 2 meses! Assim, não dá para os personagens evoluírem, por exemplo. O que eu acho muito ruim. Mas fora isso, é uma leitura gostosa. Vale a pena conferir.

Trilha sonora

Mais uma vez, Through Hell do We are the fallen, é perfeita. Assim como Everybody's fool do Evanescence (só que agora para Neferet). Também Send the pain below, do Chevelle e Prelude 1221, do AFI.

Se você gostou de Indomada, pode gostar também de:

  • saga Crepúsculo – Stephenie Meyer;
  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • The Vampire Diaries – L. J. Smith;
  • Irmandade das Adagas Negras – J. R. Ward;
  • coleção Sookie Stackhouse – Charlene Harris;
  • série Fallen – Lauren Kate;
  • coleção Sussurro – Becca Fitzpatrick

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Escolhida – House of Night # 3- P.C e Kristin Cast

 

chosen 2 Neste terceiro livro da série House of Night os acontecimentos tomam um rumo misterioso e perturbador. Zoey tenta encontrar uma solução para ajudar Steve Rae, que luta para manter sua frágil humanidade, antes que ela se transforme em um monstro. Entretanto, salvar sua melhor amiga significa ir contra Neferet, e para conseguir o que quer, Zoey acaba se aliando a uma inesperada pessoa, tornando-se sua confidente e parceira. Para complicar, o horror atinge a Morada da Noite quando dois assassinatos ocorrem. Zoey se vê num drama pessoal e numa posição realmente delicada. Deve guardar segredos, até mesmo de seus amigos, tomar decisões muito importantes, e agora que acabou se envolvendo com um terceiro cara, deverá lidar com os três, já que não consegue se decidir entre eles.

ATENÇÃO! SPOLIERS SE VOCÊ NÃO LEU NENHUM LIVRO DA SÉRIE HOUSE OF NIGHT!

Eu na verdade reli este livro, e não tinha postado resenha antes porque eu queria ler as sequências antes. Mas aí fui lendo outras coisas, me distraí, e, apesar de as seqüências estarem na minha estante há bastante tempo, só agora resolvi ler.

Lembro que quando escrevi as duas primeiras resenhas da série, eu não tinha sacado muito bem a Zoey. Tudo bem, ela é a mocinha, menina inteligente e independente, destinada a ser líder. Mas agora, ao reler os três primeiros da série, vi outros pontos nela. Em primeiro lugar, que ela é um tanto arrogante. quer dizer, a fulana cai de pára-quedas na Morada da Noite, e logo no primeiro dia já decide que tem que fazer alguma coisa para tirar Afrodite do poder. Quem é ela pra fazer isso? Você responde: a escolhida de Nyx. Fine, mas ela resolve tramar o tomada de poder em dia? Sei lá, meio estranho. E depois, neste, ela literalmente vira uma piranha. Vagaba de primeira. Não bastasse ela ter 2 namorados (já diz alguma coisa), ainda dá mole pro professor-gato Loren Blake (ai, ai, uns com tanto, outros com tão pouco…rs). Tudo bem, tem o tal Imprint (aqui não é como o estúpido imprint dos lobisomens de Crepúsculo. Acontece quando um vamp mais forte compartilha o sangue com um mais fraco, ou quando o vamp o faz com algum humano. De qualquer forma, o tal imprintado vira meio que um escravo do outro. É, é tão idiota quanto em Crepúsculo, mas aqui a ligação pode ser quebrada e o sujeito não perde o senso de identidade. E não vou usar o termo em português – que acabei de ler no quarto – porque é ridículo demais), mas ela também não luta lá com muita vontade contra isso. Racionalmente, ela sabe que isso não é certo, mas na hora H, dane-se o racional, e de forma consciente ela mantém a ligação com Heath (boyfriend 1), enquanto namora Erik (boyfriend 2) e dá em cima do tal Loren. Sério, parece uma gata no cio.

Some-se a isso as decisões mais estapafúrdias que ela toma, e pronto, a garota entra numa verdadeira novela mexicana. Algumas dessas decisões foram necessárias, mas outras foram totalmente despropositadas. Não vou falar quais para não estragar o desfecho, mas que dá raiva, dá. Quer dizer, a menina é supostamente inteligente, como faz umas burradas dessas? E o pior é ver a garota se fazendo de vítima. Tudo bem, de certa forma ela até é mesmo, mas mesmo assim. Pelo menos, ela não é de ficar chorando pelos cantos, e sabe muito bem o que fez de errado. Tem até consciência de que ela merece tudo o que recai sobre ela. Menos mal.

Quanto aos amigos (Damien, as gêmeas e Jack) não posso dizer que são lá muito bons. As gêmeas, que de gêmeas não tem nada, a não ser o fato de serem igualmente fúteis e terem o hábito irritantíssimo de completar as frases uma da outra, são totalmente descartáveis a meu ver. Só estão no livro pra formar o círculo, por causa de suas afinidades com fogo e água. Damien é supostamente inteligente e mais denso, mas ainda assim, como as gêmeas, no primeiro teste de amizade, vira as costas para Zoey sem tentar ouvir a versão dela. Ainda há um monte de livros da série, e só posso esperar que isso mude. Pelo que já li do quarto, parece que isso vai melhorar.

Reparou que deixei Stevie Rae de fora? Foi de propósito. Agora que ela é morta-viva, ficou ainda mais legal. Não no sentido de ser boazinha, mas como personagem, ela ganhou muito. Ao morrer (porque ela chegou a morrer), ela se tornou algo diferente e sinistro. Mas de alguma forma, ela ainda reteve um restinho de sua humanidade, o que motiva Zoey a partir em seu resgate. Ela agora é fria, só demonstra emoção para caçar (e sua caça é humana), age só por instinto, e é um mistério. E ela é peça fundamental na trama que se desenrola daqui pra frente. Estou ansiosa para saber como ela vai se sair nos próximos.

Afrodite, de mimadinha e insuportável, e agora expulsa das Filhas das Trevas, agora é aliada de Zoey. E ela é uma personagem bem legal também. é ela que tem as sacadas mais ácidas, é desbocada e até grosseira. Mas, apesar disso, e da inimizade com Zoey, é ela quem permanece fiel a ela. E também se mostra mais inteligente e perspicaz. Neste, ela tem algumas surpresas, umas boas e outras nem tanto. E aos poucos, vai deixando de ser tão detestável.

E a grande vilã, Neferet, é outro ponto forte do livro. Perfeita duas-caras, ela posa de amável e maternal, mas na verdade é falsa, ambiciosa e manipuladora. Ela passa longe das grandes vilãs (como Cersei, Morgana – se bem que eu não acho que Morgana seja vilã – e Guinevere das Brumas), mas ela é aquele tipo de vilã que apaixona ao mesmo tempo que desperta o ódio. E, juntamente com Stevie Rae, é ela que vai dar o rumo que a série está tomando.

Os acontecimentos ainda são muito rápidos. Este se passa um mês depois do final de Traída, e tudo acontece em uma semana no máximo. Os capítulos curtos e bem encadeados deixam a leitura gostosa e a gente fica grudado no livro até o final. A partir deste, a história toma um rumo mais sombrio e violento. As mortes retratadas não deixam nada a dever a George R. R. Martin ou Dan Brown. O livro não é assim nenhuma grande leitura, mas como passatempo vale a pena. É sexy e a linguagem atual, cheia de referências à cultura pop fazem com que a gente se identifique com algumas coisas, e até tiram aquele sorrisinho maroto, como quando Dean faz uma piadinha em Supernatural. Como eu disse, não espere uma obra-prima, mas uma leitura leve e descompromissada.

Trilha sonora

Through Hell, do We are the fallen, é perfeita. Também It's my own cheating heart that makes me cry, do Glasvegas (desculpa a tradução em espanhol, mas foi o único link que eu achei com Vampire Diaries e a letra. É superdifícil mesmo entender o que o cara fala, porque eles são escoceses, e a letra tem tudo a ver com o livro). Unfaithful, a única boa da Rihanna (bom, Umbrella passa. Mas adoro o piano nesta) também tem tudo a ver. Finalmente, Everybody's fool, do Evanescence.

Se você gostou de Escolhida, pode gostar também de:

  • saga Crepúsculo – Stephenie Meyer;
  • The Vampire Diaries – L. J. Smith;
  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • coleção Sussurro – Becca Fitzpatrick;
  • série Fallen – Lauren Kate
  • Irmandade das Adagas Negras – J. R. Ward;
  • série Sookie Stackhouse – Charlene Harris;

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para pensar um pouquinho…

 

Toda a polêmica do rolou ou não rolou estupro no BBB me inspirou a fazer este post. Não se desespere, não assisto essa porcaria e nem acho que essa baixaria cabe aqui. Só vou dizer uma coisa:

livro suicida

Portanto, com o intuito de salvar os livros deprimidos e desesperados, vamos fazer uma campanha:

DESLIGUE A TELEVISÃO! ABAIXO BBB! LEIA UM LIVRO!

É como diz aí do lado: ler te faz uma pessoa melhor.

 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Contra o tempo

 

source-code Não sei porque não assisti esse filme no cinema. Não é segredo nenhum que sou fanática por Jake Gyllenhaal e eu lembro que quando vi o trailer achei interessante. Enfim, aluguei e assisti.

O filme gira em torno de um suposto atentado a bomba num trem a caminho e Chicago. Através de uma tecnologia avançada, as forças armadas (no caso foi a Aeronáutica) americana inventa uma máquina que permite que o piloto Colter Stevens (Jake – não me peçam para escrever o nome dele de novo) ente no corpo de outra pessoa nos últimos 8 minutos de sua vida. Assim, ele pode identificar o terrorista e talvez impedir que a bomba dispare. Desta forma, Jake sempre volta ao trem para tentar solucionar o mistério e salvar a pátria.

Mas se engana quem pensa que o filme é repetitivo. De jeito nenhum. Só repete mesmo duas vezes, depois, vai sempre mudando, sempre aparece algo novo. O que é meio repetitivo é a volta de Jake ao tempo “presente”, numa espécie de bunker todo detonado. E a conversa sempre enigmática de Colleen Goodwin (Vera Farmiga), uma militar que faz a ligação de Jake com o  mundo exterior. Logo de cara dá pra sacar que a fulana está escondendo algo, e que isso não é nada bom. E a mulher parece uma robô, sempre falando pra ele voltar e prestar atenção na missão. É irritante. Mas ela até compensa no final. E a atriz também é boa (se não fosse, não me irritaria tanto).

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E Jake ainda tem um motivo a mais para tentar salvar o trem. O motivo é Christina (Michelle Monaghan. Sério, ô mina de sorte: namorada de Tom Cruise em M:I III e de Jake Gyllenhaal nesse…). Ela é uma passageira do trem, com quem o tal que cede as memórias tem amizade e uma coisinha a mais. E ela desperta também algo mais em Jake…

Por trás de toda a missão está o Dr. Rutledge (Jeffrey Wright), um cientista com princípios meio duvidosos, e ambição desmedida. Seu único objetivo é o sucesso da operação (não que deter um terrorista seja ruim) e isso envolve alguns dilemas morais que Goodwin tem que enfrentar. Até perturbadores, mas não vou falar o que é, para não estragar o suspense (se bem que a partir de certo ponto no filme já dá pra desconfiar o que acontece com o piloto…)

O tal terrorista até que é descoberto logo. A partir daí, a corrida é, sem trocadilhos, contra o tempo mesmo. E é aqui que o filme fica mais tenso. E confuso. Mas vale a pena (só de ter Jake Gyllenhaal no elenco, já é grande coisa). Então aproveite o tempo chuvoso e divirta-se. Aí vai o trailer pra dar aquele gostinho:

Beijos e até o próximo post!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A chave do Juízo Final – Força Sigma 5 – James Rollins

 

Doomsday key Na Universidade de Princeton, um famosos geneticista morre dentro de um laboratório de risco biológico. Em Roma, um arqueólogo do Vaticano é encontrado morto na Basílica de São Pedro. Na África, o filho de um senador americano é assassinado próximo a um acampamento da Cruz Vermelha.

Três vítimas de homicídio em três continentes, ligados pelo símbolo pagão da cruz druídica queimado em sua pele.

O Comandante Grayson Pierce e a Força Sigma tem apenas dias para decifrar um quebra-cabeça apocalíptico que tem origem séculos atrás. Ajudado por duas mulheres de seu passado – uma sua ex-namorada, a outra sua nova parceira – Gray deve descobrir um segredo arrepiante que ameaça a América e o restante do mundo, mesmo que isso signifique sacrificar a vida de uma das mulheres a seu lado. A corrida já começou – do Coliseu em Roma até os picos gelados da Noruega até as tumbas perdidas dos reis Celtas – e o futuro está em jogo. Pois o pior pesadelo da humanidade está trancado dentro de um talismã enterrado por um santo – um antigo artefato conhecido como… A Chave do Juízo Final.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU O RESTANTE DA SÉRIE FORÇA SIGMA!

E provavelmente não leu mesmo, a não ser que como eu, tenha dado a sorte de encontrar os livros e ler em inglês. E, bem legal da Ediouro, responsável pela publicação dos livros em português, que nem se digna a responder os fãs da série. Veja aqui quanta gente tem perguntado quando vai ser lançado O último oráculo, o quarto da série (tecnicamente é o quinto, porque tem um que vem antes de O mapa dos ossos). Acho que vou seguir o conselho da minha amiga Mari (outra fã ardorosa da série), e vou escrever para a editora e me candidatar a traduzir ;D. E só para relembrar, os outros dois que existem em português são A ordem negra e A nova traição de Judas, na ordem.

Este se passa mais ou menos um ano depois dos acontecimentos de O último oráculo. Monk já está em casa  e sua memória está quase normal. Kowalski está com a tal professora que se encantou por ele no anterior e Gray continua curtindo uma dor de cotovelo…Até que a dor liga do nada. Bom, não do nada. Rachel procura Gray depois que seu tio sofre um atentado dentro da Basílica de São Pedro, onde seu colega, o arqueólogo Padre Giovanni, é morto.

Enquanto isso, na África, um acampamento da Cruz Vermelha sofre um ataque brutal, e o filho de um senador americano é assassinado. E depois seu professor em Princeton também é morto em seu laboratório. E os três crimes estão ligados por uma estranha marca queimada na testa das vítimas. E isso já coloca a Força Sigma em alerta. E a partir daí, uma eletrizante aventura começa, cheia de mistérios e reviravoltas.

Gray nem pensa quando recebe o telefonema de Rachel.  Depois de falar rapidinho com Painter, pega o primeiro vôo para Roma atrás da bela italiana. Ao chegar, ele já tem uma surpresa quando ela não o recebe no aeroporto, como combinado. Ele então começa a ficar preocupado e depois de algumas tentativas, finalmente a encontra no hotel. E ela não está sozinha. Para surpresa de Gray, a ex-namorada-quase-esposa está acompanhada de ninguém menos que Seichan, a sensual agente da Guilda, por quem Gray sente uma certa atração. Daí ele só tem uma certeza: isso não pode ser bom. E, para piorar as coisas, ele começa a ter uma recaída por Rachel, coisa que ele achava que já tinha acabado faz tempo. Mas, como sempre, há uma conspiração que ameaça a humanidade, ele coloca isso de lado até que tudo esteja resolvido. Não sem antes debater que é impossível voltar atrás. O que é bom é que ele não gasta páginas e mais páginas se lamuriando, até porque sendo Gray, as encrencas tendem a encontrá-lo onde estiver. E o que começa com uma ameaça logo se transforma em um perigoso jogo de vida ou morte. Mas ainda há salvação para Gray. Neste ele até consegue fazer umas piadinhas. Nem tudo está perdido.

Seichan, depois de ter declarado a Gray que era na verdade uma agente dupla, agora tem a missão de se infiltrar de novo na Guilda e ganhar a confiança dos caras. Ela também se encontra em conflito com ela mesma, tentando esconder o que sente por Gray e o ciúme de vê-lo com Rachel. Sempre durona, ela não demonstra nada, só se permite parecer frágil quando está sozinha, e ela se detesta por isso. Ao mesmo tempo, ela não perde o foco da missão, e apesar do que disse a Gray no final do anterior, não dá para saber de fato para quem ela trabalha. Ela continua sendo a melhor personagem da série, enigmática, fria e calculista.

Completando o grupo de Gray está o Comando em Ação Kowalski, como sempre engraçado, e aqui mostrando um lado novo e meio perturbador. Principalmente para um cara saradão, fortão como ele. Mas também mostra porque, apesar de parecer um completo idiota, está na Força Sigma.

Monk desta vez não acompanha Gray. Ele fica restrito a um trabalho mais seguro perto de casa, para seu desgosto. Mas, claro, sendo Monk, nem precisa de Gray por perto para os problemas o encontrarem. E assim, ele logo se encontra numa situação difícil. Ele já está mais ele mesmo, seu humor já está voltando ao normal e ele já se lembra mais de Kat. Até bem demais, mas não vou estragar a surpresa para quem ainda não leu.

Monk neste acompanha o Diretor Crowe num interrogatório na Noruega, depois de investigar o professor assassinado em Princeton. E é justamente na Noruega que ironicamente as coisas ficam bem quentes. Crowe continua o mesmo, prático e focado. Mas quando as coisas complicam ele mostra porque é o diretor.

Do outro lado, além de Seichan, está uma oponente à altura dela. O nome dela é Krista Magnussen, e a tal acho que é ainda pior que Seichan. Mais fria, mais dissimulada e mais ambiciosa. Mas ela está sob as ordens de um tal de Echelon, possivelmente o chefão da Guilda, um cara misterioso, que só aparece como voz no telefone.

Pegando carona na paranóia criada pela polêmica com a produção de alimentos geneticamente modificados, e envolvendo religião na medida certa, o livro leva gente por uma viagem louca pela Noruega, Itália, França, e Inglaterra, num ritmo de tirar o fôlego. Desta vez, o mistério religioso escolhido foi São Malaquias e um tal de livro, o Domesday Book, que continha marcações misteriosas, segundo o livro (este, de James Rollins) indicavam localidades que foram completamente destruídas, o que dá o tom de apocalipse para esta aventura. Ainda, o autor mexa com a cultura celta e menciona os famosos círculos de pedra (um dia ainda vou conhecer Stonehenge!). Parece forçado (e até é mesmo, no sentido Missão: Impossível), mas a mistura dá resultado, e o livro é delicioso, dá pra ler bem rápido, e os eventos são bem encadeados uns nos outros, deixando a gente sempre com mais vontade de ler. Agora é torcer para a Ediouro lançar o restante da série.

Trilha sonora

Para começar, uma das minhas bandas preferidas,  diretamente de Noruega, uma das minhas bandas preferidas, com uma das minhas músicas preferidas também, The living daylights, do A-ha (trilha de um 007, sei lá eu qual). Também para embalar as peripécias de Ethan Hunt (ops! Gray Pierce), Mission: Impossilble theme, do U2 (tá, eu sei que são só o Adam Clayton e o Larry Mullen Jr, mas isso já é 50% da banda, e depois eles abriram o show de 1998 com essa). Ainda de M:I, I disappear, do Metallica (meninas, forçadíssimo essa cena do penhasco, mas Tom Cruise não está demais?) e Take a look around, do Limp Bizkit (eu acho esse clipe muito legal). E ainda com o Limp Bizkit, Behind blue eyes (eu particularmente prefiro essa versão. A original é do The Who). Para terminar, Extreme ways, do Moby (a única que eu gosto dele) e Echelon, do 30 seconds to Mars.

Curiosidade

São Malaquias realmente fez previsões incrivelmente precisas sobre os papas, chegando até o último, Petrus Romanus, passando por Bento XVI (o penúltimo – ui!) e João Paulo II. E o tal Domesday Book também realmente existe, mas não encontrei nenhuma referência aos locais dizimados. (Fontes: São Malaquias e Domesday Book – Wikipedia).

Se você gostou de The Doomsday Key, pode gostar também de:

  • trilogia Força Sigma – James Rollins;
  • O Código Da Vinci – Dan Brown;
  • Anjos e Demônios – Dan Brown;
  • O símbolo perdido – Dan Brown;
  • coleção Bourne – Robert Ludlum;
  • trilogia Millenium – Stieg Larsson

Filme

Há um projeto, como eu já disse na resenha de O mapa dos ossos, para transformar a Força Sigma em filme. Segundo o IMDB - Sigma Force, só para o ano  que vem e é isso que eu tenho acesso. Aí no debate há algumas sugestões para o elenco. Aqui vão os meus pitacos:

Comandante Gray Pierce – Wentworth Miller (o Michael Scofield de Prison Break) Ele tem que malhar um pouquinho, mas com esse olhão azul, é perfeito. Seria a minha primeira escolha.

Wentworth miller

Ou também Chris Evans, mas como ele está em Quarteto Fantástico (ai, essa tatto…)

chris evans

Como Monk, acho que a melhor opção é Sam Worthington, de Fúria de Titãs. Ele não é baixinho como Monk, mas para os padrões de Hollywood, com seus 1,78, é mais que indicado:

sam worthington 

Como Kowalski, pode ser Kevin Durand (de X-men: origens Wolwerine)

kevin durand

Ou Jason Momoa, o Khal Drogo de Game of Thrones

jason momoa

Como Diretor Crowe, gostei da sugestão de Benjamin Bratt, de Miss Simpatia (ele só vai precisar de lentes azuis)

benjamin bratt

E como Seichan, a melhor candidata é Maggie Q (de Missão: Impossível II)

maggie q

Mais sugestões? Ah! Mas segundo o forum do IMDB, o filme vai ser uma história nova, independente dos livros. Ainda assim, tomara que com o filme, a Ediouro resolva lançar o restante da série em português.