sábado, 17 de setembro de 2011

Teorias sobre As Crônicas do Gelo e do Fogo

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU NENHUM LIVRO DA SÉRIE!

Já expressei pelo menos uma teoria que eu tenho sobre a série. Para quem anda por fora, ou não leu as minhas resenhas, eu acredito que em algum ponto as vidas de Jon e Dany vão se cruzar e, não por romantismo, mas por outros motivos, eu acho que o destino dos dois é ficar juntos. Nem que seja por um período breve (embora eu ache que eles merecem serem felizes para sempre. Principalmente o Jon, que sofreu um bocado na saga até agora).

Você deve estar se perguntando por que raios eu estou escrevendo isso. A verdade é que não sei. Outro dia li um comentário de alguém (infelizmente a pessoa não se identificou) no meu post de O Festim dos Corvos, e comentando com a minha amiga Fernanda, do blog Can I tell you a story? (listado aí do lado como Dawn of the Worlds), no caminho para a faculdade (apesar de ela ter lido só o primeiro, ela não se importa que eu dê spoilers. Aliás, até me pede!), me inspirei a escrever. E justificar porque eu acredito nisso.

Começo dizendo que isso não quer dizer que vai acontecer. Sempre que eu penso alguma coisa sobre a série, George Martin dá uma guinada na história e minha teoria cai por terra. Então por que não essa?

Simples. Também já falei isso várias vezes, mas o nome da série – As Crônicas do Gelo e do Fogo – já é sugestivo. O sobrenome de Jon é Snow, que quer dizer neve em inglês (GELO) e Dany é a mãe dos dragões (FOGO). George Martin não fez isso à toa. Pode até ser que ele não tenha isso na cabeça, não sou arrogante a ponto de afirmar isso. Mas não acho que seja coincidência. E também não acho que ele se refira apenas a aspectos geográficos da série. Mas como eu disse, posso estar errada.

Dany   dragão

Mas eu também não me baseio só nisso. Tudo conspira para isso. O fato de Jon ser bastardo (talvez) e se achar inferior a uma rainha também são sugestivos. Além disso, ele fez o famigerado juramento da Patrulha da Noite, que o proíbe de se casar e ter filhos. Já falei na resenha de A Guerra dos Tronos que Jon está na Muralha para quebrar TODAS as regras. Assim como Anakin e Luke Skywalker. Ele já quebrou uma, quando pegou a Ygritte, mas ela foi só, digamos, o despertar de Jon. É por causa dela que ele começa a questionar o juramento. Mas ela não é – e nunca foi – a razão dele arriscar tudo o que conhece e acredita.  (SPOILER!) Tanto assim que ela morre. Mas ela cumpriu o seu papel, que foi de mostrar como Jon realmente não sabe de nada.

Jon Snow2

Aliado a isso há o fato da profecia de que Dany não pode ter filhos. Depois que seu filho com Khal Drogo morre, uma feiticeira (desculpem, mas não me lembro do nome) faz essa profecia (de novo não me lembro exatamente das palavras) que basicamente diz que Dany terá outro filho quando o sol se puser no leste (ou seja, nunca mais, já que isso é impossível). Já perceberam onde eu quero chegar? Sim, quero dizer que Dany terá sim outro filho, e ele será fruto de sua relação com Jon. É muito perfeito para não se encaixar. E de novo, por mais que Dany tenha amado Khal Drogo, ele nunca foi destinado a ela. Ele tem o único propósito de mostrar a Dany quem ela realmente é. E todos que vem depois dele tem o mesmo objetivo.

Da mesma forma, o filho que ela teria dele nunca foi o garanhão que vai montar o mundo. Citando Star Wars de novo, a profecia sobre Anakin é que ele seria o escolhido para trazer equilíbrio à Força. Quem é fã da saga de George Lucas, como eu, sabe que Anakin não faz nada disso, mas Luke sim. Então de certa forma, Anakin traz o equilíbrio. Ele provou que é possível ser Jedi sem abrir mão daqueles que se ama. Em outras palavras, para ser Jedi, não é necessário ser robô sem sentimentos. Igualmente, o “escolhido”, digamos assim, em As Crônicas do Gelo e do Fogo tem que nascer de pais igualmente poderosos.

(SPOILER!) E tem aqueles que acham que acham que Jon é na verdade filho de Rhaegar Targaryen e Lianna Stark, o que faria dele sobrinho de Dany, que acham difícil isso acontecer. E depois de ler o quinto, também acho isso muito provável. Mas eu pergunto, desde quando isso foi problema para os Targaryens? E, sinceramente, depois de Jamie e Cersei, que são gêmeos, tia/sobrinho não parece tão ruim. Parece até normal. E eles não se conhecem. Não se esqueçam que Jon não sabe quem foi sua mãe e Ned morreu antes de contar tudo para ele, como havia prometido.

jon   ghost

Como diz um dos meus personagens preferidos, o Merlin, de As Crônicas de Artur, o destino é inexorável (eu AMO essa frase. É uma das minhas preferidas). E há vários exemplos de incesto na literatura, desde Édipo e Jocasta, passando pelo próprio Artur e Morgana, até o clássico mais recente de Eça de Queiroz, Os Maias. Tudo bem, todos eles acabaram em tragédia, mas ainda assim eles provam o que eu quero dizer. Jon e Dany foram escritos para ficarem juntos. Tudo aponta para isso. Só mais um exemplo (que não envolve incesto, mas sim o amor proibido): Tristão e Isolda.

E tem outra coisa. Bran. Ele sonha com o corvo de três olhos que diz que ele vai voar. Vai mesmo. E dragões voam. Sim, quero dizer que ele vai montar um dragão. Repito, não é à toa. Não é por acaso que Bran tem o dom de se ligar mentalmente com os animais (e até outras pessoas). Mas acredito que ele vai voar literalmente, não na mente do dragão.

Finalmente, Jon mandou Sam treinar para ser maester. De novo, George Martin não jogou essa informação por jogar. Acho que é ele quem vai casar Jon e Dany, em segredo. Bem ao estilo Romeu e Julieta. Não podemos esquecer que Sam é o melhor amigo de Jon. Ou pelo menos o que ele mais confia. E a gente sabe que Sam tem talento para intrigas. Lembra que foi ele quem tramou para eleger Jon Lorde Comandante? Então, maquinações são com ele mesmo.

Como eu já disse, posso estar errada. Afinal, em geral a trama de George Martin é imprevisível, a não ser pelo que ele nos deixa ver. O que eu acho muito bom. E ele tem outra coisa, que eu já admirava na Goddess Rowling: ele planta uma coisinha aqui, que só vai explicar, ou acontecer dois livros depois. Aí você faz aquela cara de que caiu a ficha. Ele sempre tem um propósito em tudo que escreve, e eu acho isso genial. Por isso fico ansiosa para que ele continue logo a saga, para amarrar todas as pontas soltas. E já prevejo que quando acabar, vou me sentir órfã de novo, como foi com Harry Potter.

Peço desculpas pela chateação, mas eu já estava com isso guardado há muito tempo, e como não tenho com quem conversar (a não ser a Fê, que não liga para os spoilers), acabei escrevendo. E só para constar, eu fazia a mesma coisa com Harry Potter: criei várias teorias (não acetei nenhuma, a não ser que Snape era leal a Dumbledore. Sempre acreditei nisso, desde a primeira vez que li A Pedra Filosofal). Só que na época eu não tinha um blog para despejar tudo.

E para finalizar, esse é um link bem bacana que a Fê me passou:Teste de personalidade As Crônicas do Gelo e do Fogo. O meu resultado foi Samwell Tarly! Só não gostei que tem semelhanças com Catelyn e Sansa-sonsa :(

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O trono de fogo – As Crônicas Kane 2 – Rick Riordan

 

throne of fire Desde que os deuses do Antigo Egito foram soltos no mundo moderno, Carter Kane e sua irmã, Sadie, estão com problemas. Como descendentes da Casa da Vida, os Kane possuem alguns poderes; mas os maliciosos deuses não deram aos dois muito tempo para dominar suas habilidades na Casa do Brooklin, que se tornou seu campo de treinamento para se tornarem magos. E agora seu inimigo mais ameaçador – a serpente do Caos, Apophis – está ressurgindo. Se eles não conseguirem impedi-lo de se libertar em alguns dias, o mundo acabará. Em outras palavras, é apenas uma semana típica da família Kane.

Para ter alguma chance de lutar com as forças do Caos, os Kane devem ressuscitar o deus-sol, Ra. Mas isso seria uma proeza mais difícil do que qualquer mago já tenha conseguido. Primeiro eles devem procurar as três sessões do Livro de Ra ao redor do mundo; depois eles tem que aprender como pronunciar os feitiços. Oh – e mencionamos que ninguém sabe onde exatamente está Ra?

Narrado por duas vozes astutas, e contando com um vasto elenco de novos personagens e inesquecíveis, e com aventuras espalhadas ao redor do globo, esta segunda parte das Crônicas Kane não é nada menos que uma aventura emocionante.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU A PIRÂMIDE VERMELHA!

Depois de derrotar Set (ainda que parcialmente), fazer um pacto muito duvidoso com ele, ver o pai assumir o espírito de Osíris e descobrir que Zia era na verdade um shabti, Carter e Sadie estão de volta à Brooklin House e agora no papel de professores.

O livro começa três meses após os acontecimentos relatados em A Pirâmide Vermelha. Sadie e Carter estão prestes a invadir o Museu do Brooklin para recuperar a primeira parte do Livro de Ra, acompanhados de dois pupilos, Walt e Jaz (apelido de Jasmine). Seu plano é acordar o Deus-Sol para tentar lutar contra Apophis. E a Grande Serpente planeja acordar no Equinócio, dali a apenas 4 dias. Pronto, a confusão está armada.

Os Kane agora tem que correr contra o tempo para prevenir mais um fim do mundo. Mas agora os dois estão mais poderosos e maduros. E desta vez por eles mesmos, já que abrira mão da ligação com Horus e Isis. Eles dão sua ajudinha, mas não habitam mais os corpos de Carter e Sadie.

Carter, segundo Sadie, agora já começa a aparentar um adolescente. Depois de descobrir que sua quase namorada, Zia, era na verdade um shabti, isto é , uma representação em barro da verdadeira Zia, e de testemunhar a destruição dela, Carter está meio obcecado em encontrar a verdadeira Zia. Esta foi colocada em um sono suspenso por seu mentor, Iskandar, e está escondida porque ela tem um papel importante no desenrolar dos acontecimentos, só não se sabe ainda qual é. E ao acordar Zia, Carter ainda tem que enfrentar um dos seus maiores medos: e se ela não o reconhecer? E pior, e se ela o detestar? Mas a vontade de resgatá-la é mais forte que o medo, e ele vai fazer de tudo para recuperá-la.

Sadie, por outro lado, com 13 anos recém-completados, além de enfrentar as complicações típicas dessa fase, ainda tem um outro problema. Está dividida entre dois garotos. Ela continua de rolinho com Anúbis, o deus-chacal e guardião dos mortos. Só isso já seria complicação suficiente, mas daí ela conhece Walt, um dos novatos da Brooklin House. E você pode estar pensando: “Walt é normal. Então tudo bem”, certo? Errado.

Walt é descendente de Akhenaton, também conhecido como o faraó maldito. Isso porque ele tentou implantar o monoteísmo no Antigo Egito, com um deus do sol diferente de Ra. Ele derrubou diversos templos e por isso foi amaldiçoado e essa maldição foi estendida a seus descendentes. Nem todos são afetados e você acertou se chutou que Walt tem a tal maldição. Isso significa que ele está morrendo. Mas ele não deixa este pequeno detalhe o afetar e  parte para ajudar Sadie e Carter em sua missão. Mas Sadie que me perdoe, mas o visual jogador de basquete/rapper, com uma tonelada de colares e anéis é ridículo. Perdeu vários pontos comigo.

O grupo ainda receba a ajudinha de Bes, o deus anão, que derrota os inimigos com o poder da extrema feiúra (em algum lugar, Tyrion Lannister está morrendo de rir). Mas apesar da aparência grotesca, Bes é um deus superlegal e é prova de que quem vê cara não vê coração.

Do outro lado, os Kane enfrentam novos inimigos, e alguns conhecidos. Michel Desjardins, agora Escriba Sênior no Primeiro Nomo, continua sua perseguição aos irmãos. Convencido de que os dois na verdade querem derrubar os deuses e tomar o poder para si, ele se associa a Vladimir Menshikov, responsável pelo nomo da Rússia.

Desjardins é fanática, certo, mas não é nada comparado a Menshikov. Ele é o terceiro mago mais poderoso do mundo, e só sua aparência já é de arrepiar. Ele tem os olhos queimados e cheios de cicatrizes, resultado de uma tentativa de acordar Ra pela leitura do Livro de Ra (que ao contrário do que falam no filme A Múmia, não é feito de ouro puro). Menshikov é ambicioso e tem planos grandiosos para si, e, um detalhe importante, é um mestre manipulador que não deixa nada a desejar com Tywin Lannister. E, apesar de seus planos serem absurdos e insanos, não posso deixar de admirar o brilhantismo dele.

Já quanto aos deuses, destaco Khonsu, o deus da lua. Ele é um deus jogador e responsável também uma das partes mais tensas do livro. Digo uma coisa: ele me assusta, mais até do que Set. Ao mesmo tempo, espero que ele retorne à série.

E por falar em Set, ele retorna, ressuscitado por Menshikov, mas tem uma participação pequena, porém significativa. Por razões que só ele sabe, ele ajuda os Kane. E Anúbis, claro, também tem uma participaçãozinha, ainda que seja só mesmo para balançar ainda mais as coisas para Sadie.

Quase me esqueço de uma deusa superfofa: Tawaret, a deusa hipopótamo (alguém aí lembrou das hipopótamos bailarinas de Fantasia, da Disney?). Ela é responsável pelo asilo dos deuses no Duat (é até os deuses precisam de descanso). Ela é supermaternal, mas se for contrariada pode ser letal (quando fiz Veterinária, um dia chegou no HV um dromedário que tinha sido atacado por um hipopótamo. Parece piada, mas foi verdade, juro. E digo que o hipopótamo fez um estrago considerável no pobre dromedário. O tratamento levou dias). Só para dar uma ideia.

Como sempre, o livro é bem agitado, sempre tem alguma coisa acontecendo. E, como acontece em A Pirâmide Vermelha, a narrativa é dividida entre Carter e Sadie, o que é bem legal já que o livro é supostamente uma transcrição de um relato em fita, e há várias falas em que um provoca o outro. E, como sempre com Rick Riordan, o livro é cheio de comentários sarcásticos e comparações absurdas e cenas hilárias, como esta:

- Isso é um pesadelo – eu sentei e as cobertas caíram. Eu olhei para baixo e descobri que estava vestindo pijamas do Pokémon. (Carter, p. 315)

A cena é ainda mais engraçada, mas toma muito espaço. Com direito até a menção honrosa a Pikachu. Ri sozinha.

E apesar do rótulo de juvenil, o livro com certeza vai agradar a todos que gostam de uma boa aventura. E agora é esperar pela continuação (infelizmente ainda sem previsão. Ainda não tem nada no site de Riordan).

Trilha sonora

Já que Sadie menciona ela (p. 19), Best for last, da Adele. Também Meet me on the equinox, do Death Cab for Cutie (eu acho o nome dessa banda o máximo!). Eu posso até não gostar (na verdade, acho essa até tolerável), mas Poker face, da Lady Gaga é perfeita para uma determinada cena do livro (Não vou falar qual). Para a mesma sequência no livro, ainda Time is on my side, dos Rolling Stones, Time, da Chantal Kreviazuk e Turn back time, do Acqua. Finalmente, especialmente para Zia, Bring me to life, do Evanescence.

Se você gostou de O trono de fogo, pode gostar também de:

  • Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan;
  • Os heróis do Olimpo – Rick Riordan;
  • Tequila vermelha – Rick Riordan;
  • coleção Ramsés – Christian Jacq;
  • coleção A pedra da luz – Christina Jacq;
  • coleção Harry Potter – J. K. Rowling.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Azincourt – Bernard Cornwell

 

Azincourt A batalha de Azincourt, travada em 25 de outubro de 1415, Dia de São Crispim, é uma das mais importantes da História britânica.Tornada célebre na peça Henrique V, de Shakespeare, foi uma vitória inesperada dos ingleses e uma das primeiras batalhas a triunfar pelo uso do arco longo.
AZINCOURT, de Bernard Cornwell, é um relato vívido, de tirar o fôlego e meticulosamente pesquisado sobre essa grande batalha e suas consequências.A partir do ponto de vista de nobres, camponeses, arqueiros e cavaleiros.Cornwell retrata habilmente as horas de luta implacável, o desespero de um exército mutilado pela doença e a coragem excepcional dos soldados ingleses.

Se tem alguém que consegue escrever sobre uma única batalha e não ficar maçante, esse alguém é Bernard Cornwell. Confesso que, apesar de ser de Bernard Cornwell, eu estava meio desconfiada antes de ler este livro, com medo de ficar tedioso. Mas aí eu li a resenha da minha amiga Fefa, que além de Apaixonada por Papel, também é apaixonada por Bernard Cornwell, como eu, e foi todo o incentivo que eu precisava. Acho que fui influenciada por umas resenhas e comentários sobre o livro (e por isso eu gosto de ler as resenhas DEPOIS de ler os livros. Assim, além de evitar spoilers, também formo minhas próprias opiniões, sem influência de ninguém).

“Em um dia de inverno de 1413, pouco antes do Natal, Nicholas Hook decidiu cometer assassinato.” Essa é a primeira frase do livro, e, como se pode ver (ao contrário do que eu, burrinha que sou, pensava), ele começa bem antes daquele fatídico 25 de outubro de 1415. Ali, naquele dia de inverno, Nick Hook colocava ainda mais lenha na rixa de sangue travada por sua família e a Perrill, que já acontecia há tanto tempo que acho que ninguém sabe porquê.

Nick é descendente de Thomas Hookton, o arqueiro de A Busca do Graal, e, para fugir da forca, se alista no exército de Henrique V e parte para a França. Mais precisamente em Soissons. Lá, ele é testemunha o horror imposto pelos franceses a seu próprio povo, e conhece Melisande. Atormentado por não conseguir salvar uma moça em Londres (o motivo por ele ter sido condenado à morte), ele a salva e não demora para os dois se tornarem amantes, e mais tarde marido e mulher. Nick é inteligente, observador e tem mais uma particularidade: tem dois santos conversando com ele, São Crispim e São Crispiniano. E Hook também é humilde, sabe seu lugar. Sua única preocupação é proteger Melisande e seu irmão Michael.

Melisande, por sua vez, é uma mulher forte e de opinião, que não se contenta com as convenções. Ela é filha de um poderoso lorde francês, mas é bastarda, então até que Hook a salvasse, estava presa em um convento. O que para ela era pior que a morte. Melisande tem o espírito livre, e é impossível fazer com que ela faça algo contra a vontade.

Amigos do casal são o padre Christopher, que não é fanático e nem tem a mania de ficar pregando o sermão. E também há Sir John Corwaille, homem duro, mas bem-humorado. Este é também o mentor de Hook, que o ensinou a manejar a espada. E ela também protege Hook e Melisande. Gosto de ambos.

E ainda o rei Henrique V. Ele reclama o trono da França por direito (assim ele diz), e parte para a invasão. É um homem orgulhoso e extremamente devoto, mas não é imune a falhas. No decorrer da história ele comente um erro grave, que afeta Hook diretamente. Mas é por causa de seu orgulho que os ingleses chega àquele 25 de outubro. E, só para constar, ele foi imortalizado por ninguém menos que Shakespeare, em sua peça de mesmo nome (Henrique V).

Do outro lado, o maior dos inimigos é mesmo o Senhor de Lanferelle. E adivinhou quem disse que ele é o pai de Melisande. Ele é cruel, sádico e implacável. Mas, por causa da filha, consegue uma cortesia tensa com Hook.

Além dele, há também os irmãos Perrill, que eu já mencionei. Ambos são falsos e seu desejo mais profundo é esmo fazer o que for preciso para prejudicar Hook, atacando tanto ele como seus amigos. E, junto com eles o padre Martin, corrupto, devasso, mas que sabe com conseguir o favor do lorde a quem serve (ou seja, com bajulação e mentiras).

A batalha de Azincourt em si se concentra na parte final do livro, e o bacana é que ela é contada por diversos pontos de vista que se misturam, mas de forma suave, sem confusão e sem brusquidão. E a forma realista e crua de Bernard Cornwell narrar deixa tudo mais emocionante, nada chato. Vale a pena ler.

Trilha Sonora

Miracle, do Jon Bon Jovi, até pela situação enfrentada pelos ingleses, é perfeita. E eles conseguiram o tal milagre, aliás. E presta atenção para a participação especial de Matt “Joey Tribiani” LeBlanc no clipe. E também Somebody else's song, do Lifehouse (apesar de Hook não querer que os santos vão embora).

Nota Histórica

A Batalha de Azincourt realmente aconteceu, e foi um dos muitos conflitos da Guerra dos Cem Anos, travada entre a França e a Inglaterra. O que torna esta batalha particularmente famosa é que os ingleses chegaram ao campo de Azincourt com um exército já desgastado e doente devido ao cerco a Harfleur (que durou cinco semanas, quando deveria ser bem mais curto) e pela marcha mais longa para Calais. Desta forma, os números ingleses eram absurdamente inferiores aos franceses. Há muita controversa quanto aos números exatos, mas estima-se que haviam cerca de 15 mil ingleses para 50 mil franceses (segundo a Wikipedia). Bernard Cornwell escreve uma nota no final da minha edição (americana) que põe os números em 6000 ingleses para 30 mil franceses. O certo mesmo é que os ingleses tinham um desvantagem absurda, mas mesmo assim, não sei como, conseguiram vencer a batalha.

A Guerra dos Cem Anos na verdade durou cerca de 120 anos, e foi desencadeada por uma questão dinástica. E foi também o primeiro conflito europeu com profundas consequências econômicas e políticas para a Europa Medieval.

E, segundo a mesma nota histórica de Bernard Cornwell, Soissons também foi real, e chamou a atenção justamente por causa da violência dos franceses contra os próprios franceses. (Fintes: Guerra dos Cem Anos e Batalha de Azincourt).

Filme

Boas notícias para os fãs de Bernard Cornwell. Azincourt vai virar filme. Ainda é só um projeto, segundo o IMDB para 2014. Então façam as suas apostas quanto ao elenco. E segundo o site Cinema em Cena, a direção será de Michael Mann. Mas como ainda é um projeto, não tem muitas informações a respeito, e para conseguir mais no IMDB, só assinando o site, o que é um serviço pago. Como eu não posso pagar, o jeito é esperar. E falando em filme, o soldado que está no fundo da capa da edição americana vem do filme Cruzada (podia ser o Orlando Bloom, né?;D)

Se você gostou de Azincourt, pode gostar também de:

  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
  • Stonehenge – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
  • Os Pilares da Terra – Ken Follett;
  • Mundo Sem Fim – Ken Follett.

domingo, 4 de setembro de 2011

A Dance with Dragons – George R. R. Martin

 

A dance with dragons Apelidado o “Tolkien americano” pela revista Time, George R. R. Martin conquistou fama internacional por sua fantasia épica monumental. Agora, o autor nos traz o quinto livro de sua série – enquanto tanto rostos familiares e novas forças surpreendentes competem por um ponto de apoio em um império fragmentado.

Como consequência de uma batalha colossal, o futuro dos Sete Reinos está por um fio – rodeado de ameaças por todos os lados. Daenerys Targaryen, a última descendente da Casa Targaryen, governa com seus três dragões com rainha de uma cidade construída em poeira e morte. Mas Daenerys tem milhares de inimigos, e muitos partiram para encontrá-la. Enquanto eles se juntam, um jovem embarca em sua própria missão. com um propósito bem diferente em mente.

Fugindo de Westeros com um preço sobre sua cabeça, Tyrion Lannister, também, está a caminho de Daenerys. Mas os novos companheiros em sua busca não são o grupo de desorganizado que aparenta, e em seu meio está um que pode por a reinvindicação de Daenerys a Westeros por água abaixo para sempre.

Enquanto isso, ao norte está a colossal Muralha de gelo e rocha – uma estrutura tão forte quanto aquele;es que a guardam. Lá, Jon Snow, nongentésimo nonagésimo oitavo Lorde Comandante da Patrulha da Noite, enfrentará seu maior desafio. Pois ele tem inimigos poderosos tanto na própria Patrulha como além da Muralha, numa terra de criaturas do gelo.

De todos os cantos, conflitos amargos reiniciam, traições íntimas são perpetuadas, e um grande elenco de foras-da-lei e padres, soldados e metamorfos, nobres e escravos, enfrentarão obstáculos aparentemente intransponíveis. Alguns falharão, outros se fortalecerão com a escuridão. Mas em um tempo de inquietude, as marés do destino e as políticas levarão à inevitável e maior dança de todas.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU NENHUM LIVRO DAS CRÔNICAS DO GELO E DO FOGO!

Demorei um bocado para ler este livro, não porque é ruim, ou chato – pelo contrário! Mas é que eu comprei capa dura, e ele parece um dicionário de tão grande, não dava para eu ficar carregando para todo lado, como geralmente faço. E valeu a pena ter gastado um bocado (não, ele não foi barato). E agora não tem jeito, vou ter que esperar pacientemente pelo sexto…

Depois de ler os quatro primeiros, eu não ia mesmo aguentar esperar mais. Este acontece mais ou menos simultaneamente ao quarto, mas cobre um período maior, e eventualmente os acontecimentos ultrapassam O Festim dos Corvos, e alguns personagens retornam.

Logo de início, a gente acompanha Jon ainda em choque por ter sido eleito Lorde Comandante da Patrulha da Noite. De repente, ele tem que matar o garoto que ainda resiste nele e assumir o homem. E claro que isso vem acompanhado de muitas dúvidas e inseguranças. Mas ele não fraqueja, não tem medo de tomar decisões controversas, como auxiliar Stannis Baratheon e abrir os portões para os selvagens de além da Muralha. Claro que isso não agrada todo mundo, mas o que ninguém percebe é que Jon enxerga muito além do que está bem a sua frente. Seguindo o lema de sua casa “O inverno está chegando”, ele está se precavendo de um mal maior que está por vir. E lembra daquela jogada de trocar os bebês e mandar Sam para treinar para ser Maester? Então, essa decisão também pesa sobre ele, mas, apesar de se perguntar o tempo todo se agiu certo, ele sabe que sim, e faria tudo de novo. Ele tem seus motivos para fazer isso, como vou falar daqui a pouco, o que não o impede de se sentir inseguro. E sozinho, já que Sam é seu melhor amigo, e a quem ele geralmente pede conselhos. Como Ygritte dizia, e ele não cansa de repetir “You know nothing, Jon Snow”. E ele vai pagar caro por isso (ai!). Só que o desfecho dessa história ficou para o sexto, e basta dizer que estou com uma vontade louca de escrever para George Martin e perguntar o que acontece.

A leste, enquanto isso, Dany segura uma paz inquieta em Mereen e aos poucos vai perdendo controle sobre seus súditos, e pior, seus dragões. E, contra todos os conselhos de deixar Mereen para trás e voltar para Westeros, ela permanece. Acho que por medo. Afinal, apesar de toda a sua força e maturidade, nas palavras da própria Dany, ela ainda é uma jovem menina, e a perspectiva de retornar à terra natal e retomar o trono deve ser mesmo assustadora. E ao mesmo tempo, por causa de sua juventude, ela acaba tomando decisões arriscadas e estúpidas. Sim, você leu certo, estúpidas. E sinceramente, já estou cansada dela do outro lado do mundo. Quando é que ela vai voltar para Westeros? Ela parece ter perdido um pouco do brilho neste livro. Espero que ela retorne mais forte no próximo.

Tyrion, após matar seu pai e Shae, e fugir da prisão, parte também em busca de Dany. Só que seu caminho sofre um desvio, e ele vai comer o pão que o diabo amassou. Mas Tyrion não tem medo do trabalho duro e faz qualquer coisa para sobreviver. Sua astúcia continua intacta, e ela garante uma posição melhor para ele e para seus companheiros de viagem no final. E como sempre, suas intenções são um mistério, e seu objetivo maior no presente é permanecer vivo. Seus companheiros incluem Penny, um anãzinha jovenzinha e ingênua que acaba tendo uma quedinha por Tyrion, e,. surpresa (SPOILER!) Jorah Mormont, que nunca desistiu de voltar ao favor de Daenerys mesmo depois de esta o expulsar de sua presença (mais uma ação tola dela). E Tyrion, para variar, percebe as coisas muito antes que todo mundo, e é através dele que a maior bomba do livro vem à tona.

Voltando à Muralha, Stannis partiu para recuperar Winterfell, mas deixou para trás Melisandre e a rainha Selyse. Lembra que eu falei que ia retomar os motivos de Jon mandar Sam e o filho de Val para longe? Pois bem, é por causa de Melisandre. A feiticeira queria sacrificar o bebê a seu deus. E ela se aproxima perigosamente de Jon. Mas ele é esperto, e é cortês com ela na medida certa, e não confia nela. Até agora não sei exatamente qual é a dela, mas ela me assusta, com seu jeito meigo de falar, e sua meias palavras. Nunca sei se ela fala a verdade ou não. E Selyse é insuportável, não sei o que ela está fazendo no livro.

E a volta dos que não foram. (SPOILER!) Estou falando de Theon Greyjoy, claro. Só que ele não retorna imediatamente como ele mesmo. Após destruir Winterfell, ele cai nas garras de Roose Bolton, aliado dos Lannister, encarregado de manter Winterfell. E Theon pagou caro pelo que fez, muito mais do que era necessário (já disse que gosto dele, apesar de tudo). E Theon é um personagem interessante. Ele passa boa parte do livro como Reek, uma espécie de escape para Bolton. Sempre que acontece algo a Bolton, ele tem prazer em torturar Reek. E a coisa vai tão longe a ponto de ele quase perder sua verdadeira identidade. Quase, porque ele, para mim, nunca a perdeu de verdade. Theon é astuto e observador, e sabe o que tem que fazer para sobreviver. E acredite, por mais que ele negue, sua lealdade é com os Stark. Ele só não sabe disso ainda. E isso fica mais claro neste livro, com todo o questionamento dele em relação ao que fez. E ele chega mesmo a se sentir culpado por não estar presente e ter morrido junto com Robb na fortaleza dos Frey. Já disse antes, Theon ainda vai surpreender muita gente. Pode apostar.

Cersei aparece pouco neste livro. Depois que todos os seus podres aparecem no final do quarto, ela é presa, e não tem acesso a ninguém, a não ser as Septas encarregadas de cuidar dela. Mas ela sofre um bocado, também. No começo, ela está numa cela fria, quase sem comida e vestida em trapos e suja. Ela bem que merece, mas depois ela recebe um relaxamento de sua pena, mas nem por isso ela consegue planejar suas tramóias e nem tem permissão de ver ninguém. E isso tem um preço. Ela fica irreconhecível, somente seu orgulho ainda permanece, e a vontade de ver Tommen (mas isso eu não sei se é genuíno ou só uma desculpa). Em outras palavras, ela está completamente apagada. E o pior golpe foi ela ser abandonada por Jaime. O que foi bem-feito, depois do modo como ela o tratou. Agora ela aguarda julgamento, e só vamos saber o que acontece no sexto. E Jaime também pouco aparece. Só mesmo para reforçar o desprezo que agora sente por Cersei. Ele na verdade parte atrás de Brienne e deixa Cersei para apodrecer na prisão, para ter uma ideia.

Arya também fez umas aparições, mas poucas, o que sinceramente foi melhor. Ela continua naquele templo maluco, e isso está muito chato. Sempre que vinha um capítulo dela, já me dava sono (retomo isso já, já) e Sansa-sonsa nem apareceu (graças aos Sete e aos deuses do norte!). Outros personagens ganharam voz, como Ser Barristan Selmy, a chata da Asha Greyjoy e Quentyn Martell, mas se eu for falar de todos eles, vou acabar escrevendo outro livro. Talvez só quem valha a pena mencionar é exatamente Quentyn. Ele parte para Mereen para tomar a mão de Dany em casamento, alegando ter ele também sangue Targaryen. Mas chega tarde, e a encontra já casada (uma das muitas besteiras dela). Mas ele permanece na cidade, a fim de se provar para ela, e toma uma atitude suicida e precipitada. No fundo, ele é só um garoto mimado, que quer fazer bonito para o pai.

E Bran também aparece um pouco, e continua na sua jornada atrás do corvo de três olhos. Ele, juntamente com Meera, Jojen (não lembro se é assim) e Hodor, viaja muito além da Muralha. E sua determinação é admirável. E eles contam com a ajuda de um personagem um tanto sinistro, que eu tenho minhas suspeitas de quem seja, mas não vou revelar sem ter certeza.

E senti falta de Sam. O que será que está acontecendo com ele em Oldtown? E com Gilly? Não tem nenhum capítulo dele no livro, e isso eu acho que foi uma falta muito grave.

Retomando os personagens, acho que no geral, todos eles tiveram uma queda. Quer dizer, não mostram mais o mesmo carisma (sim, até meu xodó Jon, mas no caso dele é mais discreto). Acho que isso talvez ocorra porque George Martin já os apresentou muito fortes e densos, não evoluíram lentamente como geralmente acontece (por exemplo em Vampire Academy ou Harry Potter) e agora não sabe muito bem o que fazer com isso. Ou talvez porque entre o lançamento do quarto e o quinto se passaram seis anos (espero que o sexto não demore tanto!). Não estou de forma alguma diminuindo Martin. O cara ainda é um gênio, mas não é infalível. E isso na verdade pode ser só impressão minha. E temos que levar em consideração que ainda tem pelo menos mais dois livros até o final da saga, e as coisas podem mudar muito. De qualquer jeito, adorei o livro, o que não é surpresa nenhuma. E como disse antes, espero que o sexto saia logo.

Trilha sonora

Meant to live, do Switchfoot, até levando-se em consideração este meu último comentário sobre as personagens, é perfeita.

Se você gostou de A Dance with Dragons, pode gostar também de:

  • O Senhor dos Anéis – J. R. R. Tolkien;
  • ciclo A Herança – Christopher Paolini;
  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
  • As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley.

domingo, 28 de agosto de 2011

Música do mês – These days – Chantal Kreviazuk

 

Chantal Colour Não disse para esperar mais posts de Chantal? Então, para divulgar um pouquinho mais essa cantora maravilhosa, escolhi outra música dela para comentar. E admito que fiquei na dúvida. Adoro todas as músicas dela, e não foi fácil chegar a uma só.

Escolhi These days porque, além de ser uma das minhas preferidas, não só dela, mas no geral, eu já comentei outras que eu amo, como Time, In this life, Feels like home, e mencionei Surrounded no post de Eu sou o Número Quatro, com um link para quem quiser ver o clipe (para ler o post e a referência a Chantal, clique aqui). E já linkei também This year, no post sobre Escrito nas Estrelas (clique aqui para conferir). E também pedi uma ajudinha para minha irmã.

These days, junto com I want you to know faz parte da trilha sonora do filme Quatro amigas e um jeans viajante, que vem de um livro com o mesmo nome. O livro eu não li, mas assisti o filme, admito que mais por causa da música (eu sabia que Chantal estava na trilha), mas no fim, gostei do filme. Trata-se da história de quatro amigas que vão passar o verão separadas pela primeira vez. Mas elas encontram um jeito muito especial de permanecer juntas, através de uma calça jeans que magicamente serve em todas elas. Assim, elas prometem registrar tudo de mais importante que acontece com elas na calça, e trocam a calça entre si a cada semana. O filme é lindo e sensível, e o elenco de atrizes é supertalentoso. Todas são muito boas, mas destaco America Ferrera (de Ugly Betty), Amber Tamblyn (a eterna Joan of Arcadia) e Jenna Boyd.

Mas estou divagando, o post é sobre a música e não sobre o filme. E mais uma vez, Chantal mostra todo seu talento de letrista, em um refrão com um jogo de palavras inteligente e lindíssimo:

Where we can wear each other for a while
I'll lend you my tears if I could borrow 
your smile
I'll get through tomorrow somehow today
Happy After...
Once upon these days

A música foi escrita especialmente para o filme, mas isso não impede de ser um tema universal. E a melodia é perfeita, assim como os vocais, para variar, belíssimos.

Então, sem mais enrolação, aí vai um vídeo com ela para vocês tirarem suas próprias conclusões. De minha parte, já fico feliz se mais gente conhecer o trabalho dessa cantora fantástica.

Beijos e até o próximo post!

sábado, 27 de agosto de 2011

Faixa a faixa – Chantal Kreviazuk – What if it all means something

 

chantal what if Já comentei que ela é uma das minhas cantoras favoritas. Infelizmente, ela não é muito conhecida aqui no Brasil, apesar de ser a rainha das trilhas sonoras. Você provavelmente já ouviu alguma música dela, mas não sabia de quem se tratava. Chantal Kreviazuk está na trilha sonora de filmes como Armageddon, O Pequeno Stuart Little 2, Quatro amigas e um jeans viajante e Como perder um homem em 10 dias. Aqui, resolvi divulgar um pouquinho do trabalho dela.E escolhi este álbum porque é o único original que eu tenho, todos os outros eu baixei. Isso porque não encontro aqui nada dela. Esse original veio da Inglaterra, trazido pela minha irmã, que foi para lá nas férias e voltou feliz da vida com essa preciosidade na mala. Meu pai vive provocando a gente dizendo que só nós duas (e mais a minha amiga Mari) conhecemos ela, mas também gosta muito dela. E se você gostar também, vai ter que fazer como eu e baixar ou usar seu cartão de crédito para importar.

Chantal Kreviazuk é canadense, e faz um pop de excelente qualidade. Ela compõe (e é excelente letrista) e toca piano e violão, além de ser dona de uma voz lindíssima. E ser casada com o gatíssimo Raine Malda, vocalista de outra banda que eu amo, mas que ninguém aqui conhece, o Our Lady Peace. Eles se conheceram em 1996, em um show do Pearl Jam. Olha o casal aí, e depois eles e seus filhos (eles têm três meninos).

chantal   raine

chantal   kids

raine   son

E também já trabalhou com Avril Lavigne, escrevendo e produzindo faixas do CD Under My Skin, de Avril.E você deve estar se perguntando como foi que eu conheci Chantal, certo? Lembra que eu falei que ela é a rainha das trilhas sonoras? Pois então, foi justamente por causa de uma trilha sonora que eu a conheci, a de Dawson’s Creek, que eu adorava e que era uma série que tinha uma das melhores trilhas do mundo.

Como no post de Meat Loaf, eu vou linkar todas as faixas, com exceção das duas primeiras, que tem vídeo original. Faço isso porque todas as músicas dela são boas, e isso é só uma pequena mostra delas. Então aí vai:

  • In this life – mais um exemplo de música saída de trilha sonora. Neste caso, de Smallville. É uma das minhas favoritas. A letra trata das dificuldades de relacionamento, de distanciamento, mas também, da possibilidade de reaproximação. Gosto das variações de ritmo dela, começando mais calma, mas subindo no refrão, depois acalmando um pouco. Veja o clipe aí embaixo;
  • Time – uma das melhores músicas de todas, na minha humilde opinião.E é mais uma de trilha sonora, desta vez do filme Grande menina, Pequena mulher, com a Brittany Murphy a Dakota Fanning . O filme aliás, é muito bonitinho, faz a gente chorar. O começo, com o piano tocando, o ritmo calminho, tudo conspira a favor dela. E a letra é uma das melhores também que eu já vi. Ela colocou um diálogo muito criativo no meio dela, além da mensagem, muito bacana:

I'm down on my knees
I'm begging for all your sympathy
But you (I'm just an illusion)
You don't seem to care (I wish that I could)
You humble people everywhere (I don't mean to hurt you)

 

  • What if it all means something – musiquinha calminha, com vocais lindos e piano. Adoro o jeito como Chantal faz o refrão.
  • Julia – eu sei que falei que ia linkar todas as faixas, mas não achei nenhum vídeo desta. Quer dizer, até achei, mas não estava disponível. Bem, de qualquer jeito, é uma música bem gostosa, que ela escreveu para Julia Roberts, acho (não sei porquê).
  • Flying home (Brenda's song) – essa ela escreveu para uma prima que faleceu, se não estou enganada. E se você prestar atenção na letra, vai ver que tem tudo a ver. Aliás, a morte dessa mesma prima, que afetou muito a cantora, mesmo após muitos anos (ela morreu na adolescência, acho) inspirou outra música, Ghosts of you, do álbum de mesmo nome, mas posterior;
  • Weight of the world- mais uma de filme, agora de Como perder um homem em 10 dias, com a Kate Hudson e a delícia Matthew McConaughey. Batida pop e leve, e vocais, para variar, ótimos. Adoro o refrão também;
  • Waiting – também mais calma, mas ela sobe um pouco no refrão. Ela tem uma paradinha (bridge, em inglês), que eu gosto muito. Vocais muito bem executados também;
  • Ready for your love – batidinha mais pop, até lembrando música oriental, e muito gostosa. De novo, vocais muito bem executados, com várias vozes;
  • Morning light – musiquinha preguiçozinha, bem gostosa. De novo, os vocais tem várias vozes, e eu adoro o trocadilho do refrão;
  • Miss April – adoro essa música! A batida é bem pop, bem gostosa, mas a letra fala de uma antiga diva qualquer, que já perdeu seu brilho, mas que ainda tenta viver do passado. História para lá de comum, ainda mais em Hollywood, mas Chantal a conta com delicadeza;
  • Turn the page – música mais melancólica mas com um jogo de palavras belíssimo, poesia pura:

I'm hiding from the morning
Inside the dead of night

  • Feels like home – da trilha de Dawson’s Creek (está no CD1) e também de Como perder um homem em 10 dias, por isso, talvez vocês conheçam (ela toca quando a personagem de Kate Hudson foi passar um dia na casa dos pais de Matthew McConaughey. Ela está sentada olhando o rio). E é por causa dela que hoje eu gosto tanto de Chantal.  Foi a primeira que eu ouvi dela. Baladinha tranquila, com piano maravilhoso e um solo de guitarra bem melancólico, que até lembra um pouco as músicas country de Shania Twain e LeAnn Rimes (eu pensei até que ela era cantora country). É faixa bônus do CD.

Bem, é isso. Espero que assim dê para vocês conhecerem um pouquinho dessa cantora maravilhosa. E ainda vem mais posts dela por aí, aguardem! Beijos e até a próxima!

domingo, 21 de agosto de 2011

Escrito nas Estrelas

 

Serendipity Outro filme que eu assisti por causa da música foi Escrito nas Estrelas. Mais precisamente, por causa de This Year, da Chantal Kreviazuk, que como eu disse no post sobre Eu sou o Número Quatro, é uma das minhas cantoras preferidas (de novo, aguardem mais posts sobre ela!). Infelizmente a música só toca nos créditos finas e no menu do DVD (eu comprei bem baratinho naquelas promoções das Americanas).

Bem, o filme conta a história de dois jovens, Jonathan (outro ator que eu amo, John Cusack) e Sara (Kate Beckinsale), que se encontram por acaso em Nova York (aliás, o nome do filme em inglês, Serendipity, quer dizer exatamente isso). Ela acredita em sinais mandados pelo Universo e depois de passarem algumas horas juntos, uma série de desencontros a levam a acreditar que seu encontro com Jonathan não era para acontecer. Passam-se vários anos e ambos estão para se casar. Ele ainda mora em NY e ela agora está em São Francisco. Às vésperas do casamento, ambos começam a ter dúvidas e saem em busca um do outro.

O filme é bem aguinha com açúcar, mas bonitinho. Vale mais a pena por causa desse ator maravilhoso que é John Cusack, e pela própria Kate Beckinsale (apesar de eu gostar mais dela como a Celine, de Anjos da Noite). Outra coisa que me chamou a atenção foi como registraram a passagem dos anos. Só perde para a passagem do tempo em Notting Hill (quando aparece Hugh Grant andando na rua e as estações vão passando. Genial). E livros ainda tem muita importância no fi;lme. É que Sara escreve seu telefone na primeira página de Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Marquez, que ela vende depois para que Jonathan tente achar. E ele vai a tudo quanto é livraria de NY tentando achar o tal livro.

A trilha sonora também é muito boa, e além de This Year, ainda tem outra música que eu amo, que é The Distance, dos gêmeos Evan e Jaron (que talvez vocês conheçam pela trilha sonora de Dawson’s Creek, com a música Crazy for this girl). Mas tem também John Mayer, Heather Nova, Shawn Colvin e Louis Armstrong. E, voltando um pouquinho ao elenco, ele ainda traz Molly Shannon, Jeremy Piven e John Corbet.

Como eu disse antes, é um filme sossegadinho, água com açúcar, mas com  momentos de dar aquela risadinha (não chega a ser uma gargalhada). Daqueles pra assistir num dia frio, com uma boa companhia (infelizmente não foi o meu caso), tomando chocolate quente. Aí vai o trailer:

Beijos e até o próximo post!