sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os Portões de Roma – O Imperador – Livro 1 – Conn Iggulden

 

Os portões de RomaEm sua estreia na literatura, Conn Iggulden captura a essência de uma terra, um povo, uma lenda. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA traz à vida uma das mais fascinantes eras da história da humanidade. Neste impressionante romance histórico, Iggulden é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Primeiro título da trilogia O imperador, sobre a vida de Júlio César e livro que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias Crônicas de Arthur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito. O mais lendário de todos os monarcas, figura dominante dos últimos anos da república romana, Júlio César ascendeu de chefe político a chefe militar, e de chefe militar a ditador. Para contar essa história, o inglês Iggulden acompanha a trajetória de dois jovens, criados como irmãos, embora um deles seja ilegítimo, no colapso da república e ascensão de Julio César. Na luxuriante península italiana, um novo império está tomando forma. Em seu coração, a cidade de Roma, um lugar de glória e decadência, beleza e sangue derramado. As aventuras e desventuras de Gaius e Marcus até a vida adulta, seus sonhos de batalhas, fama e glória a serviço do poderoso império funcionam como um microcosmos da Antiga Roma. Um é filho de um poderoso senador, nascido num ambiente de grande privilégio e ambição. Um menino ao qual muito se dá e muito se espera em retorno. O outro é seu irmão adotivo, um bastardo de grande força e esperteza, cujo amor pela família adotiva e principalmente pelo irmão, será a força motriz de toda sua vida. Conforme os caminhos dos dois se separam e o desejo por uma bela escrava se interpõe entre os dois, Gaius e Marcus conhecerão amor, perda e violência. E a terra que tanto amam perde a inocência e mergulha num conflito civil que colocará romano contra romano. E a amizade entre os dois em xeque. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA mistura história e aventura, e mescla uma incrível miríade de cenários: os campos sangrentos de batalha em contraste com a opulência da maior cidade de todos os tempos.

Nem precisava de muita coisa para esse livro me chamar a atenção, só o título bastava, mas daí você vê isso na capa:

“Uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito”

Bernard Cornwell.

E se o vovô Milhobom recomenda, pessoas, quem sou eu para negar? Então claro que entrou na lista, e só demorei para pegar por ser uma série. Mas, foi eu pegar que a leitura fluiu (claro que estar de férias, na praia e com muito tempo livre ajudou) e terminei em pouco mais de 4 dias.

Este primeiro livro acompanha a infância de dois garotos romanos, Caio e Marco, criados como irmãos numa fazenda nos arredores de Roma.

Caio é filho de Júlio, um senador de Roma, mas de pouca importância. É um garoto inteligente, tímido e sereno, mas perspicaz. Claro que ele apronta das suas enquanto criança, nada que uma criança normal da Antiga Roma não faria. Mas esse menino cresce, adota do nome de Júlio, e sob a tutela de um ex-gladiador (falo dele daqui a pouco) e de seu tio, logo começa a conquistar amigos poderosos com seu carisma. Já adivinhou de quem estou falando? Caio Júlio César é o nome, e ser o maior imperador romano é o que ele faz.

Júlio cresce e se torna um jovem um tanto inseguro, mesmo que não demonstre (nós sabemos porque a história é contada em parte pelo seu POV). Mas ele é um garoto carismático, e determinado. É sagaz e absorve tudo o que pode de todo mundo. Júlio é o tipo mais intelectual, o que não quer dizer que ele não aprenda muito bem a arte da luta, e se torna um lutador exímio.

O contraponto está em seu irmão adotivo Marco. Este é um jovem aventureiro, filho bastardo de um senador de Roma e de uma prostituta (pelo menos é o que diz no livro), e que acaba se vendo sempre à sombra de Júlio. É impulsivo e esquentado, sempre rápido ao sacar o gládio. Marco é o lutador por excelência e sobe rapidamente no exército romano. Ele e Júlio tem uma relação de amizade profunda e muito cumplicidade. E nada pode ser mais forte que isso, certo? Pense novamente e relembre a História que você vai se dar conta de que isso é muito, mas muito triste. E não, não vou revelar ainda quem de fato é Marco, caso você ainda não tenha adivinhado.

Os dois meninos crescem sob a tutela de Tubruk, um ex-escravo e gladiador que é o administrador da casa de campo de Júlio, e tem toda a confiança do pai dele, que também se chama Júlio. É um bom disciplinador, justo e comedido. Tubruk na verdade age muito mais como pai dos meninos que o Júlio senior. E também é ele quem contrata o outro tutor deles, Rênio. Rênio é um ex-gladiador aposentado, que acaba com o cargo de educar os meninos nas lutas por causa de sua reputação. Esse é mais adepto ao método tough love de ensino. Rênio não sabe de outra vida a não ser a brutalidade primeiro das legiões e depois da arena. E assim, é só isso que ele pode ensinar.

Ainda preciso destacar Mário, o tio de Júlio. Ele é um dos dois cônsules de Roma, e não se contenta com isso. É ambicioso e um ótimo estrategista, e também muito carismático. Os homens o amam e ele conquista sua lealdade com facilidade. E esse aspecto vai ser de grande importância no livro. E claro que sendo assim, ele tem inimigos. Mais exatamente o outro cônsul, Sila. Este, apesar de ser muito importante para a história, não aparece muito, e quase sempre é pelo ponto de vista de Mário, por isso não dá para confiar muito em seu julgamento. É também inteligente e ambicioso. E essa oposição entre os dois vai acabar, lógico, em guerra.

Falta somente uma personagem para comentar. Alexandria é uma escrava na casa de Júlio, mas é linda e isso, claro, acaba despertando nos garotos o desejo. Alexandria é inteligente, forte e determinada. Não vai se contentar com a condição de escrava e vai achar o seu próprio caminho.

A narrativa é em terceira pessoa e se alterna entre os personagens, sendo que a maior parte fica mesmo com Júlio César, mas também temos os POVs de Marco, Alexandria e Sila. As descrições dos ambientes, das pessoas e dos costumes da época são maravilhosos, e não são cansativos. Os personagens são muito bem construídos, e a história é de leitura bem fácil. Como eu disse lá em cima, ei li bem rápido, e já engatei o segundo. E assim, Conn Iggulden se junta aos meus autores preferidos. Recomendadíssimo!

Trilha sonora

Não tem jeito, falou de Roma, só me vem duas na cabeça: Now we are free (Coração vermelhoCoração vermelhoCoração vermelho) e The Battle, lindas desse músico sensacional que é o Hans Zimmer (sério, ninguém faz trilhas como ele). Também não podia deixar de fora o tema de abertura de Roma. E eles não são romanos (e sim holandeses) mas Stand my ground, do Within Temptation tem tudo a ver (confira a letra).

Se você gostou de Os Portões de Roma, pode gostar também de:

  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
  • A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
  • 1356 – Bernard Cornwell;
  • coleção Ramsés – Christian Jacq;
  • Os Pilares da Terra – Ken Follett;
  • Mundo Sem Fim – Ken Follett;
  • O Físico – Noah Gordon.

6 comentários:

Nadia Viana disse...

Oi, Fê.
Essa série está na minha lista faz tempo. Pela sua resenha parece incrível! Mas como já prometi não começar séries novas tão cedo, vou ter que esperar bastante.
Beijos.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Na!

Imaginei mesmo que você fosse gostar. Leia mesmo que você não vai se arrepender. Olha, a coleção já está completa, eu tenho o box e você encontra no submarino e volta e meia entra em promoção.

Beijo!

Jéssica Soares disse...

Oi, Fê! Tudo bem? Pois é, eu entendo, se o Cornwell recomenda, eu preciso ler, mas se o cara fala que queria ter escrito isso, UAU, já está no topo da minha lista de desejados!! Achei ótimo a história se passar em Roma e, tendo como personagens figuras históricas que eu só vi sendo representadas seriamente em filmes, fiquei ainda mais interessada! Confesso que desanimei um pouquinho ao saber que esse é o primeiro livro de uma série, mas acho que devo perder as esperanças com livros mais "históricos" em volume único. :/ Enfim, fiquei empolgada e tenho aquela certeza de que irei curtir e muito essa trama! Bjs
Jess

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Jess!

Não desanima não, que são só quatro volumes, e já está completa. E você vai gostar sim, com certeza.

Beijo!

Ricardo Inocencio disse...

Fê....que bom que você está gostando da série. Me lembro que há um tempão atrás eu te perguntei se já havia lido, pois sabendo que é fã do Milhobom não poderia deixar de ler O Imperador, que ele mesmo elogiou.

Uma pequena observação...na verdade a série é composta de 5 LIVROS e não 4 ok ?! "Sangue dos Deuses" foi lançado recentemente e finaliza a série.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Ricardo!

É que meu box tem só quatro, mas bom saber que tem mais um. Eu ia descobrir eventualmente, mas pra mim a série estava completa. E estou gostando muito mesmo, deveria ter lido antes. Depois vou ler a outra série, sobre Gengis Khan, O Conquistador.

Beijo!