quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cidade do Fogo Celestial – Os Instrumentos Mortais #6 – Cassandra Clare

 

CoHFERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU OS OUTROS LIVROS!

Após ter sido separado de Jace pelo Fogo Celestial, Sebastian está em fuga. Ninguém sabe onde ele está se escondendo, mas de alguma forma, ele consegue ir e vir de Idris ou Los Angeles, ou onde bem quiser ir. E armado com o Cálice Infernal, ele vai transformando Shadowhunters em Endarkened (sorry, people, mas com eu li em inglês não sei como traduziram. E eu procurei). voltando os Shadowhunters uns contra os outros, e aumentando o seu exército.

E, depois de ataques sistemáticos contra Institutos ao redor do mundo, assustados, os Nephilim fogem para Idris, acreditando estar a salvo das garras de Sebastian. Mas, quando uma grande traição é revelada, Idris se fecha completamente, e obriga Clary, Jace, Alec, Isabelle e Simon a ir até uma dimensão infernal para tentar parar Sebastian. Porque, vejam bem, nessa altura, a Clave já tinha se dado como derrotada, e estava em vias de estabelecer uma trégua com Sebastian. Ou assim Clary pensa.

E não tem jeito. Citando nossa amada Cersei: When you play the game of thrones, you win or you die. There is no middle ground. Não mesmo. Agora é vida ou morte. E é hora de fortalecer alianças e sacrifícios. Não há mais como os Nephilim se esconderem atrás de seus códigos, se Sebastian vencer, isso significa um mundo sem Shadowhunters, e muito possivelmente o fim da raça humana.

E no meio desse cenário apocalíptico, como ficam nossos amigos Shadowhunters? Bom, depois que o Fogo Celestial entrou nas veias de Jace, ele vem tentando controlar seu temperamento com aulas de relaxamento com Jordan, a fim de não incendiar tudo a sue redor. E ele tem que ter cuidado especialmente com Clary. E como ele lida com isso? Como sempre, com muito sarcasmo e ironia, disfarçando a angústia interior. Mas por outro lado, achei ele um pouco mais cauteloso neste, e até mais carinhoso com Clary que de costume. A ponto de às vezes ficar piegas demais, coisa que até agora Cassie conseguiu evitar.

Clary por sua vez está mais madura, e também sofre por não poder tocar em Jace sem levar um choque 220V. Claro que ela que levar a relação dos dois mais para a frente, mas não pode. E isso é frustrante. E ela lida com isso indo atrás da fonte, e tentando encontrar um jeito de reverter a situação e ter de volta seu Jace. Ao mesmo tempo, ela é atormentada por imagens de Sebastian e de como seu irmão poderia ter sido, caso Valentim não tivesse transformado o garoto em um mostro. E mais que ninguém, tanto ela como Jace sabem muito bem do que Sebastian é capaz, e como ele pensa, para simplesmente aceitar os termos oferecidos à Clave. Só que, claro, para variar, a Clave não ouve. Por isso ele e seus amigos tomam as coisas em suas próprias mãos.

Alec passa por um momento delicado. Ao mesmo tempo que tenta reconciliar o fato de o pai não o aceitar por ser gay, e que o pai teve uma amante, e não ser o homem que ele sempre pensou que fosse, também tem que tentar ir em frente sem Magnus, depois de ter terminado com o mago. Cassie fez um ótimo trabalho desenvolvendo Alec, mostrando todas as suas angústias de ser muito jovem para assumir a liderança da família, e tentar se encontrar, saber quem é. Achei bem bacana conhecer esse outro lado de Alec, o lado mais sensível, em vez do lutador implacável.

Simon e Isabelle passam pela fase de definir a relação, apesar de o namoro deles ser tão firme que não há dúvidas de que eles são de fato um casal. E algumas das cenas mais hilárias do livro se passam com os dois. Fora isso, os dois são os mesmo Simon e Isabelle de sempre. E Maia aparece pouco, mas agora ela atem um papel de maior importância. Tenho que confessar que não gostei muito do rumo do arco de Maia (Cassie tomou umas e outras com o Santa From Hell), mas no fim foi eficiente. 

Novos personagens aprecem nesse livro, como Emma Carstairs e Julian Blackthorn. Ambos são sobreviventes do ataque ao Instituto de Los Angeles, junto com os irmãos menores de Julian, e vão ter papel importante na história, mas não posso adiantar muita coisa sobre eles, por motivos que vou explicar melhor mais para a frente. Jia Penhallow, a autoridade maior da Clave também tem papel mais importante neste, bem como o pai de Alec e Izzy. Um outro personagem, que permanecerá anônimo aqui, mas que tem ligação com a trilogia As Peças Infernais (que eu vou ler agora, depois de terminar esta, e fiz isso de propósito, por ser uma prequel). Se você leu a prequel, já sabe, mas eu vi um spoiler sem querer.

Como sempre, o livro é recheado de ação, muito sarcasmo e ironia, mas a história se desenvolve de maneira consistente. Cassie não cometeu o erro clássico de misturar muita coisa e não saber o que fazer depois. Ela manteve o foco o tempo todo. E neste em particular eu vi muita influência de ASoIAF, Harry Potter e TLOTR, entre outras. Algumas passagens me levavam diretamente a outros livros, mas mantendo sempre a identidade. E Cassie amarrou bem as pontas, não deixou nada sem explicação, e até abriu espaço para uma spin-off, e se você pensou aí que ela tem a ver com Emma e Julian, pensou certo. O livro, apesar de extenso, tem narrativa fácil, que se alterna entre os personagens, e a leitura flui. E só não me despeço do universo dos Shadowhunters com saudade porque ainda tenho a prequel para ler, e a nova spin-off. Vale a leitura.

Trilha sonora

Primeiramente, Highway to Hell do AC/DC é perfeita, por motivos óbvios. Também Carry on my wayward son, do Kansas (sempre lembro dos Winchester), Save me, do Remy Zero, You found me, The Fray e Stand my ground, do Within Temptation.

Se você gostou de Cidade do Fogo Celestial, pode gostar também de:

  • série Beautiful Creatures – Margareth Stohl e Kami Garcia;
  • Harry Potter – J. K. Rowling;
  • coleção Percy Jackson – Rick Riordan;
  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • Bloodlines – Richelle Mead;
  • Hush, Hush – Becca Fitzpatrick;
  • Fallen – Lauren Kate;
  • A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr;
  • Filhos do Éden – Eduardo Spohr;
  • Dragões de Éter – Raphael Draccon;
  • Jogos Vorazes – Suzanne Collins;
  • House of Night – P. C. e Kristin Cast;
  • saga Crepúsculo – Stephenie Meyer.

4 comentários:

Nerito (Samuel Medina) disse...

Depois de muuuito tempo, aqui estou! E ao final da sua resenha (não ligo pra spoilers), fiquei muito interessado em ler essa série. Agora, o filme vale a pena?

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

OI Nerito!

Eu adoro o filme. Não é meu preferido, nem é uma obra de arte, mas como entretenimento, vale. Uma das melhores do gênero.

Beijo!

Luara Cardoso disse...

Oi Fernanda, tudo bem?
Você acredita que até hoje eu não comecei a ler a série? Estou com o primeiro livro aqui HÁ TANTO TEMPO e não consegui pegar para ler ainda. :(
Quem sabe mais pra frente? Agora melhora porque a série finalmente chegou ao fim, UFA!

Um beijo,
Luara - Estante Vertical

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Luara!

Eu comecei a ler só depois que comprei o terceiro, daí descobri que teriam mais 3...mas viciei, virou uma série queridinha. Agora vou ler a prequel. Olha, você lê rapidinho, viu?

Beijo!