terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cidade das Almas Perdidas – Os Instrumentos Mortais # 5 –Cassandra Clare

 

City of lost soulsATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU O RESTANTE DA SÉRIE OS INTRUMENTOS MORTAIS!

Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?

Embalada pelo filme - Cidade dos Ossos, caí de cabeça na leitura desse livro. E lembrei porque eu a amo tanto (e num ataque de loucura, já providenciei TODOS eles em inglês. Sou assim, se eu gostar de verdade, compro em inglês também. Essa entrou no meu coração pra ficar, definitivamente).

Este começa com o desaparecimento de Jace depois da derrota de Lillith em Cidade dos Anjos Caídos, para desespero de Clary. Ela sabe que ele não está morto, mas o que aconteceu com ele pode ser pior que isso. Ele agora está com Sebastian, o pior pesadelo para Clary. Mas ela não para de procurar por ele, e até a Clave está empenhada em encontrá-lo. O problema é que nem Jace nem Sebastian dão sinal de vida, não deixaram rastro, e eventualmente a Clave deixa de priorizar a busca. E mais, como Jace agora está ao lado de Sebastian, um traidor, e fazendo serviços para a cria de Valentim (ai, eu lembro de Jonathan Rhys-Meyers… #suspiro), na verdade o objetivo da Clave é justamente encontrar a matar qualquer um dos dois on sight (não consegui pensar em uma expressão em português para isso :/).

Mas óbvio que Jace não está com Sebastian por escolha, mas por livre e espontânea pressão. É que Lillith fez algum feitiço que ligou os dois permanentemente. Mais até: se um se ferir, fere o outro também. O que significa que matando Sebastian, matam Jace também. Só que há um desequilíbrio. Um é dominante (adivinha quem?), e o outro faz tudo que o dominante quiser, acredita nas mesmas coisas. Sebastian sabe muito bem disso, e tem Jace à sua mercê. E ainda tira proveito do fato de que não vão arriscar nada contra ele por medo de afetar Jace.

E Jace neste estado não é muito diferente do Jace normal. Continua sarcástico e letal, e não esqueceu o que sente por Clary. Só que é menos carinhoso, e mais daredevil que antes. Além disso, coisas que em circunstâncias normais ele não faria, como levar Clary para uma balada cheia de demônios e pó de fada, ele faz, sem sentir remorso. Isso porque ele não em consciência de que está fazendo algo errado, ou arriscado demais. E óbvio que nunca que ele se tornaria BFF de Sebastian depois de tudo que este fez.

E Clary nisso tudo? Bom, ela acaba se juntando a Jace e Sebastian, mas como espiã, para descobrir qual o plano diabólico de Sebastian. Ela tem um plano, arriscado , é verdade, mas não há nada que ela não faça para salvar Jace. E, pra falar a verdade, o plano dela é bom. Ela consegue um meio de manter contato com Simon enquanto está com Jace e assim passar informações para o Time do Bem (nome inventado por Simon, acho). Ela ainda ama Jace, mas o Jace que conhece, não o fantoche de Sebastian. E ela percebe nitidamente a diferença entre um e outro. Mas ela é atacada a todo momento pela insegurança: e se Jace não quiser mais votar a ser como antes? E se ele for mais feliz assim? Mas ela persiste, e só acaba ficando cada vez mais forte durante a história. Claro que ela se sente vulnerável, mas não fraqueja e segue em frente.

Simon ganha agora enfrenta a dura realidade de contar a sua mãe que é vampiro, e de sentir o desprezo dela, até medo. A mãe não o aceita mais, não o quer em casa, e o manda para longe. Ao mesmo tempo, agora que Jordan (aka Kyle. Falo mais dele já, já) voltou e Maia não é mais sua pretendente, ele tem que se entender com Isabelle. Mas ele é bem inseguro quanto a isso, não fala para menina como se sente, e na verdade nem ele sabe ao certo. O que me parece não muito saudável é sua amizade com Clary. Não me entenda mal, acho super legal a amizade deles, mas o que quero dizer é que ele parece muito preso a isso e não consegue ir além, ou se decidir, quanto a ninguém mais. Em outras palavras, ele ainda parece o cachorrinho desesperado por atenção de Clary. E assim, claro que quando Clary aparece com um plano suicida para salvar Jace, ele logo aceita. Esse não é o único motivo, ele tem uma dívida com Jace, e sente que é assim que irá pagar. Esqueci de dizer que enquanto Clary está com Jace, os outros ficam em NY e tentam também encontrar um modo de separar Jace de Sebastian. E esse modo é através de uma arma muito poderosa, não mundana. E Simon é que vai atrás dela.

Mas não sozinho. Ele conta com a ajuda de Isabelle, Alec, Magnus, Jordan e Maia. Mas vamos por partes. Isabelle está tão confusa quanto Simon quanto a seus sentimentos. É claro que ela gosta muito dele, mas nunca esteve apaixonada antes, por isso ela não sabe muito bem como lidar com isso. E outra coisa é que ela está mais próxima de Clary, por causa do desaparecimento de Jace. Para piorar a situação, ela ainda tem questionamentos quanto a seu pai, agora que sabe que ele teve uma amante. A menina forte e sedutora dá espaço para a vulnerabilidade. O que eu achei bem legal, na verdade. Humanizou um pouco a personagem.

Já Alec e Magnus enfrentam seus próprios problemas. Sim, seu relacionamento ainda é forte, mas está ficando abalado pela ameaça da imortalidade. Magnus é imortal, e tem séculos de vida, enquanto Alec tem 18 anos, e não é imune ao tempo como Magnus. A perspectiva de envelhecer e Magnus desta forma se cansar dele é demais para ele, e ele parte para medidas desesperadas. E os segredos, de ambos, vai acabar desgastando a relação.

Enquanto isso, Maia e Jordan enfrentam seus próprios demônios. Maia ainda está muito magoada por ter sido transformada em licantrope por Jordan, mesmo que ele não soubesse o que estava fazendo. Ainda há muito sentimento entre eles, principalmente por parte dele, que não se envolveu com ninguém desde que abandonou. Mas será que eles podem superar tudo? Gostei que tanto Jordan como Maia tem mais espaço, e os dois já entraram para a restrita lista de lobisomens que eu gosto (os outros membros sendo Lupin e Luke). E é bem legal ver as inseguranças dos dois, e o amadurecimento.

Quem também ganha mais espaço neste é Jocelyn, e a gente começa a entender como ela é uma shadowhunter fodástica. E também um pouco mais dela, das suas inseguranças, e o que ela teve que sacrificar em sua vida. E toda vez que eu lia suas falas, eu ouvia a voz da linda Lena Headey, nossa querida Cersei, na cabeça. Só uma observação.

Quase me esqueço de falar de Sebastian. Neste a gente entende um pouco mais dele, o que foi crescer com Valentim. Sua criação foi diferente de Jace, e Sebastian foi criado para a batalha. Mas também ele mostra outro lado, solitário e até carente, que ele tenta suprimir com farras com downworlders. E tirando proveito da ligação com Jace. Mas claro que estamos falando de Sebastian, e nem sempre o que ele diz é o que ele quer dizer, mas sim o que ele sabe que os outros querem ouvir.

Era para eu ler entre o término de Dezoito Luas e Dezenove Luas, mas acabou que eu terminei de ler o livro antes de chegar este último. Isso porque não conseguia largar meu kobo (eu li em formato digital, mas como eu disse, já comprei o livro impresso também), li em uns 3 dias. Como sempre, muita ação, muito bem equilibrada com romance. A história vai ficando cada vez mais empolgante e intrincada, e o livro acaba com um cliffhanger para o próximo (que eu não sei quando sai, nem em inglês. Já fui atrás).  Como eu disse antes. Cassandra Clare não caiu no erro de misturar muitas coisas e depois não saber o que fazer com elas. A história tem uma direção, e eu estou super ansiosa para ver onde vai dar.

Trilha sonora

Para começar, duas com o mesmo nome, mas bem diferentes, e que combinam igualmente: Save me, do Hanson e Save me do Remy Zero (ai, saudades da trilha de Smallville, que é ótima); também You found me, do The Fray (aliás, ela poderia estar na trilha do filme, porque tem tudo a ver com a série toda); It´s time (I´m just the same as I was, now don´t you understand, I´m never changing who I am…), Radioactive, e Demons, todas do Imagine Dragons; e para finalizar, a perfeita Everything, do meu amado Lifehouse.

Se você gostou de Cidade das Almas Perdidas, pode gostar também de:

  • série Beautiful Creatures – Margaret Stohl e Kami Garcia;
  • Harry Potter – J. K. Rowling;
  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • série Hush, Hush – Becca Fitzpatrick;
  • série Fallen – Lauren Kate;
  • série Os Filhos do Éden – Eduardo Spohr;
  • A batalha do Apocalipse – Eduard Spohr;
  • Dragões de Éter – Raphael Draccon;
  • série Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan;
  • série Os heróis do Olimpo – Rick Riordan;
  • Jogos Vorazes – Suzanne Collins;
  • série House of Night – P. C. e Kristin Cast;
  • saga Crepúsculo – Stephanie Meyer (até me dói hoje indica esta).

2 comentários:

Fernando Pacman disse...

Parabéns pela resenha, está perfeita. Eu só acompanhei o primeiro livro até agora, além de assistir ao filme e estou gostando bastante da série.

Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
Abraços

http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Obrigada, Fernando!

Eu adorei essa série, já entrou pras favoritas.

Seja muito bem vindo e volte sempre!

Beijos!

Fernanda