segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os pilares da Terra

Ambientado no século XII, na Inglaterra abalada por guerras civis, fome, disputas religiosas e a batalha pela sucessão do trono inglês, os Pilares da Terra conta a história da construção da Catedral de Kingsbridge.

É neste cenário turbulento, cheio de intrigas e traíções que encontramos Tom Builder, um humilde construtor que tem o sonho de construir a Catedral mais magnífica do mundo. Ele parte com sua família em busca de trabalho, mas só encontra miséria e fome, até conhecer Philip, monge de origem humilde que torna-se o prior de Kingsbridge e tem como objetivo a reconstrução da Catedral, destruída por um incêndio, e desta forma enaltecer a obra de Deus. Começa assim uma longa amizade que irá despertar a inveja e o ódio de muita gente, em especial do bispo Waleran e de William Hamleigh.
Uma obra-prima desenvolvida com maestria por Ken Follett. Os Pilares da Terra é um livro envolvente e apaixonante, que já vendeu milhares de cópias ao redor do mundo.


Ao contrário de muita gente (e da lógica), li primeiro Mundo sem Fim, a “continuação” de Os Pilares da Terra. Não que eles tenham que ser lidos em sequência – acho até que eles funcionam como dois livros independentes.
Devo dizer que, ao contrário de Mundo, eu demorei um pouco para me achar em Pilares, mas eventualmente, me vi totalmente envolvida pela história e seus personagens. Entretanto, Pilares já configura entre meus livros favoritos e é, sem dúvida, uma leitura quase obrigatória para os amantes de romances históricos.
O ponto alto da obra, na minha opinião, são os personagens e seu desenvolvimento durante a história, principalmente Aliena, jovem mimada e altiva, herdeira de um lorde inglês que se vê subitamente destituída de sua herança e é forçada a amadurecer e mudar seu modo de ver a vida.
Há também Tom Builder, o responsável pela construção da catedral de Kingsbridge, que com sua determinação nunca desiste de seu sonho de construir a mais bela catedral do mundo, mesmo diante das maiores dificuldades.
Destacam-se ainda Ellen, mulher de Tom, que carrega consigo um misterioso passado; o prior Philip, um verdadeiro “control freak” que acredita que tudo que acontece em sua vida é vontade de Deus (muito embora por vezes deixa transparecer suas verdadeiras intenções); William Hamleigh, cavaleiro inescrupuloso e sádico, cujo maior prazer é prejudicar Philip e Aliena; o bispo Waleran Bigod, homem de fala mansa e ardiloso, cuja lealdade varia de acordo com o que lhe será mais vantajoso; e, por fim, Jack Jackson, filho de Ellen, que começa quase como um personagem secundário, mas que vai ganhando espaço na trama.
Os Pilares da Terra é uma leitura fascinante e, apesar de extenso, tem um ritmo acelerado, o que mantém o leitor preso até o fim.

Filme

Estão produzindo uma série baseada neste livro, que eu estou doidinha para ver. Ainda não foi definido quem vai comprar os direitos de transmissão, mas espero que seja a HBO, para eu poder assistir!

Nota histórica

Após a morte do rei Henry I em 1135, Stephen, neto de William, o Conquistador, tomou o trono da herdeira Maud, filha de Henry I, dando início a um período de guerra civil, caos e anarquia na Inglaterra. Como consequência dessa disputa pelo poder, o país caiu num período sem leis, colocando em perigo tanto nobres como camponeses que se aventuravam pelos campos. Esse período durou 20 anos, até a morte de Stephen e a ascensão de Henry II ao trono.

Se você gostou deste livro. pode gostar também de:

  • Mundo sem fim – Ken Follet


4 comentários:

AdrianoBH disse...

O filme que voce citou no seu post é na verdade um seriado. Ja chegou a assisti-lo? estou no terceiro capitulo e infelizmente mudaram um pouco a historia.... E voce? O que achou?

Scola disse...

Não se trata simplesmente de uma adaptação cinematográfica, mas de outra história. Acrescentaram ao enredo elementos como incesto e homossexualismo que não existem no livro. Alteraram também o destino de muitas personagens. Para quem não leu o livro, pode ser interessante; quem leu, pode se decepcionar.

Nadia Viana disse...

Ainda não terminei de ler, mas estou amando! Maravilhoso! E tenho que comentar: Sir William Hamleigh consegue ser mais detestável que Joffrey Baratheon rsrs.
Beijo.
Nadia

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

HAHAHAHA!

Verdade Nádia!

Beijos!