domingo, 24 de janeiro de 2010

O Senhor dos Anéis

 A sociedade do anel  As duas torres O retorno do rei

Dividido em três livros, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, e sequência de O Hobbit, e conta a saga de Frodo Baggins e seus companheiros a fim de destruir o Um Anel, acabando assim com a ameaça de Mordor e Sauron, e libertando a Terra-Média.
Escrito entre 1936 e 1949 e publicado entre 1954 e 1955, O Senhor doa Anéis foi traduzido para diversas línguas, e originou filmes, influenciando gerações de seguidores fiéis, e é considerado um clássico da literatura fantástica.

Meu interesse por O Senhor dos Anéis (e acho que dá pra deduzir que eu A-DO-RO este livro) começou quando ouvi falar que Peter Jackson (tudo bem,na época eu ainda não sabia quem este ilustre cidadão era) estava produzindo o filme. Na verdade, para ser bem justa, acho que foi minha irmã que me falou dele e me disse que se tratava de elfos e outros seres fantásticos. Fã assumida de literatura de fantasia, claro que já me deu um comichão.
Mas já aviso que a leitura não agrada a todos. Muita gente que assistiu os filmes – e gostou – não consegue ler o livro. Como já mencionei, adoro o livro, mas admito que a leitura não é fácil. O estilo extremamente descritivo e o ritmo muitas vezes arrastado podem ser cansativos e desencorajar os menos pacientes (e persistentes).
A história começa mesmo só depois da página 25 (até mais, dependendo da edição) de prólogo, descrevendo com pormenores todos os hábitos e peculiaridades dos hobbits, até um pouco de sua história, de uma forma que lembra um documentário (confesso que só li mesmo essa parte da primeira vez que li, e agora, quando leio, pulo esta parte. E também nunca li os não sei quantos apêndices, que são no mesmo estilo).
Uma coisa muito irritante do livro é a descrição pormenorizada de detalhes, como as roupas dos personagens e as paisagens. Às vezes, no meio de uma cena de ação, Tolkien pára para descrever as pedras ou os campos verdes. Não que isso seja totalmente negativo, ao contrário, nos permite imaginar a cena exatamente como o autor. A travessia das Minas de Moria, por exemplo, é muito mais assustadora no livro do que no filme, justamente por causa da descrição. Mas pode se tornar cansativo, e deixa o ritmo lento, as coisas demoram a acontecer.
Mas, obviamente, não é à toa que esse é um dos meus livros favoritos. Para mim, os pontos positivos superam esse pequeno detalhe. Os personagens são complexos, e mutáveis durante o decorrer da narrativa. O melhor deles é, sem dúvida nenhuma, Gollum. Ele sozinho renderia páginas e mais páginas de comentários. Sua dualidade inspira tanto ódio como pena no leitor.
Destaco principalmente os hobbits. Citando o livro “pode-se aprender tudo sobre hobbits em um mês, mas mesmo depois de anos, eles ainda nos surpreendem”.Frodo não teria chegado muito longe se não fossem seus fiéis amigos do Condado, especialmente Sam. E antes que mentes mais poluídas falem qualquer coisa, como já foi insinuado, o que move Sam é a mais pura e profunda amizade (Tolkien era demasiadamente conservador e machista para qualquer outra implicação). Aliás, isso me lembra que uma vez, na ocasião do lançamento de um dos filmes, fiz um teste na internet para saber quem eu seria em OSDA. E o resultado foi….isso mesmo – HOBBIT! (Fala sério, eles é que sabem viver mesmo, comendo, bebendo e só curtindo a vida!)
E, apesar de tudo, a história guarda boas surpresas para o leitor. Quando li pela primeira vez, e acabei As Duas Torres, fiquei super ansiosa para ler O Retorno do ReiAs Duas Torres acaba num suspense danado, deixando o leitor ávido por mais (isso, claro, para aqueles que, como eu, não têm a edição única). Aliás, o leitor persistente, que consegue acabar Sociedade (na minha opinião, o menos emocionante dos três) é recompensado com uma aventura deliciosa e , perdão do trocadilho, fantástica e com certeza vai querer ler novamente.

Nota Histórica

Apesar de ser um livro de fantasia, O Senhor dos Anéis reflete a época em que foi escrito, entre 1936 e 1949, em plena II Guerra Mundial. Assim, pode-se comparar Mordor com a Alemanha nazista e Sauron a Hitler. Mais: a saga de Frodo se passa na 3° era da Terra-Média (alguém aí pensou em Terceiro Reich?)

Se você gostou de O Senhor dos Anéis, também pode gostar de:

  • O Hobbit – J. R. R. Tolkien
  • a coleção Harry Potter – J. K. Rowling
  • a saga A Herança (Eragon) – Christopher Paolini

 

Trilha sonora

Nem preciso mencionar que é a do filme mesmo, com destaque para About the Hobbits (a que toca no começo, quando Gandalf está chegando ao Condado para a festa de Bilbo), que eu adoro.

Os Filmes

Acho que é desnecessário dizer que a trilogia cinematográfica também está entre os meus filmes favoritos. E tenho que admitir que alguns momentos dos filmes são melhores que os livros. E Peter Jackson até que foi bem fiel à obra de Tolkien (apesar do descontentamento da família. Será que não receberam o suficiente para vender os direitos?)
Claro que há diferenças e algumas coisas ficaram de fora, como o Expurgo do Condado, mas sinceramente, os cortes não afetam a história. Na verdade, esses cortes fazem com que o filme tenha um ritmo mais acelerado. Por exemplo, no livro, Frodo espera vinte anos desde que recebe o anel, até que saia em sua aventura.
aragorn 2 Algumas cenas também são simplesmente lindas. Umas das minhas preferidas é a da morte de Boromir, e tanto Sean Bean quanto Viggo Mortensen (que aliás, só acho tudo de bom como Aragorn, e quanto mais maltrapilho melhor. Tirando a fantasia de Aragorn, o encanto acaba) provam por quê mereceram seus papéis. Atuação brilhante e execução impecável. E o mais legal do filme é que ele é democrático, todos os atores tiveram oportunidade de mostrar seu talento.
Quanto às diferenças entre os filmes e os livros, a que mais me incomoda é Faramir. No livro, ele não sente influência nenhuma do anel, ao contrário do filme. Apesar que ele tem lá suas razões, que ficam mais claras para quem viu a versão estendida de As Duas Torres. Ele quer desesperadamente se provar à altura de Boromir aos olhos do pai, Denetor. Também não me agrada muito o destaque dado a Arwen e esse negócio de seu destino estar ligado ao anel (de onde é que veio isso?!).
Aliás, os elfos em geral conseguem ser ainda mais chatos nos filmes que nos livros, com exceção de Legolas. Enquanto seus irmãos de raça ficam se lamuriando e partindo para o Oeste (até hoje não entendo por quê) Legolas topa qualquer parada para salvar seus amigos, nunca os abandonando. É por isso que ele é o único elfo de quem eu gosto.
Fora isso, o filme como um todo é fantástico, muito bem feito e merecedor de todos os Oscar que levou (se bem que eu acho que merecia alguns). E já que estou falando de premiações, não dá para deixar de fora o VMA que Gollum levou, muito merecidamente, diga-se de passagem. Ele é, com certeza, o melhor ator virtual até hoje.

2 comentários:

Mateus disse...

Estou relendo toda a obra de Tolkien nesse momento, pois faz mais de 10 anos que a li e deixei d fora O Hobbit. E te aconselho demais a ler principalmente O Silmarillion que é uma obra fantástica, assim como O Hobbit que sempre deixei de lado e me arrependo muito disso. E depois que ler o Silmarillion releia a trilogia. É uma experiencia totalmente nova reconhecer personagens de outras eras, lugares, a historia e canções.
Ps: AInda vou ter tempo pra ler seu blog todo rs.
Ps2: Por uma rapida olhada temos gostos parecidos como logico Tolkien,Oscar Wilde, o fantastico A Menina que Roubava Livros, Lost e ate Andre Vianco rs
Grande Abraço

Mateus
mateushenriquezz@hotmail.com

Thalinne disse...

Eu, como boa nerd que sou, não podia deixar de ser fã INCONDICIONAL de O Senhor dos Anéis e demais obras de Tolkien. Os livros dele são simplesmente maravilhosos!