sexta-feira, 5 de julho de 2013

Faixa a Faixa – Imagine Dragons - Night Visions

 

Imagine dragons nightMais uma vez, desculpem pelo atraso. E este está duplamente atrasado, já que também não fiz em maio. Mas, final de semestre, tanto na faculdade como no trabalho, as coisas foram se acumulando e quando eu vi, já estava no final de junho, e nada dessa coluna sair. E veio julho também, atrasei de novo, mas vou compensar, prometo.

Já falei aqui – Arrow como fui fisgada por essa banda de Las Vegas (deve ser coisa de cidade, porque The Killers também é de lá e é outra banda fantástica) recentemente. Já viciei, baixei todas as músicas que consegui encontrar deles (mas se encontrar vou comprar o CD original) e não paro de ouvir (agora nem tanto, passando por um período de desintoxicação – hehe). Mas não vou falar muito deles, porque já falei em outro post (já coloco o link).

Night Visions é do ano passado, e a versão deluxe (essa que vou comentar) saiu esse ano. É o primeiro álbum da banda, apesar de eles já estarem na estrada desde 2008.Uma das coisas mais legais deles é que sempre há uma virada inesperada nas músicas, todas guardam alguma surpresa. Mas como não vou me demorar, aumente o som e aproveite cada minuto!

1. Radioactive: já falei dela no link acima, de Arrow, e também aqui – Radioactive, portanto não vou falar muito dela. A propósito, esse foi o link que eu mencionei ali em cima. O que eu não tinha feito foi colocar o clipe, porque preferi um com cenas de Arrow. Mas nada contra o clipe, que é bem bacana. Agora, aí vai:

Essa versão ao vivo também é de arrepiar:

2. Tiptoe: batida mais pop, e outra coisa em comum com o The Killers (pelo menos no primeiro CD. Quem sabe eu comento aqui também mais tarde?), um toque meio retrô, de anos 80, com sintetizadores, mas usados de forma inteligente, sem aqueles efeitos medonhos, e uma ponte bem bacana;

3. It´s time: essa tem a batida bem marcada pela percussão 9eu disse no post anterior, sobre Radioactive, que havia duas baterias. Na verdade não é bem isso. Dan, o vocalista, faz também percussão, mas em inglês a palavra é a mesma: drums), palmas e tem o bandolim como acompanhamento. Ficou superlegal (não disse que sempre tem algo inesperado nas músicas?), confira aí o resultado:

4. Demons: começa bem baixinha, praticamente só Dan e o teclado, mas ela cresce e no refrão ganha força. É uma música inspiracional, a letra é linda e é uma música bem otimista mesmo. Ela é dedicada a Tyler Robinson (pelo menos o clipe é, mas a letra pode se aplicar a várias situações, afinal todos nós temos os nossos demônios), que morreu de câncer. A banda, junto com a família de Tyler tem uma fundação para ajudar jovens combatendo essa doença. O clipe me dá vontade de chorar, descubra porque:

5. On top of the world: música animadinha, na verdade, bem up, como minha irmã gosta de dizer, com outra surpresinha: o assovio. Backing vocals muito bons, criando um coro lindo, batida bem gostosa, de palmas mesmo. O vídeo também é bem bacana, mostrando a gravação:

6. Amsterdam: outra com uma batida mais retrô, mas que muda no refrão e ganha força. Ela parece ter uma batida constante, mas ela também muda, como eu disse antes, assumindo uma forma inesperada;

7. Hear me: adoro essa música, principalmente pelo refrão. Adoro como ela sobe até lá. Mais uma com sintetizadores, mais discretos agora. Os altos e baixos dela são muito bem acompanhados pela voz de Dan, o backing vocal é perfeito;

8. Every night: acho essa música fofinha, gosto de como ela começa só com as vozes, o piano bem pontuado, os backing vocals, e mesmo a repetição de every night, every night, every night…Há também outros instrumentos e um aponte linda, só com a voz de Dan. Gosto também do final, só dedilhado (acho que no bandolim);

9. Bleeding out: adoro como começa praticamente só com Dan, e o teclado. Mas depois ela ganha uma batida mais marcada, e o refrão sobe. Ela forma um bom contraste com a faixa anterior, que é mais calma. Esta já tem mais força, mas sem chocar;

10. Underdog: faixa divertida, a começar pela batidinha inicial. Também com um ar retrô, principalmente pelo uso do sintetizador. Tem um coro lindo, a batida é bem up, daquelas que faz você se sentir bem ao ouvir;

11. Nothing left to say/Rocks: faixa dupla, e que não poderiam ser mais diferentes. Mas de novo, elas contrastam mas não entram em choque. É como se uma complementasse a outra. Nothing left to say é mais sombria, forte, com múltiplas vozes, muitas nuances. Já Rocks é uma faixa mais leve, animadinha, com um lindo trabalho de cordas e percussão, vocais belíssimos;

12. My fault: faixa mais calminha, intimista, mas com batida forte no refrão;

13. Round and round: acho muito legal como eles conseguiram transmitir o nome da música na batida, vai e volta, vai e volta, mas sem ficar cansativo. A batida parece circular, repetitiva, mas como eu disse antes, eles sempre tem uma surpresa em cada música, e nesta o padrão da batida se quebra sempre;

14. The river: legal nesta é ver o vocal de Dan começar bem baixo, rouco até, e depois subir. Lindo. Há também um trabalho vocal muito bacana;

15. America: declaração de amor à America, mas sem ser chata. Baladinha com melodia gostosa, um lindo trabalho vocal, e guitarra leve, mas muito bonita e teclados delicados;

16. Selene: começa com um bom trabalho de cordas, um solo bem bacana com palmas e estalos. A batida lembra um pouco Take me out, do Franz Ferdinand, tem altos e baixos, e um som mais cru.

Foi isso. Eu já havia dito que uma banda com o nome de Imagine Dragons não pode ser ruim, e não é mesmo. Já virou uma das favoritas, ali junto a Lifehouse. Espero que tenham gostado e que compense pela falha.

Beijos e até o próximo post!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Música do Mês – Someday we´ll know – New Radicals

 

New Radicals SomedayMais uma vez, desculpem por ter atrasado. E na verdade eu já queria ter comentado essa música faz tempo, mas sempre aparecia outra na frente. Agora resolvi falar logo, ou ia esquecer de novo.

O New Radicals foi a típica banda de um sucesso só. Você provavelmente conhece o tal hit, You get what you give. A banda teve vida curta, somente entre 1997 e 1999, e só lançou um álbum, Maybe you´ve been brainwashed too. A banda girava em torno de Gregg Alexander, o único membro fixo, que produzia, escrevia, tocava vários instrumentos e cantava. O outro membro mais ou menos constante era Danielle Brisebois, que tocava percussão, e co-escreveu a música de que eu vou falar. Os outros membros não eram fixos, devido à política aberta da banda.

Apesar de gostar de You get what you give, que tem uma batidinha gostosa, eu prefiro a muito menos conhecida, mas infinitamente melhor Someday we´ll know. Ela consta, claro, de Maybe you´ve been brainwashed too, de 1998, mas virou single no ano seguinte.

Someday we´ll know é uma balada gostosinha, com letra bem bacana e inteligente, e batida suave. A voz de Gregg combina com a melodia, marcada principalmente pelo piano, coisa que eu adoro. Outra coisa que chama atenção, e que muitas vezes passa despercebida, nessa música ganha destaque: o pandeirinho, dando um toque todo especial. Os backing vocals também são bem colocados, e sutis, mas perceptíveis. é uma faixa que não cansa e dá vontade de ouvir over and over again (eu sempre ouço pelo menos umas duas vezes seguidas). Então, sem mais delongas, fique com o clipe:

Beijos, e mais uma vez, desculpem o atraso!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Arrow

 

ArrowJá faz um tempo que eu queria ter postado isso, mas como eu disse antes, me atrasei. Já faz umas duas semanas que a série acabou, com um season finale sensacional. Falo dele já, já (e não se preocupe, não vou dar nenhum spoiler).

Confesso que o que sei do Arqueiro Verde vem de Smallville (julguem-me), mas só o fato de ele ser arqueiro já é mais do que suficiente para eu me apaixonar. Também gosto muito do personagem porque ele não é tão bonzinho como o Superman, por exemplo. Ele tem áreas mais cinza, não tem medo de fazer o que deve, a qualquer custo. O que quero dizer é que enquanto Clark tem mil e uma limitações morais, Oliver Queen faz o que deve fazer se isso for para o bem maior. E como eu disse, ele não é perfeito, tem defeitos, erra, e tem lá seus segredos, muito mais sombrios que simplesmente quase morrer com kriptonita, e deve gastar uma fortuna em terapia. É um herói atormentado, e eu acho isso muito mais interessante.

Outra confissão: eu só comecei a assistir por curiosidade, não estava tão empolgada com a série. Mas foi só começar o piloto que eu logo me apaixonei pela trama mais sombria, complexa e cheia de sutilezas e não tão infantil. E antes mesmo de acabar o episódio eu já estava fisgada.

Para quem não conhece a história, Oliver Queen, bilionário e playboy de Starling City, desaparece com seu pai no iate da família. Seu pai morre, mas Oliver sobrevive e passa 5 anos numa ilha no meio do nada. Não, a ilha não é deserta como pode-se pensar, mas Oliver tem que aprender a sobreviver, às vezes com alto custo e de forma brutal. Ele passa horrores na ilha, e claro que isso tem um forte impacto. E em seu leito de morte, seu pai deixa uma lista com nomes de pessoas que de alguma forma prejudicaram o povo e a cidade de Starling.

Depois de ter sido dado como morto, Oliver retorna a Starling City para encontrar a cidade dominada por criminosos e corruptos. E além disso, ele ainda tem que se entender com a mãe, Moira, a irmã, Thea, e principalmente a ex-namorada, Laurel, a quem Oliver magoou muito. E Oliver também tem que se adaptar a essa nova realidade, já que passou tantos anos longe da civilização. E é quando ele retorna que ele começa a por em prática seu plano para purgar Starling City, honrando a promessa feita a seu pai. Nasce aí o Arqueiro Verde (na verdade ele nasce na ilha, mas oficialmente só depois que ele chega em Starling City).

Oliver

E Stephen Amell, lindo, maravilhoso, gostoso, tudo e mais um pouco, dá vida ao Arqueiro muito bem. Ele não é só um rostinho (e um corpaço) lindo, mas também é talentoso. Ele flutua por todas essas facetas do personagem com desenvoltura. O Oliver da ilha não é o mesmo Oliver Queen playboy que se apresenta ao mundo, e por sua vez ele é bem diferente do Arqueiro, esteja ele com o uniforme ou não. As mudanças são sutis, mas como vocês sabem , eu presto muito mais atenção nisso do que nos grandes arroubos de histeria. E uma cena em particular no último episódio, entre Oliver e a mãe, foi linda. Mas não vou estragar. Só uma coisa, mas preciso registrar: acho cafonérrimo ele falar “Fulaninho, you have failed this city!”, mas derreto toda hora que ele diz isso.

Ollie   DigOliver não está sozinho nessa empreitada. John Diggle, inicialmente contratado para ser segurança de Oliver, logo é convocado por este a se unir em sua missão. Dig também tem motivos mais que suficientes para querer limpar Starling City. Ex-militar, ele tinha um irmão policial, que foi assassinado por um dos caras na lista de Oliver. E assim, Dig acaba sendo parceiro de Oliver. Essa parceria tem seus altos e baixos, mas no fim eles acabam se entendendo. Dig é vivido muito bem também pelo outro tudo de bom David Ramsay (aliás, meninas, o elenco da série é de primeira, sabe, tipo os Winchester Smiley piscando).

FelicityE ainda fazendo parte do time dos bonzinhos está Felicity, a linda Emily Bett Rickards (sério, eu acho ela muito mais bonita que a Laurel). Felicity é uma técnica em IT, e, apesar de ser loira, como ela mesma diz, não é tão loira assim. Ela trabalha para a Queen Consolidated, a empresa da família de Oliver, mas ele sempre aparece com algum pedido estranho para ela resolver. E nessas, ela acaba descobrindo quem Oliver realmente é, e acaba se juntando a ele. Ela tem motivos, mas não vou falar para n]ao estragar.

E Laurel, o motivo para tanta coisa? Bom, ela é interpretada por Katie Cassidy, e eu sinceramente acho que ela é o ponto fraco do série. Mas ela surpreende às vezes. Ela era namorada de Oliver antes de ele ir parar na ilha, e estava ficando sério. Oliver não estava preparado e acabou levando a irmã de Laurel, Sarah. E a menina acabou morrendo. Então Laurel tem uma relação de amor é ódio com Oliver. Na verdade, ela ama Oliver, mas não admite para si mesma. E Oliver na verdade se sente culpado pela morte de Sarah e acaba se auto punindo afastando Laurel. Mas todo mundo sabe no que isso vai dar, certo? E não posso negar que Katie e Stephen tem ótima química em cena.

Oliver   Laurel

Outro que odeia Oliver, mais ou menos pelos mesmos motivos, é o Detetive Lance, pai de Laurel. Ele é um detetive de homicídios, e na verdade acaba obcecado pelo Capuz (nome nada legal do Arqueiro). É irritante, na verdade. Mas no fim, Oliver acaba recrutando o detetive, mesmo que ele não saiba quem o arqueiro é. Dando vida a ele está Paul Blackthorne, excelente. Dá vontade de dar uns safanões nele de vez em quando, mas isso só mostra o quanto o ator é bom. E depois, eu posso estar chutando, mas acho que ele ainda irá mudar de ideia quanto ao arqueiro e a Oliver.

Queen clan

O restante da família de Oliver é composto por Thea (Willa Holland), sua mãe Moira (Susanna Thompson) e seu padrasto Walter Steele (Colin Salmon). E eles também tem que se adaptar à nova realidade de que Oliver está vivo e de volta em casa. Thea principalmente é a que tem mais problemas, pois se sente afastada dele. Eles eram muito unidos. E Moira me assusta, sério. Mas se você quiser saber porque, assista que não vou entregar esse spoiler assim. E Walter é um homem íntegro e sensato, que acaba se deparando com algumas coisas bem perigosas.

TommyQuase esqueço de Tommy (Colin Donnell), melhor amigo de Oliver. Playboy e boa-vida como Oliver costumava ser, Tommy acaba tendo um choque de realidade, e é forçado a mudar. Ele também é uma ponta do triângulo amoroso entre Laurel e Oliver. Tommy é quem mais muda durante a temporada, e ele terá um papel decisivo no final, mas não posso falar sem dar spoiler.

Falta também falar dos amigos de Oliver na ilha. Ela não é deserta, como eu disse, mas tem muita coisa sobre essa ilha. Na verdade, é um mistério. Não como a de Lost, mas tem algumas coisas estranhas lá. Pra começar, ela serve como uma espécie de prisão chinesa, e só por isso já não é moleza. Mas outras coisas ocorrem lá, verdadeiros horrores. Acho que posso dizer sem estragar nada que Oliver acaba sendo torturado lá, por causa de informações que ele possa ter sobre as pessoas da lista de seu pai. Mas não posso falar quem está por trás disso. Mas na ilha Oliver também encontra pessoas que o ajudam: Yao Fei (Byron Mann),  Slade Wilson (Manu Bennet) e Shado (Celina Jade), que acabam contribuindo de alguma forma para Oliver se tornar o arqueiro. Isso porque Oliver não é só um arqueiro sensacional, mas também hacker, luta como ninguém e outras coisas. Mas o legal é que ele também falha, não é invencível. E ele sabe que tem limitações, tanto que sempre que precisa pede ajuda, apesar de preferir operar sozinho, nem tanto por se achar melhor que todo mundo, mas por segurança dos outros.

Ollie   Yao Fei

Não vou me demorar mais. A série é bem dinâmica, e alterna o presente com flashbacks da ilha, assim com alterna muito bem cenas de ação e dramaticidade. A trilha sonora é outro atrativo. Confesso que não sei, ou não lembro outras, mas me apaixonei por Radioactive e Imagine Dragons por causa da série. Mas outras que tocam são muito boas também (nota mental: ir atrás). Os cenários são bem legais também, e chamo a atenção que Oliver mora na mesma casa que usaram como cenário do lar de Lex em Smallville e que serve de escola par ao prof Xavier em X-men (e eu adoro essa casa! Acho maravilhosa!), os cenários em geral são sombrios, refletindo o clima da série. Starling é bem dividida, de um lado a opulência e riqueza, e do outro, os Glades, a pobreza e decadência. E a trama foi ficando cada vez mais intrincada a cada episódio, que por sua vez, sempre terminam com um bom cliffhanger para o próximo. O season finale foi sensacional, inesperado e cheio de ação, do começo ao fim. Também foi muito emocionante, e ver logo depois de ver The Rains of Castamere, quero dizer, no dia seguinte, ainda sob o efeito do RW, foi covardia e muito mais do que eu podia aguentar.

Não vou entregar nada, mas o episódio final deixou vários cliffhangers, e muitas bombas foram soltas nesse episódio. O bom é que a série foi renovada e a segunda temporada estreia logo (em outubro, se não me engano). E eu aguardo ansiosa pela estreia dela (pelo menos a espera é menos que para Game of Thrones! Crise de abstinência é menor! Smiley piscando). Então, se você já é fã da série, anime-se. E se ainda não assistiu, assista. Mas cuidado: como Game of Thrones, é extremamente viciante! Smiley de boca aberta

Fique agora com o trailer da primeira temporada:

Beijos e até o próximo post!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Citação do Mês

 

Mais uma vez a frase não é de livro, mas é relacionada. E vai parecer repetitivo, mas é que elas estão em sequencia no meu caderno (eu prefiro seguir na ordem, para não me perder. Tenho muitas, se não for em ordem corro o risco de repetir alguma).

Ela vem do filme Harry Potter e a Câmara Secreta, e eu AMO essa frase, que na verdade não está no livro:

“Por que aranhas? Por que não podia ser seguir as borboletas?”

Rony mostrando seu lado cômico ao mesmo tempo que deixa claro o seu medo de aranhas Alegre

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os Goonies – James Kahn

 

GooniesNEVER SAY DIE

“os Goonies, na verdade, é um filme sobre a amizade, sobre manter-se unido. O sonho de toda criança é poder estar no controle de seu próprio destino, ainda que apenas por um sábado à tarde. Não seria incrível nunca perdermos esse sonho? A verdadeira magia dessa história está sobretudo naquilo que eles se tornam uns para os outros, de uma maneira muito especial.” – Steven Spielberg (contracapa)

Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,
Juntos ficaremos até o mundo inteiro acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,
Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro companheiro Goony
Para sempre, sem temor.

O JURAMENTO GOONY

Eu já mencionei aqui - Os Goonies o quanto eu amo esse filme. è meu absoluto favorito da infância, assisti e assisto várias vezes, a ponto de saber as falas de cor (e curiosidade, em português. E esse é um dos poucos que eu aceito assistir em português, já que foi assim que comecei. Meu DVD não temo áudio em português, o que é na verdade uma pena, porque tem horas que a dublagem é bem melhor que o original, como o Sloth falando “de chocolate, chocolate!” ou o Brand chamando o Mikey de bicha adotada, adpoted wuss, no original). Então, quando eu soube que havia o livro, nem preciso dizer que: 1. eu surtei; e 2. eu comprei imediatamente. E só não li antes porque estava lendo a trilogia As Fronteiras do Universo. Mas assim que trouxe para casa, meu desejo era mergulhar mais uma vez no mundo de Mikey e cia.

Para quem ainda não conhece a história, Mikey vive em uma cidadezinha chamada Astoria, no Oregon, Estados Unidos. Ele e a família e os amigos moram no bairro mais pobre, conhecido como Goon Dock, ou Docas Goon, daí serem denominados Goonies (esse detalhe eu não sabia, descobri com o livro, junto com mais alguns). E não bastasse serem da parte pobre da cidade, eles ainda estão com os dias contados ali, pois o chefão do local, dono do Country Club Hillside, Elgin Perkins, está com uma ação de despejo para essas pessoas, para aumentar o seu campo de golfe.

Todos andam meio deprimidos, especialmente Mikey, e se juntam para lamentação geral na casa de Mikey. Eles eu digo são os outros goonies, amigos de Mikey: Gordo, Bocão e Dado (que se chama Ricky Wang. Surpresa para mim também). Quando eles decidem ir ao sótão de Mikey acabam encontrando um velho mapa pirata, relacionado com a lenda local, que diz que esse pirata bem badass da época, Willy, o Caolho, escondeu um fabuloso tesouro nas cavernas perto de Astoria. Empolgados com a perspectiva de uma última aventura, e também pela possibilidade de encontrar um tesouro e assim salvar suas casas da demolição, eles acabam saindo atrás do tesouro.  E é aí que a aventura começa.

Enquanto isso, uma gangue local se refugia exatamente onde o tesouro pirata supostamente está. O livro, aliás, começa exatamente com o relato da fuga de Jake Fratelli da cadeia. E descrita com tantos detalhes que eu via a cena se desenrolar na minha cabeça. Além de Jake, há também Francis, seu irmão, e a Mama Fratelli.  E Sloth, o filho mais novo de Mama Fratelli, mas esse é muito fofo, nem conta. E claro que ao saber do tesouro, eles querem também.

Mikey é um garoto comum de 13 anos, descobrindo garotas, mas ao mesmo tempo ainda criança o suficiente para acreditar em histórias de pirata (OK, a dele é de verdade, mas ele não sabia disso até ir atrás do tesouro), mas ele também sente que tem algo especial sobre ele. Como se tivesse uma melodia escrita em seu cérebro, que só ele escuta. nas palavras dele mesmo. E com o decorrer do livro, isso fica evidente, a ligação dele com Willy, o Caolho. No filme isso é passado bem por alto. Mas Brand sabia o futuro de Mikey. Olha só: “Eu vi suas pegadas de sapatilha de hobbit indo até o farol” (p. 79). Eu ri na hora! Para quem não sabe, Mikey é interpretado por Sean Astin, que anos mais tarde seria Samwise Gamgee, o fiel amigo de Frodo Bolseiro em O Senhor dos Anéis.

Os outros personagens, Dado, Bocão, Gordo, Brad e Andy são exatamente como no filme. Só Stef é um pouco diferente, mais independente, sem frescuras. Mas todos eles tem um lado que quem viu o filme não conhece. Dado quer inventar uma bolha de plástico imensa onde todo mundo possa morar em paz e sem as preocupações que tem, Brand tem um caso grave de claustrofobia, Stef adora o mar, e o Bocão fala muita besteira quando está nervoso. Andy é rica, mas não é metida. E o Gordo, como pode-se adivinhar, só pensa em comida. E Mikey tem uma queda por Andy, sem que Brand saiba.

O livro na verdade é uma versão romanceada do filme, por isso é extremamente fiel. Alguns detalhes, como eu disse, foram incluídos, o que deixa os personagens e situações ainda melhores. E algumas sequencias que não entraram no filme finalizado, como eles parando no mercadinho para pegar suprimentos, e o ataque da lula gigante (ambas essas cenas estão no DVD, como bônus. Mas a lula ainda abem que ficou de fora do filme final, porque é pra lá de tosco). E eu, como vi o filme um trilhão de vezes (e vou continuar vendo, com certeza), via tudo passando na minha cabeça. Quem conta é Mikey, em primeira pessoa, mas ele inclui o relato dos outros também. A leitura é fácil, e eu só demorei um pouco par ler porque andava meio cansada com o fim do semestre, e eu também enrolei um pouquinho (não queria terminar antes de escrever a resenha de A luneta âmbar, que eu atrasei um pouco por causa da faculdade). Mas em circunstâncias normais, eu teria terminado em uns 2 dias no máximo. Tenho somente uma reclamação: no livro eles mantiveram a palavra “armadilhas”, o que pra mim é errado, porque no filme, em português, tanto Dado como Mikey falam “armadrilhas” (por curiosidade, em inglês é “booby traps”, mas eles falam “booty traps”), e essa é uma das coisas que na dublagem fica bem melhor. Mas eles mantiveram alguns dos outros enganos deles, o que eu achei bem legal. Então, se você ainda não conhece, aproveite essa oportunidade. Tanto o livro como o filme valem a pena, apesar das tosquices do filme.

Trilha sonora

Só tem uma música possível: The Goonies ´R` Good Enough. Esse vídeo é com a letra, o clipe original é muito tosco, apesar da participação do elenco, mas se você tiver estômago, veja aqui e aqui (o clipe tem duas versões, mas as historinhas são complementares).

Se você gostou de Os Goonies, também pode gostar de:

  • Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan;
  • As crônicas dos Kane – Rick Riordan;
  • Os heróis do Olimpo – Rick Riordan.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Luneta Âmbar – As Fronteiras do Universo #3 – Philip Pullman

 

luneta âmbarWill é o portador da faca sutil. Ele prometera ao pai, no leito de morte, que iria entregar a lâmina terrível ao Lorde Asriel. Está se aproximando uma guerra, a maior guerra de todos os tempos, e a lâmina é a única arma que pode render o inimigo. Um forasteiro num mundo estranho, Will começa sua jornada perigosa. Mas como pode cumprir a promessa quando Lyra, sua corajosa companheira, está desaparecida? Terceiro volume da trilogia Fronteiras do Universo

ATENÇÃO! SPOILERS CASO VOCÊ NÃ TENHA LIDO OS OUTROS LIVROS!

Depois de encontrar seu pai, Stanislau Grumman, mas conhecido por ele como John Parry, Will promete no leito de morte do pai que irá entregar a faca a Lorde Asriel, pois ela será uma arma importante para a guerra que está por vir. Mas acontece que Lyra foi sequestrada pela Sra. Coulter, e antes de mais nada, Will vai salvá-la.

Esse começo é meio chato, arrastado. Intercala os capítulos do Will, e outros personagens, com o sono inquieto de Lyra, já que ela está sob efeito de drogas fornecidas pela Sra. Coulter. Nesse sonho, ela vê seu amigo Roger, e a culpa por ter levado Roger a Lorde Asriel aumenta, pois ela vê que seu amigo está sofrendo. Então, nesse estado semi-comatoso, ela decide que deve ir atrás dele no Mundo dos Mortos e endireitar as coisas. Mas essa determinação virá a custo de uma traição muito grande. Mas não vou falar o que, senão perde a graça.

Will conta então com a ajuda de dois anjos para resgatar Lyra. E também de Iorek Bynison, que reaparece nest3e e tem um papel importante na guerra.  E quando ele finalmente consegue resgatar a menina, e ela diz que quer ir atrás de Roger no Mundo dos Mortos, Will não pensa duas vezes. Ele também quer reencontrar o pai e ter uma espécie de fechamento, de conclusão. E assim, ele descobre que tem uma missão junto a Lyra, que porá fim à morte.

Lyra está menos irritante neste. Eu diria até mais agradável. Ela está crescendo, e amadurecendo. Junto com isso, ela também descobre o amor, ao mesmo tempo que Will. Ela está menos arrogante, já admite que não pode fazer tudo sozinha, e nem que está certa sempre. E Will também está mais amadurecido, mais forte. Ambos sabem que não podem simplesmente ceder a seus desejos, e que devem abrir mão daquilo que desejam com mais força para o bem maior.

Eles não estão sozinhos nessa empreitada. Dois galivespianos, Lady Salmakia e Lorde Tyalis, dois espiões a serviço de Lorde Asriel, mas que acabam se afeiçoando aos meninos e ajudando em sua missão, a grande custo. Eles são dois serezinhos pequeninos, mas determinados. E eles tem uma espécie de ferrão, e quando picam alguém, eles tem um veneno poderoso que causa muita dor e alucinações. Ele é mais seco que Salmakia, que é mais doce, mas igualmente determinada.

E também, em paralelo em em outro mundo, está Mary Malone, a amiga cientista de Lyra. Ela escapa de Oxford por causa de sua pesquisa, e acha refúgio num mundo habitado por esses seres quadrúpedes estranhos, chamados mulefa. Eles são seres que lembram um elefante em miniatura, na minha cabeça, e são extremamente inteligentes. Eles vivem em simbiose com as árvores de seu planeta, mas suas existências podem estar ameaçadas. Mary descobre que é por causa do Pó, e promete que irá ajudá-los como puder. Essa parte eu acho meio maçante, pra ser sincera.

Também aparecem a Sra. Coulter, que depois de rogar a filha a mantê-la em estado quase vegetativo descobre que a ama (oi? Troféu joinha de mãe do ano pra você, querida!) e Lorde Asriel, seco e estoico como sempre. Mas ambos terão um papel importante, e também a grande custo.

A narrativa se divide em vários mundos e vários pontos de vista, mas os mais legais são os de Lyra e Will no Mundo dos Mortos. Os outros são meio arrastados, mas fundamentais para entender a história. A crítica à Igreja, que já era voraz, aqui fica ainda mais ácida, principalmente quando Mary relata porque renunciou à Igreja. Por isso não sei bem porque o livro é classificado como infanto-juvenil. Ele chega mesmo, em várias ocasiões, a ter insinuações sexuais. Não é u livro que eu recomende por exemplo aos meus alunos de 10 a 12 anos. Pelo tema, e pela complexidade da trama. Mas ela é interessante, e prende a gente. O segundo volume ainda é melhor, mas este também é bom, melhor que o primeiro, a meu ver. Como eu disse antes, muito disso se deve a Will, o melhor personagem da trilogia.

Trilha sonora

The Chronicles of Life and Death, do Good Charlotte cai perfeitamente, tanto pela letra como pela historinha do clipe; From Hell e Don´t leave me behind, do We Are the Fallen; Highway to hell, do AC/DC; e Bring me to life e My immortal, do Evanescence.

Se você gostou de A luneta âmbar pode gostar também de:

  • A mão esquerda de Deus – Paul Hoffmann;
  • As últimas quatro coisas – Paul Hoffmann;
  • Stardust – Neil Gaiman.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Star Trek Além da Escuridão

 

Star Trek Into DarknessEu inverti o nome em português de propósito, por revolta pessoal mesmo. Um: soa melhor, fica mais bonito (eu cheguei a colocar como está nos cinemas, mas mudei); e 2, por que inverteram? Em inglês começa com o nome da franquia, Star Trek, mas aqui acham que é mais importante o subtítulo? OK, then, vocês são tão espertos, respeitam o nome da franquia, quem sou eu para falar alguma coisa, não?

Começo esclarecendo que só assisti mesmo o filme de JJ Abrams (e agora relendo essa minha primeira review…ai, modéstia á parte como minhas resenhas melhoraram! E o que eu sabia?Diversão só para os dias de chuva, sem nada a fazer? Fernanda, you know nothing!), então o pouco que sei sobre a série vem dele, e de (julguem-me) The Big Bang Theory. Ou seja, não sei quase nada. Veja bem , eu cresci com Star Wars (que eu ainda acho mil vezes melhor), e não ligava muito para Star Trek. E não sou dessas que só porque gostam de Star Wars despreza e não assiste Star Trek. Mas eu assisti um filme antes disso (o que tem a Whoopi Goldberg, não sei qual é, e não entendi nada) e não tinha gostado. Achei parado e sem graça. Então, nunca mais quis saber. Até que JJ Abrams assumiu os controles da Enterprise – hehe.

Spock   Kirk

Dito isto, eu digo que gostei bastante do filme. E mesmo não sendo fã ardorosa, fiquei bem empolgada com uma coisa que acontece, mas não posso falar porque será um spoiler gigante.

O filme começa com Kirk e Dr. McCoy correndo no meio de uma vegetação vermelho-sangue num planeta distante qualquer. Enquanto isso, Spock se prepara para saltar num vulcão prestes a explodir e devastar todo o planeta em questão. Spock está disposto a se sacrificar para salvar tanto o planeta como a tripulação da Enterprise. O que Spock não entende é que seus amigos na Enterprise estão igualmente determinados a não deixá-lo morrer. Isso vai causar algum stress, e vai ser importante depois. Não posso falar muito para não dar spoiler, mas basta dizer que Spock vai aprender o valor da amizade. E abraçar o seu lado humano.

Spock  UhuraOutra coisa que esse incidente, vamos chamar assim, traz são boas sequencias de atuação, envolvendo Zachary Quinto (Spock), Chris Pine (Kirk) e Zoe Saldana (Uhura). E uma das cenas mais incrivelmente desconfortáveis do filme. E engraçadas também: Spock e Uhura discutindo a relação na frente de Kirk. E antes disso, outra tirada sensacional é Kirk perguntando a Uhura como é brigar com Spock. Não me canso das tiradas dele tentando entender o vulcano.

Claro que o incidente no planeta das plantas vermelhas, que acaba com Spock sendo salvo, e os nativos idolatrando o deus da Enterprise, é também uma tremenda violação de protocolo, e só para variar, Kirk acaba sendo chamado a uma audiência disciplinar e acaba perdendo a Enterprise. Mas um ataque terrorista de um sujeito que se denomina John Harrison acaba por restaurar Kirk ao comando da Enterprise. E começa a perseguição ao vilão. Vingança pura e simples. Não posso entrar em mais detalhes para não dar spoiler, mas tenho que admitir que esse é o vilão por excelência, que mexe tanto com o emocional como o  psicológico, ou seja, tem a habilidade de entrar na cabeça de seus oponentes. Eu ADORO vilões assim.

KhanE dando vida a este está Benedict Cumberbatch, e ele rouba a cena bonito. Seu olhar gélido compete pau a pau com o de Roose Bolton, com um agravante: esse sequer pisca. Quando ele vira aqueles olhos azuis para você, você já sente aquele arrepio na espinha. Junte a isso uma voz poderosa, de assustar criancinha, e pronto, você tem medo de fechar os olhos e sonhar com ele (se bem que ele é bonitão. Não fosse por ser psicótico, eu adoraria sonhar com ele Smiley piscando) E tem mais uma coisa: ele foi geneticamente alterado para ser uma espécie de super homem (sem trocadilho). Ou seja, é virtualmente impossível de matá-lo.

Spock   Kirk   Khan

A história deste, como do outro, é complexa e cheia de reviravoltas. E o tempo todo você não sabe em quem pode confiar. Ou melhor, em quem Kirk pode confiar. A tensão é constante. O filme também balança bem ação e drama, e os cenários são sensacionais. A trilha sonora já me emociona na abertura, e é excelente. O elenco conta ainda com Simon Pegg, ótimo, Alice Eve (de O Corvo), competente, e Anton Yelchin, Jon Cho e Karl Urban, que eu amo, e dando um toque de humo ao filme.

Se você ainda não assistiu, vá. Mesmo que não seja fã da série, vale a pena. Mas um aviso, você vai sair do cinema com vontade de ver outro filme da franquia, mas não vou falar qual para não estragar a surpresa. Confira o trailer (que eu escolhi com o Benedict Cumberbatch em destaque de propósito):

Beijos e até o próximo post!