quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os Goonies – James Kahn

 

GooniesNEVER SAY DIE

“os Goonies, na verdade, é um filme sobre a amizade, sobre manter-se unido. O sonho de toda criança é poder estar no controle de seu próprio destino, ainda que apenas por um sábado à tarde. Não seria incrível nunca perdermos esse sonho? A verdadeira magia dessa história está sobretudo naquilo que eles se tornam uns para os outros, de uma maneira muito especial.” – Steven Spielberg (contracapa)

Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,
Juntos ficaremos até o mundo inteiro acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,
Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro companheiro Goony
Para sempre, sem temor.

O JURAMENTO GOONY

Eu já mencionei aqui - Os Goonies o quanto eu amo esse filme. è meu absoluto favorito da infância, assisti e assisto várias vezes, a ponto de saber as falas de cor (e curiosidade, em português. E esse é um dos poucos que eu aceito assistir em português, já que foi assim que comecei. Meu DVD não temo áudio em português, o que é na verdade uma pena, porque tem horas que a dublagem é bem melhor que o original, como o Sloth falando “de chocolate, chocolate!” ou o Brand chamando o Mikey de bicha adotada, adpoted wuss, no original). Então, quando eu soube que havia o livro, nem preciso dizer que: 1. eu surtei; e 2. eu comprei imediatamente. E só não li antes porque estava lendo a trilogia As Fronteiras do Universo. Mas assim que trouxe para casa, meu desejo era mergulhar mais uma vez no mundo de Mikey e cia.

Para quem ainda não conhece a história, Mikey vive em uma cidadezinha chamada Astoria, no Oregon, Estados Unidos. Ele e a família e os amigos moram no bairro mais pobre, conhecido como Goon Dock, ou Docas Goon, daí serem denominados Goonies (esse detalhe eu não sabia, descobri com o livro, junto com mais alguns). E não bastasse serem da parte pobre da cidade, eles ainda estão com os dias contados ali, pois o chefão do local, dono do Country Club Hillside, Elgin Perkins, está com uma ação de despejo para essas pessoas, para aumentar o seu campo de golfe.

Todos andam meio deprimidos, especialmente Mikey, e se juntam para lamentação geral na casa de Mikey. Eles eu digo são os outros goonies, amigos de Mikey: Gordo, Bocão e Dado (que se chama Ricky Wang. Surpresa para mim também). Quando eles decidem ir ao sótão de Mikey acabam encontrando um velho mapa pirata, relacionado com a lenda local, que diz que esse pirata bem badass da época, Willy, o Caolho, escondeu um fabuloso tesouro nas cavernas perto de Astoria. Empolgados com a perspectiva de uma última aventura, e também pela possibilidade de encontrar um tesouro e assim salvar suas casas da demolição, eles acabam saindo atrás do tesouro.  E é aí que a aventura começa.

Enquanto isso, uma gangue local se refugia exatamente onde o tesouro pirata supostamente está. O livro, aliás, começa exatamente com o relato da fuga de Jake Fratelli da cadeia. E descrita com tantos detalhes que eu via a cena se desenrolar na minha cabeça. Além de Jake, há também Francis, seu irmão, e a Mama Fratelli.  E Sloth, o filho mais novo de Mama Fratelli, mas esse é muito fofo, nem conta. E claro que ao saber do tesouro, eles querem também.

Mikey é um garoto comum de 13 anos, descobrindo garotas, mas ao mesmo tempo ainda criança o suficiente para acreditar em histórias de pirata (OK, a dele é de verdade, mas ele não sabia disso até ir atrás do tesouro), mas ele também sente que tem algo especial sobre ele. Como se tivesse uma melodia escrita em seu cérebro, que só ele escuta. nas palavras dele mesmo. E com o decorrer do livro, isso fica evidente, a ligação dele com Willy, o Caolho. No filme isso é passado bem por alto. Mas Brand sabia o futuro de Mikey. Olha só: “Eu vi suas pegadas de sapatilha de hobbit indo até o farol” (p. 79). Eu ri na hora! Para quem não sabe, Mikey é interpretado por Sean Astin, que anos mais tarde seria Samwise Gamgee, o fiel amigo de Frodo Bolseiro em O Senhor dos Anéis.

Os outros personagens, Dado, Bocão, Gordo, Brad e Andy são exatamente como no filme. Só Stef é um pouco diferente, mais independente, sem frescuras. Mas todos eles tem um lado que quem viu o filme não conhece. Dado quer inventar uma bolha de plástico imensa onde todo mundo possa morar em paz e sem as preocupações que tem, Brand tem um caso grave de claustrofobia, Stef adora o mar, e o Bocão fala muita besteira quando está nervoso. Andy é rica, mas não é metida. E o Gordo, como pode-se adivinhar, só pensa em comida. E Mikey tem uma queda por Andy, sem que Brand saiba.

O livro na verdade é uma versão romanceada do filme, por isso é extremamente fiel. Alguns detalhes, como eu disse, foram incluídos, o que deixa os personagens e situações ainda melhores. E algumas sequencias que não entraram no filme finalizado, como eles parando no mercadinho para pegar suprimentos, e o ataque da lula gigante (ambas essas cenas estão no DVD, como bônus. Mas a lula ainda abem que ficou de fora do filme final, porque é pra lá de tosco). E eu, como vi o filme um trilhão de vezes (e vou continuar vendo, com certeza), via tudo passando na minha cabeça. Quem conta é Mikey, em primeira pessoa, mas ele inclui o relato dos outros também. A leitura é fácil, e eu só demorei um pouco par ler porque andava meio cansada com o fim do semestre, e eu também enrolei um pouquinho (não queria terminar antes de escrever a resenha de A luneta âmbar, que eu atrasei um pouco por causa da faculdade). Mas em circunstâncias normais, eu teria terminado em uns 2 dias no máximo. Tenho somente uma reclamação: no livro eles mantiveram a palavra “armadilhas”, o que pra mim é errado, porque no filme, em português, tanto Dado como Mikey falam “armadrilhas” (por curiosidade, em inglês é “booby traps”, mas eles falam “booty traps”), e essa é uma das coisas que na dublagem fica bem melhor. Mas eles mantiveram alguns dos outros enganos deles, o que eu achei bem legal. Então, se você ainda não conhece, aproveite essa oportunidade. Tanto o livro como o filme valem a pena, apesar das tosquices do filme.

Trilha sonora

Só tem uma música possível: The Goonies ´R` Good Enough. Esse vídeo é com a letra, o clipe original é muito tosco, apesar da participação do elenco, mas se você tiver estômago, veja aqui e aqui (o clipe tem duas versões, mas as historinhas são complementares).

Se você gostou de Os Goonies, também pode gostar de:

  • Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan;
  • As crônicas dos Kane – Rick Riordan;
  • Os heróis do Olimpo – Rick Riordan.

6 comentários:

Nadia V. disse...

Oi, Fê. Vou assistir novamente porque confesso que não me lembro. Não foi um filme que me marcou apesar de ter marcado a infância de várias pessoas da minha idade. Fiquei curiosa pelo livro também. :)
Beijos.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Nádia!

Assista sim! É tosco, mas muito legal. E o livro é bem bacana também ;)

Beijos!



Jéssica Soares disse...

Oi Fernanda, tudo bem? Acredite ou não, eu nuca vi Os Goonies, só conhecia por alto o nome do filme, mas não sabia nada sobre a trama. Depois da sua resenha eu fiquei bem curiosa viu, principalmente com o livro, afinal, qualquer coisa que se parece com os livros do Rick Riordan, eu preciso ler! haha Bjs
Jéssica

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Jéssica!

É, acho que Goonies é um precursor de Percy. Não envolve deuses nem nada, mas é um bando de moleques de 13 anos se metendo em um monte de confusões ;)

Olha, eu sou suspeita pra falar, mas vale a pena, é muito legal. Tanto o filme quanto o livro.

Beijos!

Cali Medeiros disse...

Oi Fê!!! Vc me fez dar uma volta na minha infância...acho q perdi as contas das vezes q assisti Os Goonies!!!! E, esses dias vi o livro no Submarino...pirei!!! Corri pra comprar, mas o frete...afff...me fez chorar...agora tô aguardando uma promo pra tê-lo em minhas mãos....kkk!!!BJ!

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Cali!

Eu assisto até hoje! Um dos meus preferidos da infância. Assim que saiu o DVD eu comprei, a capinha está toda gasta já. E logo que vi o livro na saraiva eu nem pensei, já trouxe. Eu AMO os Goonies.

Beijos!