quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Esclarecimento

 

Mais um post curtinho, e na verdade, mais um desabafo. De uns dias para cá, às vezes, quando eu clico em um link para direcionar para algo aqui mesmo no blog, aparece um pop-up de uma tal Gabriela vidente. Isso me deixa louca da vida. Não tenho ligação nenhuma com essa senhora, não conheço nenhuma vidente e COM CERTEZA MUITO MENOS DEI PERMISSÃO PARA ELA LINKAR O QUE QUER QUE SEJA NO MEU BLOG!!!!!!

A princípio achei que se tratava de um vírus ou qualquer coisa do gênero. Mas eu passo anti-vírus toda semana (na falta de um, passo logo dois, um logo após o outro), e além disso isso aconteceu tanto no meu notebook como no do meu pai. Portanto, se isso também está acontecendo com você, por favor ignore. Acho isso uma tremenda falta de respeito. Sem contar que não tem absolutamente nada a ver com o que eu faço. Como não entendo muita coisa de computador, eu já falei com meu pai para tentar solucionar esse problema. Enquanto isso, volto a pedir, simplesmente ignorem.

Beijos e até o próximo post (que prometo que vai ser melhor que este)!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lançamento - Ahmnat - Os Amores da Morte

 

Oi pessoal! Hoje passei por aqui por um motivo muito especial. É para falar do lançamento do livro Ahmnat – Os Amores da Morte, do meu amigo Julien de Lucca, pela editora Gutemberg. Nós estudamos juntos na escola, mas ele teve que mudar de colégio (sorte dele – hehe) e perdemos contato. Até que ele me achou na internet, por causa do blog.

AHMNAT O que pode acontecer quando Morte e Destino brincam com o sentimento mais perigoso? Ahmnat é uma garota egípcia que, após uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume o cargo de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Porém ela não está sozinha. Logo conhece Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que fica surpreso e abismado ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat: criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, para tentar fazê-la se apaixonar por eles. Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de Destino reescrever sua vida. Caso contrário, será Destino quem se tornará mortal, permitindo que Morte venha buscá-lo pessoalmente.

O lançamento está previsto para 29 de outubro, mas quem quiser já está em pré-venda na Saraiva, é só clicar aqui.

Claro que eu ainda não li (mas estou ansiosa desde que ele me falou que ia lançar, já faz algum tempo), mas já li muita coisa do Julien, na escola, e posso dizer que tudo muito bom. Até me transformei em personagem. Era uma ladra que se disfarçava de vendedora de flores :D Então, dá para esperar uma boa leitura.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Música do Mês – P!nk – Sober

 

P!ink Sober Uma das cantoras mais talentosas da atualidade, e que não recebe o devido crédito, é P!nk. Gosto de várias músicas dela, mas nem sempre foi assim.

Ela começou a carreira como cantora de hip-hop/pop (outra Beyoncé), por pressão da gravadora. Sabe-se lá porque, mas os caras achavam que ela combinava com esse tipo de música. Mas isso não durou muito. Logo P!nk deu seu grito de independência e assumiu um estilo próprio, mais voltado para o rock.. E ela deixou isso bem claro na música Don't let me get me. A partir daí, comecei a gostar dela, e também comecei a admirar sua atitude.

P!nk fala o que pensa, chegando até a escrever uma carta ao Príncipe William por causa da caçada à raposa, esporte (?) tradicional na Inglaterra, porque ela apóia os direitos dos animais (gosto mais ainda dela), recriminado a atitude real (não é para qualquer um). E também faz o que quer. Não é segredo que ela é doidinha. Mas ela mesma fala que não é modelo para ninguém. E é justamente isso que eu gosto nela. Talvez isso mude agora que ela é mãe (sua filhinha, Willow, nasceu em junho deste ano), mas espero que ela continue autêntica.

Para este post, eu escolhi a música Sober por causa de uma apresentação que minha irmã me mostrou e que me impressionou muito.

Trata-se de uma apresentação ao vivo onde a gente pode comprovar todo o talento dela. Sober, que em português significa sóbria, é uma letra forte e muito franca. fala abertamente do problema da cantora com a bebida, de forma bem pessoal. É sombria e com vocais poderosos que expressam muito bem a angústia de quem passa por isso.

A parte instrumental também é excelente, complexa, com um trabalho de cordas belíssimo. E é tão forte como a letra, com uma batida enérgica. E também gosto muito da forma como a música começa mais devagar e meio truncada, mas explode no refrão.

Este vídeo é de tirar o fôlego. Aqui P!nk faz uma brincadeira com a palavra high, que literalmente quer dizer alto, mas que também se refere ao estado de êxtase que a intoxicação. da forma que for, traz.

I’m safe up high
Nothing can touch me
But why do I feel this party is over
No pain inside
You’re like perfection
But how do I feel this good sober

Ela está literalmente nas alturas. E outro jogo de palavras inteligente, novamente com duplo sentido, é quando ela fala :

And if I let myself go
I’m the only one to blame

Aqui, let go se refere a sair da linha, enfraquecer, mas literalmente quer dizer soltar-se. Mais uma brincadeira belíssima.

E, novamente, não é qualquer um que consegue cantar ao mesmo tempo que faz acrobacias a sei lá quantos metros do chão. E ela está cantando mesmo, não é playback (minha irmã me mostrou porque ficou na dúvida). Isso é que é talento. E, sem dúvida, uma das melhores apresentações ao vivo que eu já vi. Confira abaixo:

A qualidade do vídeo não está muito boa, mas dá para ter uma ideia do que é a performance dela.

Espero que gostem! Beijos e até o próximo post!

Faixa a faixa – Our Lady Peace – Gravity

 

OLP Gravity Como mês passado eu fiz o Faixa a Faixa com Chantal Kreviazuk, nada melhor que esse mês divulgar um pouco do trabalho do maridão dela, Raine Malda. Ele é o vocalista e guitarrista principal da banda Our Lady Peace, que eu adoro.

Confesso que comecei a ouvir OLP por causa de Chantal. Pensei: se ela é genial, o marido também deve ser bom. E é mesmo. O primeiro álbum que eu baixei foi Spiritual Machine, que dizem que é o melhor deles, e quanto mais eu ouvia, mais eu gostava. Mas, apesar de Spiritual Machine ser muito bom, eu prefiro Gravity, de 2002, e por isso ele veio parar aqui.

Our Lady Peace, diferente de Chantal, que faz um ótimo pop, faz a linha rock. E, como ela, de excelente qualidade. As músicas são enérgicas e as letras são incisivas. E os vocais de Raine são também fantásticos. Ele consegue alternar perfeitamente interpretações mais agressivas com outras mais suaves. E, pelo menos eu acho, ele até que canta mais ou menos do mesmo jeito que Chantal. Quer dizer, a entonação e o jeito de cantar dos dois é muito parecido. Talvez isso fique mais fácil entender o que eu estou querendo dizer escutando as músicas. Como eu fiz com o Faixa a Faixa - Chantal Kreviazuk - What if it all means something, eu vou linkar todas as músicas, exceto as que tem vídeo próprio. Então, aumente o som!

  1. All for you: um ótimo começo, e já vai ditando o ritmo do álbum. Faixa enérgica, com solos de guitarra fantásticos. E os vocais de Raine Malda completam o conjunto com perfeição;
  2. Do you like it: música mais leve, divertida, com um jeitinho travesso. Gosto muito da batida dela, principalmente da guitarra;
  3. Somewhere out there: minha preferida do álbum, se não de todas do OLP. É mais tranquila, mas faz a gente viajar. E uma boa mostra da versatilidade de Raine Malda. Confira o clipe (que também é o que Raine está mais gato. E o guitarrista também é fofo):

4. Innocent: esta saiu da trilha sonora de Smallville (já viu como eu falo nessa trilha? Ela é mesmo excelente, muita coisa boa. Para conhecer mais, acesse:The Definitive Smallville Soundtrack. Aqui estão todas as músicas de todos os episódios, separados por temporada. E dá para ouvir. É bem bacana).Innocent tem uma letra bem escrita e densa, realista. Também é uma das minhas preferidas, e tem uma batida leve, apesar do tema sério. Mas ao mesmo tempo é otimista, e a mensagem é muito bonita:

Tina's losing faith in what she knows
Hates her music hates all of her clothes
Thinks of surgery and a new nose
Every calorie is a war
And while she wishes she was a dancer
And that she's never heard of cancer
She wishes God would give her some answers
And make her feel beautiful
I remember feeling low
I remember losing hope
I remember all the feelings and the day they stopped
We are, we are all innocent
We are all innocent
We are, we are...
One day, you'll have to let it go
You'll have to let it go
No...
One day, you'll stand up on your own
You'll stand up on your own

 

5. Made of steel: essa não está na trilha de Smallville, mas bem poderia estar. Não só a música é ótima, mas o nome diz tudo. Ela alterna momentos mais calmos com outros mais enérgicos. E de novo, aqui dá para ver bem o talento de Raine. E a letra também é bem bacana.

6. Not enough: começa calma, mas vai crescendo gradualmente, até que explode no final. Confesso que no começo não curtia muito essa música, mas como todo o resto de OLP, quanto mais eu ouvia, mais eu gostava.

7. Sell my soul: essa é mais lenta, com um ar mais melancólico. Adoro os vocais (aquele I can’t let go do fundinho é tudo). Mas mais para o final ela dá uma virada e o ritmo muda um pouco.

8. Sorry: letra forte que se reflete na parte instrumental, principalmente na segunda parte da música, quando ela fica mais enérgica.

9. Bring back the sun:balada com um toque de cordas muito bem arranjado, e como todas as outras, vai crescendo gradativamente. Essa é daquelas que se você escuta os primeiros acordes, acha que não é muita coisa, mas depois se revela ótima.

10. Story about a girl: e para fechar com chave de ouro esta faixa que eu adoro. Boa batida e uma letra bem bacana.

E é isso. Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo post!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

The Power of Six – Pittacus Lore

 

Power of six Nove de nós vieram para cá.
Mas às vezes eu penso se o tempo nos mudou,
Se nós todos ainda acreditamos em nossa missão.
Eles estão se aproximando.
Eles estão nos perseguindo, nos rastreando.
Eles sabem sobre o amuleto
Eles sabem sobre nossos poderes
Eles sabem muito para nós acreditarmos
Que estaremos a salvo novamente.

Assim que acabei Eu sou o número Quatro, já fiquei ansiosa para ler a continuação, que felizmente não demorou a chegar. Pelo menos em inglês. E assim que vi na livraria, não pensei duas vezes e trouxe para casa. E já aviso: este é ainda mais eletrizante que o primeiro.

Apesar do nome, ele não é narrado por Six (que finalmente descobri que se chama Maren Elizabeth). Ela tem participação maior (falo mais dela daqui a pouquinho), mas quem conta a história é John e Marina (a número Sete), como acontece em A Pirâmide Vermelha.

A ação começa umas duas semanas após a destruição da escola em Paradise, Ohio (eu sou professora, mas fala sério, quem é que nunca sonhou em fazer isso?). E quem começa contando é Marina. Ela vive com sua Cêpan em um orfanato/convento em um povoado bem isolado na Espanha. E acompanha com apreensão o história de John, que agora está em todos os noticiários do mundo e é visto como terrorista. Ao mesmo tempo, ela tem que enfrentar a indiferença de sua Cêpan, Adelina, que após anos vivendo como uma freira no orfanato, virou uma religiosa fervorosa e rejeita tudo que é ligado a seu passado em Lorien.

Marina então tem que se virar sozinha quando seus poderes aparecem e, vivendo reclusa a vida inteira, ela não tem o treinamento necessário para enfrentar os Mogadorians. Ela não tem nenhuma amiga no orfanato (é só para meninas) até que aparece por lá Ella, uma menina de uns sete anos de idade que logo de cara se afeiçoa a Marina. Ella é muito talentosa (ela desenha perfeitamente bem), é doce, mas tem um comportamento meio estranho e guarda um segredo que vai ser revelado no decorrer da história.

O outro amigo de Marina no povoado é Hector Ricardo, um beberrão meio vagabundo que não faz mais nada na vida a não ser tomar conta da mãe doente. Ele me lembra um pouco o Fermín, de A sombra do vento, com suas pérolas de sabedoria, com certeza inspiradas pelo álcool. mas é só nele que Marina confia, e no final ele não decepciona.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, John leva a vida de um fugitivo junto com Sam e Six. E além disso ele tem que lidar com a dor da perda de Henri e a saudade de Sarah. (SPOILER!) E com a convivência com Six, ele começa a se sentir atraído pela garota, o que o deixa com sentimentos de culpa, tanto em relação a Sarah como em relação a Sam, que arrasta um caminhão por Six. Mas a amizade dos dois é forte, e eles acabam superando isso. E se isso não fosse o suficiente, ele ainda tem que enfrentar uma grande decepção que na verdade deixa uma grande dúvida, que deve ser esclarecida mais para frente (não foi nesse ainda). Mas posso dizer que se trata de uma traição enorme de alguém muito próximo a ele.

E Sam, ainda empolgado por estar fugindo com John também mostra que amadureceu. Apesar das limitações de ser um humano entre dois alienígenas superpoderosos, treina com eles e não faz feio. E ele também faz sua parte contra os Mogs. Ele está mais destemido e mais motivado a encontrar seu pai.

E como fica Six no meio disso tudo? Bom, ela continua durona, e acompanhando ela em ação, dá para entender porque o livro se chama The power of Six, apesar de a história ser focada em John e Marina. Ela é de longe a melhor dos três lorenianos que conhecemos. Mas ela também tem um lado mais molenga, que fica coradinho quando escuta Sam falar dela e ela está dividida entre ele e John.

Uma boa surpresa é a aparição de Nine no final do livro. Ele aparece pouco, mas dá pra perceber que é tão badass como Six. Não vou dizer em que condições ele aparece, mas é bem, tenso. E mesmo sob tensão, ele consegue se divertir. Em outras palavras, o cara é doido de pedra. Adorei ele, e mal posso esperar para ver o encontro dele e Six. Vai ser interessante.

Como já falei antes, este é mais emociona-te que o primeiro. O fato de a ação ser dividida contribui para isso. Às vezes estamos acompanhando John numa seqüencia de adrenalina pura quando a narrativa é cortada e a gente viaja para a Espanha e acompanha Marina, em uma situação igualmente emocionante, deixando o leitor preso ao livro. Não dá vontade de largar. E a narrativa leve deixa a leitura fácil e gostosa.

Como acontece com o primeiro, este acaba deixando alguns ganchos para o próximo. Agora é esperar para ver como a saga continua. Mas para quem quer mais, há I am number Four: the lost files: Six’s legacies, só disponível como ebook (veja em I am number four fans), que conta a hitória da captura de Six pelos Mogs.

Trilha sonora

Para começar, How to save a life, do The Fray (a música acaba de repente neste link, mas eu gostei muito da versão acústica). Também Healing hands, do Marc Cohn (este vídeo não é dele, é um cover. Acredite, a original é beeeem melhor, mas eu não achei em lugar nenhum:/). Ainda We are, da Ana Johnson e finalmente Bizarre love triangle, do Frente (a versào original do New Order também é bem legal, mas prefiro esta), apesar de as coisas estarem mais para quadrilátero ou polígono;)

Se você gostou de The Power of Six, pode gostar também de:

  • Eu sou o número Quatro – Pittacus Lore;
  • A mão esquerda de Deus – Paul Hoffman;
  • As últimas quatro coisas – Paul hoffman;
  • A hospedeira – Stephenie Meyer.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Máquina Mortífera

 

lethal weapon 3 A melhor saga de ação na minha opinião. Eu estava vendo TV hoje de manhã e estava num programa que estava falando de Mel Gibson, então mencionaram essa série, e me deu vontade de ver, pela milésima vez. Escolhi o segundo. Nunca assisto o primeiro. Eu até tenho em DVD, mas ele é muito diferente dos outros, mais sério. O que na verdade está em desacordo com todo o resto.

O que eu gosto na série é justamente a mistura de ação frenética com peripécias impossíveis por parte dos Sargentos Riggs (Mel Gibson) e Murtaugh (Danny Glover) (de onde será que Christopher Paolini tirou o nome do melhor personagem dele?) e comédia. Não aguento todas as vezes que Riggs zoa Murtaugh. Me acabo de rir sempre, não importa quantas vezes eu assista.

E falando nisso, claro que o sucesso da saga também se deve, além das ótimas histórias e essa combinação deliciosa que eu descrevi acima, é o excelente elenco. Todos os atores desde os secundários, como os filhos de Murtaugh até a dupla principal, além de talentosos, são muito bem entrosados.

O melhor de todos, provavelmente é Leo Getz, o picareta que cai nas vidas de Riggs e Rog meio de pára-quedas no segundo filme, e fica até o final do quarto. Interpretado brilhantemente por Joe Pesci, o baixinho é o alvo predileto das piadas dos dois sargentos. Seu melhor momento é quando, no quarto, ele treina suas habilidades de detetive particular num discretíssimo SUV vermelho, e Riggs e Murtaugh conseguem com que ele seja preso por dirigir alcoolizado. É impagável.

Rene Russo, que entra para o time no terceiro, e faz a namorada de Riggs, também brilha. E protagoniza um duelo hilário e bem sexy sobre quem tem mais cicatrizes de guerra. E como esquecer a cena da privada de Murtaugh indo pelos ares? Ou o interrogatório regado a gás do riso que  Riggs, Murtaugh e Butters (Chris Rock) fazem com Uncle Benny? Mas a melhor é essa:

“  - Hey, Riggs, você acha que a minha dança do passarinho ajudou?

- Não, só queria ver se você fazia…Boa escolha!”

Sim, o quarto é o meu preferido da série, mas os dois anteriores são bem bacanas também. Como eu disse, só não gosto do primeiro.

E mais uma coisa legal é que dá para ver que o elenco se diverte fazendo os filmes. Tanto quanto a gente assistindo. Então, se você é uma das poucas pessoas que ainda não assistiu, taí uma boa dica. Diversão garantida. E se já assistiu, assista e se divirta de novo!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

As últimas quatro coisas – Paul Hoffman

 

44 coisas Morte, Julgamento, Céu e Inferno
As últimas quatro coisas a que me apego.

Voltando ao Santuário dos Redentores, Thomas Cale é avisado pelo Lorde da Guerra que a destruição da humanidade é necessária, a única maneira de desfazer o maior erro de Deus. Cale aparentemente aceita o seu papel no fim do mundo: foi destinado a ser a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está a seu alcance, o ardor aterrorizante e poderio militar dos Redentores é uma arma para ele utilizar tão simplesmente quanto uma vez utilizara uma faca. Mas talvez nem mesmo o poder sombrio que os Redentores detêm é suficiente para Cale – o menino que se transforma a partir do amor ao ódio venenoso num piscar de olhos, o menino que alterna entre a bondade e a violência pura em um piscar de olhos. O aniquilamento que os Redentores procuram pode estar nas mãos de Cale – mas sua alma é muito mais complexa do que poderiam imaginar.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU A MÃO ESQUERDA DE DEUS!

Assim que vi esse livro na livraria nem pensei. Peguei logo e trouxe para casa. E, mal acabei The Throne of Fire, já comecei. Não aguentava mais esperar, queria ver como a saga de Cale continuava. O livro começa algumas semanas depois do término do primeiro, com Cale agora com o Redentor Bosco.

Sim, você leu certo. Depois da luta com os Materazzi e da traição de Arbell, Cale volta com Bosco para o Santuário, agora no cargo de Anjo da Morte, e com todos os privilégios possíveis. Bosco agora trata Cale como se fosse a própria reencarnação do Redentor Enforcado. Ele tem seu próprio quarto, come do melhor  e pode até fazer umas visitinhas às meninas do convento. Tudo com a conivência de Bosco.

Isto porque Bosco tem um propósito. E sua ambição é bem alta. E Cale só é de serventia para ele enquanto for conveniente.E a política dos Redentores domina esta segunda parte. Boa parte dele se passa com Bosco tramando algo. Algumas vezes ele até deixa Cale por dentro das coisas, outras não. E aqui dá para ver bem como ele é ardiloso e hipócrita.

O que Bosco não sabe é que Cale também só tira proveito da aliança enquanto isso for vantajoso para ele. Ele continua com o objetivo de destruir os Redentores e alguém muito sábio uma vez disse: mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda. Se Cale já ouviu isso, deve ter atribuído a IdrisPukke. Mas o fato é que acho que é isso que ele faz. Como no primeiro, é difícil de saber o que se passa em sua cabeça. Por outro lado, ele está mais falante e mais abusado. E tem horas que ele incorpora um espiritozinho Dr. House (ele ainda não domina o dom do sarcasmo como Greg, mas está pegando o jeito).

E se ele não deixa transparecer o que está na sua cabeça, seu coração é um livro aberto. Apesar da mágoa e raiva de Arbell, é claro que ele ainda a ama muito e sente sua falta. E, depois que a raiva inicial diminui, a dor é quase demais para aguentar. Então Cale extravasa fazendo o  que faz de melhor: planejando e lutando a guerra. E assim, ele acaba criando uma reputação de anjo vingador e de fúria de Deus. O que contrasta com o outro lado dele: o de imensa bondade. Ele sabe ser gentil, mas somente com quem merece sua gentileza. Essa dualidade é o que me atrai nele, e é por isso que ele é meu preferido.

Enquanto isso, Henri Embromador, junto com Kleist e IdrisPukke, foge de Memphis e vai atrás de Cale. O plano acaba dando errado e ela é capturado. Mas sua sorte muda quando o levam para o Santuário, e ele reencontra Cale. A partir daí, ele desfruta dos mesmos benefícios do amigo, e passa a ser seu maior conselheiro. E, apesar de Henri ser o mais ingênuo e infantil dos três, ele sempre dá bons conselhos e mostra que é muito observador. Ele percebe muito bem o mundo a sua volta. E, além disso, não é que ele acaba revelando um lado Don Juan bem interessante?

Kleist, por sua vez, continua desconfiado e arredio. E o instinto de sobrevivência dele é o mais forte dos três meninos. Mas isso muda radicalmente quando ele conhece e inadvertidamente salva Daisy, uma integrante do grupo dos cleptos (sim, eles tem esse nome sugestivo por causa do costume de roubar coisas). Kleist é atropelado pela força do primeiro amor, e apesar da resistência inicial, acaba sendo amis forte que ele e ele meio que se torna o líder dos cleptos, por causa de Daisy. Ele amadurece bastante nesse processo, mas ainda mantém uma certa inocência. E mostra um lado novo, mais meigo e carinhoso. Daisy, por outro lado, é uma mulher forte e de opinião. Faz o que quer e aceita as consequências de queixo erguido.

Arbell aparece só na segunda metade do livro. E ela tem novidades. E uma dúvida, mas não revelar o que é. Ela agora está casada, mas, como acontece com Cale, ainda á apaixonada por ele. E a dor de tê-lo traído (ainda que ela tenha sido levada a fazê-lo) ainda é muito grande. Uma das melhores (se não a melhor) do livro é justamente a pequena interação dela com Cale. É muito tensa e, na minha opinião, bem escrita. Mas ela não está nem perto do que era no primeiro.

IdrisPukke aparece pouco, e, como Arbell, só na segunda metade do livro. Mas ele está presente o tempo todo na forma das pérolas de sabedoria que Cale adora citar (mesmo que seja somente em pensamento). Vipond também aparece pouco, só no final.

A impressão é que as peças estão se posicionando no tabuleiro, armando a última jogada. Mas de forma geral, sinceramente esse perde um pouco em relação ao primeiro. O ritmo é mais arrastado (em parte por causa de toda a política) e também porque as batalhas em geral, apesar do número, não são tão movimentadas, ainda que sejam bem sangrentas. E, para ser sincera, eu esperava mais de Cale, agora que ele se tornou o Anjo da Morte. Uma coisa que não mudou foi a fortíssima crítica à Igreja que Paul Hoffman faz. Acho até que está mais pesada neste, chegando até mesmo a citar o nome do atual papa (Bento) em um comentário bem ácido. Mas o final deixa vários ganchos para o próximo. Agora é esperar para ver.

Trilha sonora

This is war, Kings and Queens e, mais uma vez, From Yesterday, do 30 Seconds to Mars. Youth of the nation, do POD; I don't wanna be, do Gavin DeGraw (esta versão está muito legal); de novo Live and let die. com o Guns (Sir Paul McCartney que me desculpe, já disse isso, mas com o Guns é bem melhor) e Send the pain below, do Chevelle.

Se você gostou de As últimas quatro coisas, pode gostar também de:

  • coleção Dexter – Jeff Lindsey