Já faz um tempo que eu queria ter postado isso, mas como eu disse antes, me atrasei. Já faz umas duas semanas que a série acabou, com um season finale sensacional. Falo dele já, já (e não se preocupe, não vou dar nenhum spoiler).
Confesso que o que sei do Arqueiro Verde vem de Smallville (julguem-me), mas só o fato de ele ser arqueiro já é mais do que suficiente para eu me apaixonar. Também gosto muito do personagem porque ele não é tão bonzinho como o Superman, por exemplo. Ele tem áreas mais cinza, não tem medo de fazer o que deve, a qualquer custo. O que quero dizer é que enquanto Clark tem mil e uma limitações morais, Oliver Queen faz o que deve fazer se isso for para o bem maior. E como eu disse, ele não é perfeito, tem defeitos, erra, e tem lá seus segredos, muito mais sombrios que simplesmente quase morrer com kriptonita, e deve gastar uma fortuna em terapia. É um herói atormentado, e eu acho isso muito mais interessante.
Outra confissão: eu só comecei a assistir por curiosidade, não estava tão empolgada com a série. Mas foi só começar o piloto que eu logo me apaixonei pela trama mais sombria, complexa e cheia de sutilezas e não tão infantil. E antes mesmo de acabar o episódio eu já estava fisgada.
Para quem não conhece a história, Oliver Queen, bilionário e playboy de Starling City, desaparece com seu pai no iate da família. Seu pai morre, mas Oliver sobrevive e passa 5 anos numa ilha no meio do nada. Não, a ilha não é deserta como pode-se pensar, mas Oliver tem que aprender a sobreviver, às vezes com alto custo e de forma brutal. Ele passa horrores na ilha, e claro que isso tem um forte impacto. E em seu leito de morte, seu pai deixa uma lista com nomes de pessoas que de alguma forma prejudicaram o povo e a cidade de Starling.
Depois de ter sido dado como morto, Oliver retorna a Starling City para encontrar a cidade dominada por criminosos e corruptos. E além disso, ele ainda tem que se entender com a mãe, Moira, a irmã, Thea, e principalmente a ex-namorada, Laurel, a quem Oliver magoou muito. E Oliver também tem que se adaptar a essa nova realidade, já que passou tantos anos longe da civilização. E é quando ele retorna que ele começa a por em prática seu plano para purgar Starling City, honrando a promessa feita a seu pai. Nasce aí o Arqueiro Verde (na verdade ele nasce na ilha, mas oficialmente só depois que ele chega em Starling City).

E Stephen Amell, lindo, maravilhoso, gostoso, tudo e mais um pouco, dá vida ao Arqueiro muito bem. Ele não é só um rostinho (e um corpaço) lindo, mas também é talentoso. Ele flutua por todas essas facetas do personagem com desenvoltura. O Oliver da ilha não é o mesmo Oliver Queen playboy que se apresenta ao mundo, e por sua vez ele é bem diferente do Arqueiro, esteja ele com o uniforme ou não. As mudanças são sutis, mas como vocês sabem , eu presto muito mais atenção nisso do que nos grandes arroubos de histeria. E uma cena em particular no último episódio, entre Oliver e a mãe, foi linda. Mas não vou estragar. Só uma coisa, mas preciso registrar: acho cafonérrimo ele falar “Fulaninho, you have failed this city!”, mas derreto toda hora que ele diz isso.
Oliver não está sozinho nessa empreitada. John Diggle, inicialmente contratado para ser segurança de Oliver, logo é convocado por este a se unir em sua missão. Dig também tem motivos mais que suficientes para querer limpar Starling City. Ex-militar, ele tinha um irmão policial, que foi assassinado por um dos caras na lista de Oliver. E assim, Dig acaba sendo parceiro de Oliver. Essa parceria tem seus altos e baixos, mas no fim eles acabam se entendendo. Dig é vivido muito bem também pelo outro tudo de bom David Ramsay (aliás, meninas, o elenco da série é de primeira, sabe, tipo os Winchester
).
E ainda fazendo parte do time dos bonzinhos está Felicity, a linda Emily Bett Rickards (sério, eu acho ela muito mais bonita que a Laurel). Felicity é uma técnica em IT, e, apesar de ser loira, como ela mesma diz, não é tão loira assim. Ela trabalha para a Queen Consolidated, a empresa da família de Oliver, mas ele sempre aparece com algum pedido estranho para ela resolver. E nessas, ela acaba descobrindo quem Oliver realmente é, e acaba se juntando a ele. Ela tem motivos, mas não vou falar para n]ao estragar.
E Laurel, o motivo para tanta coisa? Bom, ela é interpretada por Katie Cassidy, e eu sinceramente acho que ela é o ponto fraco do série. Mas ela surpreende às vezes. Ela era namorada de Oliver antes de ele ir parar na ilha, e estava ficando sério. Oliver não estava preparado e acabou levando a irmã de Laurel, Sarah. E a menina acabou morrendo. Então Laurel tem uma relação de amor é ódio com Oliver. Na verdade, ela ama Oliver, mas não admite para si mesma. E Oliver na verdade se sente culpado pela morte de Sarah e acaba se auto punindo afastando Laurel. Mas todo mundo sabe no que isso vai dar, certo? E não posso negar que Katie e Stephen tem ótima química em cena.

Outro que odeia Oliver, mais ou menos pelos mesmos motivos, é o Detetive Lance, pai de Laurel. Ele é um detetive de homicídios, e na verdade acaba obcecado pelo Capuz (nome nada legal do Arqueiro). É irritante, na verdade. Mas no fim, Oliver acaba recrutando o detetive, mesmo que ele não saiba quem o arqueiro é. Dando vida a ele está Paul Blackthorne, excelente. Dá vontade de dar uns safanões nele de vez em quando, mas isso só mostra o quanto o ator é bom. E depois, eu posso estar chutando, mas acho que ele ainda irá mudar de ideia quanto ao arqueiro e a Oliver.

O restante da família de Oliver é composto por Thea (Willa Holland), sua mãe Moira (Susanna Thompson) e seu padrasto Walter Steele (Colin Salmon). E eles também tem que se adaptar à nova realidade de que Oliver está vivo e de volta em casa. Thea principalmente é a que tem mais problemas, pois se sente afastada dele. Eles eram muito unidos. E Moira me assusta, sério. Mas se você quiser saber porque, assista que não vou entregar esse spoiler assim. E Walter é um homem íntegro e sensato, que acaba se deparando com algumas coisas bem perigosas.
Quase esqueço de Tommy (Colin Donnell), melhor amigo de Oliver. Playboy e boa-vida como Oliver costumava ser, Tommy acaba tendo um choque de realidade, e é forçado a mudar. Ele também é uma ponta do triângulo amoroso entre Laurel e Oliver. Tommy é quem mais muda durante a temporada, e ele terá um papel decisivo no final, mas não posso falar sem dar spoiler.
Falta também falar dos amigos de Oliver na ilha. Ela não é deserta, como eu disse, mas tem muita coisa sobre essa ilha. Na verdade, é um mistério. Não como a de Lost, mas tem algumas coisas estranhas lá. Pra começar, ela serve como uma espécie de prisão chinesa, e só por isso já não é moleza. Mas outras coisas ocorrem lá, verdadeiros horrores. Acho que posso dizer sem estragar nada que Oliver acaba sendo torturado lá, por causa de informações que ele possa ter sobre as pessoas da lista de seu pai. Mas não posso falar quem está por trás disso. Mas na ilha Oliver também encontra pessoas que o ajudam: Yao Fei (Byron Mann), Slade Wilson (Manu Bennet) e Shado (Celina Jade), que acabam contribuindo de alguma forma para Oliver se tornar o arqueiro. Isso porque Oliver não é só um arqueiro sensacional, mas também hacker, luta como ninguém e outras coisas. Mas o legal é que ele também falha, não é invencível. E ele sabe que tem limitações, tanto que sempre que precisa pede ajuda, apesar de preferir operar sozinho, nem tanto por se achar melhor que todo mundo, mas por segurança dos outros.

Não vou me demorar mais. A série é bem dinâmica, e alterna o presente com flashbacks da ilha, assim com alterna muito bem cenas de ação e dramaticidade. A trilha sonora é outro atrativo. Confesso que não sei, ou não lembro outras, mas me apaixonei por Radioactive e Imagine Dragons por causa da série. Mas outras que tocam são muito boas também (nota mental: ir atrás). Os cenários são bem legais também, e chamo a atenção que Oliver mora na mesma casa que usaram como cenário do lar de Lex em Smallville e que serve de escola par ao prof Xavier em X-men (e eu adoro essa casa! Acho maravilhosa!), os cenários em geral são sombrios, refletindo o clima da série. Starling é bem dividida, de um lado a opulência e riqueza, e do outro, os Glades, a pobreza e decadência. E a trama foi ficando cada vez mais intrincada a cada episódio, que por sua vez, sempre terminam com um bom cliffhanger para o próximo. O season finale foi sensacional, inesperado e cheio de ação, do começo ao fim. Também foi muito emocionante, e ver logo depois de ver The Rains of Castamere, quero dizer, no dia seguinte, ainda sob o efeito do RW, foi covardia e muito mais do que eu podia aguentar.
Não vou entregar nada, mas o episódio final deixou vários cliffhangers, e muitas bombas foram soltas nesse episódio. O bom é que a série foi renovada e a segunda temporada estreia logo (em outubro, se não me engano). E eu aguardo ansiosa pela estreia dela (pelo menos a espera é menos que para Game of Thrones! Crise de abstinência é menor!
). Então, se você já é fã da série, anime-se. E se ainda não assistiu, assista. Mas cuidado: como Game of Thrones, é extremamente viciante! 
Fique agora com o trailer da primeira temporada:
Beijos e até o próximo post!