ATENÇÃO! SPOILERS DOS LIVROS!
Ai, como eu começo? Triste, obviamente, porque mais uma temporada de Game of Thrones terminou…chuif, chuif…E esperar mais um ano vai ser dureza…Mas fazer o quê? Então, é com o coração apertadinho que eu começo esse post.
O episódio começa com Tyrion acordando depois de quase morrer em Balckwater, bem confuso e sem saber o resultado ainda. Além da ferida na cabeça, ele acorda num quarto que não é o seu. E com ele estão Maester Pycelle e Pod. É o maester, que tem a tarefa ingrata de dar o resultado da batalha, e comunicar o anão que ele não é mais a Mão e que portanto seus aposentos não são mais os mesmos, mas acho que ele gostou disso, teve um gostinho de vingança pro velhote. E nesta cena nos deparamos com o princípio do estrago feito pela espada na cara de Tyrion. Mesmo com as bandagens, dá pra ter uma noção do que será a cicatriz. E esqueci de mencionar no post anterior que achei a cena do golpe da espada muito bem feita. O golpe é tão rápido que a gente nem vê. Quando se dá conta, o sangue já está escorrendo na cara do anão. Sensacional!
Ainda com Tyrion, vale a pena mencionar Shae. E é ela quem tira as ataduras e revela o que sobrou do rosto dele. A cena foi muito comovente. e mostra uma Shae muito diferente do livro. Na série, ela realmente gosta de Tyrion, e adorei a fala dela: fuck your money (música tema aqui:You can't save me - Richie Kotzen Vem na minha cabeça na hora). (SPOILER) Só não sei como vão fazer mais tarde, porque ela vai acabar traindo Tyrion. Mas aqui a cena foi muito cuti, cuti. E tanto Peter Dinklage como Sibel Kekilli forma muito bem em cena. Aliás, eles têm uma química incrível. Eu não esperava gostar tanto assim de Shae. No livro, ela me é indiferente. Ou, na verdade, me dá um pouco de raiva, porque ela mostra mesmo que só está interessada no dinheiro de Tyrion. Tudo bem que ele a contratou mesmo, mas isso não significa que ela não poderia se afeiçoar a ele (veja o caso de Robb e Jeyne, no livro). Mas na série, como aliada de Sansa, e demonstrando muita força, que é guerreira mesmo, ela subiu no meu conceito. E muito se deve à atriz. (SPOILER) Vai dar muita raiva quando ela se voltar para Tywin.
E falando em Tywin, adorei, achei bem emblemático o cavalo fazendo caca (sou muito educada para escrever outra coisa ;D) logo na entrada do salão do trono. Fiquei imaginando se isto estava previsto ou simplesmente aconteceu e resolveram deixar (isso porque em Big Fish tem uma cena em que Ewan McGregor está todo sonhador encostado nas ancas de um elefante quando o bicho resolve ir ao banheiro. Não era pra entrar na cena, mas aconteceu, e Tim Burton resolveu deixar porque ficou legal). E toda a seqüencia depois foi maravilhosa. Mindinho retornou de Nárnia, Hogwarts, ou seja lá onde estava, para receber Harrenhall como prêmio pelas negociações com os Tyrell (já volto em Mindinho), e Loras é condecorado, oferecendo sua irmã Margaery a Joffrey. Finn Jones foi muito bem em cena, engasgando quando menciona que Margaery ainda é virgem (falou aí), mas se recompondo rapidamente.
Aliás, todo o jogo de manipulação aqui, com Joffrey dizendo que não pode aceitar porque já é comprometido com Sansa, e Cersei entrando na conversa, foi sensacional. A olhada de Cersei para Sansa quando ela fala que seu pai é traidor, foi perfeita. Sutil, mas deu pra perceber todo o veneno da loira. Tudo aqui foi lindo. Jack Gleeson dando show, mas Lena Headey e Natalie Dormer não ficaram atrás. E acho que para a surpresa de muita gente, Joffrey mostra que mulher serve para algo mais que abusar (claro que o decote com metade dos peitos de Margaery pra fora ajudou). Eu confesso que me espantei com isso, não que esperasse outra coisa, mas é que depois de Garden of Bones, não achei que sexo fosse uma prioridade dele. Deu pra ver que o garoto mudou de opinião. E uma premonição dele: I will love you until the days I die.
Sansa, por outro lado, veste a máscara de descontente, e justamente quando ela sai, dando um sorriso aliviado (linda!), chega Mindinho para estourar sua bolha de felicidade. Na verdade, ele injeta é um pouco de realidade na cabecinha de vento da menina, dizendo aqui Joffrey não irá deixá-la em paz só porque agora está comprometido com Margaery. E já adianta algo do quarto livro aqui. Mais uma grande cena de Sophie Turner. E é mais uma que subiu no meu conceito, mais pela atriz que pela personagem, que no livro ainda é muito irritante neste momento. Aliás, para esclarecer: eu separo a Sansa em duas – Sansa-sonsa, que está predominante nos 3 primeiros livros, cabeça de vento e fútil, e a Sansa, que é do quarto livro, dissimulada e mais senhora de si. E Sophie Turner sabe muito bem fazer esses dois lados da personagem.
Em outro canto de King’s Landing, Varys tem um outro encontro secreto, desta vez com Ros. Ele o recruta para seu serviço, e adorei a cara dela quando descobre que ele é eunuco. E a cara dele nessa hora foi fantástica também. A cena foi linda, muito densa, e tanto Conleth Hill como Esmé Bianco foram perfeitos. Mas não sei o que pensar disso, porque tive a sensação de que é ela que vai assumir o papel de Jeyne (SPOILER - a outra, a que vai Winterfell se passando por Arya para se casar com Ramsay). E se for isso, vão ter que explicar isso muito bem, porque enquanto Jeyne não representa muito perigo para Theon nessa hora, porque nunca prestou muita atenção nele (lembrem-se que ela é amiga de Sansa-sonsa, e tão fútil quanto), Ros conhece Theon no sentido bíblico (lembra que ela é a prostituta que vem do Norte, e que todo mundo comeu, menos Jon ;D). Pode ser que eu esteja me precipitando, mas me passou essa impressão. É esperar pra ver.
Falando em Theon, vamos voltar a Winterfell um pouco. É noite e ele senta em frente à lareira, cada vez mais impaciente por causa do cerco que se aproxima. Em sua companhia está Maester Luwin, que o aconselha. O velho maester sabe que Theon não é este garoto que tomou Winterfell. Nas palavras dele: you are not the man you are pretending to be. E Theon está mesmo só fingindo, mas ele sabe que já foi longe demais para tentar ser qualquer outra coisa. De novo, palavras dele, não minhas. Cena belíssima, Alfie Allen perfeito. Toda a amargura de ter sido criado como refém (fato que muita gente esquece. Ele pode ter sido criado com os filhos de Ned, mas ele sempre foi um refém), e depois retornar para um pai que nem sequer o reconhe ce como filho, acha que ele é fraco e sem valor. E, apesar de saber que ele não ia fazer isso, como eu torci para ele ir para a Muralha nessa hora. O desprezo que ele sente por si mesmo ficou evidente nessa cena. Mais uma vez, palmas para Alfie Allen.
E aí sim, o pior. No dia seguinte, Theon faz um discurso apaixonado, com direito a citar Maximus (what we do echoes in eternity), tentando convencer seus homens (e ele mesmo) que é possível manter o castelo. Mais uma vez Alfie brilha, sua voz até falha. Só que seus homens não são assim tão leais, e Cleftjaw o golpeia na cabeça, e Theon perde a consciência.
E caraca, essa cara de demente dele foi show. Deu até medo ;D. E taí a prova: não foi ele que incendiou Winterfell, apesar de levar a culpa. Como é que ele ia fazer isso inconsciente? Tá, ele tomou Winterfell, mas nunca teve a intenção de destruir o castelo, ao contrário, ele o queria para si. Quem acaba com tudo (pra não falar outra coisa) é Ramsay, e desse FDP ninguém fala. Theon traiu a confiança dos Stark, fine, disso ele é culpado sim. E seu arrependimento não o redime de nada não, mas caminha para isso, e ele vai se redimir sim (se quer saber como, eu acho que com a morte. Mas ainda é cedo para isso). Mas os Bolton também, e esses não fazem pelo mesmo motivo de Theon, que é totalmente levado a isso (now you are really lost), mas fazem por ganância, bem debaixo do nariz de Robb, e ainda posam de santinhos. Já disse, não estou forçando ninguém a gostar do Theon, mas se for para odiar, odeie pelos motivos certos e saiba os fatos antes.
E foi de partir o coração ver Osha sair com os meninos e Hodor das catacumbas e ver tudo queimado. E depois ainda descobrir Maester Luwin moribundo no bosque dos deuses. Chorei nessa hora. A cena foi muito comovente, Isaac Hempstead Wright e Art Parkinson (Rickon) estavam sensacionais. E destaque para Natalia Tena, na hora que o velho maester pede para ela o matar. Lindo e triste. E depois, quando eles já estão fora de Winterfell, achei legal terem achado um modo alternativo de transportar Bran. Fico imaginado como vão fazer daqui pra frente, porque Isaac deu uma boa espichada da primeira para a segunda temporada, e a tendência é ele continuar crescendo. Pobre Hodor ;D
Mudando para Arya. Ela segue com Gendry (suspiros…) e Hot Pie para sabe-se lá onde, quando encontra Jaqen no meio do nada. E uma cena muito esperada: ele entrega a moeda para ela. Jaqen sempre surpreendendo. Fantástico. E adorei quando ele fala os nomes para Arya, os nomes que ela não cansa de repetir. E Arya realmente quer aprender a ser como ele. Muito legal também como ele mudou a cara depois. Maisie Williams muito bem, e a interação toda foi ótima. Quero mais Jaqen no futuro!
E para o Stark que falta. Robb toma coragem e fala para a mãe que vai se casar com Talisa. Só para ser lembrado por ela que é perigoso trair os Frey (por que você não ouviu, Robb?????). Mas Robb saiu definitivamente debaixo das saias da mãe, e agora faz o que bem entender. O tom de amargura em sua voz diz tudo, e a fala foi um belo tapa na cara de Catelyn: my father is dead and who is left has no right to call me reckless. Ou seja: meu pai morreu, e quem sobrou não temo direito de me chamar de imprudente. Realmente Robb é imprudente (fazer o quê, quem pensou foi a de baixo, e todo pensamento racional foi por água abaixo…chuif, chuif…), mas ele tem toda razão. Quem é Catelyn para julgá-lo por isso? Ela, que prendeu Tyrion, libertou Jaime e fez mais algumas burradas sem pensar. E nem vem com essa de “foi tudo pelos filhos” que não foi. Foi burrada mesmo, se ela fosse uma mãe tão boa como gosta de aparentar, não teria deixado Bran sozinho, aleijado e quando mais precisava dela em
Winterfell. Engraçado é que quando li o primeiro livro, eu até gostava dela, mas depois foi tanta burrada que eu peguei uma birra da fulana que nada do que ela faz pra mim é justificável. E depois vem com essa de que Robb concordou. Sim, ele concordou, mas ele por acaso estava presente quando ela firmou o contrato? Ele poderia dizer outra coisa DEPOIS de ela ter concordado? Não, ele não teve escolha. Mas de volta à cena, foi muito boa, Richard Maddenlicious fez bonito, e Michelle Fairley à altura. E vou estar mentindo se disser que não achei a cena do casamento em si fofa. E interessante que os votos são: eu sou dele e ele é meu (concordando com quem fala, claro) que é exatamente o que Shae fala para Tyrion.
Isso me leva a Dany e a Casa dos Imortais. Foi muito legal, e fiquei feliz que não mostraram tudo o que ela vê. Uma coisa em particular eu não queria ver, envolvendo um lobo e um rei…vou deixar assim, quem leu os livros entende. Eu simplesmente não estava preparada para ver isso, mesmo sabendo que vai acontecer. Mas tenho um ano para me acostumar com a ideia (ufa!). Eu não sei vocês, mas eu podia jurar que a hora que ela saiu AO NORTE da Muralha, ela veria Jon. Meu queixo caiu nessa hora, e a surpresa maior de ver Khal Drogo com seu filhinho (fofíssimo, aliás). Mais uma vez Emilia Clarke fez bonito, a cena foi muito emocionante. E depois que ela vê os dragões, e Pyat Pree (descobri depois que escrevia o nome do sujeito errado), foi muito legal. Adorei quando ela dá o comando: dracarys. E o melhor ainda estava por vir, ela trancando Xaro no próprio cofre. Essa sim é a Dany que a gente conhece e ama.
E falando em Snowy Goodness, chega a hora que ele tem que virar a casaca. E ainda que eu não goste (mentira, eu adoro quando ele passa para o lado dos wildlings, só não gosto que ele tem que matar o Quorin), foi muito legal ele lutando. E não é que ele ainda consegue impressionar Ygritte? Coisa difícil de fazer. E não sei se fui sé eu, mas fiquei com a impressão que, apesar da máscara de Comensal da Morte, Ygritte manda mais que o Senhor dos Ossos. E Rose Leslie arrasou, quase gaguejando ao falar que Snowy Goodness matou Quorin. Sério, eu queria estar lá para fechar a boca da garota depois que Quorin já estava queimando. E antes, adorei o pedala que ela deu em Jon. Show de bola, e cada vez mais química entre os dois. Pena ter que esperar mais um ano pra ver mais (muito mais ;D, tanto dele quanto dela!).
E a parte mais show de todas (eu queira outra palavra, mas tenho vergonha de publicar ;D). Lembra que eu falei que o final de Blackwater, com The rains of Castamere talvez perdesse para este? Pois então, perdeu. Mais uma vez, os produtores deram um golpe de mestre ao terminar o episódio com Three Blasts. Na verdade eu já tinha um ideia de que ia acabar assim, porque eles divulgaram que a última música era essa. Mas precisei da ajuda da minha amiga Fernanda pra me lembrar do que as 3 trombetas significavam. Uma: amigos. E Sam logo se alegra esperando Jon e Quorin. Duas: selvagens. Edd e Grenn se preparam…Três: white walkers…Gelou a espinha, fiquei tão petrificada quanto Sam. Caraca, esses white walkers são ainda mais assustadores que da primeira temporada! Aquele no cavalo, que eu acho que o líder…O que era aquilo, seven gods?!? De dar pesadelo em criancinha… Mas eu achei que ia terminar com o soar das trombetas, não imaginei que iriam mostrar os walkers. E de novo parabéns para o pessoal da caracterização, estavam perfeitos (tanto quanto uma coisa feia dessas pode ficar).
Mais duas coisas que eu esqueci de comentar. A primeira, Brienne e Jaime. Muito boa a participação dos dois. E foi mais um joguinho que deu certo. A forma como Jaime logo entrou em sincronia com Brienne, corroborando a mentira dela, foi demais. E ela também conseguiu impressionar Jaime ao matar os três carinhas. Adorei. E novamente a química entre Nikolaj Coster-Wardau e Gwendoline Christie é ótima. De novo, o duro vai ser esperar um tampão pra ver mais dos dois.
E a outra coisa que eu quase esqueci foi Melisandre e Stannis. A cena foi ótima, Stannis quase matando a feiticeira…Demais! E depois, ele olhando no fogo…fiquei supercuriosa para saber o que ele vê. Mas deve ter sido bem interessante, pela expressão dele. Maravilhoso, e sem falar nada.
Muitas mudanças na temporada, mas vamos lembrar que se trata de uma adaptação, não cópia fiel. E a temporada foi ótima, melhor que a primeira na minha opinião. Algumas coisas me incomodaram, mas no geral, elas foram em número bem menor. O bom superou, em muito, o que foi diferente. E nem sempre as mudanças foram para o pior. Ao contrário, muitas vezes elas complementaram os livros, e algumas mudanças foram para o melhor. E já estou morrendo de saudades, não vejo a hora desse ano passar pra poder assistir a terceira. Os novos personagens também foram muito bem vindos (com exceção de Gemma Whelan, que decepcionou muito, não convenceu como Asha, ou Yara). Alfie Allen, Sophie Turner, Jack Gleeson e Maisie Williams se destacaram nesta temporada e merecem todos os prêmios possíveis. E depois de ver, entendo o que os produtores queriam dizer com esta temporada ser maior que a primeira. Foi mesmo, tudo cresceu. E agora fica a saudade e a ansiedade da espera.
Beijos de coração apertadinho e até o próximo post!