domingo, 7 de março de 2010

Harry Potter e a Ordem da Fênix

 

Order of the phoenix Diferente da maioria dos estudantes, Harry Potter jamais consegue se divertir nas férias de verão. Este ano, no entanto, tudo está muito pior do que de costume. Os Dursley, naturalmente, estão tornando sua vida um calvário e, mesmo seus melhores amigos, Rony e Hermione, parecem ter esquecido dele.Harry não aguenta mais. Está começando a achar que precisa fazer alguma coisa – qualquer coisa – para mudar essa situação, quando as férias chegam ao fim de maneira muito dramática

O que o jovem bruxo está prestes a descobrir nesse seu quinto ano em Hogwarts vai virar seu mundo de cabeça para baixo…

Um novo romance de aventuras que prende e eletriza, cheio de suspense, segredos e – é claro – a magia da incomparável J.K. Rowling.

Este foi, provavelmente, com exceção de As Relíquias da Morte, o livro que eu mais esperei para ler. Após o Cálice de Fogo, eu estava curiosíssima para saber como seria a vida no mundo dos bruxos agora que Lord Voldemort estava de volta. Lembro que assim que o livro chegou (como de costume, eu havia pedido pela internet), eu já fui desembrulhando e comecei a ler no ato.

De cara, o que me chamou atenção foi a raiva que Harry sente de tudo e de todos. E não é para menos. Dois meses atrás, ele testemunhou a morte de Cedric, viu Voldemort retornar e quase morre. E por dois meses, fica isolado de tudo e Dumbledore lhe dá o tratamento de silêncio. Para piorar, ele é alvo do ataque de dois Dementadores e sua defesa resulta numa audiência disciplinar, julgada no Ministério da Magia. Ufa! Acho que qualquer um nessa situação estaria muito, mas muito revoltado com o mundo.

É interessante que, ao contrário das minhas expectativas, o livro não é tão sombrio como eu achava. Eu pensava que, com a volta de Voldemort, haveria assassinatos e, principalmente medo. Muito medo. Ao invés disso, a ameaça é mais sutil. Aproveitando-se da negação do Ministério, Voldemort age nas sombras, valendo-se da campanha do próprio Ministério para desacreditar Harry e Dumbledore. Não é fácil perceber isso, e Rowling faz um trabalho muito bom desenvolvendo a trama e transformando Harry em um típico adolescente.

O meio encontrado para isso foi a intervenção do Ministério em Hogwarts, através da Professora Umbridge, bruxa autoritária. preconceituosa e absurdamente sádica, que chega com o pretexto de ser a nova professora de Defensa Contra as Artes das Trevas, mas que aos poucos mostra suas verdadeiras intenções. É absolutamente fiel a Fudge, o Ministro da Magia, e não mede esforços para conseguir o que quer, que, é claro, é poder. O máximo que conseguir.

O livro tem também momentos impagáveis, como a saída mais que teatral dos gêmeos e a participação especial de Lockheart no hospital. De tudo isso, porém, o que eu mais gosto é Luna Lovegood, que com seu jeito avoado e despreocupado, é uma lufada de ar fresco. E é ela, com seu jeito tranquilo, que assegura Harry que tudo vai dar certo no final e mostra a ele que ele só tem que confiar em si mesmo e que ele não está sozinho. Eu simplesmente ADORO Luna.

Também preciso mencionar duas coisas muito controversas. Aviso que aí vem spoilers. Por isso, se você leu o livro, nem assistiu o filme, e não quiser saber o final, não leia os dois próximos parágrafos. O primeiro, é claro, é a morte de Sirius. Confesso que antes de ler, eu especulei que quem morria era qualquer um, menos Sirius. Mas reconheço que sua morte foi necessária. Já estava no hora de Harry perder alguém próximo. Eu sei, ele perdeu os pais, mas honestamente, quem se lembra das coisas quando tinha um ano de idade? Que memória Harry tem dos pais? Nenhuma. Então estava na hora de ele sentir como era mesmo perder alguém.

Spoiler número dois: a profecia. A conversa final de Harry e Dumbledore, que provavelmente é a mias importante de todas, quando Harry finalmente descobre a verdade sobre seu nascimento ter sido profetizado, e de seu terrível destino, é sombria e perturbadora, para dizer o mínimo. E, como toda profecia, gera um sem-número de interpretações, e é um jogo de palavras inteligente. Tudo bem, Dumbledore explica boa parte dela na fadada conversa, mas outras partes só vão ficar  claras no final do sétimo livro (e, pessoalmente, não tenho certeza que ficou tudo esclarecido. Qual é o poder que Voldemort desconhece? Vou voltar a isso quando falar de As Relíquias da Morte).

Falando em controvérsias, preciso mencionar outra coisa que não ficou muito clara. Os testrálios. Se somente quem já encarou a morte pode vê-los, por que então Harry não os vê desde o primeiro ano? Ou é preciso ter consciência da morte para vê-los? Particularmente, eu acho que é a segunda opção. Voltamos à questão das memórias quando se tem um ano de idade. Ele não tem a compreensão do que aconteceu.

De qualquer forma, Ordem é um dos melhores da série (na minha opinião, o terceiro no ranking) e uma boa preparação para os dois últimos. E aproveito para parabenizar a tradutora, Lia Wyler. Até aqui, eu li em português e inglês, e imagino que deva ser bem difícil traduzir os nomes de ingredientes e criaturas mágicas que Rowling inventou. Eu só não traduziria os nomes de personagens, como James, o pai de Harry.

Nota histórica

Pareceu familiar a intervenção do Ministério em Hogwarts? Pois é mesmo. Para quem gosta e estuda História, é assim que começam a maioria das ditaduras. Um lado tenta desesperadamente desacreditar o outro, levando à desconfiança e insegurança. Os golpistas também agem no escuro, utilizando-se de agentes infiltrados em lugares de interesse, até que  golpe aconteça, com a tomada de poder , e eles passam a agir abertamente, contra qualquer um que tenha uma visão contrária àquela de quem quer que seja que está no poder. Não sou comunista, de forma alguma, simplesmente gosto de História, e não podia deixar de mencionar este fato.

Trilha sonora

Em geral, as músicas do Linkin Park, em especial One Step Closer (SHUT UP WHEN I’M TALKING TO YOU!) e Points of Authority. Também We are, de Ana (que também faz parte da trilha de Spider Man 2)

Filme

order of the phoenix filme Uma palavra: decepção. Não entendo porque todo mundo fala que esse tal de David Yates é o melhor diretor da série. Quem leu o livro, sabe que Harry está fulo da vida (desculpem a palavra), mas cadê essa fúria toda no filme? Onde foi parar? E a saída dos gêmeos? Cadê o pântano? E que negócio é esse de levar Ron para conhecer o Grope junto com os outros? No livro não é assim. Não sou daquelas que reclama porque mudaram a cor do vestido da Hermione no baile, mas tem limite para a licença poética. A única bola dentro desse cara: chamar a belatrix Helena Bonham Carter como Belatrix. Como sempre, ela está fantástica no papel. Só que no livro, ela não mata Sirius com Avada Kevadra, mas com ela, isso é o de menos. De resto, é lamentável a versão cinematográfica. Muita distorção do livro.

Se você gostou de Ordem de Fênix, pode gostar também de:

  • coleção Harry Potter – J.K. Rowling
  • trilogia da Herança – Chritopher Paolini
  • Percy Jackson e os Olimpianos – Rick Riordan
  • O Senhor dos Anéis – J.R.R. Tolkien

Um comentário:

Thalinne disse...

Meu preferido da série.
Até hoje não me conformo com a morte de Sirius!