sexta-feira, 19 de abril de 2013

GoT 3x3 – Walk of Punishment

 

ATENÇÃO! SPOILERS DOS LIVROS! VOCÊ FOI AVISAD@!

E o post também é longo, então paciência até o fim, OK? Apesar de já estarmos no terceiro episódio, e a série estar pegando ritmo, ainda algumas introduções. No caso, dos Tully, e num momento tenso. Tudo começa com Robb e Blackfish empurrando a barcaça onde vai o corpo de Hoster Tully. Seguindo as tradições, Edmure lança uma flecha incendiária na barcaça. Ou melhor, tenta, em vão, 3 vezes. OK, perfeito, exatamente como no livro, onde se menciona o nervosismo dele nessa hora. E Tobias Menzies mandou muitíssimo bem. Atuação perfeita. Entra em cena Blackfish interpretado muito bem também por Clive Russell. Só o olhar de “como meu sobrinho é inútil” já valia a pena.

Tullys

Corta para dentro do castelo de Riverrun, onde Edmure comunica a Robb que tomou um moinho e dois mini Lannister, todo cheio de orgulho, só para levar um acorda para a vida de Robb, que havia ordenado que Edmure esperasse e atraísse Tywin até ele. Mais uma cena fantástica, com atuações brilhantes de Tobias Menzies e Richard Maddenlicious. A cara de Edmure ao ser repreendido pelo sobrinho muito mais novo e milhões de neurônios mais inteligente foi sensacional. E, só um adendo, Tobias interpretando uma versão mais ousada, mas ainda assim sem muita personalidade de Brutus, que ele havia feito em Roma. Falhas de personagem à parte, atuação brilhante, e outro acerto da produção. Tobias Menzies  captou Edmure direitinho.

blackfish

Quanto ao único Tully que tem cérebro, Blackfish, ele retorna em outra cena carregadíssima emocionalmente, com Catelyn se lamentado pela morte do pai e a parente perda dos filhos. Sim, Catelyn é uma estrupícia, mas não podemos, novamente, menosprezar a atuação de Michelle Fairley. Transmitiu com maestria toda a angústia de uma mãe que não sabe o destino dos filhos, inclusive se eles ainda estão vivos. Retomando um pouco o que eu havia dito aqui sobre o monólogo dela sobre Jon, esta cena humanizou a personagem, já preparando a audiência para o que está por vir. E aumentando o choque quando finalmente acontecer, tanto para quem não leu os livros como para quem leu. Sim, porque não acho que ninguém jamais estará preparado para o nono episódio, não importa quantas vezes tenha lido isso. E acho esse rumo da personagem de Cat muito interessante, e aguardo ansiosa a atuação dela depois dos eventos retratados no nono episódio. E Blackfish nisso tudo? Como eu disse, consolando a sobrinha e Clive Russell mostra como já entrou bem no personagem, retratando a sensatez e o caráter realista dele. Pessoalmente, acho que essa cena foi um dos pontos altos do episódio.

Antes de ir embora de Riverrun, vale mencionar a cena de Talisa cuidando do dois pequenos Lannisters (tadinhos! Sério! Eles não merecem o que vão receber). E dando vida aos rumores de que Robb vira lobo à noite. Fofíssima! Mas o que ela diz para eles: “vocês não tem nada a temer do meu marido” doeu. Justamente porque Robb eles podem não temer, mas aquela praga do Karstark está lá também. E daí vem mais caca, mas não posso adiantar mais que isso.

E de Riverrun passamos para King´s Landing, onde acontece a primeira reunião do Conselho Menor sob o comando de Tywin Lannister. E mais mudanças. A sala é menor, mais apertada, como ressalta Tyrion, e mais escura. Acho que justamente antecipando mais do que vem por aí, afinal esta temporada é provavelmente a mais sombria para muitos dos personagens, alguns inclusive presentes no Conselho. A cena foi fenomenal, com cada membro chegando e se deparando não só com uma sala diferente, mas com uma nova disposição das cadeiras. Mindinho, Varys e Gran Maestre Pycelle, todos surpresos com a mudança. Mas a surpresa maior terão Cersei e Tyrion, ao ver que as cadeiras não estão dispostas ao redor da mesa e sim concentradas em um lado, com Tywin na cabeceira, lugar que já deixa clara sua posição mais elevada.E começa a versão mais fodástica da dança das cadeiras que eu já vi. Cersei, linda e diva, não se intimida, pega uma cadeira e a coloca ao lado direito do pai, como a mostrar ao mundo como ela á importante, pois é o braço direito do pai e a única de quem Tywin pode se orgulhar. O sorrisinho irônico dela para Tyrion foi um toque de sutileza maravilhoso. Mas sua alegria dura pouco, pois Tyrion não se dá por vencido e, arrastando a cadeira, a coloca na cabeceira oposta a Tywin, ele sim em posição de igualdade. Peter Dinklage e Lena Headey sensacionais em cena, dispensam comentários. confira abaixo:

E eis que no meio da discussão do Conselho surge o assunto de Harrenhall e Roose Bolton, que inevitavelmente leva à situação de Mindinho como Lorde de Harrenhall. Tywin mantém a fortaleza sob o domínio oficial de Mindinho, mesmo que na prática isso não se observe (prenúncio de um certo casamento ?) e anuncia que Mindinho seria uma boa opção como marido de Lysa Arryn, assegurando assim o Vale como aliado e aumentando a lista de inimigos de Robb. Mindinho recebe a incumbência feliz, e Tywin nem desconfia dos planos do antigo mestre da moeda, cargo agora exercido por Tyrion, para grande satisfação de Cersei e horror do anão.

Mais tarde, ainda em King´s Landing, Tyrion consulta Mindinho sobre as incumbências do cargo que agora é seu, enquanto o primeiro se prepara para ir para o Vale. Mindinho passa tudo o que pode para Tyrion, que segue com Bronn e Pod entre os corredores do bordel de Mindinho. Conversa vai, conversa vem, Tyrion se dá conta de que não recompensou Pod por ter salvado sua vida. E aí vem a sequência mais hilária da série até agora desde que Ygritte humilhou Jon ainda na segunda temporada. podPara surpresa de Pod, o anão o presenteia com o mesmo que já havia oferecido a Joffrey antes: mulheres (leia-se p**as). E desta vez, Tyrion é ainda mais generoso, fornecendo logo 3 de cara para que Pod perca a virgindade. SEN-SA-CIO-NAL! Daniel Portman arrasou na cena, a cara de surpresa misturada com ansiedade foi perfeita. E desta vez, o anão acertou, pois o resultado foi bem diferente do que havia ocorrido com Joffrey. Passa um bom tempo, Tyrion está conversando com Bronn em seus aposentos, discutindo como irá manter as contas do reino, quando Pod retorna, com a cara bem satisfeita e com as moedas de ouro, deixando Tyrion, o expert em satisfazer as prostituas, e Bronn, concorrente de Tyrion no quesito, boquiabertos como fato de que as p**as recusaram o dinheiro Smiley surpreso! AÊ POD! VIORU O GARANHÃO DE WESTEROS!  O virgem conseguiu o que Tyrion e Bronn, com toda a sua experiência, nunca conseguiram. Agora só falta Jon, um dos últimos virgens de Westeros (ainda tem o Sam, que vai esperar um pouquinho mais) pegar emprestado um pouquinho desse sex appeal (tá chegando! E ele vai aprender direitinho! Smiley piscando). E a cerejinha do bolo: Tyrion pedindo detalhes copiosos do que ocorreu naquele quarto. Baba visível em Tyrion e Bronn. Chorei de rir! Smiley de boca aberta Sim, eu sei que essa cena não está no  livro, e Pod no livro é uma criança, mas levanta a mão quem acha que a cena foi fantástica e necessária sim, como um alívio cômico antes de toda a tragédia que se anuncia: o/

Pod   Tyrion details

E falando em Jon, vamos lá para Além da Muralha junto com Snowy Goodness. O grupo de Mance chega no Punho dos Primeiros Homens e se depara com uma cena grotesca: uma espiral desenhada com restos de cavalos mortos. Mance ainda ironiza, “os artistas”, mas fiquei pensando o significado daquilo. Vale lembrar que na primeira temporada, no prólogo, também há GoT S1 white walkersum desenho formado pelos restos humanos pelos walkers. Chama a atenção neste da primeira temporada o fato de todas as cabeças estarem voltadas para fora. Isso me lembra os rituais relatados por Derfel nas Crônicas de Artur, onde colocavam-se crânios humanos numa porta, por exemplo, formando o que eles chamavam de cerca-fantasma, para manter afastados os inimigos e o mal. Já no Punho, o desenho forma um espiral, o que para a simbologia celta (que creio que foi a inspiração), a espiral simboliza a união de duas grandes forças naturais, que dividem o ano em duas partes: uma clara e uma escura. Elas eram desenhadas em diversos rituais celtas, com significados diferentes: durante o Beltane (equinócio de primavera), ela representa a parte clara do ano e marca um período de ação exterior. Já no Samhain, ou seja, no equinócio de outono, ele cruza a parte escura do ano, marcando um período de busca interior e união de dois mundos: espiritual e material. Bom, a história se passa no outono, ou seja, o começo da parte escura do ano, e como diz Melisandre, a grande batalha será entre o bem e o mal, o gelo e o fogo.

White walkers espiral

Bom, abri espaço para especulação. Vivo dizendo que o nome da saga, As Crônicas do Gelo e do Fogo é bem sugestivo, e que Jon e Dany vão acabar se unindo. Também vivo dizendo que os produtores sabem como a saga termina e que eles colocam uns spoilers dos livros durante a série. Acho que este é mais um deles, e reforça o que eu venho dizendo sobre Jon e Dany desde o início.

A espiral também representa o movimento de evolução a partir de um ponto inicial, e um movimento sem fim. É associada com o feminino e a fertilidade e a vida e é um símbolo auspicioso (leia mais aqui). Eu acho que a simbologia celta tem mais a ver com a série.

Mance   tormundRetornando a Mance, Jon e cia., vem a parte mais assustadora. Mance interroga Orell, que havia dito que tinha visto “corvos mortos”. Mance esperava encontrar os restos dos Patrulheiros que foram atacados, mas nada. Gelei, junto com Jon e cia, que já sacou de cara o significado disso. Frente a isso, Mance planeja um ataque a Castle Black, pelo meu ponto de vista, porque quer proteger seu povo do que está por vir. Então, ele manda Tormund escalar a Muralha e levar junto Jon, não sem antes dar um bullying básico em Jon: “Se ele não se comportar, jogue-o da Muralha e veja se corvos pode voar”. Tadinho do Jon, só porque ele é bonitinho (bonitinha sou eu, ele é lindo!)!

Sam   GillyEnquanto isso, respondendo à pergunta que Jon havia feito sobre sobreviventes, os Patrulheiros restantes chegam à cabana de Craster. E dentro da cabana, Craster nota a redução do número de Patrulheiros enquanto Gilly se esgoela em algum lugar dando luz a seu filhinho. Depois de sofrer um bullying básico de Craster por ser fofinho (ri mesmo seu velho idiota! Mal sabe você que o gordinho vai traçar a sua filha! É, Sam, quem ri por último ri melhor!), e da ameaça de Craster de bater em Gilly, Sam, sem aguentar mais tanta baboseira, sai e vai atrás de Gilly. Só para chegar assim que nasce o garoto e da triste constatação de que é um menino. O olhar que os dois trocaram disse tudo. Já mostrou toda a cumplicidade entre os dois. John Bradley e Hannah Murray mandaram muito bem, e sem dizer nada. E, antes de chegar, para quem estava preocupado com a falta de Ghost ao lado de Jon, a série também já deu um jeito ao mostrar que o lobo vai embora, se afastando de Sam, certamente para ir atrás de seu dono. Isso já era bem previsível, eu já imaginava que fariam algo do tipo. Assim, eu penso que Ghost ficou com Sam enquanto ele mais precisava, e vai retornar a Jon justamente quando Jon mais precisa. De novo, acho muito legal essa ligação deles. Mostra que Sam realmente é um dos poucos em quem Jon pode confiar a vida.

Hot pie´s breadPartindo para a estalagem no meio do nada, mais uma despedida. Thoros de Myr se prepara para ir embora, junto com Arya e Gendry. Lá vem o Cão e mais bullying (esse episódio foi cheio! Smiley piscando): “você é muito feio, não quero te ver mais". HIHIHI. Arya, toda cheia de fazer marra, enfrenta Clegane, perguntando se ele se lembra da última vez que ele esteve ali, se referindo ao massacre de seu amiguinho filho do açougueiro, morto pelo Cão na primeira temporada. Claro que o Cão se lembra, mas finge que não. É aí que vem Hot Pie, com um pão com forma bem tosca de lobo, para se despedir de Arya e Gendry. Que cena mais fofa, minha gente! Adorei! O que já me deixa o coração apertadinho, imaginando como será a despedida de Arya e Gendry (prevejo lágrimas).

Theon WoPDe Sam passamos a Theon, ainda crucificado, mas recebendo a ajuda do “boy” que a gente sabe muito bem quem é. Raiva,muita raiva! E o pobre Theon, sem desconfiar de nada, ainda promete uma recompensa a este digníssimo FDP! Parte meu coração. E lá vai Theon, montado num cavalo branco, só para mais tarde ser “surpreendido” por um bando de homens mau-encarados. Entre aspas porque não tem nada de aleatório nesse encontro. Começa a caçada ao Theon, ameaça de estupro e mais sofrimento. Mas eis que na hora H, surge o Arqueiro Verde (ops, série errada) e o salva do perigo, ganhando ainda mais a confiança de Theon. Mais um show de Alfie Allen, e a quimica entre ele e Iwan Rheon é ótima. Precisa ser. E não se engane, isso é só parte do esporte. Se você ainda não entendeu, fique tranquilo que quando a hora chegar, eu explico melhor. Talvez nem todo mundo saiba, mas nestas cenas estamos testemunhando a construção de um personagem com perfeição.

Ramsay WoP

Em Dragonstone, Melisandre se prepara para deixar Stannis por um tempo, para desespero do que se acha o verdadeiro rei. Mais uma cena que eu chorei de rir. Stannis todo fogoso (Oi? Quem é você e o que fez com Stannis?), pedindo mais um filho à Mulher Vermelha (mentira, ele quer é sexo. Acabou gostando da brincadeira Smiley piscando) só para ouvir isso: “Seu fogo está se apagando, meu rei”. Tradução para quem não entendeu: você está broxa e vou atrás de um jovenzinho bem bonitinho e gostosinho para me satisfazer. Smiley de boca aberta. E mais nada. Mas valeu para ver a atuação impecável de Stephen Dillane e Carice van Houten. E, pode ter sido impressão minha, mas a perspectiva de ir atrás de carne nova parece ter dado uma rejuvenescida em Mel. Melhor que botox Smiley piscando.

Stannis   Mel WoP

Enquanto isso, em Astapor, Dany passei pelo famigerado Walk of Punishment, que dá nome ao episódio, tenta em vão dar água a um escravo e discute com Jorah e Barristan o seu futuro: será melhor ir embora ou comprar um exército? Pessoalmente, eu adorei quando Ser Barristan diz que Rhaegar levantou um exército de homens que o seguiam por acreditarem nele, e não porque ele os havia comprado. Não me entendam mal, eu adoro Ser Jorah, e entendo a situação de Dany e sei o papel que os Imaculados terão, mas acho que tem mais valor o que Ser Barristan disse. De todo o jeito, Dany volta a negociar e anuncia que quer comprar todos os Imaculados. Claro que o tal lá recusa, mas daí veio o melhor blefe da história de Westeros (can´t read my, can´t read my, no he can´t read my poker face…Me veio na cabeça na hora): eu te dou um dragão em troca. OK então. E Coelhinho da Páscoa e Papai Noel existem. E ainda pede Missandei de presente. D*I*V*A*. Maravilhosa! E voltando a falar como khaleesi, mantendo a autoridade e ameaçando Jorah e Ser Barristan caso eles contestem suas ações em público novamente. Essa é a Dany que a gente conhece e ama.

dany walk of punishment

E só falta falar do casal sensação da série: Jaime e Brienne. Eles começam numa floresta a caminho de lugar nenhum, ao som de The bear and the maiden fair, para variar discutindo e Jaime dando sábios conselhos em como ser estuprada sem muito trauma. Aí quem já está reclamando: aprendam a pegar as ironias! E este diálogo, onde Jaime fala para Brienne fechar os olhos e imaginar Renly foi um dos mais irônicos que eu já vi. É óbvio que os escritores não são a favor do estupro e essa fala não é a sério. Mas ela se encaixa na realidade enfrentada por Brienne. E mostra na verdade uma preocupação genuína de Jaime em relação a Brienne. E mais tarde, já à noite, quando este momento quase chega, e Jaime vem com aquela lorota das safiras, mais uma vez, mostra a preocupação genuína de Jaime. Perfeito. Mais uma vez, o olhar de Brienne agradecida depois de Jaime a salvar, disse tudo. Milhões de mensagens passaram entre os dois somente com o olhar, sem uma palavra. Ambos os atores, Nikolaj Coster-Wardau e Gwendoline Christie, mostram que está perfeitamente à vontade em seus respectivos papéis. Atuação mais uma vez impecável. E o ápice: a mão cortada de Jaime, recompensa por inventar lorota. E Noah Taylor, com Locke, que incorpora características de Vargo Hoat, também perfeito no papel.

Locke

Melhor episódio até agora, e dá para perceber que realmente os produtores estão dosando bem as emoções, aumentando gradativamente. Reservando tudo para o que está por vir. Antes de terminar, preciso comentar The Bear and the Maiden Fair. Adorei que este episódio acabou com ela, quebrando a tensão deixada pela amputação da mão de Jaime, e também adorei a música, bem debochada exatamente como no livro. Com uma batida moderna, mas quem sou eu para falar alguma coisa? Sempre atribuo as músicas mais improváveis aos livros, mas sempre por algum motivo (geralmente é porque e letra bate com alguma coisa).  Então, só nos resta esperar angustiados pelo próximo episódio, que só pelo nome, And now his watch is ended, já anuncia fortes emoções. E deixo vocês com a versão do Hold Steady de The Bear and the Maiden Fair.

Beijos e até o próximo post!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sepulcro – Trilogia Languedoc #2 – Kate Mosse

 

SepulcroEm Sepulcro, duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para a Herdade de Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. O rapaz corre risco de vida e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável.

Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao exclusivo Hotel Herdade de Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. Mas ela sabe que há mais: o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara.

As encruzilhadas que ligam Léonie e Meredith são o grande mistério de Sepulcro. Os antigos enigmas que as cercam - se desvendados - podem levar a um grande tesouro, de serenidade e crescimento pessoal.

Apesar de ser sequência de Labirinto, a história é na verdade independente. Alguns personagens reaparecem, mas não faz mal não ler na sequência. Só o que ela tem de comum com o livro anterior é a localização, na região e Languedoc, na França.A estrutura deste é semelhante: as histórias de duas mulheres se cruzam através do tempo. E a narrativa se divide entre 2007 e 1891.

Léonie Vernier, uma moça de 17 anos, fútil, avoada e infantil, mora com sua mãe, Marguerite, e seu irmão Anatole, em Paris em finais de século XIX. Ela é uma típica heroína romântica, lê muito e tem uma imaginação muito fértil. Mas não enxerga nada além de seu mundinho de rendas, vestidos e idas à Ópera. E ela permanece assim por quase o livro inteiro, só acorda e melhora um pouco no final. Após testemunhar o ataque dos opositores da Alemanha em Paris, justamente na Ópera (agora não lembro, mas acho que era de Wagner) e de outros acontecimentos, ela é convidada juntamente como irmão a passar um tempo na propriedade da família em Herdade do Cade, em companhia da tia. E é lá que sua vida vai mudar radicalmente

Anatole, irmão mais velho de Léonie, tem todo o jeito de homem da casa, já que sua mãe é viúva. É um jornalista falido, que enfrenta uma campanha de difamação que o obriga a se afastar de Paris por um tempo, não por acaso coincidindo com a viagem de sua irmã. Anatole aparenta ser o jovem equilibrado e seguro na frente de sua família, mas tem um segredo que o persegue. Consequência de seus atos, mas não posso revelar mais do que isso. Basta saber que sua vida está em risco por causa disso. Longe da família, Anatole se comporta de maneira paranoica e desconfiada. Também por vezes eu acho que ele tenta ser muito autoritário, e egoísta. E no fundo é tão superficial como Léonie.

Preciso também falar de Isolde, sua tia. Viúva jovem, refinada e reservada, é amável, mas sofre com uma saúde frágil. Não tem mais muita coisa sobre ela. Apesar de importante, ela é secundária, e aparece no livro somente pelo foco de outros personagens. Chama atenção em relação a ela que um personagem querido de Labirinto retorna como um de seus amigos, e fiel ajudante de Léonie: Audric Baillard.

Já em 2007, Meredith Martin viaja pela França a pretexto de uma pesquisa sobre Claude Debussy, cuja biografia escreve. Mas na verdade, ela vai atrás de suas raízes na região de Languedoc. Meredith é minuciosa e racional. Mas a leitura de um tarô a faz mudar algumas coisas, e a partir daí, sua busca será mais pessoal que nunca.

Em sua busca, Meredith encontra Hal, um jovem inglês que perdeu seu pai recentemente num acidente de carro muito estranho. Inconformado com a falta de interesse aparente da polícia, ele faz sua própria investigação, sem imaginar que sua vida pode ser posta em risco por causa disso. Mas Hal não sossegará enquanto não colocar todos os seus demônios para trás.

Completando os personagens principais em 2007, é bom chamar atenção para Julian, tio de Hal, e dono do hotel Herdade do Cade. Julian é ambicioso e obcecado por um baralho de tarô antigo, que tem ligação com Léonie e Anatole, e também com Meredith. E não irá parar por nada para conseguir o que quer. Inescrupuloso, ele sabe ser charmoso e encantar quando quer, mas sempre com um sorrisinho cínico e cheio de segundas intenções.

Como eu disse lá em cima, este livro também se divide em duas partes: em 1891 e 2007. Mas eu sinceramente prefiro a parte em 2007. Os personagens são mais profundos e, na minha opinião, mais bem construídos. A ação também é maior em 2007. Outra coisa que deixou um pouco a desejar foi Debussy. Quer dizer, ele foi o pretexto para a história se passar em 1891, e a desculpa encontrada por Meredith para ir à França, mas fora o fato de ser vizinho dos Vernier em Paris, nada mais se fala dele. Certo, um pouco da sua biografia, mas na verdade, me pareceu mais para encher linguiça. Ele não é fundamental para a história, que passaria muito bem sem ele como desculpa, e do meio do livro para a frente, sai por completo de cena, nem aparecendo nas pesquisas de Meredith mais. No geral, é um livro envolvente e de leitura boa, mas a autora não soube aproveitar o gancho de Debussy e nem desenvolveu um clima de mistério tão bem como em Labirinto, deixando muitas pontas soltas, que acho que não serão sanadas no último livro da trilogia, Citadel (que eu procurei no site da Suma das Letras, mas não achei, ou seja, nem sei se vai sair por aqui) parece ser também independente. Fora isso, eu recomendo.

Trilha sonora

The phantom of the Opera, aqui com Sarah Brightman e Michael Crawford, mas qualquer versão vale. Apesar de mencionar só uma vez, Clair de Lune e Nocturne, de Debussy e finalmente Crawling in the dark, do Hoobastank.

Se você gostou de Sepulcro, pode gostar também de:

  • Labirinto – Kate Mosse.

terça-feira, 9 de abril de 2013

GoT 03x2–Dark wings, dark words

 

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU OS LIVROS!

GoT 3

Bom, como sempre, não vou falar na ordem dos acontecimentos, mas conforme for me lembrando, OK?

Uma coisa que muita gente (quase todo mundo, really) estava esperando (e muitos caíram matando ano passado pela falta) foi os Reed. OK, OK, eles tinham que aparecer antes, mas, vem cá? Mudou alguma coisa na história? Winterfell ainda queimou, Bran e Rickon tiveram que fugir e eles se encontraram agora. Gente, entendam que se trata de uma adaptação, e que os produtores precisam fazer escolhas. Eles tem um orçamento para seguir, e Game of Thrones já é a série mais cara produzida pela HBO, e se fossem colocar todos os personagens, ia ser realmente “infilmável”.

Jon   Robb   Bran

Bom, desabafo à parte, Jojen não entra em cena logo. Primeiro vemos Bran em um de seus green dreams, andando pela floresta. E, caraca, como o Isaac cresceu! Eu tinha visto a cena da primeira temporada, com ele, Kit Harington e Richard Maddenlicious treinando com o arco no dia anterior, e ao ver a cena recriada aqui, seven hells, ele está quase do tamanho de Kit e Maddenlicious! Fiquei boquiaberta. E bem no final do sonho, aparece Jojen, com um sorrisinho metido…e Bran acorda. E como os lobos estão grandes também! Quando Ghost apareceu no primeiro episódio, não deu para ter uma ideia clara.

Bran   Jon   Robb

JojenAvança um pouquinho, e logo Jojen chega de verdade. E já deu para sacar o ar de última Bono de chocolate do garoto, não? Um pouco diferente do livro. Aqui ele é mais seguro de si, e eu acho que isso foi bom. Vamos convir que se o garoto tem os green dreams e sabe o que vai acontecer, ele pode se dar o direito de ser um pouquinho metido. E Thomas Brodie-Sangster (vish, nominho complicado) fez o papel muito bem. Levei um susto com a voz grave dele, mas gostei do resultado. E junto com ele, claro que vem Meera, na defensiva, como Osha. E já começa um climinha de rivalidade entre as duas. Sim, eu sei que no livro não é assim. Mas calma lá. Para nós, que lemos, faz todo o sentido que Meera, Jojen e Hodor fiquem com Bran enquanto Osha fica com Rickon. Mas vamos pensar em quem NÃO leu um minutinho. Chega lá na hora que eles tem que se separar, e daí que quem não leu vai ficar boiando querendo saber por quê. Eles tinham que criar um atrito para justificar a separação. E, pelo pouco que deu para ver de Meera, foi ótimo. Ellie Kendirck foi muito bem, mostrando que Meera sabe o que faz. A provocação de Osha, sobre ela ter que defender o irmão, foi bem colocada, uma pitadinha de humor, e como eu disse, serviu para mostrar a animosidade entre as duas. Gostei de como, igual à temporada passada, inventaram um transporte alternativo para Bran, porque Isaac não para de crescer. Só não ficou legal a declaração de bromance entre Jojen e Bran: eu fui atrás do mais importante: você. Menos, molecada, menos, já basta Stannis e Davos. Fala meio despropositada. E podia jurar que na hora que Jojen deixa Summer cheirar sua mão, o lobo ia levantar a perna e marcar o território Smiley de boca aberta.

Meera

Corta para Sam, ainda penando Além da Muralha, se arrastando e quase ficando para trás. Exatamente como no livro. Me partiu o coração ele falando para Edd (sniff, sniff) e Grenn que eles o abandonaram. E chama atenção Rast dizendo que não vai morrer por Sam,  (SPOILER) o que é exatamente o que acontece. Não sinto pena de Rast, principalmente porque eu tinha acabado de ver um episódio da primeira temporada em que Rast é especialmente ruim com Sam. Mas coloca as coisas em perspectiva. Inclusive com a declaração de Comandante Mormont proibindo Sam de morrer.

Jon 3x3Ainda Além da Muralha,mas agora com Snowy Goodness. E mais um cara que todo mundo estava ansioso para conhecer: Orell, que vai fazer as vezes de Varamyr também (de novo, contenção de gastos, people!). Achei bem legal ele warging, com o olho revirado e todo branco, como Storm. E eu não sei vocês, mas eu consegui ver as engrenagens rodando na cabeça de Jon quando explicam para ele o que é um warg, tipo: será que eu também sou um? Kit Harington fez bonito, assim como Mackenzie Crook (Orell) e Ciarán Hinds. E não podia deixar de ter um bullying básico de Ygritte: você não sabe o que é um warg? Como???? You know nothing, Jon Snow!!! Linda!

Orell

Mais ao sul, em Harrenhall, mais exatamente, Robb recebe a notícia da morte de seu avô. E aí, você que estava se contorcendo porque no livro ele não vai para Harrenhal (sério, não dava para adivinhar que isso ia acontecer?) descobre que eles deram um jeito de separar Robb e aquele verme Roose Bolton (morre logo, praga!), dizendo que enquanto ele vai para Riverrun, esta besta fica em Harrenhal. Pronto, problem solved. E também há a má notícia, da queda de Winterfell. Brilhante como na série eles fizeram direitinho, parecendo que Ramsay (você também, morre logo, praga! Já vou falar mais dele) chegou tarde e que viu Winterfell queimando. Nada do paradeiro de Bran e Rickon e o desespero de Catelyn (muito bem em cena, aliás. Falo mais dela daqui a pouco): nenhuma notícia de Theon? E corta para…

Theon 3x3Ai. AI! THEON! Daí você, Theon hater, vê que eu tinha razão em falar que ele não merecia o que vem por aí. E olha que na série, pelo menos por enquanto, deram uma amenizada na coisa. Ainda assim, cenas fortes. O grito dele, a corda apertando…doeu em mim. Alfie Allen, só para variar, dando show. E não convencendo ninguém naquela sala sobre os motivos de tomar Winterfell. O que faz todo o sentido, porque ele só começa mesmo a ter consciência de que é mais Stark que Greyjoy muito mais tarde. E não é que ali, bem quietinho, vemos Iwan Rheon (eita, outro nominho complicado. Não sei nem falar isso) como “boy”, mas nós que lemos o livro sabemos muito bem quem é. Não vou elaborar mais para não dar spoiler caso haja alguém aí que ainda não leu o quinto, mas adianto que vai dar muita, mas muita, raiva dele.

Voltando para Catelyn. Agora na estrada para Riverrun, lá está a outra praga Karstark buzinando no ouvido de Robb que ninguém gosta da Talisa, a vingança por seus filhos, mimimi. A mesma ladainha de sempre (de novo, morre logo,praga!). Robb nem aí, com jeito de cala a boca que ninguém te aguenta mais seu velho idiota, enquanto Talisa, meio desajeitada desmonta e senta perto de Catelyn, que está fazendo aquele enfeite para os deuses protegerem os filhos. Talisa, toda linda e solícita, se oferece para ajudar. Catelyn, delicada como um mamute, já dá uma patada na coitada. Ninguém pode acusar de Talisa de não tentar contentar a sogra, apesar de seu casamento ter sido uma tremenda irresponsabilidade. Bom, Catelyn tenta remediar explicando que só uma mãe pode fazer o tal negocinho. Talisa então pergunta se ela já havia feito algum uma vez, e a estrupícia diz que sim, duas vezes. Bom, uma vez a gente viu, enquanto Bran estava em coma. Mas daí vem a bomba: da outra vez, um dos meninos teve varíola, e quase morreu, etc, etc. Não sei vocês, mas daí eu já desconfiei o que ela ia falar, mas foi uma bomba do mesmo jeito: o garoto foi Jon Snowy Goodness. Dei um grito, assustando a minha pobre gata (ela sofre junto comigo quando assisto Smiley piscando). E depois ela choraminga que é sua culpa toda a tragédia que se abate sobre a sua família, por ela ter quebrado a promessa de que iria amar Jon como se fosse seu filho (prêmio mãe do ano para ela. Não me conformo como ela pode deixar seu filho pequeno e em coma para se meter no que não devia, e depois vem com essas). Bom, se isso te ajuda a dormir à noite, estrupícia. Sim, foi tudo culpa sua e da sua burrice, mas whatever works for you. Cena muito bem conduzida, tanto Oona Chaplin como Michelle Fairley muito bem. E eu sei que não está no livro, mas acho muito legal que tenham colocado o ponto de vista de Catelyn.

Cat prayer

Joffrey pradaVamos para King´s Landing e logo de cara já aparece Joffrey em seu momento de princesa, experimentando vestido, ops!, uma capa muito de “machu(cado)”. Na mesma sala está sua mommie dearest, Cersei, falando de política, e claro que o assunto Margaery vem à tona. Fica claro que apesar de toda a bajulação, Joffrey só se casa mesmo por obrigação (acho que ele nem é tão chegado assim, se vocês me entendem). Cersei perfeita fazendo a cabeça do filho, e Jack Gleeson,para variar, brilhando. E logo mais um show: Joffrey e Margaery. Lá está a besta sendo manipulada pela outra (hehe) quando chega Margaery toda linda e flutuante num vestido com um decote que era quase um abismo. E a besta nem sequer nota. Mas a garota não é boba, e manipula Joffrey direitinho, com o mesmo discurso que já havia utilizado com Renly: você é orei,pode fazer o que quiser. E daí, acrescentando motivos para ser o rei idiota e louco que todo mundo detesta, Joffrey declara que fará com que a homossexualidade seja crime. Mas a manipulação de Margaery dá certo e logo lá está ele ensinando a garota a usar a besta (a arma, não a humana). Chama a atenção o que Joffrey diz nessa hora. Quando pergunta se Joffrey acha que ela pode matar, Joffrey responde a Margaery: sim. (SPOILER) Ele nem sabe o quanto está certo. De novo, cena muito bem conduzida, e a química entre Jack Gleeson e Natalie Dormer é ótima.

Joff   Margaery 3x3

Ainda falando dela, uma cena que muita gente queria muito ver: o jantar de Sansa com a Rainha dos Espinhos. Uma palavra: MARAVILHOSA! Adorei a apresentação de Diana Rigg, que arrasou em cena, e apresentou a Rainha dos Espinhos perfeitamente. O mesmo senso de humor ácido e o jeito direto do livro. E Sophie Turner fantástica em cena, transmitindo habilmente todo o conflito da personagem: conta a verdade ou mente? E ela se atrapalhando, misturando as duas coisas foi sensacional. As três atrizes em cena brilharam. E pouco antes, Loras levando Sansa ao chá, mais uma ótima cena. Finn Jones totalmente no papel. Adorei a conversa dos dois, Sansa toda tolinha perguntado se ele se lembrava de dar a rosa vermelha para ela no Tornei da Mão, e ele: mas eu só tinha olhos para o Renly! Sensacional.

Queen of thorns

Antes de ir embora de King´s Landing, vale comentar a cena entre Shae e Tyrion. Peter Dinklage sempre magnífico e Sibel Kekilli linda como Shae. A cena entre eles, como sempre, fofa. (SPOILER) E chama a atenção para a introdução do motivo para a traição de Shae mais tarde. Já disse que gosto bem mais da Shae da série. Ele é mais profunda, e não é fútil como a do livro. E antes de você reclamar porque ela é diferente, vamos pensar um pouquinho em quem não leu os livros e não tem como saber que Shae é interesseira. Ela precisa de um motivo para trair o anão. E a atração de Tyrion por Sansa é um motivo tão bom quanto.(SPOILER) E ademais, o fato de ela realmente gostar dele na série só vai fazer com que a traição dela seja ainda maior, e vai dar muito mais raiva.

Enquanto isso, em algum lugar perdido de Westeros, Jaime e Brienne seguem em seu caminha até King´s Landing. E para variar, discutindo. No caso, sobre a sexualidade de Renly. Foi fofo Brienne defendendo Renly. E Jaime dizendo: não escolhemos quem amamos. Ele sabe disso melhor que ninguém. A química entre os dois é incrível também. Adoro como Nikolaj Coster-Wardau retrata Jaime. Perfeito. E Gwendoline Christie também encarna Brienne maravilhosamente. E o duelo dos dois no final? 10! Só para chegarem os malditos Bolton. Mas aí são cenas do próximo episódio Alegre.

Jaime   Brienne 3x3

E em algum outro lugar, Arya, Hot Pie e Gendry (suspiro) continuam seu caminho para lugar nenhum. Arya tomando o comando (já sabemos quem vai mandar em casa, certo?) e enfrentando todo mundo intempestivamente. Linda. Hot Pie sendo Hot Pie e Gendry meio que seguindo os passos de Arya. Mais uma vez, deu para notar que Maisie Williams deu uma espichada. E as interações entre ela e Joe Dempsie (agora nos créditos iniciais) são ótimas.(SPOILER) Fico com o coração apertadinho ao pensar que nessa temporada eles se separam. Anyways, de volta à cena. ela foi exatamente igual ao livro, com Anguy e Thoros chegando. Não deu para ver muito de Thoros, que é um personagem que eu estava muito ansiosa para ver. E acaba com eles encontrando o Cão, de novo, exatamente como no livro. Show de bola. Esperando muito ver Arya e o Cão.

Arya   Gendry   Hot Pie 3x3

O segundo episódio foi melhor que o primeiro, e passou muito rápido. Como eu disse antes, parece que eles estão dosando as emoções. E essa temporada promete muitas delas, então prepare seu coração que as coisas só tendem a esquentar.

domingo, 7 de abril de 2013

Selinho

 

Liebster award

A Nádia, do blog Palavra em Movimento, me indicou esse selinho já faz uns dias, mas só agora pude responder.

As regras são simples:

Escrever 11 coisas aleatórias sobre você
Responder as 11 perguntas da pessoa que te indicou
Criar 11 novas perguntas
Indicar 10 blogs

1. comecei a ler aos 5 anos, sozinha. Não me lembro da minha mãe ou meu pai me ensinando;

2. Até começar o blog, não era muito ligada em computador, e nem ligava todo dia (na verdade, nem tinha o meu próprio, usava do meu pai ou da minha irmã);

3. Gostei de todas as boys bands desde New Kids on the Block (entregando a idade) até Backstreet Boys (sim, o passado me condena);

4. Adoro doces. Sou uma formiguinha;

5. Meu desejo secreto é aprender a manejar um arco e flecha (culpa de Thomas de Hookton);

6. Além de inglês, falo um espanhol razoável e um nadinha de francês;

7. Gostaria muito de fazer uma tatuagem,mas morro de medo de agulha;

8. Boa parte do meu salário vai embora em livros;

9.  Adoro cantar e pago muito mico antando a plenos pulmões no carro;

10. Sei tocar violão, mas não treino, então sou ruim à beça;

11. Também sei fazer ponto cruz, e adoro, mas faz tempo que não faço.

Agora as perguntas da Nádia:

1. Cite um trecho de um livro que você goste muito.

“Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece. Faz muitos anos que meu pai me trouxe aqui pela primeira vez, este lugar já era velho. Quase tão velho quanto a própria cidade. Ninguém sabe ao certo desde quando existe ou quem o criou. Conto a você o que me contou meu pai. Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha suas portas, quando um livro se perde no esquecimento, nós, guardiãos, os que conhecemos este lugar, garantimos que ele venha para cá. Neste lugar, os livros que ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, viverão para sempre, esperando chegar algum dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja, nós os vendemos e compramos, mas na verdade os livros não têm dono. Cada livro que você vê aqui foi o melhor amigo de um homem. Agora só têm a nós, Daniel. Você acha que poderá guardar este segredo?”

Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento

2. Se você pudesse se mudar para dentro de algum livro, para qual seria? Por quê?

As Crônicas do Gelo e do Fogo, por causa do Jon, óbvio! Mas também queria ir pra Nárnia, Hogwarts e o Mundo de Tinta.

3. Se você tivesse uma máquina do tempo, para que época você iria? Por quê?

Idade Média. Ia queimar na fogueira da Inquisição, certeza,mas é minha época preferida.

4. Que música combina perfeitamente com um livro?

Xi, pergunta difícil! Depende do livro, várias. E como faço isso regularmente, não vou indicar nenhuma.

5. Qual foi o melhor livro que leu este ano?

Ah, uma facinha! Os Miseráveis.

6. Que escritor gostaria de conhecer? Por quê?

Três, na verdade. Bernard Cornwell e J. K. Rowling, para agradecer pelas infinitas de deleite. E George R. R. Martin, para agradecer e dar uns safanões: por quê? POR QUÊ???? E também pra dar um abraço bem apertado Alegre

7. Qual o seu personagem favorito de todos os tempos?

Vários. Jon Snow, das Crônicas do Gelo e do Fogo;Derfel Cadarn, das Crônicas de Artur; Morgana Le Fey, das Brumas de Avalon; Heitor, de O incêndio de Tróia; Jean Valjean e Marcus, de Os Miseráveis; Dorian Grey, de O retrato de Dorian Grey. gêmeos Weasley.

8. Qual o seu gênero literário preferido?

Romance e ficção histórica e fantasia.

9. Qual o critério usa para escolher seus livros?

Leio a sinopse e vejo a capa. Evito ler resenhas e opiniões antes para não ser influenciada. Gosto de formar minha própria opinião.

10. Qual o livro que você está mais ansioso para ler no momento?

Outra fácil: The Winds of Winter. Eu preciso ter certeza de que um certo alguém não morreu!

11. Que livro você não pretende ler de jeito nenhum?

Não diria que “de jeito nenhum”, mas não faço a mínima questão de ler 50 tons de cinza.

Agora as minhas perguntas (vou repetir algumas que a Nádia fez)

1. Que música combina com livros?

2. Cite uma passagem de um livro que você goste.

3. Que critérios usa para escolher os livros?

4. Que livro despertou a sua paixão por leitura?

5. Que livro ou livros está mais ansioso para ler no momento?

6. Já influenciou alguém a ler?

7. Que livro te faz chorar? Por quê?

8. Se pudesse entrar em algum livro, qual seria? Por quê?

9. Se pudesse encontrar seu personagem preferido na rua, o que diria?

10. Quais os seus hábitos de leitura? Tem alguma mania enquanto lê?

11. Prefere livro de papel ou e-book?

E os blogs indicados:

Apaixonada por Papel

Abrindo os livros...

Carissa Vieira

O Guardião da Muralha

O Guardião

Gato Feio

Sombra do Vento

Mantendo a Esperança

Coca-cola e cupcake

sexta-feira, 5 de abril de 2013

The Walking Dead

 

Como eu havia prometido, aqui está o post sobre a série. Altas emoções esta semana: estreia de Game of Thrones, season finale de TWD…E era exatamente isto que eu estava esperando para fazer este post. Como não falei da série antes, vou fazer diferente do que faço com Game of Thrones e comentar por episódio, mas vou falar de formam geral (talvez com mais destaque para o season finale).

TWD

Se eu não disse nas resenhas de Ascenção do Governador e O caminho para Woodbury, digo agora. O motivo por eu ter começado a ver só agora é que, confesso, eu não tinha gostado da primeira vez. Lá em 2010, quando começou, eu assisti um ou dois episódios e não me empolguei. Mas os amigos me falavam: assiste, é legal; começa chatinha, mas melhora, etc. e quando estreou na Band eu resolvi tentar de novo. E não é que viciei? Demorou um pouquinho, mas na metade da segunda temporada (ainda bem que elas são ainda mais curtas que Game of Thrones, pelo menos no começo), eu não conseguia parar de assistir. Não assisti tudo de uma vez porque eu trabalho, mas para vocês terem uma ideia: em coisa de 1 mês eu assisti todas as 3 temporadas e li os dois livros. E agora estou na espera da próxima temporada e do último livro da Trilogia do Governador.

Explicações dadas, vamos ao que interessa. Tudo começa com Rick acordando do coma no hospital, sem entender nada do apocalipse zumbi. E já de cara Andrew Lincoln dá show de interpretação. Apesar de eu não ter gostado muito do primeiro episódio da primeira vez, tenho que admitir que ele fez um trabalho belíssimo. Passou toda a angústia de acordar no meio odo apocalipse sem saber de nada do que aconteceu. Também gosto muito do personagem, que tenta de alguma forma manter a sanidade e um pouco de bom senso num mundo caótico e sem sentido. Sua devoção à família é exemplar, assim como a determinação que não o deixa desistir nunca. É interessante também ver como ele vai ficando mais duro no decorrer das temporadas, mas o bom senso prevalece sempre.

Rick   Carl

Sua esposa, em contrapartida, é teimosa (OK, Rick também, mas é diferente) e uma verdadeira manipuladora. É, deu pra sacar que eu não gosto da Lori, certo? Mas também reconheço que Sarah Wayne Callies é uma ótima atriz e eu quase chorei quando ela morreu. A cena, aliás, é muito carregada emocionalmente, e muito bem feita. E aqui destaco Chandler Riggs, o Carl. Esse garoto vai longe, é um ator excelente. Carol também é um personagem que eu gosto muito, mas a evolução ele está me dando medo. O que ele faz na season finale, seven hells! Quero só ver o que ele vai fazer na próxima temporada, porque o final dele nesta foi ninja.

Eu gostava bastante do Shane também, antes de ele perder todo o juízo. Vocês já sabem que eu adoro os personagens mais dementes, mas chegou uma hora que Shane estava enchendo a paciência já. Me surpreendeu o final dele. E Jon Bernthal muito bem no papel, principalmente depois que Rick se encontra com ele e começa a disputa entre os dois.

Já uma personagem que eu não gosto, nunca gostei, é Andrea. Pelo mesmo motivo que eu detesto Catelyn: burrice extrema. Especialmente em Woodbury. Que vontade de dar uns tabefes nela! Laurie Holden fez um ótimo trabalho, e confesso que ela não mereceu acabar daquele jeito (se burrice fosse motivo para matar alguém, mais da metade do mundo estava condenado Alegre). E também não gostava de Carol pelo mesmo motivo: burrice. e como ela era palerma, por falta de uma palavra melhor. Mas ela foi mudando e me conquistou aos poucos. Melissa McBride traz uma certa leveza á série, no jeito maternal e ao mesmo tempo durona de Carol. Eu poderia ainda falar de Glenn (ficou meio bobão na terceira temporada, com motivo, mas se tocou), Maggie e Beth, todos fofos. E Hershel. Outro que eu não gostava no começo, mas que me conquistou e é a voz da razão para Rick. e Michonne é muito diva, amo! Hands up para Danai Gurira, que faz o papel, e impressiona já nas primeira aparições, sem dizer uma palavra.

GovernadorDo outro lado, mas também fazendo o que acha que deve fazer no fim dos tempos, o tão temido Governador. Ele é aquele vilão que todo mundo adora odiar, e com certeza vai entrar para a história. David Morrisey faz o papel maravilhosamente bem. E, lendo os livros, ficam mais claras as motivações do personagem, ele ganha muito mais profundidade. Sim, ele me dá muita raiva, mas eu gosto do personagem (não disse que eu gosto dos dementes?). E também Merle, que me dá raiva por outro motivo: como uma pessoa que passou por tudo que ele passou pode ser tão babaca? Não evoluiu, ficou o mesmo que era quando começou: preconceituoso, pavio curto, e egoísta. Certo, ele meio que se redime no fim, mas ele teve o que mereceu. Calma aí, você que já está xingando até a minha terceira geração. MERLE teve o que mereceu, mais que isso no parágrafo abaixo.

DarylDeixei o melhor para o final. Daryl. Como não amar Daryl? Começou como uma versão mais nova de Merle, mas diferente do irmão, Daryl evolui bem, aprende que não pode continuar com os mesmo valores do começo. Daryl passa a ser o anjo da guarda do pessoal. No sentido literal mesmo, o protetor. Faz o que deve fazer para manter todo mundo a salvo. E, gente, como foi fofo ele procurando a Sophia (tadinho!) e depois tentando manter a salvo a filhinha do Rick? Sem contar que ele maneja um crossbow (em português vai ficar estranho Smiley mostrando a língua). OK, não é um arco de guerra, mas é the next best thing. Norman Reedus dá vida a Daryl com perfeição. E, retomando o que eu falei ali em cima, se Merle mereceu o que aconteceu com ele, Daryl não mereceu isso (sacou?). E Norman Reedus deu show nessa cena.

Rick   daryl

A série capricha também na caracterização. Os zumbis são muito nojentos. Aquela parte na primeira temporada, em que Rick e Glenn se melecam todos em gosma de zumbi é nojenta, me revirou o estômago (o que não é fácil), mas reconheço que foi genial. Os cenários também são perfeitos, e em geral dão mesmo o ar de abandono. OK, peca pelas pernas perfeitamente depiladas e as sobrancelhas perfeitas das mulheres (pra não dizer Andrea no final, com a pedicure em dia), mas vamos falar sério: isso é o de menos e depois ia ficar muito, mas muito esquisito se fosse diferente, não?

Zumbi

Só para finalizar, o que eu achei da season finale: poderia ser melhor. Mas eu gostei, deixou bons ganchinhos para a próxima temporada. Fiquei com medo quando vi que 27 pessoas iam morrer. Primeira coisa que pensei: baixou o espírito de George R. R. Martin nos caras! Mas não foi todo o terror que eu esperava e agora só me resta esperar pelo retorno.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

GoT 3x01 – Valar Dohaeris

 

ATENÇÃO! SPOILERS DOS LIVROS CASO VOCÊ NÃO TENHA LIDO!

GoT 3

Finalmente a espera acabou! Que saudade de escrever sobre os episódios!

Este episódio retoma a série exatamente onde acabou a segunda temporada. Sam, perdido além da Muralha e se defrontando com um exército de milhares de white walkers. Eu fiquei mesmo imaginando como iam fazer isso na série, porque foi um pouco diferente do livro. No livro, ele fica para trás, mas não abandonado como aconteceu, sozinho. E confesso que fiquei com o coração na mão. A coitada da minha gata se assustou com os gritinhos que eu dei (e, com certeza, me julgou como ser inferior por causa disso. Como eu ouso perturbar o descanso dela? Smiley piscando). Na hora que o gorduchinho chega perto do irmão caído eu gelei. Sam sozinho, encarando um dos walkers…e daí GHOST! SEU LINDO! Quero você para mim! Acho muito legal a série explorar essa ligação do Sam como Ghost. Já cansei de falar que um dos poucos que Jon pode confiar com a vida é justamente Sam, e que acho que ele vai ter um papel muito importante no futuro.

Sam   Mormont

E junto com Sam, vem logo Comandante Mormont. Me deu um aperto no coação, lembrando que…deixa pra lá, falo mais pra frente. Mas o Comandante não está nada feliz, e vai logo dando uma bronca em Sam porque ele não mandou os corvos. Poxa, dá um desconto pro coitado! Depois do susto que ele passou! OK, Comandante Mormont também passou pela mesma situação, e já anuncia que eles tem que voltar pra Muralha. Mas faltou Sam matar um dos walkers, para virar Sam, o Matador.

Corta para a abertura, com a adição de Dragonstone e Astapor. E mais alguém aí quase chorou ao ver Winterfell toda queimada, ainda soltando fumaça? Não prestei muita atenção, mas me pareceu também que há mais nomes na abertura. Preciso rever para confirmar.

Jon walk of shame

Depois da abertura continuamos Além da Muralha, mas agora com os selvagens e Jon Snowy Goodness. Cara, fala sério, eu morri de rir com a cara dele ao ver o primeiro gigante! Kit Harington mandou bem pra burro nessa! E Ygritte tirando uma com a cara dele também foi sensacional. Amo a Ygritte, gente, vocês não fazem ideia (vou amar ainda mais no quinto episódio, Kissed by fire, mas esperem até lá pra descobrir – hehe). E falando em gigantes, o trabalho de efeitos especiais foi muito bom. E lá vai Ygritte levando Jon pra conhecer o Rei Além da Muralha. Ah! Esqueci de comentar o bullying por causa da roupa de Jon. Sacada genial da série, com a molecada bullynando! Morri! Isso porque a Ygritte tinha dito que era um caminho fácil…HAHAHA! Rose Leslie arrebentando na interpretação. E o timing cômico de Kit Harington foi sensacional. E tem gente que diz que ele não sabe atuar (não é só no exagero que se nota. A sutileza é bem mais difícil e muitas vezes passa despercebida).

TormundJá na cabana de Mance, primeiro a gente dá de cara com Tormund Giantsbane. E esse cara é muito figura, mesmo sem estar caracterizado. Anyways, o cara está lá, posando como rei,e claro que Jon o toma como tal, exatamente como no livro. E quem aí rachou o bico com ele se ajoelhando e dizendo “Your Grace” levanta a mão! o/ Morri de rir, assustando mais uma vez a minha gata. Mas, depois dessa palhaçada toda, Mance sai do canto e se apresenta direito. E claro que só a visão de Ciarán Hinds como Mance já impõe respeito. O que mais se esperar de César e Aberforth Dumbledore? Ciarán Hinds já aparece muito bem no papel, inspirando ao mesmo tempo lealdade e medo. Aliás, todo esse núcleo está perfeito. Mal posso esperar pra ver mais dessa galera. Antes que eu esqueça: achei (na verdade, quem me chamou atenção para isso foi a minha amiga Fernanda. Thanks, honey!) bem legal o que Jon diz para justificar querer se juntar a Mance Rayder: “eu quero me juntar ao lado que luta pelos vivos”. Faz mais sentido do que no livro, quando ele fala que quer sair da Patrulha por ser bastardo (desde quando isso é problema na Muralha?)

Jon fight for the living

Cortando para Danaerys (eu não tenho certeza se foi essa a sequência, mas vou comentando conforme me lembrar das coisas). Que coisa mais linda Drogon voando! Me emocionei! E mais uma vez tiro o chapéu para a equipe de efeitos especiais e CGI. Os dragões parecem reais, e a sombra de Drogon na água ficou linda também. Muito blockbuster não tem efeitos assim. Digno de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Harry Potter. Outra coisa interessante foi observar Dany admirando a bela vista de Astapor ao longe, se maravilhado com o voo de seus dragões, e enquanto isso no navio, os poucos membros de seu khalasar vomitando as tripas. Achei bem realista e um cuidado da série. Afinal, era de se esperar que um povo que tem medo do mar (água que cavalo não bebe, veneno) reagiria dessa forma.

Dany   Drogon

Chamo a atenção para um comentário que um leitor do Drunkwookieblog, chamado Leandro fez neste post justamente sobre a Dany e Ser Jorah Mormont, num daqueles que pode ser um spoiler da série (vamos lembrar que Dan e David já sabem como vai terminar) para o livro. Ele diz que os dothraki só seguem os que tem força suficiente para liderá-los (Leandro,não sei se você vai ler isto, mas agradeço do mesmo jeito). Para quem leu todos os livros, lembrem-se do que acontece no quinto.

Chegando em Astapor, Dany vai atrás dos Imaculados para formar seu exército. Na negociação, já dei outro gritinho: MISSANDEI, LINDA! E Nathalie Emmanuel muito bem na interpretação. Perfeita ao temer o que dizer a Dany dentre todos os insultos que seu dono faz. E Emilia Clarke, linda, também fantástica posando como se não entendesse uma palavra do que o cara dizia e na verdade entendendo tudo. Isso é óbvio para quem leu o livro, porque a gente sabe que ela fala a  língua do cara, mas para quem só vê a série poderia passar embrancas nuvens, e eles conseguiram transmitir isso. E que aflição o cara tirando o mamilo daquele Imaculado, seven hells! E a gente comprova aqui que não é só com o elenco principal que os produtores são cuidadosos. Os extras também perfeitamente treinados aqui.

Unsullied

Conversa vai,conversa vem, Dany sai andando para pensar no que fazer, e ao mesmo tempo ainda mais desgostosa com o que ela aprende sobre o treinamento dos Imaculados. E na série deixaram justamente a parte mais chocante, de que eles tem que matar um bebê na frente da mãe, para ser mencionado. Nem falaram dos cãezinhos (que pra mim é tão abjeto quanto). A ira de Dany vai aumentando, mas se ameniza quando ela vê uma menininha querendo brincar com ela. Fofinho, ultra meigo, mas aí um vulto encapuzado aparece seguindo seus passos. Não sei vocês, mas daí eu já saquei o que ia acontecer: o atentado à vida de Dany. E, de novo, tirando o chapéu para a equipe de CGI, que deu vida àquele bicho esquisito que GRRM imaginou e que eu não consegui visualizar quando li.

Ser Barristan whitebeardE eis que o vulto encapuzado se revela: Ser Barristan, seu lindo! Mais um susto na minha gata com o gritinho. Adorei. foi lindo ele chegando e se apresentando. Mas eu faria diferente, e deixaria fiel ao livro, com ele se apresentando como Whitebeard (deixaram como Barbabranca?). Vamos pensar um instante: quais as chances de Dany perdoar o cavaleiro depois de ele ter permanecido fiel a Robert Baratheon? Quase nulas, mesmo que ele tenha salvado sua vida. E ainda tem que enfrentar a desconfiança de Ser Jorah, que já ficou evidente aqui. Mas tudo bem,não é isso que vai mudar o rumo da história.

Robb HarrenhallCortando para Harrenhall. Robb chega com aquele traidor dos infernos Roose Bolton (morre logo, desgraça!) e se depara com o massacre no lugar. Daí mais uma coisa pra me deixar babando por Robb ainda mais (ai!): ele manda prender a mãe. Bem feito, Catelyn estrupícia! Confesso que adoro quando Robb dá essas patadas na mãe. E logo vem Talisa colocando um pouco de juízo na cabeça dura do maridão: ela é sua mãe! Mas claro que ele tem que manter a prisão, já que ele fez isso na verdade na segunda temporada e não pode voltar atrás. E examinando os mortos, quem eles encontram? Qyburn. Meu coração parou. Por quê, Robb, por quê? Mas claro que honrado como Robb é, principalmente depois de conhecer Talisa, não vai se negar a dar atendimento a essa praga. E foi só isso mesmo.

DavosE no meio do nada, exatamente como no livro, lá está Davos. E sendo salvo por Saladhor Saan. E sorte a dele, porque se fosse outro a chegar e ouvir a declaração de que ele segue o único rei verdadeiro de Westertos, Stannis (sério, menos como bromance). Anyways, Davos é salvo e pede logo pra Stannis (cara, essa relação co-dependente não vai levar a nada, Davos! Move on!). O pirata o aconselha a deixar pra lá, voltar para casa,e fala que Stannis passa mais tempo com a Mulher Vermelha e não fala com mais ninguém. Mas Davos ouve? Claro que não! Lá vai ele para Dragonstone, só para ser recebido com indiferença e ir parar na prisão (não falei que o bromance não ia levar a nada? Smiley piscando). Show de interpretação de Liam Cunnigham, Stephen Dillane e Carice Von Holten.

Mel   davos

Finalmente em King´s Landing, Tyrion sofre as consequências de não ser mais a Mão. Mas chegamos lá através de Bronn, curtindo um pouco no bordel (provavelmente de Mindinho). E quase lá, vem Pod (o goroto tem coragem. Imagina interroper Bronn nessa hora?) chamando a mando de Tyrion. Corta para o cafofo que é agora o quarto do anão, onde ele recebe a visita de sua irmã querida. Nem preciso dizer que vem show por aí, não? Sempre que junta Peter Dinklage e Lena Headey é de babar. E Cersei muito diva saindo do quarto, em meio a Bronn brigando com os guardas dela (acho que Ser Mandon) e ela nem aí, passa como se estivesse na passarela. E Tyrion choramingas por não receber a visita do pai, enquanto Cersei só quer se certificar de que o anão não vai dedurá-la para pap´s.

Tywin

E falando nele, vamos logo para a cena que pode dar a Tywin o prêmio de pai do ano (a concorrência é dura. Nos outros cantos temos Balon Greyjoy e Randyll Tarly, o papi de Sam). Aqui eu destaco algo que me chamou a atenção (Leandro, aka Drunkwookie, lembrei de você e do post sobre Tyrion. Para saber mais, leia aqui - O que esperar de Os ventos do Inverno? - parte IV): eu não posso provar que você não é meu filho. Isso quando Tyrion vai fazer aquele pedido absurdo de ficar com Casterly Rock (tudo bem, eu adoro o Tyrion, mas fala sério! Viajou! E isso está no livro. Leandro, fiquei pensando na sua teoria. Será que Tywin desconfia de algo? Não vou elaborar mais por causa de spoilers). Aí você vê uma cena dessas (fora todas as outras) de Charles Dance, morrer de medo e depois vê essa entrevista dele que o Game of Thrones BR publicou (sério, rachei de rir). Não tem outra palavra: SEN-SA-CIO-NAL!

Ainda em King´s Landing,mas agora o foco é Sansa, que está toda linda e feliz brincando com Shae observando os navios. E quem chega para interromper a diversão? Mindinho, exatamente como fez no final da segunda temporada. Chamou atenção o diálogo de Shae e Ros (totalmente vestida, milagre!) virando BFF´s. Sinceramente que gosto bem mais da Shae da série. Ela é mais complexa que no livro. A do livro é muito superficial e interesseira (guardem isso, vou retomar mais tarde – não sei quanto. Não quero dar spoilers prematuros, caso você não tenha lido os livros ou meus outros posts).

Margaery orfanato

E finalmente, mas não menos digno de nota, Joffrey e Margaery. Eles aparecem nas liteiras, retornando à Fortaleza Vermelha do septo, quando de repente Margaery manda parar a sua liteira em Flea Bottom (não lembro como está em português). Imediatamente Joffrey se borrando de medo, fechando as cortininhas, sem dúvida se lembrando de ser embostado antes. E, sem dizer uma palavra, Jack Gleeson dá show. Sensacional a cara dele. Enquanto ele fica tremendo na liteira, lá vai Margaery no melhor estilo político em campanha, beijando criança catarrenta e sorrindo, entra num orfanato se fazendo de santa e ganhando a confiança do povo. Nem se incomodou (cof, cof!) em passar com o vestido lindo e flutuante numa poça recém jogada de dejetos do dia anterior: “Eu tenho outros vestidos”. Muito diva. E depois de fazer seu marketing social, Margaery vai jantar com Cersei e Joffrey junto com Loras. Rachei dela tirando uma com Loras e alfinetando Cersei ao mesmo tempo: “O vestido da rainha não é lindo, Loras?” Sim, ele provavelmente entende do babado. Finn Jones muito bem em cena também. E já começa a rivalidade entre as duas, e prevejo cenas parecidas com as que vimos ano passado com Cersei e sansa, simplesmente fantásticas. Também digno de nota Joffrey tentando diminuir o conflito anterior, quando Myrcella foi enviada a Dorne, para parecer mais “machu(cado)” na frente de Margaery. Natalie Dormer encarnando Margaery perfeitamente e mostrando que foi uma boa escolha, apesar de, na minha opinião, ser um pouco velha para o papel.

O episódio pode ser dividido em duas partes bem distintas: o começo foi bem emocionante e cheio de ação. A segunda metade foi mais paradinha, cheia de diálogos carregados e intrigas. Dito isto, eu gostei bastante, mas acho que poderia ter sido melhor. E não me entendam mal, foi bom, muito bom. Mas acho que é bom dosar a emoção. Afinal, muita coisa ainda nos aguarda nesta temporada. Só nos resta nos prepararmos (ai, acho que nunca vou estar preparada para…deixa pra lá, depois eu falo).

Beijos e até o próximo post!