quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Cura Mortal – Maze Runner #3 – James Dashner

 

Death CurePor trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU A SÉRIE!

Após passar pelo Scorch, e ainda ter a decepção da traição de Teresa e Aris, Thomas começa esse trancado num quarto estofado, branco, e sem nada exceto uma cama. Se você pensou em manicômio, não está muito enganado. É quase isso mesmo. Como Thomas meio que surta e ataca um dos funcionários da WICKED (CRUEL, sério? OK, a tradução não está mal, mas acontece que WICKED é uma sigla pra World In Catastrophe: Killzone Experiment Department. Como fizeram isso em português?) porque descobre que tudo que Teresa fez, inclusive o beijo que ela lhe deu, foi programado pela organização. Ou seja, será que em algum momento ela falou a verdade? Ela jura que só fez porque se não traísse Thomas e os outros Gladers, Thomas  morreria, mas Thomas não acredita. OK, eu entendo o lado dele, e ele não está lendo o livro, não sabe que realmente foi isso mesmo.

E isso tudo deixa Thomas mais revoltado, desconfiado e mais determinado que nunca a destruir a WICKED. Ele passa bem umas duas ou três semanas isolado no quarto por ser “agressivo”, mas depois acabam deixando ela sair. E com a promessa de ter todas as suas memórias restauradas. A proposta é boa, eles (leia-se o Rat Man, depois eu falo dele) prometem que não haverá mais testes, e eles podem viver livres para sempre. Só que Thomas passou por muitas coisas, desvendou muitas mentiras deles para acreditar, e acaba se recusando a restaurar suas memórias, com nojo de si mesmo e medo de lembrar o que fez enquanto trabalhava para a WICKED. Thomas está mais sério, e já não tem tanto medo de enfrentar a WICKED. E ele tem mais um motivo para odiar a organização: (SPOILER) Newt, seu melhor amigo, é infectado pelo vírus da Flare (fulgor, really? Kill. Me. Now.), e pode perder sua sanidade a qualquer momento. Desculpe por este spoiler, mas foi necessário, você já vai entender.

Newt também acaba se recusando a ter suas memórias restauradas. E ao saber que está infectado pelo vírus, ele acaba se conformando. Ou melhor, aceitando, porque na verdade ele está mesmo é revoltado. Só que ele sabe que não adianta ele mostrar revolta assim, tem que fazer as coisas da forma certa, no momento certo. Ele não pode simplesmente sair por aí atirando e atacando os membros da WICKED. E ele ainda tem plena consciência de que seu estado é irreversível. E no caso dele, o processo está muito acelerado, não se explica porquê. Eu especulo que é por causa do que ele passou no Labirinto e no Scorch.

E Minho também não quer suas memórias restauradas. Minho também está mais revoltado com a situação, mas não perde o senso de humor sarcástico, que até contagia Thomas. E Minho também sabe que é preciso preparar as coisas para fugir, mas ele é mais impaciente que Thomas. E acaba dividindo a liderança com Thomas. Minho também é mais racional que Thomas, não deixa seu lado emocional levar a melhor, e sabe que às vezes tem que tomar decisões difíceis para um bem maior. O que não quer dizer que ele não sofra com isso.

Teresa por outro lado, junto com outros Gladers e também com as meninas do outro Labirinto, teve suas memórias restauradas, e precisa a todo momento provar a Thomas que nunca o abandonou e sempre esteve a seu lado. E isso não é uma tarefa fácil, devido ao tamanho de sua traição. Curioso (mas nem tanto) é que Thomas logo perdoa Aris pela participação na traição, mas não consegue perdoar Teresa. Óbvio, doeu bem mais vindo dela. E ela também sofre por isso, claro. Afinal, ela também foi um peão nas mãos do Rat Man. Mas ela acaba tendo suas convicções quebradas quando percebe que as promessas da WICKED são vazias. E daí ela luta com toda a força contra a instituição. Ela tenta desesperadamente se aproximar de Thomas, que mesmo com toda a resistência, não deixa de pensar nela. Só que há outro obstáculo aí.

Estou falando de Brenda. Ela se aproxima ainda mais de Thomas, e a química entre os dois vai crescendo. Ela não deixa de dar indiretas para Thomas, mas este ainda está muito ligado a Teresa para fazer alguma coisa. Não que ele seja indiferente, também não disse isso. E agora que descobriu que Brenda também trabalha para a WICKED (na verdade, não exatamente, foi um questão de sobrevivência), mas que ela odeia a instituição, e quer desbaratar os caras, Thomas confia plenamente nela. E em Jorge, que descobre-se também que trabalha na WICKED, mas está descontente.

E o Rat Man?, vocês devem estar se perguntando. Não me esqueci dele não. Ele já tinha aparecido brevemente no segundo, quando fala para os Gladers sobre a prova no Scorch. Ele na  verdade se chama Janson, e acredita piamente nas provas e na busca da cura. E ele é capaz de tudo para isso. Tudo mesmo. Sua crença chega a ser fanatismo, e ele é um inimigo implacável.

Há outros personagens novos também, e outros retornam, mas não vou falar nada para não dar mais spoilers. Muitas surpresas esperam neste livro, que também é cheio de reviravoltas, e mais segredos são revelados. Algumas coisas são previsíveis, mas no geral o livro se desenrola de forma imprevisível. Coisas que eu achava que iam ocorrer de certa forma acontecem de outra, e outras eu já meio que saquei que fossem ocorrer, mas nada disso estraga o livro. A narrativa em terceira pessoa é envolvente, e este é com certeza o melhor dos três, e acaba com uma revelação surpreendente. Seria um cliff hanger para um próximo? Não sei, me pareceu que a história acabou. Só o que saiu foi uma prequel, que eu já estou lendo. Então, eu reforço, se você começou mas não se empolgou pelo primeiro, persista, porque o autor guardou o melhor para o final.

Trilha Sonora

Novamente Chasm, do Flyleaf combina com a história. Também Unknown, do Lifehouse, How to save a life (como eu não pensei nela antes?), She is e You found me, todas do The Fray e finalizando Everybody wants to rule the world, da Lorde.

Se você gostou de A Cura Mortal, pode gostar também de:

  • Jogos Vorazes – Suzanne Collins;
  • Divergente – Veronica Roth.

21 comentários:

Nadia Viana disse...

Oi, Fê.
Bom saber que a série melhora. Talvez eu dê uma chance. :)

Beijos.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Na!

Dê sim, que vale a pena. O melhor é o último, de longe.

Beijos!

Anônimo disse...

Oi amo seus resumos, mas pode começar a dar mais spoilers, eu não ligo, fica até melhor kkkkk
bjs

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Olá!

Eu prefiro evitar spoilers, porque apesar de ter gente como você, que não liga, tem também muita gente que se incomoda.
Obrigada pelo comentário, mas da próxima vez, deixe seu nome.

Beijo!

Fernanda

Anderson Solimões disse...

Adorei os seus resumos. Assisti apenas o filme e minha cabeça quase explode com tantas dúvidas. Espero que essa série tenha um final melhor do que LOST.Sucesso!!
Ass: Anderson Solimões

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi Anderson!

Acho que para quem não leu o livro, o filme deve deixar mesmo muitas dúvidas. Foi o comentário que eu ouvi. Por outro lado, se você for ler o livro agora, vai ficar mais fácil. E o final é melhor que de LOST, sim, fica tranquilo! :D

Beijo!

Ana Caroline disse...

Olá Fernanda, tudo bem?
Bem, venho por meio desse comentário fazer uma crítica (lembrando aqui que o esse conceito não é totalmente negativo), porém, com a sua escrita há algumas observações que eu gostaria de fazer.
Também sou estudando de Letras, aliás, já terminei minha graduação e estou pensando em uma especialização, e com a sua escrita, fiquei confusa com o gênero textual que você propõem (é uma resumo ou uma resenha?), pois no meu conceito para escrever resumos, as observações pessoais não devem ser levadas a escrita, e com isso, como pude observar, tira totalmente o foco do seu texto e também nas quebras entre as oração, mesmo fazendo uso de parenteses para encaixa-las.
Também há bastante observações de sua parte em relação a tradução dos nomes que são tratados nos livros, como o CRUEL. Com as traduções para Best Sellers da língua inglesa para o Português, saiba que há realmente muitas divergências de que a diferença de uma língua para outra devem ser adotadas (assim como em relação ao marketing em relação ao filme também sofre influências com essa parte de tradução), por isso que os comentários como fã são desconexos com o texto e assim também com a própria produção e trabalho de tradução.
Bem, acredito que seja isso que vim escrever, caso sinta ofendida peço desculpas, mas assim como eu, sofri várias críticas no meu processo de aprendizagem da escrita (sim, tive que começar a aprender do zero - se isso for possível), mas como estudantes de Letras, sempre sofreremos de críticas, e isso não deve ser levado negativamente, mas sim para a melhora dos nossos trabalhos.
Desejo a você bons estudos e uma ótima carreira pela frente.

Ana Caroline.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Olá Ana Caroline,

Olha, eu aceito seu comentário, mas meu objetivo não é ser acadêmica, e por isso procuro escrever da maneira mais informal possível, acompanhando meu fluxo de pensamento, como se estivesse numa conversa com meus amigos (daí tantos comentários entre parênteses, são o que eu penso) e me distanciando da linguagem formal e jornalística. Entendo sua dúvida, na faculdade (que eu tranquei, aliás) cada professor pedia uma resenha de um jeito diferente, mas pelo que eu sei, na resenha você dá a sinopse do livro, e depois dá sua opinião. Quanto ao questionamento das traduções, muitas vezes estou sim criticando as traduções brasileiras, que estão sim cheias de absurdos, infelizmente. E como professora de inglês, e lendo no original, vejo o quanto se perde nas traduções. mas neste caso especificamente, é pura curiosidade mesmo. E mais uma coisa: mantenho o blog por diversão, não por trabalho.

Fernanda

Vagner Fonseca disse...

Cara Ana Carolina,

Devido ao alto grau de egocentrite aguda e pseudo intelectualidade, aliada a sua vêemente necessidade de reconhecimento e de preenchimento de seu vazio gerado por sua criação, suas palavras supostamente inocentes mas puramente mal intencionadas não serão levadas em consideração no seu julgamento.

Espero que seu ânus para de ter inveja de seu cérebro, que por via de regra todo ser humano possui presumindo você ser uma, pelo tanto de excrementos que ele está produzindo. Sua arrogância mal disfarçada de "crítica construtiva" denota claramente que você estudou porém realmente não aprendeu nada, pois se não soube diferenciar um blog pessoal de um site de resenhas é porque: não entendeu com funciona a internet ou não sabe como funciona o idioma e seus verdadeiros donos: seus falantes. Afinal os acadêmicos são meros reguladores que tentam prender em seus dogmas o que o povo faz com sua língua.

Grato pelo tempo da Fernanda em publicar.

PS: Falta de fuder direito faz pessoas como você fazerem o que faz.
PS: Já tomou no cú hoje?

Raquel Holmes disse...

Fernanda, tuas resenhas são sempre ótimas! Se quero saber uma boa opinião sobre um livro, já sei que posso contar contigo pra decidir se compro ou não.

Ah! E adoro teu jeito de escrever. ;)

Sandra Fliess disse...

Oi, Fernanda! Escrever sobre os livros que lemos é uma maneira muito gostosa de partilhá-los com os outros. De fazê-los chegar a mais pessoas que ainda não os conhecem e trocar ideias com quem já é leitor assíduo da obra, daquele autor. Isso é prazeroso! Interagir por meio da leitura e da escrita é algo enriquecedor para qualquer um (graduado ou não em Letras). Por falar nisso, pseudo-intelectualidade é uma via extremamente perigosa hoje em dia e são tantos os que estão indo por ela: donos da verdade, capazes de julgar o que é literatura ou não; discursos repletos de termos críticos e analíticos. Deixemos isso para as salas de aula, para o momento oportuno e a que se interessar. Aqui é um espaço bacana, criado por uma pessoa mais bacana ainda: VOCÊ! :D Aproveitemos, então!
Beijinhos :*
Parabéns pelo blog.

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Obrigada, gente! *_*

Beijo!

Anônimo disse...

Oi Fernanda... então eu estou lendo a Cura Mortal e realmente acho que o.livro está muito bom e sua resenha está ótima mas que tal usar as palavras da tradução? Tipo Experimentos do Deserto... demorei pra entender principalmente isso mas sério... ficou muito bom, parabéns

Fernanda Cristina Vinhas Reis disse...

Oi!

Não sei seu nome, mas a razão para eu colocar os nomes no original em inglês é bem simples: ei li em inglês, e na maioria das vezes eu simplesmente não sei em português. Várias eu descobri só depois de ver o filme.

Fernanda

Débora Natacha disse...

Oi eu conheço a série mas nunca ouvi falar do filme a cura mortal já existe?

Débora Natacha disse...

Oi fernanda, eu conheço a série mas nunca soube que já existia o filme the death cure. Você pode me dizer onde posso encontrar-lo?

Barbara Antunes disse...

Oi adorei o resumo so uma pergunta o thomas fica com a teresa no final
Eu realmente preciso sabe

LeehVlogs disse...

Mds.... Agr eu choro Newt (Meu ator preferido e mais fofinho e claro *-*) Esta infectado ;-; sera que ele vai morrer?

Anônimo disse...

ja que em maze runner prova de fogo a tereza trai eles e minho e capturado achei que o proximo ia ser paia mas vi que vai ser e mais louco ainda mau espero pelo maze ruuner 3 a cura mortal

Maurício disse...

Que idiota, vai fazer um pouco de sexo sua desocupada

Maurício disse...

Ninguém perguntou se Vc é estudante de letras, vai fazer um pouco de sexo sua inútil