Em sua estreia na literatura, Conn Iggulden captura a essência de uma terra, um povo, uma lenda. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA traz à vida uma das mais fascinantes eras da história da humanidade. Neste impressionante romance histórico, Iggulden é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Primeiro título da trilogia O imperador, sobre a vida de Júlio César e livro que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias Crônicas de Arthur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito. O mais lendário de todos os monarcas, figura dominante dos últimos anos da república romana, Júlio César ascendeu de chefe político a chefe militar, e de chefe militar a ditador. Para contar essa história, o inglês Iggulden acompanha a trajetória de dois jovens, criados como irmãos, embora um deles seja ilegítimo, no colapso da república e ascensão de Julio César. Na luxuriante península italiana, um novo império está tomando forma. Em seu coração, a cidade de Roma, um lugar de glória e decadência, beleza e sangue derramado. As aventuras e desventuras de Gaius e Marcus até a vida adulta, seus sonhos de batalhas, fama e glória a serviço do poderoso império funcionam como um microcosmos da Antiga Roma. Um é filho de um poderoso senador, nascido num ambiente de grande privilégio e ambição. Um menino ao qual muito se dá e muito se espera em retorno. O outro é seu irmão adotivo, um bastardo de grande força e esperteza, cujo amor pela família adotiva e principalmente pelo irmão, será a força motriz de toda sua vida. Conforme os caminhos dos dois se separam e o desejo por uma bela escrava se interpõe entre os dois, Gaius e Marcus conhecerão amor, perda e violência. E a terra que tanto amam perde a inocência e mergulha num conflito civil que colocará romano contra romano. E a amizade entre os dois em xeque. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA mistura história e aventura, e mescla uma incrível miríade de cenários: os campos sangrentos de batalha em contraste com a opulência da maior cidade de todos os tempos.
Nem precisava de muita coisa para esse livro me chamar a atenção, só o título bastava, mas daí você vê isso na capa:
“Uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito”
Bernard Cornwell.
E se o vovô Milhobom recomenda, pessoas, quem sou eu para negar? Então claro que entrou na lista, e só demorei para pegar por ser uma série. Mas, foi eu pegar que a leitura fluiu (claro que estar de férias, na praia e com muito tempo livre ajudou) e terminei em pouco mais de 4 dias.
Este primeiro livro acompanha a infância de dois garotos romanos, Caio e Marco, criados como irmãos numa fazenda nos arredores de Roma.
Caio é filho de Júlio, um senador de Roma, mas de pouca importância. É um garoto inteligente, tímido e sereno, mas perspicaz. Claro que ele apronta das suas enquanto criança, nada que uma criança normal da Antiga Roma não faria. Mas esse menino cresce, adota do nome de Júlio, e sob a tutela de um ex-gladiador (falo dele daqui a pouco) e de seu tio, logo começa a conquistar amigos poderosos com seu carisma. Já adivinhou de quem estou falando? Caio Júlio César é o nome, e ser o maior imperador romano é o que ele faz.
Júlio cresce e se torna um jovem um tanto inseguro, mesmo que não demonstre (nós sabemos porque a história é contada em parte pelo seu POV). Mas ele é um garoto carismático, e determinado. É sagaz e absorve tudo o que pode de todo mundo. Júlio é o tipo mais intelectual, o que não quer dizer que ele não aprenda muito bem a arte da luta, e se torna um lutador exímio.
O contraponto está em seu irmão adotivo Marco. Este é um jovem aventureiro, filho bastardo de um senador de Roma e de uma prostituta (pelo menos é o que diz no livro), e que acaba se vendo sempre à sombra de Júlio. É impulsivo e esquentado, sempre rápido ao sacar o gládio. Marco é o lutador por excelência e sobe rapidamente no exército romano. Ele e Júlio tem uma relação de amizade profunda e muito cumplicidade. E nada pode ser mais forte que isso, certo? Pense novamente e relembre a História que você vai se dar conta de que isso é muito, mas muito triste. E não, não vou revelar ainda quem de fato é Marco, caso você ainda não tenha adivinhado.
Os dois meninos crescem sob a tutela de Tubruk, um ex-escravo e gladiador que é o administrador da casa de campo de Júlio, e tem toda a confiança do pai dele, que também se chama Júlio. É um bom disciplinador, justo e comedido. Tubruk na verdade age muito mais como pai dos meninos que o Júlio senior. E também é ele quem contrata o outro tutor deles, Rênio. Rênio é um ex-gladiador aposentado, que acaba com o cargo de educar os meninos nas lutas por causa de sua reputação. Esse é mais adepto ao método tough love de ensino. Rênio não sabe de outra vida a não ser a brutalidade primeiro das legiões e depois da arena. E assim, é só isso que ele pode ensinar.
Ainda preciso destacar Mário, o tio de Júlio. Ele é um dos dois cônsules de Roma, e não se contenta com isso. É ambicioso e um ótimo estrategista, e também muito carismático. Os homens o amam e ele conquista sua lealdade com facilidade. E esse aspecto vai ser de grande importância no livro. E claro que sendo assim, ele tem inimigos. Mais exatamente o outro cônsul, Sila. Este, apesar de ser muito importante para a história, não aparece muito, e quase sempre é pelo ponto de vista de Mário, por isso não dá para confiar muito em seu julgamento. É também inteligente e ambicioso. E essa oposição entre os dois vai acabar, lógico, em guerra.
Falta somente uma personagem para comentar. Alexandria é uma escrava na casa de Júlio, mas é linda e isso, claro, acaba despertando nos garotos o desejo. Alexandria é inteligente, forte e determinada. Não vai se contentar com a condição de escrava e vai achar o seu próprio caminho.
A narrativa é em terceira pessoa e se alterna entre os personagens, sendo que a maior parte fica mesmo com Júlio César, mas também temos os POVs de Marco, Alexandria e Sila. As descrições dos ambientes, das pessoas e dos costumes da época são maravilhosos, e não são cansativos. Os personagens são muito bem construídos, e a história é de leitura bem fácil. Como eu disse lá em cima, ei li bem rápido, e já engatei o segundo. E assim, Conn Iggulden se junta aos meus autores preferidos. Recomendadíssimo!
Trilha sonora
Não tem jeito, falou de Roma, só me vem duas na cabeça: Now we are free (

) e The Battle, lindas desse músico sensacional que é o Hans Zimmer (sério, ninguém faz trilhas como ele). Também não podia deixar de fora o tema de abertura de Roma. E eles não são romanos (e sim holandeses) mas Stand my ground, do Within Temptation tem tudo a ver (confira a letra).
Se você gostou de Os Portões de Roma, pode gostar também de:
- As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
- As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
- A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
- 1356 – Bernard Cornwell;
- coleção Ramsés – Christian Jacq;
- Os Pilares da Terra – Ken Follett;
- Mundo Sem Fim – Ken Follett;
- O Físico – Noah Gordon.