quinta-feira, 31 de julho de 2014

Faixa a faixa - Dawson´s Creek OST - volume 2

Como eu havia prometido aqui, vim cumprir, com atraso de alguns meses, mas enfim, aqui está. Já falei que essa série tinha uma das melhores trilhas do universo, e para provar, tenho dois CDs originais dela, ambos sensacionais. E se o primeiro balança bem baladas e músicas mais pop, este puxa mais para o lado mais pop mesmo, mais descontraído do que o primeiro.

O volume dois foi lançado em abril também, como o primeiro, mas posteriormente (não sei exatamente a data, no site da Amazon colocam 2008, mas a série acabou em 2003, então está errado), e conta com alguns artistas que mais tarde ficaram conhecidos por aqui. Então, sem mais explicações, aumente o volume do computador e aproveite!

1. I think I´m in love with you - Jessica Simpson: ela ficou conhecida aqui por algumas músicas, mas principalmente por causa do reality de que participou. E Jessica também tem uma música no primeiro volume, mas neste é uma faixa mais pop, dançante, com vocais bem elaborados e batida que gruda na cabeça:


2. Crazy for this girl - Evan and Jaron: ADORO essa música country, mas com pegada mais puxada para pop, violino discreto, mas presente, e vocais belíssimos, solo de piano delicioso e que em geral faz a gente se sentir bem. E fala sério que eu queria um deles pra mim, nem me importo com qual!


3. Respect - Train: essa talvez vocês conheçam, e eu conheci o Train (e me apaixonei) bem antes de Hey Soul Sister virar mania aqui, justamente com essa faixa. Respect tem batida bem pop, animada e Pat manda muitíssimo bem nos vocais. Adoro solo da música;

4. I´m gonna make you love me - The Jayhawks: mais uma faixa pop, e eu adoro o pandeirinho nela, e que combina muito bem com a guitarra. Os vocais também são bem bacanas, e eu adoro o refrão dela:

I´m gonna make you love me
I´m gonna dry your tears
And we´re gonna stay together
For a million years

5. Giving up on you - Lara Fabian: você provavelmente conhece Lara Fabian por causa de Love by Grace, que era tema de Carolina Dickman em Laços de Família (e sim, minha gente, eu via a novela só por causa da música, e me acabei de chorar quando ela raspou o cabelo), mas ela tinha muitas outras músicas legais. E esta é uma baladinha mais gostosinha, o vocal dela é mais leve, com o piano como base e uma batida mais calminha;

6. Superman - Five for Fighting: essa música n]ao faz parte da trilha de Dawson´s, mas também, óbvio, de Smallville (que também é maravilhosa) e talvez você conheça pela versão tosca do Junior quando ainda cantava com a Sandy. Mais uma baladinha, com o piano bem evidente, que começa mais calminha mas vai crescendo aos poucos. A letra é qualquer coisa de sensacional, com o ponto de vista do Homem de Aço, assumindo as vulnerabilidades:

It may sound absurd...but don't be naive
Even Heroes have the right to bleed
I may be disturbed...but won't you concede
Even Heroes have the right to dream
It's not easy to be me


(...)

I'm only a man in a silly red sheet
Digging for kryptonite on this one way street
Only a man in a funny red sheet
Looking for special things inside of me


Amo tanto essa música que não consigo ouvir uma vez só.

7. If I am - Nine Days: vocês talvez conheçam Absolutely (Story of a girl), deles. Mais uma mais puxada para o rock alternativo, com batida bem marcada e vocais bem trabalhados. E eu queria o vocalista, John Hampson, pra mim também:


8. Never saw blue like that - Shawn Colvin: balada com cara do primeiro CD, delicada, tendo o piano como base, vocais suaves;

9. I think God can explain - Splender: uma das minhas favoritas ever, puxada para o rock alternativo, com ótimos vocais e guitarras bem bacanas:


10. Teenage Dirtbag - Wheatus: faixa pseudo punk, e cheia de humor, que parece meio deslocada nesta trilha, mas que eu acho que combina perfeitamente, com refrão mais forte e vocal bem bacana, meio andrógino (juro que até ver o clipe eu ficava na dúvida):


11. Broken Boy - Michal: não achei link para essa, sorry, então não vou comentar;

12. Just another - Pete Yorn: você muito provavelmente conhece dele Ever fallen in love (que eu AMO!), que faz parte de Shrek 2. Esta é uma balada suave, bem melódica, e o vocal dele, junto com a melodia, faz a gente viajar;

13. Show me heaven - Jessica Andrews: mais uma baladinha calminha, bem suave, puxada para o country, vocais bem suaves e batidinha leve, mais uma que faz a gente viajar;

14. Daudream believer - Mary Beth Maziarz: e terminando muitíssimo bem, essa balada suave, praticamente só voz e piano, delicada e que combina extremamente com o título: um sonho mesmo. Adoro de paixão essa música.

É isso. Desculpem pela demora em postar, mas espero ter compensado pelo material, que é de primeira.

Beijo e até o próximo post!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Trilha do Mês - I´ll stand by you - The Pretenders

Quem passou a adolescência na década de 90, como eu (entregando a idade) provavelmente se lembra dessa banda e da música. Confesso que só gosto mesmo de umas 4 deles, e essa é a minha preferida. tanto que já cheguei ao ponto de pagar mico com a minha irmã numa loja no shopping, sem comprar nada, só pra ficar escutando no rádio.

Ela faz parte do álbum Last of the Independents, de 1994, e também saiu no best of do grupo, de 2009. E também, a vocalista, Chrissie Hines, fez uma participação em Friends nessa mesma época, cantando outra que eu adoro, Angel of the Morning, confira abaixo:


I´ll stand by you é uma balada bem piegas, na verdade, mas eu adoro a melodia e a letra também é mega piegas, mas eu acho linda. O problema é ela ser cheia de clichês, mas me comove mesmo assim, toda vez que eu ouço. E musicalmente a faixa também não tem nada demais, solo de piano, pandeirinho, bateria suave e guitarra só de apoio mesmo, e coro de fundo. E o vocal de Chrissie, mesmo sendo lindo, não é nada assim OMG! Mas em sendo clichê, a música acaba sendo perfeita. E talvez, o motivo de eu gostar tanto seja porque ela tocou no primeiro episódio de Dawson´s Creek (saudades Pacey), e isso ficou comigo. Confira a cena aqui.

Enfim, sem mais demora, aí vai o vídeo pra vocês:


Beijos e até o próximo post!

Citação do Mês

 

Já que este mês celebramos aqueles que nos fazem viajar, sonhar, nos emocionar, ter raiva e tudo o mais, esta me pareceu apropriada:

books

“Livros deveriam ir aonde serão mais apreciados, e não ficar sem ser lidos, juntando poeira, numa estante esquecida.”

Jeod – Brisingr, Christopher Paolini, p. 423.

Beijos e até o próximo post!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os Portões de Roma – O Imperador – Livro 1 – Conn Iggulden

 

Os portões de RomaEm sua estreia na literatura, Conn Iggulden captura a essência de uma terra, um povo, uma lenda. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA traz à vida uma das mais fascinantes eras da história da humanidade. Neste impressionante romance histórico, Iggulden é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Primeiro título da trilogia O imperador, sobre a vida de Júlio César e livro que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias Crônicas de Arthur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito. O mais lendário de todos os monarcas, figura dominante dos últimos anos da república romana, Júlio César ascendeu de chefe político a chefe militar, e de chefe militar a ditador. Para contar essa história, o inglês Iggulden acompanha a trajetória de dois jovens, criados como irmãos, embora um deles seja ilegítimo, no colapso da república e ascensão de Julio César. Na luxuriante península italiana, um novo império está tomando forma. Em seu coração, a cidade de Roma, um lugar de glória e decadência, beleza e sangue derramado. As aventuras e desventuras de Gaius e Marcus até a vida adulta, seus sonhos de batalhas, fama e glória a serviço do poderoso império funcionam como um microcosmos da Antiga Roma. Um é filho de um poderoso senador, nascido num ambiente de grande privilégio e ambição. Um menino ao qual muito se dá e muito se espera em retorno. O outro é seu irmão adotivo, um bastardo de grande força e esperteza, cujo amor pela família adotiva e principalmente pelo irmão, será a força motriz de toda sua vida. Conforme os caminhos dos dois se separam e o desejo por uma bela escrava se interpõe entre os dois, Gaius e Marcus conhecerão amor, perda e violência. E a terra que tanto amam perde a inocência e mergulha num conflito civil que colocará romano contra romano. E a amizade entre os dois em xeque. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA mistura história e aventura, e mescla uma incrível miríade de cenários: os campos sangrentos de batalha em contraste com a opulência da maior cidade de todos os tempos.

Nem precisava de muita coisa para esse livro me chamar a atenção, só o título bastava, mas daí você vê isso na capa:

“Uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito”

Bernard Cornwell.

E se o vovô Milhobom recomenda, pessoas, quem sou eu para negar? Então claro que entrou na lista, e só demorei para pegar por ser uma série. Mas, foi eu pegar que a leitura fluiu (claro que estar de férias, na praia e com muito tempo livre ajudou) e terminei em pouco mais de 4 dias.

Este primeiro livro acompanha a infância de dois garotos romanos, Caio e Marco, criados como irmãos numa fazenda nos arredores de Roma.

Caio é filho de Júlio, um senador de Roma, mas de pouca importância. É um garoto inteligente, tímido e sereno, mas perspicaz. Claro que ele apronta das suas enquanto criança, nada que uma criança normal da Antiga Roma não faria. Mas esse menino cresce, adota do nome de Júlio, e sob a tutela de um ex-gladiador (falo dele daqui a pouco) e de seu tio, logo começa a conquistar amigos poderosos com seu carisma. Já adivinhou de quem estou falando? Caio Júlio César é o nome, e ser o maior imperador romano é o que ele faz.

Júlio cresce e se torna um jovem um tanto inseguro, mesmo que não demonstre (nós sabemos porque a história é contada em parte pelo seu POV). Mas ele é um garoto carismático, e determinado. É sagaz e absorve tudo o que pode de todo mundo. Júlio é o tipo mais intelectual, o que não quer dizer que ele não aprenda muito bem a arte da luta, e se torna um lutador exímio.

O contraponto está em seu irmão adotivo Marco. Este é um jovem aventureiro, filho bastardo de um senador de Roma e de uma prostituta (pelo menos é o que diz no livro), e que acaba se vendo sempre à sombra de Júlio. É impulsivo e esquentado, sempre rápido ao sacar o gládio. Marco é o lutador por excelência e sobe rapidamente no exército romano. Ele e Júlio tem uma relação de amizade profunda e muito cumplicidade. E nada pode ser mais forte que isso, certo? Pense novamente e relembre a História que você vai se dar conta de que isso é muito, mas muito triste. E não, não vou revelar ainda quem de fato é Marco, caso você ainda não tenha adivinhado.

Os dois meninos crescem sob a tutela de Tubruk, um ex-escravo e gladiador que é o administrador da casa de campo de Júlio, e tem toda a confiança do pai dele, que também se chama Júlio. É um bom disciplinador, justo e comedido. Tubruk na verdade age muito mais como pai dos meninos que o Júlio senior. E também é ele quem contrata o outro tutor deles, Rênio. Rênio é um ex-gladiador aposentado, que acaba com o cargo de educar os meninos nas lutas por causa de sua reputação. Esse é mais adepto ao método tough love de ensino. Rênio não sabe de outra vida a não ser a brutalidade primeiro das legiões e depois da arena. E assim, é só isso que ele pode ensinar.

Ainda preciso destacar Mário, o tio de Júlio. Ele é um dos dois cônsules de Roma, e não se contenta com isso. É ambicioso e um ótimo estrategista, e também muito carismático. Os homens o amam e ele conquista sua lealdade com facilidade. E esse aspecto vai ser de grande importância no livro. E claro que sendo assim, ele tem inimigos. Mais exatamente o outro cônsul, Sila. Este, apesar de ser muito importante para a história, não aparece muito, e quase sempre é pelo ponto de vista de Mário, por isso não dá para confiar muito em seu julgamento. É também inteligente e ambicioso. E essa oposição entre os dois vai acabar, lógico, em guerra.

Falta somente uma personagem para comentar. Alexandria é uma escrava na casa de Júlio, mas é linda e isso, claro, acaba despertando nos garotos o desejo. Alexandria é inteligente, forte e determinada. Não vai se contentar com a condição de escrava e vai achar o seu próprio caminho.

A narrativa é em terceira pessoa e se alterna entre os personagens, sendo que a maior parte fica mesmo com Júlio César, mas também temos os POVs de Marco, Alexandria e Sila. As descrições dos ambientes, das pessoas e dos costumes da época são maravilhosos, e não são cansativos. Os personagens são muito bem construídos, e a história é de leitura bem fácil. Como eu disse lá em cima, ei li bem rápido, e já engatei o segundo. E assim, Conn Iggulden se junta aos meus autores preferidos. Recomendadíssimo!

Trilha sonora

Não tem jeito, falou de Roma, só me vem duas na cabeça: Now we are free (Coração vermelhoCoração vermelhoCoração vermelho) e The Battle, lindas desse músico sensacional que é o Hans Zimmer (sério, ninguém faz trilhas como ele). Também não podia deixar de fora o tema de abertura de Roma. E eles não são romanos (e sim holandeses) mas Stand my ground, do Within Temptation tem tudo a ver (confira a letra).

Se você gostou de Os Portões de Roma, pode gostar também de:

  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
  • A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
  • 1356 – Bernard Cornwell;
  • coleção Ramsés – Christian Jacq;
  • Os Pilares da Terra – Ken Follett;
  • Mundo Sem Fim – Ken Follett;
  • O Físico – Noah Gordon.

Dia do Escritor

 

Rapidinho, só por isso:

Dia do Escritor 2014

Westeros, Terra-Média, Nárnia, Hogwarts…tantas viagens, tantos amigos, tantos amores, tantas vidas. Por isso nosso muito obrigada.

Feliz Dia do Escritor!

terça-feira, 22 de julho de 2014

O Guardião – Trilogia Cidade das Sombras – livro 1 – Daniel Polansky

 

O GuardiãoHoje, quando você sair à procura de Yancey, o Rimador, e tiver de abrir caminho em meio às prostitutas, aos valentões e aos viciados loucos por mais um dia de cheirada ou um trago, você irá se deparar com o corpo de uma criança. O cadáver exala um odor que não é dele, um cheiro que recende a magia e a um lugar, se Sakra quiser, para o qual você jamais irá querer voltar. Não fique tempo demais de bobeira perto do corpo; os gélidos vão querer saber o que você fez e o que há na sua bolsa. E quando eles te pegarem, é para a Casa Negra que você irá, onde o Comandante fará uma oferta que você não terá como recusar. Bem-vindo a um mundo como nenhum outro, com uma linguagem estranha e rica e uma violência tão sombria quanto o mais negro dos noires.

Desde que eu vi esse livro na livraria, pela capa, me chamou a atenção. Só que eu fui empurrando, empurrando por causa do preço até que finalmente achei num site e consegui baixar. E não demorei para pegar para ler.

A história começa com o Guardião, que pelo menos neste primeiro, não tem nome (ele tem, mas não é revelado) apresentando como são as coisas em Rigus, cidade fictícia mas que tem várias semelhanças com o nosso mundo. A diferença é que eles tem magia. E o Guardião, um ex-agente da Rainha, vive no submundo de Rigus, onde agora sobrevive de traficar sopro-de-fada (droga da qual ele mesmo tem dependência) e também pela parceria com Alphonsus em um bar, onde também mora. E tudo segue na normalidade, quando crianças começam a desaparecer, e alguns dias depois aparecem mortas, exalando um cheiro horrível e não natural. E como os responsáveis por esses crimes macabros não deixam rastros, os oficiais da Casa Negra acabam por chamar o Guardião novamente ao serviço, off-record, para investigar os crimes.

E começa aí uma caçada pelo assassino, e também contra o tempo, porque o Guardião tem um prazo para terminar suas investigações, caso contrário vai parar nas celas da Casa Negra. E não apenas ele deve achar o assassino, mas também tentar esclarecer os motivos para a matança.

O Guardião é um homem carrancudo, sombrio, mas eficiente. E como traficante, ele conhece muito bem os caminhos por onde investigar, e como lidar com as pessoas certas para ajudar na investigação. Ele é o típico anti-herói que a gente adora adorar, sem muitas palavras, sarcástico e nada social. Ele foi expulso do serviço da Rainha, mas a gente ainda não sabe porquê, sabe um pouco de seu passado na Guerra, e de sua infância sob a tutela do Grou Azul, um mago poderoso que lança os feitiços de proteção sobre Rigus. Esse Guardião lembra muito o Cormoran Strike, de O Chamado do Cuco (sequência saindo em breve! \o/ Hail to the queen!), em mais de um sentido: tanto o personagem como o desenrolar da trama, revelada camada a camada e costurada para revelar o quebra-cabeça no final.

Mas, mesmo que relutante, o Guardião tem um ajudante: Garrincha, um garoto de uns 12 anos, de rua, mas que acaba sabe-se lá porquê entrando para o serviço do Guardião. Garrincha não é de muitas palavras, mas é teimoso, avesso às regras, inteligente, competente e tem a vivacidade normal de uma criança dessa idade. Ele faz umas perguntas bem insolentes, que são uma diversão à parte no livro.

Vale ainda destacar Célia, uma outra protegida do Grou, feiticeira de alto grau que em certo ponto da vida foi (e continua sendo) o interesse amoroso do Guardião. Provavelmente ele é a pessoa que mais entende o Guardião, e que conhece a alma dele. Há entre eles muita coisa inacabada, e uma tensão palpável toda vez que eles estão juntos. E o Grou, que cuido dos dois enquanto crianças, é um mestre idoso já, e meio amalucado, mas que de dentro de sua loucura acaba ditando a razão.

Há outros personagens interessantes também, como Brightfellow e o Espada (eu não lembro agora o nome dele), mas eles aparecem relativamente pouco, e nem posso elaborar muito sobre eles para não dar spoiler. Adolphus, o parceiro e melhor amigo do Guardião, é outra voz de razão no livro, e vale também destacar sua mulher, uma baixinha invocada que consegue dominar tanto o Guardião como o marido com uma palavra.

A narrativa é boa, flui (eu só demorei para ler porque li no kobo, e só uso o meu para ler fora de casa, e tenho passado bastante tempo em casa depois que tranquei a faculdade, só trabalho à tarde). A trama é envolvente, e o mistério pode até ser meio previsível, mas como acontece em O Chamado do Cuco, só é revelado mesmo no final, e tem umas reviravoltas que eu também só descobri no final mesmo. A história é contada em primeira pessoa pelo Guardião, por isso também que não dá para confiar muito no mistério, porque ele relata tudo do seu ponto de vista, e ele tem muitos desafetos. Daniel Polansky também criou uma mitologia própria, e um mundo rico e diverso, mesmo que facilmente identificável para nós. Agora é esperar que a sequência mantenha o nível (digo isso porque ultimamente andei me decepcionando um pouco com algumas).

Trilha sonora

From yesterday, do 30 Seconds to Mars foi á única que eu consegui pensar.

Se você gostou de O Guardião, pode gostar também de:

  • O Chamado do Cuco – Robert Galbraith (aka J. K. Rowling);
  • A Mão Esquerda de Deus – Paul Hoffmann;
  • A Crônica do Matador de Reis – Patrick Rothfuss.

domingo, 20 de julho de 2014

Vampire Academy - filme

Então, fazia tempo que eu queria ver esse filme. Imagina qual a minha decepção quando a distribuidora aqui do Brasil, depois de uma looonga espera, decidiu que NÃO ia passar o filme nos cinemas? Revolta total com essa falta de respeito.

Mas...a Netflix é uma linda e não que tem o filme lá? E, aproveitando que estou de férias (e o fato de não ter ninguém monopolizando a TV), finalmente consegui conferir como ficou a adaptação e ver Dimitri lindo e Rose badass em ação.

O filme começa mostrando o acidente que matou a família de Lissa e que levou a sua ligação com Rose. Mas passa bem rapidinho, e logo corta para Lissa acordando desse sonho. E daí é exatamente como no livro: Lissa e Rose em fuga e Dimitri chegando para levar as duas de volta para São Vladimir.

E, como no livro, boa parte do filme é narrado por Rose, e as cenas em que Rose e Lissa estão ligadas ficaram bem mais legais no filme por causa disso. Isso porque no filme, diferente do livro, Rose fica mais ou menos consciente, só o que entrega que ela está na mente de Lissa são os olhos, que fizeram um negócio tipo o Bran wargando ou a Storm quando manipula o tempo. E durante esse tempo, Rose não deixa de fazer seus comentários sarcásticos hilários. E além disso, isso valorizou a atuação de Zoey Deutch, que teve oportunidade de aparecer mais.

Lissa foi uma surpresa principalmente porque Lucy Fry tem sotaque britânico, e eu gostei disso (já disse o quanto eu AMO esse sotaque?). Mas acho que a personagem poderia ser melhor trabalhada no filme. Toda a parte do sofrimento dela, os distúrbios psicológicos que são consequência do Espírito foram bem amenizados. Só a parte dela usar a compulsão para ficar popular foi mostrada (não me lembro de ver ela se cortando, por exemplo), e o refúgio dela e de Christian (que também tem sotaque britânico, e isso fez eu amar ainda mais o personagem). E não achei a atuação de Lucy lá grande coisa (masa não sei até que ponto isso é fato ou se estou simplesmente me deixando levar porque não curto muito a personagem, principalmente nesse primeiro).



Você deve estar se perguntado: Fernanda, e o Dimitri? Ah, Dimitri...Danila Kozlovsky fez bonito (em mais de um sentido), mas acho que faltou mostrarem o quanto Dimitri é badass. Mas a caracterização dele está ótima, tiveram o cuidado até de colocar as molnijas dele. E Danila fala inglês muito bem, o sotaque dele é bem leve, exatamente como o Dimitri do livro. E a química entre ele e Zoey é muito boa, e foi bem explorada. E outra coisa que eu gostei é que o Dimitri do filme é um pouco menos soturno do que o do livro.



Victor aparece pouco, e sinceramente, acho que Gabriel Byrne, que um ótimo ator, poderia fazer um pouco melhor. OK, vamos admitir que neste primeiro a gente ainda não sabe exatamente quem é Victor, mas mesmo assim, me pareceu que o cara estava com cara de tédio toda vez que aparecia. Já Olga Kurylenko está hilária como a paranoica Kirova. E Mason é um fofo tanto quanto no livro. E Cameron Monaghan é o responsável por tanta fofura.

Já o núcleo Mia e Jesse está mais ou menos. Bem como a menina mimada e popular da escola, que todo mundo quer ser ou ter como amiga. Mas na verdade ela é insuportável, e poderia muito bem ser cortada do filme sem grande prejuízo para a história. Por outro lado, gostei bastante de Natalie. Sarah Hyland fez um bom trabalho, especialmente no final. E a caracterização dela também está perfeita.

Uma invenção que eu sinceramente não sei como me sinto sobre é dos tais dos sire hounds (sério, cães paranormais???? Oi?). E em termos de CGI, o filme deixa um pouco a desejar. Mas OK, o filme não teve o orçamento de um TLOTR ou GoT, então a gente releva. A ambientação, por outro lado, é espetacular, São Vladimir é lindíssima, e a caracterização, como eu disse, está ótima. Gostei também que já incluíram os strigoi, achei muito válido, e o final do filme tem um spoiler do terceiro livro que vai deixar os fãs da série com água na boca. Os figurinos também são lindos. A trilha também é legal, contando com pelo menos duas músicas de Goldfrapp, Katy Perry, entre outros. E como adaptação, o filme é bom, mas algumas coisas, como os problemas psicológicos de Lissa, como falei, e mesmo a mitologia do livro foram apresentadas muito superficialmente, e se você não é fã e já conhece, pode ficar perdido. Não é uma maravilha, mas é entretenimento, típico filme pipoca. E só mesmo para quem já é fã de VA. Confira o trailer: