Só uma coisinha: ela não vem de livro, mas O Rebelde, primeiro de uma série de 4 volumes, chamada Corações Valentes, do Jack Whyte, é adivinha sobre quem? E vou ler esse livro após terminar a série O Imperador.
"All you have to decide is what to do with the time that is given to you" Gandalf, The Gray
domingo, 24 de agosto de 2014
Citação do Mês
Só uma coisinha: ela não vem de livro, mas O Rebelde, primeiro de uma série de 4 volumes, chamada Corações Valentes, do Jack Whyte, é adivinha sobre quem? E vou ler esse livro após terminar a série O Imperador.
domingo, 10 de agosto de 2014
Dia dos Pais
sábado, 9 de agosto de 2014
A Morte de Reis – O Imperador – livro 2 – Conn Iggulden
Conn Iggulden, grande revelação da ficção histórica britânica, é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Através da vida de Júlio César — um dos personagens mais importantes de todos os tempos, um homem tão forte e de personalidade tão marcante que seu nome tornou-se sinônimo de monarca em várias línguas —, Iggulden cria uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Segundo título da trilogia O Imperador, que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias As Crônicas de Artur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito, O IMPERADOR — A MORTE DOS REIS coloca César no palco central, acompanhando suas primeiras campanhas militares. Vemos o jovem valoroso amadurecer e transformar-se em líder natural do exército romano, após escapar do jugo de piratas — que capturaram o navio em que servia — para engajar-se em batalhas grandiosas. César cumpre sua promessa de acabar com a pirataria e, então, leva suas forças para a Grécia, onde, contra todas as previsões, derrota o rei Mithridates.O velho monarca é o líder de uma insurreição que ameaça o controle romano no Peloponeso. Júlio César retorna vitorioso e rico à Roma, apenas para descobrir que a corrupção da República está prestes a destruir tudo o que ama. Inclusive sua esposa e filha. O IMPERADOR — A MORTE DOS REIS recria o ambiente das ruas de Roma, as campanhas militares, as intrigas palacianas e o cotidiano de uma das civilizações mais marcantes de todos os tempos. Um romance inesquecível de uma das mais criativas vozes da ficção histórica contemporânea.
ATENÇÃO! SPOILERS DE OS PORTÕES DE ROMA!
Depois de apoiar Mário na revolta e da vitória de Sila, Júlio é obrigado a fugir de Roma, deixando para trás sua mulher ainda grávida, o que ele não sabe. E nesta fuga, ele acaba sendo capturado por piratas e fica à beira da morte. Mas acontece que Júlio acaba pegando esse evento e o veste como escudo (sim, apropriei-me das palavras de Tyrion) e acaba por firmar ainda mais a liderança que vinha estabelecendo antes de fugir. E é impressionante observar como ele rapidamente ganha a confiança dos homens e se torna um líder não somente político, mas também militar. Júlio está mais determinado, maduro e tem uma mente estratégica fantástica. Ao mesmo tempo, ele também está ficando cada vez mais implacável, e o tempo em cativeiro contribuiu muito para isso. O que havia de inocência e irreverência no adolescente ficou para trás. Para dar uma ideia: ele promete crucificar todos os piratas que o capturaram, e cumpre (fato real, documentado). Seria até difícil imaginar o garotinho doce do primeiro fazendo isso, se não soubéssemos que estamos falando de Caio Júlio César.
Enquanto isso, Marco, que agora você já pode saber que é Brutus, foi designado para outra legião, e depois de se firmar como excelente soldado e também líder. E Brutus mostra que gosta da batalha. É um tanto arrogante (ou melhor, um pouco mais do que já era), e sabe muito bem de suas habilidades. Só que esse amadurecimento de Brutus e liderança vai acabar por abalar um pouco a amizade com Júlio. Brutus consegue votar para casa antes de Júlio, e acaba por defender também a família de Júlio e depois da morte de Sila, também faz seu caminho no exército e consegue restabelecer a Primogênita, legião comandada por Mário. Esse fato faz com que Brutus acabe se ressentindo um pouco de Júlio quando este finalmente consegue voltar para casa, mas a amizade acaba prevalecendo, e na verdade os dois acabam dividindo bem o comando. Neste livro ele também começa a se envolver mais com política, por causa de sua mãe, que ele finalmente conhece. E Servília é uma mulher extraordinária. Pena que aparece pouco ainda (ela vai aparecer mais, lembre-se das aulas de História no colégio que você vai saber porquê).
A outra mulher forte deste é Alexandria. Agora uma mulher livre, ela ganha a vida fazendo joias e broches para a realeza. Ela é independente. esforçada e perspicaz. Ela logo identifica como pode vender mais, e assim seus lucros vão crescendo. Ela acaba encontrando Átia (saudades da diva Polly Walker fazendo o papel na HBO) e seu filho, Otaviano, e descobre que eles são parentes distantes de Júlio. Alexandria aluga um quarto na casa de Átia, e acaba levando Otaviano para trabalhar com ela. Mas por causa das ameaças de outros garotos no mercado, ela leva Otaviano para ser educado por Tubruk na propriedade rural. E falando em Tubruk, neste ele vai a extremos para proteger a família de Júlio. Mas também descobrimos um lado mais gentil do ex-escravo, que ele dedica a Aurélia, a mãe de Júlio, doente, e Clódia, a criada de Cornélia, a mulher de Júlio. Esta é outra mulher forte, que não só aguenta a ausência do marido logo após o casamento, mas cria a filha sozinha por boa parte do tempo, mas também vai passar por maus bocados de cabeça erguida por causa do parentesco de Júlio com Mário.
Também neste mais personagens histórico aparecem, como Pompeu e Crasso, ambos aliados de Mário, e líderes no Senado. E também Cato, opositor radical deles, capaz das manobras mais ardilosas para conseguir o que quer. A política é mais explorada neste, o que não quer dizer que não tenha muita ação. Na verdade, este é muito mais recheado de lutas e batalhas, e o sangue escorre muito mais. E o clima esquenta em Roma, com o reinado de terror imposto por Sila.
O ritmo continua muito bom, os personagens evoluem muito e as intrigas vão ficando cada vez maiores. O livro é dividido em duas partes, antes de Júlio voltar a Roma e depois, e mostra muito bem como foi retornar à vida urbana depois do cativeiro e do longo período longe de casa, a reaproximação com a família, agora completamente estranha a ele. E também o livro é narrado em terceira pessoa, mas com o foco em diferentes personagens, mas com o principal ainda sendo Júlio César. Há ainda mais um personagem bem bacana e conhecido nosso na trama, mas não vou revelar, deixo como uma surpresa para vocês. Vale a leitura.
Trilha sonora
Mais uma vez, inevitavelmente Now we are free e The Battle, de Hans Zimmer (curiosidade que eu só descobri agora: a língua de Now we are free é inventada por Lisa Gerrard, a intérprete, e tem uma mistura de várias línguas, como alguns elementos de latim), o tema de abertura de Roma e Stand my ground, do Within Temptation.
Se você gostou de A Morte de Reis, pode gostar também de:
- As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
- A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
- As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
- 1356 – Bernard Cornwell;
- Ramsés – Christian Jacq;
- Os Pilares da Terra – Ken Follett;
- Mundo Sem Fim – Ken Follett;
- O Incêndio de Tróia – Marion Zimmer Bradley;
- O Físico – Noah Gordon.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Faixa a faixa - Dawson´s Creek OST - volume 2
O volume dois foi lançado em abril também, como o primeiro, mas posteriormente (não sei exatamente a data, no site da Amazon colocam 2008, mas a série acabou em 2003, então está errado), e conta com alguns artistas que mais tarde ficaram conhecidos por aqui. Então, sem mais explicações, aumente o volume do computador e aproveite!
1. I think I´m in love with you - Jessica Simpson: ela ficou conhecida aqui por algumas músicas, mas principalmente por causa do reality de que participou. E Jessica também tem uma música no primeiro volume, mas neste é uma faixa mais pop, dançante, com vocais bem elaborados e batida que gruda na cabeça:
2. Crazy for this girl - Evan and Jaron: ADORO essa música country, mas com pegada mais puxada para pop, violino discreto, mas presente, e vocais belíssimos, solo de piano delicioso e que em geral faz a gente se sentir bem. E fala sério que eu queria um deles pra mim, nem me importo com qual!
3. Respect - Train: essa talvez vocês conheçam, e eu conheci o Train
4. I´m gonna make you love me - The Jayhawks: mais uma faixa pop, e eu adoro o pandeirinho nela, e que combina muito bem com a guitarra. Os vocais também são bem bacanas, e eu adoro o refrão dela:
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Trilha do Mês - I´ll stand by you - The Pretenders
Ela faz parte do álbum Last of the Independents, de 1994, e também saiu no best of do grupo, de 2009. E também, a vocalista, Chrissie Hines, fez uma participação em Friends nessa mesma época, cantando outra que eu adoro, Angel of the Morning, confira abaixo:
I´ll stand by you é uma balada bem piegas, na verdade, mas eu adoro a melodia e a letra também é mega piegas, mas eu acho linda. O problema é ela ser cheia de clichês, mas me comove mesmo assim, toda vez que eu ouço. E musicalmente a faixa também não tem nada demais, solo de piano, pandeirinho, bateria suave e guitarra só de apoio mesmo, e coro de fundo. E o vocal de Chrissie, mesmo sendo lindo, não é nada assim OMG! Mas em sendo clichê, a música acaba sendo perfeita. E talvez, o motivo de eu gostar tanto seja porque ela tocou no primeiro episódio de Dawson´s Creek (
Enfim, sem mais demora, aí vai o vídeo pra vocês:
Beijos e até o próximo post!
Citação do Mês
Já que este mês celebramos aqueles que nos fazem viajar, sonhar, nos emocionar, ter raiva e tudo o mais, esta me pareceu apropriada:
“Livros deveriam ir aonde serão mais apreciados, e não ficar sem ser lidos, juntando poeira, numa estante esquecida.”
Jeod – Brisingr, Christopher Paolini, p. 423.
Beijos e até o próximo post!
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Os Portões de Roma – O Imperador – Livro 1 – Conn Iggulden
Em sua estreia na literatura, Conn Iggulden captura a essência de uma terra, um povo, uma lenda. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA traz à vida uma das mais fascinantes eras da história da humanidade. Neste impressionante romance histórico, Iggulden é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Primeiro título da trilogia O imperador, sobre a vida de Júlio César e livro que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias Crônicas de Arthur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito. O mais lendário de todos os monarcas, figura dominante dos últimos anos da república romana, Júlio César ascendeu de chefe político a chefe militar, e de chefe militar a ditador. Para contar essa história, o inglês Iggulden acompanha a trajetória de dois jovens, criados como irmãos, embora um deles seja ilegítimo, no colapso da república e ascensão de Julio César. Na luxuriante península italiana, um novo império está tomando forma. Em seu coração, a cidade de Roma, um lugar de glória e decadência, beleza e sangue derramado. As aventuras e desventuras de Gaius e Marcus até a vida adulta, seus sonhos de batalhas, fama e glória a serviço do poderoso império funcionam como um microcosmos da Antiga Roma. Um é filho de um poderoso senador, nascido num ambiente de grande privilégio e ambição. Um menino ao qual muito se dá e muito se espera em retorno. O outro é seu irmão adotivo, um bastardo de grande força e esperteza, cujo amor pela família adotiva e principalmente pelo irmão, será a força motriz de toda sua vida. Conforme os caminhos dos dois se separam e o desejo por uma bela escrava se interpõe entre os dois, Gaius e Marcus conhecerão amor, perda e violência. E a terra que tanto amam perde a inocência e mergulha num conflito civil que colocará romano contra romano. E a amizade entre os dois em xeque. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA mistura história e aventura, e mescla uma incrível miríade de cenários: os campos sangrentos de batalha em contraste com a opulência da maior cidade de todos os tempos.
Nem precisava de muita coisa para esse livro me chamar a atenção, só o título bastava, mas daí você vê isso na capa:
“Uma história brilhante, com personagens vivos, ação e ritmo fantásticos! Eu queria tê-la escrito”
Bernard Cornwell.
E se o vovô Milhobom recomenda, pessoas, quem sou eu para negar? Então claro que entrou na lista, e só demorei para pegar por ser uma série. Mas, foi eu pegar que a leitura fluiu (claro que estar de férias, na praia e com muito tempo livre ajudou) e terminei em pouco mais de 4 dias.
Este primeiro livro acompanha a infância de dois garotos romanos, Caio e Marco, criados como irmãos numa fazenda nos arredores de Roma.
Caio é filho de Júlio, um senador de Roma, mas de pouca importância. É um garoto inteligente, tímido e sereno, mas perspicaz. Claro que ele apronta das suas enquanto criança, nada que uma criança normal da Antiga Roma não faria. Mas esse menino cresce, adota do nome de Júlio, e sob a tutela de um ex-gladiador (falo dele daqui a pouco) e de seu tio, logo começa a conquistar amigos poderosos com seu carisma. Já adivinhou de quem estou falando? Caio Júlio César é o nome, e ser o maior imperador romano é o que ele faz.
Júlio cresce e se torna um jovem um tanto inseguro, mesmo que não demonstre (nós sabemos porque a história é contada em parte pelo seu POV). Mas ele é um garoto carismático, e determinado. É sagaz e absorve tudo o que pode de todo mundo. Júlio é o tipo mais intelectual, o que não quer dizer que ele não aprenda muito bem a arte da luta, e se torna um lutador exímio.
O contraponto está em seu irmão adotivo Marco. Este é um jovem aventureiro, filho bastardo de um senador de Roma e de uma prostituta (pelo menos é o que diz no livro), e que acaba se vendo sempre à sombra de Júlio. É impulsivo e esquentado, sempre rápido ao sacar o gládio. Marco é o lutador por excelência e sobe rapidamente no exército romano. Ele e Júlio tem uma relação de amizade profunda e muito cumplicidade. E nada pode ser mais forte que isso, certo? Pense novamente e relembre a História que você vai se dar conta de que isso é muito, mas muito triste. E não, não vou revelar ainda quem de fato é Marco, caso você ainda não tenha adivinhado.
Os dois meninos crescem sob a tutela de Tubruk, um ex-escravo e gladiador que é o administrador da casa de campo de Júlio, e tem toda a confiança do pai dele, que também se chama Júlio. É um bom disciplinador, justo e comedido. Tubruk na verdade age muito mais como pai dos meninos que o Júlio senior. E também é ele quem contrata o outro tutor deles, Rênio. Rênio é um ex-gladiador aposentado, que acaba com o cargo de educar os meninos nas lutas por causa de sua reputação. Esse é mais adepto ao método tough love de ensino. Rênio não sabe de outra vida a não ser a brutalidade primeiro das legiões e depois da arena. E assim, é só isso que ele pode ensinar.
Ainda preciso destacar Mário, o tio de Júlio. Ele é um dos dois cônsules de Roma, e não se contenta com isso. É ambicioso e um ótimo estrategista, e também muito carismático. Os homens o amam e ele conquista sua lealdade com facilidade. E esse aspecto vai ser de grande importância no livro. E claro que sendo assim, ele tem inimigos. Mais exatamente o outro cônsul, Sila. Este, apesar de ser muito importante para a história, não aparece muito, e quase sempre é pelo ponto de vista de Mário, por isso não dá para confiar muito em seu julgamento. É também inteligente e ambicioso. E essa oposição entre os dois vai acabar, lógico, em guerra.
Falta somente uma personagem para comentar. Alexandria é uma escrava na casa de Júlio, mas é linda e isso, claro, acaba despertando nos garotos o desejo. Alexandria é inteligente, forte e determinada. Não vai se contentar com a condição de escrava e vai achar o seu próprio caminho.
A narrativa é em terceira pessoa e se alterna entre os personagens, sendo que a maior parte fica mesmo com Júlio César, mas também temos os POVs de Marco, Alexandria e Sila. As descrições dos ambientes, das pessoas e dos costumes da época são maravilhosos, e não são cansativos. Os personagens são muito bem construídos, e a história é de leitura bem fácil. Como eu disse lá em cima, ei li bem rápido, e já engatei o segundo. E assim, Conn Iggulden se junta aos meus autores preferidos. Recomendadíssimo!
Trilha sonora
Não tem jeito, falou de Roma, só me vem duas na cabeça: Now we are free (![]()
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) e The Battle, lindas desse músico sensacional que é o Hans Zimmer (sério, ninguém faz trilhas como ele). Também não podia deixar de fora o tema de abertura de Roma. E eles não são romanos (e sim holandeses) mas Stand my ground, do Within Temptation tem tudo a ver (confira a letra).
Se você gostou de Os Portões de Roma, pode gostar também de:
- As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
- As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
- A Busca do Graal – Bernard Cornwell;
- 1356 – Bernard Cornwell;
- coleção Ramsés – Christian Jacq;
- Os Pilares da Terra – Ken Follett;
- Mundo Sem Fim – Ken Follett;
- O Físico – Noah Gordon.
