Rapidinho, só por isso:
Westeros, Terra-Média, Nárnia, Hogwarts…tantas viagens, tantos amigos, tantos amores, tantas vidas. Por isso nosso muito obrigada.
Feliz Dia do Escritor!
"All you have to decide is what to do with the time that is given to you" Gandalf, The Gray
Rapidinho, só por isso:
Westeros, Terra-Média, Nárnia, Hogwarts…tantas viagens, tantos amigos, tantos amores, tantas vidas. Por isso nosso muito obrigada.
Feliz Dia do Escritor!
Hoje, quando você sair à procura de Yancey, o Rimador, e tiver de abrir caminho em meio às prostitutas, aos valentões e aos viciados loucos por mais um dia de cheirada ou um trago, você irá se deparar com o corpo de uma criança. O cadáver exala um odor que não é dele, um cheiro que recende a magia e a um lugar, se Sakra quiser, para o qual você jamais irá querer voltar. Não fique tempo demais de bobeira perto do corpo; os gélidos vão querer saber o que você fez e o que há na sua bolsa. E quando eles te pegarem, é para a Casa Negra que você irá, onde o Comandante fará uma oferta que você não terá como recusar. Bem-vindo a um mundo como nenhum outro, com uma linguagem estranha e rica e uma violência tão sombria quanto o mais negro dos noires.
Desde que eu vi esse livro na livraria, pela capa, me chamou a atenção. Só que eu fui empurrando, empurrando por causa do preço até que finalmente achei num site e consegui baixar. E não demorei para pegar para ler.
A história começa com o Guardião, que pelo menos neste primeiro, não tem nome (ele tem, mas não é revelado) apresentando como são as coisas em Rigus, cidade fictícia mas que tem várias semelhanças com o nosso mundo. A diferença é que eles tem magia. E o Guardião, um ex-agente da Rainha, vive no submundo de Rigus, onde agora sobrevive de traficar sopro-de-fada (droga da qual ele mesmo tem dependência) e também pela parceria com Alphonsus em um bar, onde também mora. E tudo segue na normalidade, quando crianças começam a desaparecer, e alguns dias depois aparecem mortas, exalando um cheiro horrível e não natural. E como os responsáveis por esses crimes macabros não deixam rastros, os oficiais da Casa Negra acabam por chamar o Guardião novamente ao serviço, off-record, para investigar os crimes.
E começa aí uma caçada pelo assassino, e também contra o tempo, porque o Guardião tem um prazo para terminar suas investigações, caso contrário vai parar nas celas da Casa Negra. E não apenas ele deve achar o assassino, mas também tentar esclarecer os motivos para a matança.
O Guardião é um homem carrancudo, sombrio, mas eficiente. E como traficante, ele conhece muito bem os caminhos por onde investigar, e como lidar com as pessoas certas para ajudar na investigação. Ele é o típico anti-herói que a gente adora adorar, sem muitas palavras, sarcástico e nada social. Ele foi expulso do serviço da Rainha, mas a gente ainda não sabe porquê, sabe um pouco de seu passado na Guerra, e de sua infância sob a tutela do Grou Azul, um mago poderoso que lança os feitiços de proteção sobre Rigus. Esse Guardião lembra muito o Cormoran Strike, de O Chamado do Cuco (sequência saindo em breve! \o/ Hail to the queen!), em mais de um sentido: tanto o personagem como o desenrolar da trama, revelada camada a camada e costurada para revelar o quebra-cabeça no final.
Mas, mesmo que relutante, o Guardião tem um ajudante: Garrincha, um garoto de uns 12 anos, de rua, mas que acaba sabe-se lá porquê entrando para o serviço do Guardião. Garrincha não é de muitas palavras, mas é teimoso, avesso às regras, inteligente, competente e tem a vivacidade normal de uma criança dessa idade. Ele faz umas perguntas bem insolentes, que são uma diversão à parte no livro.
Vale ainda destacar Célia, uma outra protegida do Grou, feiticeira de alto grau que em certo ponto da vida foi (e continua sendo) o interesse amoroso do Guardião. Provavelmente ele é a pessoa que mais entende o Guardião, e que conhece a alma dele. Há entre eles muita coisa inacabada, e uma tensão palpável toda vez que eles estão juntos. E o Grou, que cuido dos dois enquanto crianças, é um mestre idoso já, e meio amalucado, mas que de dentro de sua loucura acaba ditando a razão.
Há outros personagens interessantes também, como Brightfellow e o Espada (eu não lembro agora o nome dele), mas eles aparecem relativamente pouco, e nem posso elaborar muito sobre eles para não dar spoiler. Adolphus, o parceiro e melhor amigo do Guardião, é outra voz de razão no livro, e vale também destacar sua mulher, uma baixinha invocada que consegue dominar tanto o Guardião como o marido com uma palavra.
A narrativa é boa, flui (eu só demorei para ler porque li no kobo, e só uso o meu para ler fora de casa, e tenho passado bastante tempo em casa depois que tranquei a faculdade, só trabalho à tarde). A trama é envolvente, e o mistério pode até ser meio previsível, mas como acontece em O Chamado do Cuco, só é revelado mesmo no final, e tem umas reviravoltas que eu também só descobri no final mesmo. A história é contada em primeira pessoa pelo Guardião, por isso também que não dá para confiar muito no mistério, porque ele relata tudo do seu ponto de vista, e ele tem muitos desafetos. Daniel Polansky também criou uma mitologia própria, e um mundo rico e diverso, mesmo que facilmente identificável para nós. Agora é esperar que a sequência mantenha o nível (digo isso porque ultimamente andei me decepcionando um pouco com algumas).
Trilha sonora
From yesterday, do 30 Seconds to Mars foi á única que eu consegui pensar.
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Que aconteceria se dois objetos absolutamente idênticos em forma e substância fossem reunidos? Este é o pivô deste romance passado durante os dias inflamados do final da Era do Caos. Da época em que Darkover estava dividido em Cem Reinos em guerra e a civilização oscilava à beira do esquecimento.
Cumprindo a minha promessa a mim mesma de reler e resenhar os livros de Marion, especialmente a série Darkover, vim com mais um volume da série. Dois para Conquistar se situa na Era dos Cem Reinos, e ocorre umas centenas de anos depois de Rainha da Tempestade e A Dama do Falcão (aliás, se você não conhece a série Darkover, recomendo ler as resenhas anteriores, em ordem, porque eu explico um pouco sobre ela). O planeta se encontra dividido em diversos pequenos reinos, como diz o nome da era, e guerras de fronteiras e políticas assolam todo o mundo do Sol Sangrento. E também preciso me corrigir em uma coisa: a trilogia Clingfire, que eu mencionei em Rainha da Tempestade, na verdade ocorre nesta época dos Cem Reinos, e não na Era do Caos. Na verdade, tanto ele como este situam-se num período de transição.
Sim, a terra é assolada por guerras de poder, muitas ainda envolvendo a tecnologia de matriz, com suas armas de longo alcance e letalidade total. E com este cenário como pano de fundo, estamos nas Astúrias, reino que pertence aos Di Asturien. Mas há também uma tentativa de unificação dos reinos sob um único estandarte, e no caso esse estandarte é o dos Hastur, a família que se diz descendente direta dos deuses Hastur e Cassilda, e que é a mais poderosa de Darkover. Neste panorama cresce Bard, filho bastardo de Dom Rafael di Asturien. Bard é criado na corte, sob tutela do irmão de Dom Rafael (que eu não me lembro agora como se chama), e tem na verdade todas as regalias dadas a um príncipe e herdeiro legítimo. Só que Bard na realidade é um personagem detestável. É misógino e machista, belicoso ao extremo, só está feliz durante a guerra, orgulhoso e paranoico e possessivo ao extremo. E essa combinação não é nada boa.
E Bard é o narrador da história, então a maior parte da narrativa se passa na cabeça dele. Ele acha que todo mundo deve algo a ele, e que tudo que dá errado em sua vida é por culpa de alguém, menos dele e de seu temperamento violento. Veja bem, Bard se acha na verdade vítima de seu pai por ser filho bastardo. E quando a mão da princesa Carlina, filha do rei das Astúrias e sua prima, ele acha que ela é sua posse. Aliás, é assim que Bard vê todas as mulheres que passam em sua vida. E ele tem um laran péssimo, que faz com que ele use compulsão para que elas façam sexo com ele. Sim, pessoas, Bard é um estuprador serial, e o pior, nem se dá conta disso. Acha que todas as mulheres no fundo querem ser dominadas. E quando ele acaba tentando forçar Carlina a ceder (porque na cabeça de Bard, estar noivo dela equivale a ser marido, e dá o direito de possui-la), e ele acaba cometendo uma atrocidade e é banido das Astúrias por sete anos, ele vai para o norte, nas colinas Kilghard e se torna um mercenário conhecido como Lobo. E o tempo em exílio só fez o temperamento de Bard piorar. E não se reocupem, ele vai ter o que merece, mas não vou falar sobre isso, pra não dar spoiler.
Mas, nada dura para sempre, e quando o velho rei que sentenciou o exílio morre, Bard retorna a sua casa. E ainda obcecado pela ideia de Carlina (isso é importante. Na realidade, Bard não a deseja, ela não é o seu tipo, mas sim uma peça para sua ambição) e agora que seu irmão Alaric é rei das Astúrias e seu pai o regente, Bard é elevado a lorde comandante do exército. Esqueci de dizer que o velho rei morreu com um filho pequeno, que sua mãe leva para longe, fugindo da guerra, por isso Alaric sobe ao poder, mas na verdade é seu pai, Dom Rafael, quem governa (qualquer semelhança com Westeros e um certo Usurpador não é mera coincidência). E lembra que eu disse que há uma tentativa de unificar todo o mundo sob um único rei, um Hastur. Pois então, Dom Rafael (e ele não está sozinho nisso) não aceita, ou melhor, ele até acha que a unificação é uma boa ideia, mas desde que seja com ele no comando.
Esse pacto na verdade implica mais do que isso. Depois dos horrores produzidos pelas torres, como o fogo aderente e a água de ossos, que matam à distância e condenam inocentes na guerra pelo poder, Varzil de Neskaya quer propor o banimento das armas produzidas pelo laran. E sim, a unificação para se certificar de que isso aconteça. E esse é um ponto delicado, porque se eu não tenho fogo aderente, mas meu vizinho tem e me ataca com ele, como eu vou me defender? E enquanto alguns já aderiram ao pacto, sob a tutela dos Hasturs, outros ainda não. E para ajudar na estratégia de conquistar todo o mundo, Dom Rafael elabora um plano ousado, e potencialmente perigoso. Através de tecnologia de matriz, ele busca a cópia exata de Bard. E ela vem de muito longe.
A cópia atende pelo nome de Paul Harrell, e é um terráqueo. Só que Paul é um criminoso, e está em sono suspenso como punição. Porque Paul não é só a cópia física de Bard, mas também é exatamente o mesmo homem que Bard é, só que em outro lugar. Ou pelo menos, é isso o que dizem, Porque para mim, Paul até pode ser assim, mas depois que acorda em Darkover, ele é outro home, bem diferente de Bard. É mais comedido, não é orgulhoso, e mais humilde e menos selvagem que Bard. E o objetivo do velho ao trazer Paul é que ele possibilite que Bard, que é um excelente estrategista militar, possa estar em dois lugares ao mesmo tempo, e assim, dividir o exército, e assegurar a vitória.
Dois para Conquistar é um dos poucos livros de Marion que não tem uma mulher como protagonista, mas isso não quer dizer que elas não estejam presentes e que não desempenhem papel crucial na trama. A começar por Carlina, que é uma princesa, mas não é mimada, é forte e decidida, e não quer casar com Bard, nem com ninguém. Ela é inteligente e independente, e segue seu próprio caminho, sem que ninguém a detenha. Não é uma conformista. Não posso falar mais dela senão dou spoilers, mas ela tem papel fundamental no final.
Também Melisendra, uma leronis que se preservava virgem para a Visão, mas que acaba compelida por Bard e é a mãe de seu filho. Melisendra é outra mulher forte, decidida, e acaba desarmando Bard com suas atitudes. Ela acaba se envolvendo com Paul, e é extremamente compassiva. Ela passa horrores, mas ainda é capaz de perdoar. E a voz da razão no livro vem de Melora, irmã mais velha de Melisendra, leronis de Neskaya. Ambas são inteligentes e piedosas, independentes e senhoras de si. Só elas entendem Bard, e conseguem lhe mostrar um pouco de misericórdia.
O livro é muito bem narrado, a história prende, mas confesso que passar muito tempo na mente de Bard é terrível, devido à forma como ele vê as mulheres. E Marion conseguiu se desprender totalmente e construir um Bard muito complexo. Neste, em vez de aventuras com em A Dama do Falcão, vemos mais tramoias políticas e trapaças, mas isso tudo faz parte de Darkover, um mundo tão fascinante e tão cheio de nuances como Westeros. Ainda prefiro os romances da Era do Caos, mas de modo geral, Darkover é viciante. Ficção-científica de primeira, mesclada com fantasia. Se você não conhece ainda, vá atrás.
Trilha sonora
This is War, do 30 seconds to Mars é perfeita, em tudo, inclusive pela letra (a warning to the people, the good and the evil, this is war). Seven devils, Florence and the Machine também. Monster e Demons, Imagine Dragons (![]()
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) e Somebody else´s song, do Lifehouse (mais ![]()
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).
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Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.
Comprei esse livro por motivos de: Bradley Cooper na capa.
Mas sério, eu assisti o filme, e gostei e desde então eu tinha vontade de ler. Acabei enrolando um pouco (eu comprei esse ano, então passou na frente de vários da estante) nem sei porquê, mas compensou.
Pat Peoples está saindo da clinica psiquiátrica, depois de ter passado o que acredita serem apenas alguns meses lá. Ele não se lembra de muita coisa do que aconteceu no “lugar ruim”, nem porque foi parar lá. Só o que ele sabe é que está em um “tempo separado” de sua mulher, Nikki, e está mais determinado do que nunca a ser um marido melhor agora, porque ele mesmo reconhece que não foi um marido bom para Nikki. Por isso, agora ele pratica ser gentil, em vez de ter razão.
O que eu gosto muito em Pat é que ele é o eterno otimista, e acredita piamente em ver o “lado bom da vida” (em inglês deve ser mais legal, porque a expressão é silver lining, em referência àquela linha prateada que contorna as nuvens de chuva. E ela significa ver o lado bom de todas as coisas, que mesmo nas situações mais difíceis, sempre há beleza e uma coisa boa). Claro que Pat ainda leva consigo as sequelas de ter ficado no hospital, mas acho que todos nós aprendemos alguma coisa com ele e seu otimismo. Bem tipo Polianna e o jogo do feliz. E esse é um jogo que todos nós devemos tentar, pelo menos, jogar (e é super difícil).
E nem tudo é bom na vida de Pat. Seu pai não fala com ele, Nikki não entra em contato, e Pat tem que ir a sessões de terapia toda semana para não voltar para o “lugar ruim”. Esqueci de dizer que Pat só sai da clínica porque sua mãe conseguiu uma ordem judicial. Para compensar, Pat faz exercícios físicos como louco, assiste aos jogos de seu time de futebol americano, os Eagles, e procura ler os livros que Nikki recomendava a seus alunos em seu curso de literatura.
E nessa de fazer exercícios, Pat corre por quilômetros todo dia, e acaba conhecendo Tifanny, uma jovem viúva que também beira a depressão, como ele. E uma estranha amizade começa entre eles. Eles não conversam muito, na verdade Pat acha meio irritante o modo como Tifanny corre com ele, mas entre eles há uma cumplicidade muito grande, que ultrapassa as palavras.
Tifanny perdeu seu marido há uns anos, e depois disso perdeu eu emprego, e agora vive nos fundos da casa dos pais e se dedica a participar de concursos de dança para compensar a falta do marido. Ela usa outras coisas para compensar também, mas não quero falar caso você não tenha visto o filme e nem tenha lido o livro. Tifanny é inteligente e bem direta, fala francamente aquilo que lhe vem à cabeça. E essa personalidade mais aberta complementa perfeitamente o jeito mais soturno de Pat.
Também vale destacar o terapeuta de Pat, Cliff, um indiano fanático pelos Eagles também. E Cliff age mais como amigo de Pat do que como terapeuta, mas sabe exatamente o limite de quando ser o médico e quando ser o amigo. E a mãe de Pat, pequena e mãezona mesmo. Adorei a parte que ela faz greve geral com o marido. E isso resume bem a personagem: ela faz de tudo pela família, mas tem voz própria também, e acaba agindo como elo entre todos.
O livro é escrito em forma mais ou menos de diário, com a narração em primeira pessoa de Pat. É uma leitura leve, os capítulos são curtinhos, e a história é uma delicinha. Só o que enche um pouco a paciência são as inúmeras narrações dos jogos de futebol americano, e para mim, a obsessão de Pat por Nikki (o que na verdade dá para entender), mas nada disso atrapalha a leitura. Li em 3 dias, e isso porque meio que segurei a leitura (e tinha que fazer um lesson plan para o trabalho, e nadar, comer, dormir…). Vale a leitura, Uma ótima lição de otimismo.
Trilha sonora
Fairytales and Castles, Fool, Make me over e Butterfly todas do Lifehouse, e combinam perfeitamente. Total eclipse of the heart. da Bonnie Tyler não poderia ficar de fora (quem leu já sacou. E eu sei que a música é meio brega, mas eu ADORO!). E finalmente Gonna fly now, de Bill Conti, que eu nem gosto, mas quem leu vai entender, e depois, não dá pra não associar essa música com treino e trabalho duro, encaixa direitinho com as sessões suicidas exaustivas de musculação de Pat no porão.
Filme
Faz um tempo que eu vi, mas a adaptação ficou muito boa. Só o final é um pouco diferente, mas no geral, praticamente igual ao livro. E as atuações de Bradley Cooper e Jennifer Lawrence são exemplares (não sei se dignas de Oscar, mas com certeza brilhantes). E ainda tem o Robert de Niro. O que mais você quer?
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ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.
ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU OS OUTROS LIVROS!
Após ter sido separado de Jace pelo Fogo Celestial, Sebastian está em fuga. Ninguém sabe onde ele está se escondendo, mas de alguma forma, ele consegue ir e vir de Idris ou Los Angeles, ou onde bem quiser ir. E armado com o Cálice Infernal, ele vai transformando Shadowhunters em Endarkened (sorry, people, mas com eu li em inglês não sei como traduziram. E eu procurei). voltando os Shadowhunters uns contra os outros, e aumentando o seu exército.
E, depois de ataques sistemáticos contra Institutos ao redor do mundo, assustados, os Nephilim fogem para Idris, acreditando estar a salvo das garras de Sebastian. Mas, quando uma grande traição é revelada, Idris se fecha completamente, e obriga Clary, Jace, Alec, Isabelle e Simon a ir até uma dimensão infernal para tentar parar Sebastian. Porque, vejam bem, nessa altura, a Clave já tinha se dado como derrotada, e estava em vias de estabelecer uma trégua com Sebastian. Ou assim Clary pensa.
E não tem jeito. Citando nossa amada Cersei: When you play the game of thrones, you win or you die. There is no middle ground. Não mesmo. Agora é vida ou morte. E é hora de fortalecer alianças e sacrifícios. Não há mais como os Nephilim se esconderem atrás de seus códigos, se Sebastian vencer, isso significa um mundo sem Shadowhunters, e muito possivelmente o fim da raça humana.
E no meio desse cenário apocalíptico, como ficam nossos amigos Shadowhunters? Bom, depois que o Fogo Celestial entrou nas veias de Jace, ele vem tentando controlar seu temperamento com aulas de relaxamento com Jordan, a fim de não incendiar tudo a sue redor. E ele tem que ter cuidado especialmente com Clary. E como ele lida com isso? Como sempre, com muito sarcasmo e ironia, disfarçando a angústia interior. Mas por outro lado, achei ele um pouco mais cauteloso neste, e até mais carinhoso com Clary que de costume. A ponto de às vezes ficar piegas demais, coisa que até agora Cassie conseguiu evitar.
Clary por sua vez está mais madura, e também sofre por não poder tocar em Jace sem levar um choque 220V. Claro que ela que levar a relação dos dois mais para a frente, mas não pode. E isso é frustrante. E ela lida com isso indo atrás da fonte, e tentando encontrar um jeito de reverter a situação e ter de volta seu Jace. Ao mesmo tempo, ela é atormentada por imagens de Sebastian e de como seu irmão poderia ter sido, caso Valentim não tivesse transformado o garoto em um mostro. E mais que ninguém, tanto ela como Jace sabem muito bem do que Sebastian é capaz, e como ele pensa, para simplesmente aceitar os termos oferecidos à Clave. Só que, claro, para variar, a Clave não ouve. Por isso ele e seus amigos tomam as coisas em suas próprias mãos.
Alec passa por um momento delicado. Ao mesmo tempo que tenta reconciliar o fato de o pai não o aceitar por ser gay, e que o pai teve uma amante, e não ser o homem que ele sempre pensou que fosse, também tem que tentar ir em frente sem Magnus, depois de ter terminado com o mago. Cassie fez um ótimo trabalho desenvolvendo Alec, mostrando todas as suas angústias de ser muito jovem para assumir a liderança da família, e tentar se encontrar, saber quem é. Achei bem bacana conhecer esse outro lado de Alec, o lado mais sensível, em vez do lutador implacável.
Simon e Isabelle passam pela fase de definir a relação, apesar de o namoro deles ser tão firme que não há dúvidas de que eles são de fato um casal. E algumas das cenas mais hilárias do livro se passam com os dois. Fora isso, os dois são os mesmo Simon e Isabelle de sempre. E Maia aparece pouco, mas agora ela atem um papel de maior importância. Tenho que confessar que não gostei muito do rumo do arco de Maia (Cassie tomou umas e outras com o Santa From Hell), mas no fim foi eficiente.
Novos personagens aprecem nesse livro, como Emma Carstairs e Julian Blackthorn. Ambos são sobreviventes do ataque ao Instituto de Los Angeles, junto com os irmãos menores de Julian, e vão ter papel importante na história, mas não posso adiantar muita coisa sobre eles, por motivos que vou explicar melhor mais para a frente. Jia Penhallow, a autoridade maior da Clave também tem papel mais importante neste, bem como o pai de Alec e Izzy. Um outro personagem, que permanecerá anônimo aqui, mas que tem ligação com a trilogia As Peças Infernais (que eu vou ler agora, depois de terminar esta, e fiz isso de propósito, por ser uma prequel). Se você leu a prequel, já sabe, mas eu vi um spoiler sem querer.
Como sempre, o livro é recheado de ação, muito sarcasmo e ironia, mas a história se desenvolve de maneira consistente. Cassie não cometeu o erro clássico de misturar muita coisa e não saber o que fazer depois. Ela manteve o foco o tempo todo. E neste em particular eu vi muita influência de ASoIAF, Harry Potter e TLOTR, entre outras. Algumas passagens me levavam diretamente a outros livros, mas mantendo sempre a identidade. E Cassie amarrou bem as pontas, não deixou nada sem explicação, e até abriu espaço para uma spin-off, e se você pensou aí que ela tem a ver com Emma e Julian, pensou certo. O livro, apesar de extenso, tem narrativa fácil, que se alterna entre os personagens, e a leitura flui. E só não me despeço do universo dos Shadowhunters com saudade porque ainda tenho a prequel para ler, e a nova spin-off. Vale a leitura.
Trilha sonora
Primeiramente, Highway to Hell do AC/DC é perfeita, por motivos óbvios. Também Carry on my wayward son, do Kansas (sempre lembro dos Winchester), Save me, do Remy Zero, You found me, The Fray e Stand my ground, do Within Temptation.
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