domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães

 

Esse post é rapidinho, só uma pequena homenagem às mães, em especial à minha.

I’ve got a good mother
And her voice is what keeps me here

Esse pequeno trecho da música Good mother, da Jann Arden (eu tenho uma boa mãe, e sua voz é o que me mantém aqui), sempre me faz lembrar da minha mãe. Minha mãe é forte e uma das pessoas mais generosas que eu conheço. Ela é voluntária no HC em São Paulo duas vezes por semana e ajuda muita gente. Eu gostaria de ser um pouquinho mais como ela. Por isso, fica aqui a minha homenagem a essa mulher incrível, que também incutiu em mim a paixão por livros, desde bem pequena.

E vou parar por aqui porque as lágrimas estão ameaçando cair. Só falta dizer:

MÃE, TE AMO!

Dia das mães

Parabéns a todas as mães! Lembrem-se que seu dia é todo dia.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Amante sombrio – Irmandade da Adaga Negra #1 – J. R. Ward

 

Amante sombrio Nas sombras da noite, em Caldwell (Nova Iorque) se desenrola uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos. A Irmandade e seus caçadores e os assassinos. E existe uma Irmandade Secreta de seis vampiros guerreiros, os defensores de toda a sua raça. Nenhum deles deseja aniquilar a seus inimigos com tanta ânsia como Wrath, o campeão da Irmandade da Adaga Negra. Wrath, o vampiro de raça mais pura dos que povoam a terra, tem uma dívida pendente com aqueles que, há séculos, mataram seus pais. Quando morre um de seus mais fiéis guerreiros, deixando órfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e seu destino, não resta a ele outra saída senão levar a bela jovem para o mundo dos não mortos. Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente para resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita toda a noite, envolto nas sombras. Suas histórias sobre a Irmandade a aterrorizam e a fascinam... E seu simples toque provoca chispas de um fogo que pode acabar consumindo a ambos.

 

Já fazia tempo que eu queria ler esta coleção. Confesso que os nomes dos livros não me agradam muito, nem as capas, mas adoro o nome da série. E todo mundo sabe que eu adoro vampiros. Ele já estava na minha estante faz um tempo, e foi só a Fefa, do Apaixonada por Papel perguntar se alguém tinha lido que eu já usei a desculpa para ler.

A história começa quando Darius, um dos vampiros membros da Irmandade procura Wrath (ira, em inglês. Isso é importante), o último vampiro puro do mundo (ele não tem sangue humano), e por isso o mais poderoso de seu clã. E também é o líder da Irmandade. Mas acho que tenho que explicar algumas coisas antes.

A Irmandade da Adaga Negra é um grupo de elite dos vampiros que luta contra os redutores, um grupo de humanos sem alma que luta para exterminar os vampiros da face da Terra. E os vampiros estão meio que em extinção. É que veja bem, ou você nasce vampiro ou não. Neste universo, ninguém transforma ninguém em dentucinho. Também é possível ser mestiço, ou seja, meio humano, meio vampiro. Quem tem a propensão, se transforma por volta dos 25 anos, e nem todo mundo sobrevive a essa mudança (até aí, bem House of Night). E uma vez transformados, os vampiros precisam de sangue sim, mas de preferência de outro vampiro do sexo oposto. O sangue humano também serve, mas ele não é suficiente para sustentar um vampiro por muito tempo. E também não é necessário que o humano morra. E os vampiros também precisam de alimento comum, como nós. Isso é o básico que você precisa saber por enquanto. Mas antes de começar, há um glossário para facilitar as coisas (e eu sei que tem uma espécie de guia da Irmandade publicado também).

De volta à resenha, Darius procura Wrath justamente porque sua filha está para alcançar os 25 anos, e muito próxima da transformação. E só quem pode mantê-la a salvo é Wrath, devido a seu sangue puro. Só que as coisas não saem exatamente como ele planeja, e Darius acaba morrendo.

Beth, sua filha, cresceu em lares adotivos e não sabe nada de sua linhagem. Mas com a transformação tão perto, sua saúde começa a falhar. As coisas pioram quando um anoite, saindo do trabalho, ela é atacada e quase estuprada. Frágil desse jeito, ela não consegue resistir a Wrath. Mas não se engane. Beth tem a saúde frágil (neste momento, ela não é doente nem nada), mas é determinada e segura de si. Ela teme ao mesmo tempo que se sente atraída por Wrath. E tem suas razões. Vamos dizer que ele não é lá muito amigável, e sua aparência já é suficiente para botar medo em qualquer um. Mas isso não impede que ela enfrente o vampiro.

Wrath, por sua vez, faz o tipo solitário, que fala só praticamente em monossílabos. Ele é meio brucutu, e como líder da Irmandade, tem certas responsabilidades, e seu papel no mundo deles é ainda maior, mas ele reluta em assumir o que realmente é. Digo na hierarquia deles. ele não tem problema nenhum em ser vampiro. Mas as coisas começam a mudar com a chegada de Beth. E o que ele a princípio encara como um dever para com seu irmão morto, aos poucos vai mudando, e ele não sabe muito bem como lidar com isso. E lembra quando eu disse que era importante saber a tradução do nome dele? Bom, quando percebe que Beth está em perigo, sua ira é mesmo implacável. O que eu acho muito legal em Wrath é que apesar de ser o líder, único vampiro puro, etc, ele não é perfeito. Ele é cego, mas ninguém liga para isso, e ele é muito respeitado por seus irmãos. E ele não é o único com uma imperfeição. Phury, um dos integrantes da Irmandade, não tem uma perna. Gostei disso, e também, de volta a Wrath, ele é bem do tipo de personagem que eu gosto: meio cafa, grosso, mas honrado.

Outro personagem interessante é o detetive Butch O’Neal. Ele é amigo de Beth, mas quer ser algo mais. E é um tira sem muitos escrúpulos, durão, beberrão e também solitário. Mas tem boas intenções, e sempre age acreditando que está fazendo o que é certo. Não vou elaborar muito mais, porque ele vai ser importante, mas não quero estragar. Se bem que é meio previsível.

Os outros integrantes da Irmandade também aparecem no livro, mas como cada um da série é focado em um deles, vou deixar para falar deles mais tarde, quando ler os outros. Vale a pena mencionar Tohr, que é o mais normal da Irmandade, e Zsadist, o mais cruel do grupo.

Do outro lado, está  Sr. X, o líder dos redutores. Como o nome indica, ele é enigmático, vive só para matar os vampiros. E é um sádico, diga-se de passagem. Adora torturar suas vítimas. E não mede esforços, nem consequências, quando o assunto é matar vampiros. Ele é mestre em artes marciais, um sensei na verdade, e usa isso como fachada para o que realmente é. E lembra que eu disse que Beth foi quase estuprada? Bom, seu agressor, Billy Riddle, filho de um senador, jovem de 18 anos e com daddy issues, é um dos alunos do Sr. X. E tem sérios desvios de personalidade e comportamento. Ele é importante na história, mas não vou comentar nada, para não estragar (apesar de, novamente, ser bem óbvio).

A história em si é meio fraquinha, mas ela fica mais interessante no final. E já dá o ganchinho para o segundo. E prende a atenção, dá para ler bem rápido (eu devorei as quase 450 páginas me pouco menos de 4 dias) com um misto de suspense e ação. E bota ação nisso. Estou falando agora daquela ação que acontece no quarto. OMG!!!!! Vai buscar uma piscina olímpia de água fria, que a coisa ficou quente! Se você acha que a HBO pega pesado nas cenas de sexo, e que George Martin exagera nas descrições do sexo nas Crônicas do Gelo e do Fogo, é porque não leu a Irmandade da Adaga Negra. Fala sério! Nesse ponto, o livro é 10. Bem sexy, e red hot. Sinceramente, não que eu seja pudica nem nada, mas às vezes beira a vulgaridade. Mas eu já sabia disso muito bem quando peguei para ler, e honestamente, vampiro tem que ser assim mesmo. Nada de “só casando” ou de glitter ao sol. E como eu disse, ele deixa um bom gancho para o segundo livro, deixando a gente com água na boca. Então, se você curte, é um prato cheio.

Trilhas sonora

Kiss me, do Indecent Obsession, é perfeita. O começo dela diz tudo. Também Erotica (podia ser outra?) e Fever ,da Madonna dizem tudo. Ainda The monster's loose, do Meat Loaf, Fear of the dark, do Iron Maiden e The kill do 30 seconds to Mars (e fala sério que o Jared Leto tá tudo nesse clipe! E em duplicata! Ô aqui em casa…)

Se você gostou de Amante sombrio, pode gostar também de:

  • Vampire Academy – Richelle Mead;
  • As crônicas de Sookie Stackhouse – Charlaine Harris (e a série True Blood);
  • As crônicas vampirescas – Anne Rice;
  • Drácula – Bram Stoker.

terça-feira, 8 de maio de 2012

GoT 2x06 – The old gods and the new

 

ATENÇÃO! SPOILERS DOS LIVROS!

Mais uma semana, e, sem perceber, mais um episódio de Game of Thrones e já passamos da metade (jaaaaá???????). E este já começou com tudo.

Logo de cara, o desespero toma conta, porque Theon chegou em Winterfell. Confesso que esperava mais caos e sangue, mas daí lembrei que no livro também Theon toma o castelo de forma muito inteligente (até quem não gosta dele tem que admitir a engenhosidade dele): com cerca de 20 homens e sem derramar muito sangue. E para mim essa foi a melhor parte do episódio.

Theon Winterfell

Já disse que adoro o Theon, apesar de não gostar de suas atitudes. E a atuação de Alfie Allen me faz gostar ainda mais do personagem. O episódio começa com ele entrando no quarto de Bran e comunicando que tomou o castelo. E vejam bem, ele faz isso bem civilizadamente, tratando Bran de acordo com sua posição. E essa cena foi linda. Um verdadeiro duelo de titãs entre Alfie e Isaac Hempstead Wright. Os dois estavam em pé de igualdade em termos de atuação. Gostei principalmente da hora em que Bran pergunta a Theon se ele sempre odiou os Stark. Novamente, mais do que palavras, o silêncio de Theon deu conta do recado. Falou muito mais alto, e acho que ficou aparente para todo mundo que não. E mais tarde, já no pátio, quando Theon executa Sor Rodrick, foi outro show, tanto de Alfie quanto de Isaac. E uma coisa que chama a atenção é que esta cena, apesar de cruel e violenta, ela mostra que Theon é levado a isso, ele não quer executar o seu professor de armas. Tanto assim que ele demora para cortar sua cabeça, ele descobre que não é tão fácil (em mais de um sentido). A fúria com que ele ataca Sor Rodrick acho que é tanto direcionada a Sor Rodrick como a ele mesmo, e a Dagmer Cleftjaw, que botou a ideia de invadir Winterfell na cabecinha de Theon. Mas se não o fizer, nunca terá o respeito de seus homens. O conflito, sempre presente. Isso se resume muito bem em uma frase de Theon: “eu não posso lutar por Robb e meu pai ao mesmo tempo”. Nessa ordem. Acho isso muito relevante. Vaja a cena toda (aviso: ela é superforte):

Ainda nesse núcleo, não sei o que pensar de Osha e Theon. Isso está bem diferente do livro. Osha não transa com Theon (apesar de no livro ele lamentar que não consegue. Afinal, tem saia, Theon quer…Sério, alguém já computou quantas o Theon já traçou? É o que mais se dá bem, pelo menos por enquanto ;D). E já ficou aparente que Jojen e Meera não aparecerão nesta temporada. Mas para quem anda reclamando a falta deles, leia esta entrevista com David Benioff e D. B. Weiss que o Game of Thrones BR publicou. Ela é meio longa, mas muito esclarecedora (e aí? Notaram algo em comum entre eu e eles?). Voltando a Osha e Theon (não que eu esteja reclamando de ver Alfie Allen sem camisa – ui! que escândalo!), foi muito rápido. Claro que está na cara que Osha tem um plano, mas eles fugiram muito rápido. E muito fácil.

Robb desenho Saindo de Winterfell para o acampamento de Robb, dei risada da tentativa de xaveco dele com Talisa. Tudo bem que se ele viesse com a mesma conversinha pra cima de mim, com aqueles lindos olhos azuis, eu cairia (;D), mas foi meio patético. E que timing o de Catelyn! Sério, não deixa o filho nem curtir um pouquinho! E que piada ela falando para ele que ele não pode se envolver com ninguém…por culpa de quem, hem Catelyn? Mas a cena foi boa, tanto Richard Maddenlicious como Oona Chaplin e Michellle Fairley mandaram muito bem. Aliás, Robb babando por Talisa foi show. E admito que gostei da cara de Catelyn ao perceber o filho praticamente de quatro por Talisa.

robb e catelyn

Por outro lado, quase ri (não por ser engraçado, mas pela ironia) de Catelyn agora querer falar com Theon. Cara, a mulher detesta ele, e ele sabe, e a fulana quer negociar? E ainda tem gente que acha ruim quando a gente fala que Catelyn é burra. Mas, infelizmente, Robb passa a missão para Roose Bolton, e a gente sabe o que vem depois. E Bolton já mostra bem quem é: a princípio todo cortesia e puxando o saco de Robb, mas no fim, ele quer o mesmo que Theon: tomar Winterfell.

tyrion e cersei

Enquanto isso em King’s Landing, Myrcella é despachada para Dorne, para total desgosto de Cersei. E Lena Headey mandou muito bem. É na volta para o castelo, explode o caos. Amei o cocô de vaca se espatifando na cara de Joffrey ;D. E para coroar esse momento, Tyrion ainda dá um tabefe no garoto, e ironiza: eu bati, e minha mão não caiu! XD Show! E show também foi a atuação de Jack Gleeson e Peter Dinklage. Mas quem roubou a cena aqui foi Sansa, abandonada no meio do caos. Sophie Turner foi excelente em cena. E mais tarde ao falar com Shae. E esta última deu o primeiro sinal de vida na temporada até agora.

Em Qarth Dany continua com seus jogos políticos. E aqui aconteceu a alteração mais grave até agora: o roubo dos dragões. Isso não acontece no livro, e sinceramente não sei onde isso vai dar. É esperar. Mas como minha amiga Fernanda disse ontem no carro enquanto íamos para mais uma aula sem sentido de sintaxe, o núcleo de Dany precisava de um pouco de ação. No livro também é meio parado, até que ela entre na Casa dos Imortais (no livro por livre e espontânea vontade, num ato de coragem, e não por desespero. E quando chegar essa parte, não sei se quero ver…me lembro do que ela viu e me entristece). Mas licenças poéticas à parte, a cena foi muito bem executada, e Emilia Clarke foi maravilhosa em cena. E não posso deixar de me compadecer ainda mais dela, já que seu khalasar foi todo exterminado.

Dany xaro

E em Harrenhall, Arya tem seu segredo quase revelado. Sorte a dela que ela tem Jaqen a seu lado. E o que foi aquela morte?! A de Cócegas foi mais impactante, concordo, mas essa segunda…Do nada, bem ao estilo de Jaqen. Maisie Williams de novo dando show, e uma pequena, mas muito boa, participação de Tom Wlaschiha. Pena que não teve Gendry ;(

ygritte Pensaram que eu me esquece de Snowy Goodness? Claro que não, mas como ele é o meu preferido, deixei para o final. Finalmente as coisas acontecem além da Muralha. E Ygritte finalmente dá as caras. Eu estava muito curiosa quanto a ela. E adorei a atriz, Rose Leslie, é excelente. Adorei o jeito dela falar, com a cabeça erguida, e, apesar de ainda não ter falado, está na cara que Jon não sabe de nada mesmo XD Ela deixou isso bem claro. Adorei ela se jogando para coma de Snowy Goodness e ele tentando (me vão) se manter distante. Mas já deu para sacar um climinha…Aquela história de chegar junto para não morrer de frio…Garota esperta (e quem pode culpá-la?) Sério que não iria achar ruim adiantarem essa parte ;D Brincadeiras à parte, Kit Harrington também foi perfeito em cena, mostrando toda a inocência de Jon ao mesmo tempo que quer provar que é um verdadeiro patrulheiro, e a química entre os dois ficou evidente.  E vamos admitir que nessa Kit Harrington se deu muito bem (e Rose Leslie também, diga-se de passagem), porque Rose é bem mais bonita que Oona Chaplin, com todo o respeito. Confira a cena toda abaixo:

Eu nem acredito que já está acabando. Pressinto que terei uma séria crise da abstinência quando a série terminar ;D

domingo, 6 de maio de 2012

O Herege – A Busca do Graal #3 – Bernard Cornwell

 

Herege Símbolo de imortalidade e pureza, o Santo Graal até hoje inspira vários escritores. Tornou-se o mais mítico dos objetos, gravado no imaginário d o mundo ocidental. Sua lenda é normalmente ligada às histórias de Artur e a Távola Redonda, mas o inglês Bernard Cornwell transporta a saga de sua busca para o século XIV, em plena Guerra dos Cem Anos. Em 'O Herege', terceiro romance da trilogia A Busca do Graal - iniciada com o romance O arqueiro - Bernard Cornwell conta uma saga tão empolgante quanto as aventuras de Artur e seus cavaleiros narradas na série As Crônicas de Artur, que conquistou milhares de fãs mundo afora. Uma fábula sobre guerra e heroísmo que encanta do início ao fim. Mas o livro não se resume a cenas de batalhas bem escritas e reviravoltas cheias de ação e suspense. O material impõe um diferente tratamento à Guerra dos Cem Anos e mostra a importância de outros acontecimentos além das famosas batalhas de Crecy, Poitiers e Azincourt.
Depois de participar do cerco de Calais, o arqueiro inglês Thomas de Hookton reúne um grupo de homens e viaja para o interior da França. Pretende tomar uma fortificação na Gasconha, perto da Astarac de seus antepassados, e assim chamar a atenção de seu primo Guy Vexille, o assassino de seu pai que, como Thomas, também segue a trilha do Santo Graal. Durante a jornada, deixa um rastro de aldeias saqueadas e, em uma delas, salva da fogueira uma jovem acusada de feitiçaria. Uma mulher que faz com que Thomas perca o controle sobre parte de seus guerreiros, ameaçados o sucesso da missão mais importante de sua vida: encontrar maior relíquia de toda a Cristandade. Neste terceiro romance da trilogia "A Busca do Graal", Bernard Cornwell mais uma vez usa o cenário da Guerra dos Cem Anos para contar uma saga tão empolgante quanto as aventuras de Artur e seus cavaleiros narradas na série "As Crônicas de Artur", que transformou para sempre a imagem daqueles heróis lendários.

ATENÇÃO! SPOILERS SE VOCÊ NÃO LEU OS OUTROS LIVROS DA BUSCA DO GRAAL!

Depois de participar do cerco de Calais, e perder e esposa Eleanor (eu tenho que especificar, porque ao contrário de Derfel das Crônicas de Artur, Thomas arranja um caso e se apaixona por onde quer que passe), Thomas finalmente consegue o que quer e parte liderando um grupo de arqueiros para a Gasconha, violando uma trégua na guerra entre ingleses e franceses (ele faz isso sob as ordens do conde de Northampton, que agora sabe sobre a sua busca) a fim de encontrar mais pistas sobre o cálice nas terras de sua família, Astarac. E, com a perda de Eleanor e do padre Hobbe, ambos mortos por seu primo Guy Vexille), Thomas está mais amargurado e sua sede de vingança está ainda maior.

Por outro lado, ele também está mais maduro, e apesar da juventude, consegue liderar homens mais velhos e mais experientes, e tem seu respeito (mais ou menos. Eu explico daqui a pouco). Mas seu ódio o cega, e ele acaba tomando umas decisões precipitadas, que resultam em mais algumas desgraças para ele.

Uma dessas decisões foi proteger uma moça, Genevieve, acusada de heresia. Quando eles chegam a Castillon d’Arbizon, ela está presa e pronta para a fogueira, mas Thomas a vê, e adivinha…se apaixona pela moça. Parte disso também foi em desafio contra a Igreja, mas a razão maior mesmo foi porque ele caiu de quatro pela bela herege. Mas Genevieve na verdade só foi condenada mesmo por ser forasteira, e acabou confessando heresia depois de torturada pela Inquisição. Daí Thomas já sente uma certa empatia por ela. De todas as mocinhas desta série, ela é a que eu mais gosto. Ela é forte e parte para a luta. E tem o espírito livre e bom coração.

Mas Genevieve vai criar sérios problemas para Thomas. Para começar, Robbie, seu amigo escocês, é outro que cai de quatro pela moça, e claro que não gosta nada do fato de Thomas, apesar de perceber que Robbie tinha ficado de queixo caído, fica com ela. E sua dor de cotovelo é tanta que Robbie meio que perde o rumo. Ele também acaba tomando algumas decisões meio impensadas, o que pode custar a amizade com Thomas. Mas Robbie não faz isso por mal. Na verdade, ele é bem ingênuo, e outras pessoas menos escrupulosas tiram proveito da situação. O que vai causar uma divisão no grupo de Thomas. Parte por influência de Robbie, mas também por medo de Genevieve, afinal ela é uma herege.

E Sir Guillaume também acompanha Thomas no ataque, e também cai sob o encanto de Genevieve. Só que ele a vê como a filha que perdeu.Ele continua sendo a voz da razão para Thomas, e continua fiel ao arqueiro. Ele assume o comando dos homens quando Thomas é obrigado a fugir da perseguição da Igreja.

Nesta fuga, Thomas conhece um pouco mais sobe sua família, boa parte disso revelada por Planchard, um abade que dá abrigo a ele e Genevieve na fuga. Planchard é bem idoso, e tem a placidez que vem com a idade. Ele parece um vovozinho. Sabe da busca de Thomas, e sempre dá bons conselhos. Mais do que a busca do Graal, ele entende o jogo político por trás da busca, e não toma parte nenhuma. Ele só quer mesmo manter sua paróquia e seus fiéis.

Agora a busca do Graal é evidente, e toma rumos mais sombrios. O Cardeal Bressières, juntamente com seu irmão Charles, bolam um plano para o caso de Thomas não encontrar o Graal. Eles mandam fazer um em segredo, para ser revelado na hora certa, e assim, assegurar o papado para o Cardeal. Este é um homem calculista e frio, com sede de poder e sem escrúpulos. Ele é o cérebro da dupla. Já seu irmão é a força bruta. E bota bruta nisso. É cruel, como seu irmão é mentiroso e manipulador, e igualmente sem escrúpulos. Eles tem mais destaque neste, no anterior eles até aparecem, mas ficam mais nos bastidores.

E claro que Guy Vexille não deixa a busca para trás. E ele agora se alia a Charles Bressières, o que na verdade é uma barganha para tentar reaver as terras de seus antepassados, bem como seu título. E ele precisa desses aliados, depois que Bernard de Tailleburg morre. Ele continua insistindo numa aliança com Thomas, mas claro que seus objetivos são outros, e Thomas sempre recusa.

Este tem mais ação que o anterior, e as sutilezas políticas também tem papel mais importante. A busca fica mais intensa e mais pessoas se dão conta dela. E em meio a isso tudo, outra ameaça aparece: a peste. Ela chega no final, mas vem com força total. E ela é uma ameaça muito maior que qualquer batalha. Como sempre, Bernard Cornwell não poupa os detalhes mais sangrentos e, tenho que admitir, nojentos. Mas a narrativa é envolvente e dá para ler bem rápido. Se não tivesse que trabalhar, provavelmente eu terminaria em muito menos tempo que eu levei. Recomendadíssimo.

Se você gostou de O Herege, pode gostar também de:

  • As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas Saxônicas – Bernard Cornwell;
  • Stonehenge – Bernard Cornwell;
  • As aventuras de Sharpe – Bernard Cornwell;
  • Azincourt – Bernard Cornwell;
  • As Crônicas do Gelo e do Fogo – George R. R. Martin;
  • Os Pilares da Terra – Ken Follett;
  • Mundo Sem Fim – Ken Follett;
  • As Brumas de Avalon – Marin Zimmer Bradley.

Os Vingadores – The Avengers

 

Avengers Finalmente, depois de duas tentativas frustradas de ver (feriado frio em Sampa, o povo foi todo pro shopping), eu consegui assistir The Avengers. E eu já não aguentava mais de ansiedade, todo mundo que viu dizendo que é muito bom, e eu com a sensação que eu era a única que ainda não tinha visto. E adorei! O filme é muito bom!

Uma queixa comum que eu vi por aí foi o excesso de heróis e falta de vilões. Mas eu sinceramente não vejo isso como problema. Uma coisa que seria mais preocupante seria uma guerra de egos, com um elenco (e que elenco! Fala sério, tirando Onze Homens e um Segredo, e Game of Thrones, que é outro harém, é o elenco dos sonhos! Maior concentração de eye candy por cena do cinema!  Perfeito! Meninas, levem os babadores! ;D). E isso não ocorre. O elenco aliás está muito bem entrosado. Quem rouba a cena (e bonito) é mais uma vez Robert Downey Jr como Tony Stark (o primo distante dos de Westeros – rs. Tadinho de Snowy Goodness! XD).

House Stark

Mas na verdade, o filme mescla muito bem ação e drama. Loki ainda parece um menininho fazendo birra, mas Tom Hiddlestone está muito bem no papel. Logo na primeira aparição, seu olhar demente já diz tudo. Sim, porque ele pode até ser um menino birrento, mas sua birra é mortal, e pode ameaçar o futuro da Terra.

Loki Uma dica, porém. Não é essencial, mas se possível, assista os filmes individuais dos heróis, porque torna algumas coisas mais fáceis para assimilar. Como eu disse, não é necessário (minha irmã não assistiu Capitão América, mas conseguiu acompanhar bem), mas algumas coisas são retomadas destes filmes. A história é simples: Loki, ainda remoendo uma dor de cotovelo daquelas por ter sido colocado em segundo lugar em favor de Thor, e depois ter levado uma surra do maninho, faz um pacto com o seu povo de origem e monta um exército para destruir a Terra. Para isso, ele vai atrás daquela bodega que tinha energia suficiente para acabar com o mundo de Capitão América (esqueci o nome do treco, é um cubo azul brilhante). E tenho que dizer uma coisa: quando Loki não est;a com aquela roupa tipo rock’n’horror show, com chifres (o que rende para ele o apelido de Rena, dado por Tony Stark XD), o cara é estiloso. A hora que ela ataca na Alemanha, ele está impecável, aposto que vestindo Armani, e ele joga um carinha numa mesa, sem deslocar um fio de cabelo do lugar. Muito chique. Mas eu, como a Fefa do Apaixonada por Papel, acho que quem deveria ter aparecido naquela hora é Thor, ou Tony (que tudo bem, chega atrasado, mas tarde para a cena em particular que eu vou citar), e não o Capitão América. Naquele contexto, ficou muito patriótico, aquele tipo bem arrogante típico dos americanos.

Nick Fury

É aí que entra o time de Nick Fury (Samuel L. Jackson, bem no papel, mas acho ele um chato. Poderia ter uma participação menor). Mas Fury não é assim tão legal como parece. É manipulador e não revela tudo que o time precisa saber. E desse conflito vem uma das melhores cenas do filme, quando Tony Stark e Bruce Banner, também conhecido como Hulk (Mark Ruffalo, melhor no papel que Edward Norton e Eric Bana – dois atores que eu amo, aliás -  no papel) o confrontam para esclarecer as coisas.

Bruce Banner

E esse conflito ainda tem mais um lado negativo. Steve Rogers, o Capitão América (Chris Evans, lindo e gostoso), como bom soldado que é, além de pertencer a outra época, não consegue imaginar desobedecer uma ordem de Fury. Por isso, ele entra em atrito com Tony, que a gente sabe que não é lá muito fã de seguir as regras.

Rogers   Tony

Boa parte do filme, aliás, é dedicada a mostrar como esses personagens se conhecem, e que nem sempre as personalidades batem. Thor (o monumento Chris Hemsworth. 1,91 de delícia) também tem seus conflitos com Hulk e também com o resto do time, que a princípio desconfia dele por ser asgardiano. E esses conflitos proporcionam os momentos dramáticos no filme, e todos são bons. Como eu disse antes, o filme faz isso muito bem.

Thor   Black Widow

Hawkeye 2 Completando o time de super heróis, ainda há a Viúva Negra (interpretada muito bem por Scarlett Johansson) e Hawkeye (não sei o nome dele em português). E se eu achava Thomas de Hookton supersexy por ser arqueiro, agora ele tem competição, porque Jeremy Renner (também ótimo no papel. E o dele é meio complicado, mas não vou explicar porque para não estragar) só fez aumentar minha paixão por arqueiros ;D

Outra ciosa que o filme faz muito bem é integrar o humor nisso tudo. As melhores tiradas são de Tony (tem uma amostrinha no trailer, que eu vou colocar mais abaixo), mas também tem uma ótima de Thor (quando diz que Loki é adotado. Aqui pode não parecer muito, mas no contexto do filme, é hilário), e depois com Thor e Hulk.

Thor   Steve rogers

Ainda há boas participações de Stellan Skargard como o Dr. Selvig (que já apareceu em Thor. E em tempo, Natalie Portman não está neste filme, mas Thor pergunta por Jane), Clark Gregg (como Agente Coulson, que já aparece também em Thor e nos dois Homem de Ferro) e Gwyneth Paltrow, como Pepper Potts. Todos estão muito bem no filme. O filme, aliás, não dá muito espaço para o romance, mas ele sempre está lá, nas entrelinhas.

Coulson   Thor

E a ação está eletrizante. Mais uma vez New York é destruída (por isso que eu gosto do Brasil. Ninguém nunca vem atacar a gente. Brasil é mesmo a nação do futuro ;D), e as lutas, mesmo entre os membros da Avengers Iniciative são muito boas, bem coreografadas. E a Viúva Negra bota pra quebrar, tenho que admitir. Os efeitos especiais também são caprichados, a transformação de Bruce Banner em Hulk é bem legal, e as aparições de Loki são também bem bacanas.

The Avengers é com certeza um dos melhores filmes de super heróis que eu já vi. Vale a pena conferir. E uma dica: fique até o final dos créditos. Há duas cenas adicionais. Eu só vi uma, descobri que tem duas depois que cheguei em casa. Mas ele já dá um ganchinho para a continuação. Enquanto ela não vem, a gente ainda pode se deliciar com Thor 2 e Homem de Ferro 3, ambos previstos para o ano que vem, segundo o IMDB. Como sempre, aí vai o trailer para dar aquela vontade:

 

E como se isso não fosse suficiente, o filme ainda termina com Live to Rise, do Soundgarden (Chris Cornell é tudo de bom, mas que cabelo e que barba é essa? O vozeirão, em compensação, show). Aí vai o vídeo, e a música é ótima:

 

Beijos e até o próximo post!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Meme “Conheça o blogueiro” ( no caso, a blogueira)

 

Esse foi um meme que a Gabi, do Abrindo os livros me mandou.

meme conheça

Para participar, é preciso responder algumas perguntas:

1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?

Sempre fui (perdão Fefa) apaixonada por livros, e lendo vários blogs foi me dando uma vontade de começar um…Mas sou meio burrinha no que se trata de computador, então meu pai me deu uma forcinha, e aqui estou.

2. Origem do nome do seu blog

Também sou louca por música, e achei legal (mesmo não sendo original) misturar as duas coisas. Em especial, adoro trilhas sonoras, porque sempre tem artistas variados e umas novidades. O nome então surgiu daí, bolando trilhas sonoras para os livros que eu leio.

3. Você tem outros blogs além deste?

Não, é filho único.

4. Já pensou alguma vez em desistir do seu blog?

Nunca. Por mais atarefada que eu esteja, sempre procuro arranjar um tempinho (e nem sempre é um tempinho ;D) para escrever. É como uma terapia para mim, relaxa.

5. Mande uma mensagem para seus seguidores.

Só posso agradecer. Eu não estaria aqui se não fosse por vocês. Muito obrigada pelo carinho, pelos comentários e pelas dicas. É muito gratificante que muitos dos seguidores e comentaristas acabam virando amigos, mesmo que a gente não se conheça pessoalmente (como eu gostaria disso!), por um motivo ou outro, ainda assim, sinto que há algo que nos conecta. Espero retribuir tudo isso à altura.

Sobre a blogueira:

Uma música: só uma? É só dar uma olhadinha nas resenhas para ver como é difícil escolher só uma. Mas vá lá, Everything, do Lifehouse. É a minha preferida.

Um livro: Só um? É só dar uma olhadinha neste post (para dar uma ideia). Mas vamos lá enumerar (em nenhuma ordem em particular): As Crônicas do Gelo e do Fogo, As Brumas de Avalon, AS Crônicas de Artur, Harry Potter, A Sombra do Vento, O Retrato de Dorian Gray, As Crônicas de Nárnia, O Senhor dos Anéis… Deixa eu parar senão fico aqui o dia inteiro ;D

Um filme: de novo, só um? Coração Valente, Gladiador, O Senhor dos Anéis, Harry Potter…acho que é isso.

Um hobby: ler (óbvio), escrever (só escrevo mesmo resenhas, mas adoro escrever. Não por falta de vontade, mas por falta de ideia), assistir filmes (no cinema ou na TV, tanto faz) e seriados, ouvir música

Um medo: de rato.

Uma mania: estalar os dedos (é feio, eu sei, mas não consigo parar) e ler com a TV ligada.

Um sonho: trabalhar como tradutora ou intérprete (mas eu adoro dar aula), viajar pelo mundo, Jon Snow e um Mini Cooper (rs! Os dois primeiros são verdade tá!)

Não consigo viver sem: meus livros, minha família, meus cachorros e meus gatos, chocolate e Coca-cola.

Tem coleção de alguma coisa? como a Gabi, de livros.

Gostaria de fazer alguma pergunta aos próximos participantes? Não.

Do que mais gosto no meu blog? Adoro o cabeçalho, que já diz muito do que eu gosto e tem a ver com o nome, e dos comentários. Adoro interagir com meus leitores, mesmo que eles discordem de mim. Desde que seja com respeito.

Indico alguns blogs:

Gato Feio
TOC
Viagem Literária

Outros que eu indicaria já foram indicados. Mas quem quiser participar, fique à vontade.

Beijos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

GoT 2x05 – The ghost of Harrenhall

 

Eu devia pagar pela língua quando eu disse que não iria comentar cada episódio. mas também, com cada um ficando melhor que o anterior, é difícil. Sempre tem algo que merece nota. E claro que no quinto (já?????) não foi diferente.

Brienne O episódio já começa com a chegada da sombra parida por Melisandre, e aí todo mundo já previa o que iria acontecer. Eu esperava um pouco mais de sangue, e mais caos, mas daí lembrei que no livro essa parte é narrada pelo ponto de vista de Catelyn. E de onde ela estava, deve ter sido bem confuso mesmo. E palmas para Gwendoline Christie, muito bem depois da morte de Renly. Passou muito bem toda a dor e desespero de Brienne naquele momento. Até então, os sentimentos de Brienne, que para quem lê os livros são bem evidentes (fazer o quê? O amor é cego…), ficaram em segundo plano na série, mas nesta cena ficou evidente para todo mundo.

margaery Ainda neste núcleo, gostei de ver Margaery mostrando as garras. Em uma frase, ela mostrou a que veio: “Eu não quero ser rainha, quero ser A rainha.”. Sutil, mas de efeito, e surpreendeu até Mindinho. Natalie Dormer esta muito bem no papel, apesar de eu ainda achar que Margaery deveria ser uma atriz mais novinha, por causa do quer ainda está por vir, depois da morte de Renly. E aqui a série esta se adiantando um pouco aos livros. Esse lado de Margaery a gente só vê no quarto, mas acho que é necessário mesmo. Afinal, nos livros os pontos de vista dela não são registrados, só a vemos pela perspectiva de Cersei, e ela só ganha voz no quarto.

Cortando para Qarth, gostei de Xaro deixando bem claras suas intenções. Dany começa a ganhar força na temporada. E mostra que sabe muito bem jogar o jogo político, mas sem perder de vista seu objetivo, e nem esquecer quem é.

Dany Qarth 2 

De Qarth para Pyke, eu não podia deixar de comentar a participação de Theon. Novamente Alfie Allen muito bem em cena, mas na hora que ele pensa em atacar Winterfell (e sim, fiquei com raiva também, mas não muda o fato de eu gostar de Theon, ainda mais depois do show de Alfie Allen em cena), já me deu um aperto. Por dois motivos: 1) eu sei o que vai acontecer, e por mais que eu goste do Theon, não acho nada legal o que ele theon 2 faz em Winterfell, apesar de entender seus motivos, e 2) porque isso quer dizer que a série esta caminhando para o fim da segunda temporada. Caraca, passou muito rápido! De volta a Theon, Alfie deu conta do recado, mas Yara ficou sobrando. Fala sério, a fulana só aparece para tripudiar, e nem isso faz direito. Yara para mim é outra personagem totalmente diferente de Asha. E Gemma Whelan ainda não deu sinal de melhora no papel. E nem sei se dá para esperar muita coisa dela, porque a própria personagem muda um pouco daqui para frente. Seu momento era mesmo quando Asha aparece pela primeira vez, e aí a atriz deixou a desejar. Mas vamos ver, ela ainda pode surpreender.

Tyrion e sua tramas na capital continua ótimo. Adorei a parte que ele para para observar o espetáculo e Bronn fala que o carinha (que, por favor me ajudem, mas não será o mesmo que depois vai entreter o palácio?) está falando dele. Impagável! E antes disso, a dura que ele dá em Lancel…amei! O garoto se borrando foi show. Gostei dele também descobrindo o fogovivo (é assim? Eu li em inglês, mas nem em inglês eu lembro como chamam o treco). E adorei como ele se apoderou do negócio, bem no nariz de Cersei. Pena que ainda não mostrou a reação dela a isso…

Tyrion fogovivo

Além da Muralha, Snowy Goodness está sofrendo com o frio (eu me candidato a aquecedor ;D) e as expectativas já começam a crescer em relação aos wildlings. Gostei do Sam aparecendo para dar aquela força a Jon. Mostra bem o caráter do gorduchinho mais fofo do mundo e também como funciona a amizade dos dois. Fora isso, nada demais aconteceu, mas podem aguardar o próximo episódio, que grandes emoções estão para agitar o povo pra lá da Muralha. (eu sei que a foto é dos bastidores, mas é linda, melhor que as outras que eu achei, com exceção da que vem daqui a pouco ;D)

Snowy goodness 2

E também gostei bastante da parte do Bran. Gostei que ele já parece como um senhor de castelo (eu sei que não bem isso, mas não consegui encontrar outro termo. Ele não é rei, nem regente, então fiquei na dúvida). Só me incomoda que ainda não apareceram o Jojen e a Meera. Eu até entendo deixar de fora alguns personagens. Posso não gostar, mas entendo. Mas eles são importantes para a história, então esperto que eles apareçam em algum ponto.

Tudo isso para chegar na melhor parte: Harrenhall. As partes de Arya estão ficando cada vez mais tensas. E adorei a cena em que Tywin está tramando contra Robb, Arya escutando e sem poder falar nada. E depois, quando Tywin descobre que Arya é do Norte, e pergunta sobre Robb, Arya tem que mentir e falar tudo aquilo sobre o irmão…Maisie Williams dando outro show de interpretação.

jaqen

Eu adorei o Jaqen (olha aí Fefa!). Agora ele deu mais as caras, e gostei muito da interpretação de Tom Wlaschiha. Jaqen é exatamente como eu imaginava (só que mais bonito ;D). A fala mansa, e por enigmas, mas me espantei muito porque o jeito dele falar é como eu imaginava, a entonação, o sotaque, tudo. E o jeito como ele parece aparecer do nada…de arrepiar. Espero ver mais dele do que nos livros. Olha aí a seqüencia toda, desde Arya com Tywin:

E que final foi aquele, meu deus! E pra quem anda falando horrores da nudez, ninguém vai reclamar da semi-nudez gratuita de Gendry? (;D) Absurdo! (ironia escorrendo…). Fala sério, quem quer rei ou príncipe quando os bastardos são assim? (Tá, Robb é exceção ;D).

Gendry

snowy goodness 3

Sério agora, Joe Dempsie está fazendo um bom trabalho como Gendry. E vem ganhando cada vez mais destaque, mais até que nos livros. Não sei porque não mencionei ele nos comentários anteriores, mas gostei dele também em Garden of Bones (fiquei morrendo de medo a hora que chamam ele para torturar. Nunca fiquei tão aliviada por ver Tywin ;D) e nos anteriores. E o Game Of Thrones BR postou há alguns dias uma entrevista com ele muito bacana (repara como ele fica vermelho quando a entrevistadora pergunta sobre o futuro de Arya e Gendry. E fala sério, que entrevistadora assanhada! Tudo bem, eu entendo ela, no lugar dela também tentaria tirar uma casquinha, mas por favor! Seja profissional, faça isso off câmera!). Confira aqui. da primeira vez, eu não consegui ver o vídeo da segunda parte, mas ela está transcrita, o que facilita.

Eu sei que muita coisa está diferente, e isso incomoda muita gente. Mas eu acho que a série é excelente, e só vem melhorando. E nem acredito que já passou a primeira metade da segunda temporada ;\. Emoções fortes nos aguardam no próximo episódio. Agora é esperar domingo.