domingo, 20 de junho de 2010

Eu e minha dona – parte 4

 

Tito Então é isso que todo mundo anda fazendo… Vou fazer também. Meu nome é Tito Pullo. Minha mãe de duas patas me deu esse nome por causa de um personagem da série Roma. Sou legionário Tito Pullo! Ela diz que é o personagem preferido dela.

Digo minha mãe de duas patas porque na verdade minha mãe é a Kira. Amo minha mamãe. Todos os dias me esfrego nela e ela me dá uma porção de beijos. E eu adoro! Fico todo feliz e ronronando. É uma delícia! Mas adoro as minhas mães de duas patas também. Adoro ficar perto delas, ganhando carinho e assistindo televisão. Ronrono alto…E as minhas mães ficam felizes também. Sabe, elas adoram ronron de gatinho. Elas falam que é o melhor som do mundo.

Vim parar aqui por acaso. E muuuuita sorte. Minha mãe Fê estava indo para uma entrevista de trabalho, três anos atrás, pela avenida Morumbi, e eu estava bem no meio da pista, deitadinho. Eu era só um filhotinho de dois meses, e tinha sido atropelado. Minha mãe me viu, e, no começo, ela me disse que achou que eu estava morto. Ela ficou super triste. Mas aí, quando o carro dela passou perto de mim, eu me mexi. Daí, dei sorte que o semáforo fechou, e a Fê pulou do carro, e me botou pra dentro. Desconfio que mesmo que o semáforo não tivesse fechado, ela teria dado um jeito de me pegar. Ela nem ligou para a bronca que eu dei nela. E depois foi embora para a tal entrevista. Fiquei sozinho no carro, num cantinho ao pé do passageiro até ela voltar. Estava um calor danado, mas ela deixou uma frestinha do vidro aberta para mim.

Quando ela voltou para casa, me tirou do carro e me levou para o quarto. Eu me escondi debaixo da cama dela, e fiquei por lá. Sabe, eu quebrei a bacia e eu sentia muita dor e não deixava ninguém chegar perto.  Até mordi a Fê. Mas eu estava com dor e assustado, e ela sabia disso, e nem ligou. Ficava escondido embaixo da cama. As duas (a Fê e Lu) até me chamavam, mas eu tinha muito medo. Não confiava em ninguém. Aos poucos, percebi que ninguém ia me machucar. Quando a dor começou a passar, eu comecei a brincar (fazia a maior farra com meu ratinho de brinquedo à noite debaixo da cama!), até que um dia resolvi subir na cama. Daí, não demorou muito para eu me entregar. Percebi que estava protegido, e comecei a confiar naquelas pessoas, que me acolheram com tanto carinho. Mas fiquei um mês escondido debaixo da cama. Mais um detalhe: minha mãe Fê estava morrendo de medo de contar para o pai dela, receosa de que ele me mandaria embora. Então, além de me esconder por medo, eu era um clandestino, mantido em segredo. Só não entendo como ele não percebeu antes. Eu fazia um barulhão de noite! Miava alto… Até acordava as minhas mães. E olha que para acordar a minha mãe Fê é difícil…

Quando saí debaixo da cama, vi que tinha um monte de outros amiguinhos para eu brincar. Só fiquei decepcionado quando vi aquele monstro babão. Ele me dá arrepios. Até hoje, eu fico com medo, fico com os pelos todos eriçados, quando ele chega perto. Mas minhas donas me protegem. Porém, de todos os amigos, quem eu mais gostei foi a Kira. Ela foi a única que quis brincar comigo, e me dar beijos. Até que apareceu o Blue. Ele era meu melhor amigo. Mas alguém pegou ele, e eu senti muito sua falta. Nós adorávamos brincar de luta. Ficávamos horas lutando no quintal! Da Sophia, eu até tento ser amigo, mas ela não gosta de mim…

É por isso que eu tenho medo de sair, porque roubaram meu amigo. Mas já passei por um susto. Uma vez, minha dona Fê queria me mostrar uma amiguinha gatinha na rua, mas eu me assustei com o monstro babão (vulgo Murruga), e saí correndo. Só que eu não sabia onde eu estava indo. Me enfiei no primeiro buraco que encontrei. Eu sei que as minhas donas me chamaram muito, foram atrás de mim, mas eu estava muito assustado. Passei uma noite inteira fora. Quando voltei, foi a maior festa. Me pegaram no colo, me deram um monte de beijos… Nunca mais saí de casa.

Falando em colo, toda vez que minhas donas me pegam no colo eu reclamo. E muito. Mas no fundo eu gosto. E, acredite, não é fácil me pegar no colo. É que estou um pouquinho acima do peso… Mas minhas donas não se importam. Me pegam do mesmo jeito, independente dos meus protestos. Só tenho uma reclamação: minhas mães não me dão comida suficiente. Eu tenho que ficar pedindo, e às vezes, tenho que dar bronca. Mio bem alto: COMIDAAA! Mas elas dizem que eu sou um gatinho muito bonzinho. Realmente, nunca ataco ninguém. Nada mal para um gatinho desconfiado, que não deixava ninguém chegar perto. Que bom que eu resolvi sair de baixo da cama!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu e minha dona – parte 3

 

Sophia Resolvi me manifestar. Como é que eu, rainha Sophia, majestade da casa, não tenho espaço? Aqueles seres inferiores, chamados Honey e Murruga, só puderam escrever porque eu deixei. Afinal, uma vez majestade, sempre majestade. E que história é essa de “Eu e minha dona”? Será que a Fernanda não sabe que são os gatos que dominam o mundo, e que os humanos são simplesmente nossos servos, e se somos amigos, é porque nós queremos? O título certo deveria ser “Eu e minha humana”.

Como já disse, sou rainha e espero ser reverenciada todos os dias. Até que as minhas humanas fazem seu dever direitinho. Me prestam reverências todos os dias. Sempre me dizem que sou linda,e, quanto mais me dizem isso, mais eu faço pose. E eu adoro tirar fotos. Adoro ser adulada.

Já os outros é que deixam a desejar. Veja o caso daquele ser inferior Murruga, por exemplo. Eu durmo sempre que quero com a minha humana Fernanda (claro que na verdade, eu é que permito que ela durma comigo), numa cama grandona. Mesmo assim, ela às vezes insiste em me empurrar para o lado, aí eu dou o troco e arranho os pés dela. Afinal, é ela que tem que me dar o espaço… Enfim, como eu ia dizendo (aliás, sou rainha e eu posso fazer digressões), aquele ser inferior tem a desfaçatez de querer subir na cama e partilhar o espaço! E a Fernanda ainda justifica o que ele faz dizendo que ele tem medo de fogos de artifício! Por que ele não faz como eu e vai achar um lugar para se esconder? O meu preferido é dentro do armário da Fernanda.

Mas isso nem é o pior. Imaginem só que, no começo do ano passado a Fernanda achou um gato na praia e inventou de trazer para casa. Era um pirralho, que se dizia siamês, mas na verdade era mesmo é falsificado, que a Fernanda chamou de Blue. Pois não é que o tal pirralho veio tomar meu lugar na cama? A Fernanda vivia dizendo que ele era amigo, e que tinha espaço suficiente na cama para nós dois, mas, como já disse, sou rainha, e não posso simplesmente dividir meu leito real com qualquer um. Mas tenho que admitir: me senti mal quando essa bola de pêlos sumiu. Eu sei que a Fernanda ainda sente falta dele, afinal, eu durmo com ela (ou melhor, ela dorme comigo).

A tal da Honey eu suporto. Afinal, ela até que é uma súdita decente. Não me expulsa de lugar nenhum, e nem chega muito perto. Agora, tem um tal de Tito Pullo que está me dando nos nervos. Imaginem só que ele agora deu para querer me chamar para brincar! Como ele ousa? Eu só admitia brincar com uma semelhante: a Sara, que infelizmente morreu no ano passado. Afinal, ela me fazia companhia nos tempos que eu ainda morava no pet da Fernanda.

Ah é! esqueci de mencionar como vim instalar meu reino aqui (quer dizer, esqueci não. Já disse que sou rainha e posso fazer as digressões que quiser). Mas estou de bom humor, então vou partilhar essa história com vocês. Um belo dia, um carinha me deixou no pet. Eu estava com um machucado na bochecha, que infeccionou. Como a Fernanda já tinha um dono em vista para mim (olha só que coisa! Ela queria me dar!). Bem ela me mostrou para o pretenso dono, e ele disse que ficaria comigo, mas perguntou se a Fernanda podia cuidar de mim por uns quinze dias. A Fernanda disse que sim e até tratou da minha ferida na bochecha. Os quinze dias passaram e nada de virem me buscar. No fim, a Fernanda me castrou, e resolveu ficar comigo. E foi bom mesmo. Afinal, vejam só, o cara ia me dar o nome de Laurinha. Isso lá é nome de rainha? Eu era só uma filhotinha na época, com uns três meses, mas desde cedo fui estabelecendo meu reino.

E tenho que contar um incidente infeliz. Quando eu ainda morava no pet, eu fui atropelada e quebrei a bacia em três lugares e luxei o fêmur dos dois lados. Doeu muito, mas minha humana Fernanda cumpriu fielmente seu papel de súdita e médica real e cuidou de mim. Ainda bem que não precisei de cirurgia.

Depois que o pet fechou, mudei de palácio. E gosto muito daqui. Fico mais na parte de cima da casa, onde ficam meus aposentos. E fico muito brava quando um dos outros gatos aparecem por aqui. Só eu posso andar por aqui. Os outros tem que pedir permissão, o que nem sempre eles fazem. Aí tenho que perder a classe e faço fu. Rosno mesmo. Não gosto de ser desafiada.

Agora vou terminar. Já dei o meu pronunciamento. Pensam que é fácil comandar um reino?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu e minha dona – parte 2

 

090502 145 Quer dizer que aquele bicho estúpido, grande e desengonçado ganha lugar aqui e eu não? Que absurdo! Tremo toda só de pensar. Meu nome é Honey, e aquele ser estapafúrdio tem a coragem de me chamar de magrela? E ele, que é um barril?  Em todo caso, achei um desaforo ele escrever e eu não. Afinal, a dona é minha, eu vim antes dele!

Bem antes, aliás. Nasci aqui mesmo, treze anos atrás. Mas minha tia Fê só me conheceu três dias depois. É que quando eu nasci, ela estava na faculdade, e só podia vir para casa aos fins de semana. Digo minha tia, porque a minha mãe é a irmã dela, a Lu. O mundo pára quando a minha mãe está em casa. Só tenho olhos para ela. Ela diz que isso não é verdade, mas eu sei que ela fica toda prosa quando falam isso para ela.

Minha mãe de quatro patas também era daqui. O nome dela era Sheyna, mas ela morreu três anos atrás, já bem velhinha com 18 anos. Senti muito a falta dela, e as minhas donas também. Espero chegar lá também. Agora não falta muito, mas ainda me considero uma menina. Minhas donas me chamam de Poi-poi, porque eu pulo muito (apesar de não tanto quanto eu costumava).

Como sou a mais velha da casa, vi todos os outros chagarem, e me dou bem com todos, menos aquele ser redondo que se acha o rei da casa. Os gatos são meus amigos, principalmente a Kira e o Tito. Eles às vezes dividem a cama comigo, e aí é difícil, porque a cama é pequena pra tanta gente (eu, minha mãe Lu, e eles dois), e eu às vezes caio da cama. O problema é que a cama é alta e eu não consigo subir sozinha (posso não me sentir assim, mas já sou uma senhora), aí tenho que acordar minha mãe para me ajudar. E aquele desengonçado, dorme na cama por acaso? Claro que não. Isso é privilégio de poucos.

Só saio do sério quando brigam comigo. Sabe, eu sempre acho que a culpa é minha, mesmo que a bronca seja para o Murruga. Então, mostro as minhas armas: o sorriso mais bonito do mundo, segundo minhas mães. Eu acho até que deveria fazer propaganda de creme dental para cachorro!

Esqueci de falar que eu sou uma lady. Deixo até os gatos comerem na minha frente. É que eu não gosto muito daquela coisa que me dão para comer, que chamam de ração (e com razão. Aquilo é horrível!) Gosto mesmo é de queijinho branco, que a minha mãe me dá sempre no café-da-manhã. Ela diz que eu tenho os ossinhos fortes porque eu como bastante queijo.

Bem, acho que já deixei claro que a dona do pedaço, na verdade, sou eu. Agora eu vou embora, porque está muito frio, e eu sou muito delicada. Vou procurar um cobertor para me enfiar debaixo. Ai que vida dura!

sábado, 12 de junho de 2010

Eu e minha dona – parte 1

 

DSC00047 Estava na cozinha com minha dona, e acho que ela estava lendo alguma coisa. Sabe, ela gosta muito de ler, e, se for sobre bichinhos, aí é que ela lê mesmo (dessa vez, era uma matéria onde os animais falavam de seus donos). E, às vezes, até chora. Lembro que quando ela leu Marley & Eu, ela chorou muito, não sei porque. Afinal, o que aquelas coisas cheias de páginas podem fazer? De qualquer modo, eu vi e fui logo para o lado dela, e também fiquei muito emocionado. Não aguento ver minha dona chorando…Então fui para o seu lado, e fiquei lambendo suas lágrimas. É o meu jeito de consolar, já que não posso falar (pelo menos, não de um jeito que ela entenda o que eu quero dizer).

“Mas, afinal, quem é você?” vocês devem estar se perguntando. Meu nome é Murruga, e sou um Cocker spaniel inglês de nove anos, mais ou menos, não tenho certeza da minha idade. Sabe, minha história é meio triste. Eu não conheci minha “mãe” até ter um ano e meio, mais ou menos. Antes eu vivia em outro lugar, com outras pessoas, que hoje, sinceramente, eu nem me lembro mais, e nem quero lembrar.

É que essas pessoas fizeram uma coisa muito feia. Só porque sou um cãozinho brincalhão, e, admito, temperamental às vezes, me largaram na rua, como se eu fosse uma coisa qualquer e não tivesse sentimentos. Fiquei um dia andando para cima e para baixo, sem saber para onde ir. Minha mãe é veterinária, e, na época, tinha um pet shop. Uma das clientes dela me viu, e pediu para que ela ficasse comigo por uma noite. Isso foi em 2002. Minha mãe aceitou, mas e no dia seguinte até tentou achar meus antigos donos. Ela saiu pelo bairro, falando com uma amiga veterinária (minha tia Mari, que eu adoro, mas na época, eu ainda não conhecia), em outro pet shop perto do dela, até em padaria e banca de jornal ela avisou que tinha achado um Cocker macho (eu ainda não tinha nome), e que se alguém procurasse, era para ir falar com ela.

O tempo passou, e ninguém apareceu. fiquei tão triste que nem comi por uma semana, e, juro, chorei de fazer poça de lágrimas no chão. E esse tempo todo, minha mãe cuidou de mim. Na verdade, suspeito que eu conquistei ela logo de cara. Também, sou um cão muito lindo (mais bonito que o Brad Pitt, segundo minha mãe!). Aí, ela resolveu ficar comigo, apesar da contrariedade do pai dela.

No começo, eu ficava no pet, e minha mãe vinha cuidar de mim até de domingo! Mas, como já disse, eu sou meio temperamental, e confesso que até mordi algumas vezes minha mãe (e mais algumas pessoas…). Aí, mamãe ficou brava e me castrou (com ajuda da tia Mari). Mas foi para o melhor. Hoje sou mais calmo. Mas quando chegam perto da minha bolinha azul, ou da minha comida, eu fico uma fera. Aliás, meu nome vem daí: eu apareci na época de uma novela, não sei qual (sabe, eu não assisto), e minha mãe disse que tinha um personagem português muito invocado e ciumento chamado Murruga. Daí foi um pulinho pra esse virar o meu nome (que eu gosto muito aliás).

Já se passaram oito anos, eu mudei de casa (é que a mamãe teve que fechar o pet), e conquistei todo mundo da família, até o pai dela, que hoje é o meu papai, e eu amo muito ele. Na verdade, sou o xodó dele (dá pra imaginar?!), e só obedeço ele (mais ou menos).

Bem, na verdade, não conquistei, assim, todo mundo. É que, para minha surpresa, em casa tem mais uns intrometidos. Tenho que aguentar três gatos (eram quatro, mas no começo do ano, o mais novo, um siamês que eu simpatizei de cara na praia, sumiu. Eu sei que a mamãe ainda sente muita falta dele, e que ela ficou muito triste quando ele sumiu, mas eu fiquei ao seu lado, como sempre) que eu gosto de perseguir (mas, nem sempre a culpa é minha. Aquele danado do Tito sempre me provoca…). Atenção tenho que dividir mesmo é com aquela coisinha pequena, branquela e magrela que eles chamam de Honey. Até gosto dela, mas minhas donas ficam só se agarrando com ela…Eu também quero badalação assim! Mas reconheço que é difícil me pegar no colo. É que eu estou um pouquinho acima do peso…Mas não sou obeso.

De qualquer modo, hoje sou um cãozinho muito feliz. Tenho casa, comida, e muito carinho. Tenho muito medo de fogos de artificio, mas minha mãe sempre me protege. Em compensação, sou ótimo caçador de ratos, ai, eu que protejo a mamãe. Ela sempre fala que quem me soltou na rua não sabe o que perdeu: um companheirão muito amoroso e fiel. Até defendo o carro quando saio com minha família! E eu adoro andar de carro. Mamãe também diz que as pessoas que me largaram na rua não são merecedoras do meu sofrimento (e é verdade). Eu amo muito a minha família, e não troco ela por nada no mundo (nem uma piscina cheia de bolinhas!).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Copa do Mundo

 

E começou mais uma Copa do Mundo. Se ainda não falei (ou para quem é mais desligado e não viu no meu perfil) adoro futebol e sou são paulina fanática. Aliás, na verdade, torço mais para o São Paulo do que para o Brasil.E, como não podia deixar de ser, estou muito empolgada pro causa da Copa. E as razões são várias.

Em primeiro lugar, essa Copa em especial, tem um significado muito grande. Todos sabem, a África do Sul sofreu por muito tempo com o Apartheid, regime de segregação imposto pela minoria branca sobre a vasta maioria negra. Um regime covarde e absurdo, para falar o mínimo. E a conquista da hospedagem de um evento do porte de uma Copa do Mundo, principalmente depois de pouco tempo de regime de liberdade, é um feito notável. O simbolismo por trás da Copa é fortíssimo. Pena que a África do Sul empatou hoje com o México, mas eles têm a honra de ter marcado o primeiro gol do Mundial.

Outro motivo é ver as seleções e craques de outros países que nós quase nunca temos a oportunidade de ver. E agora não quero dizer só pelo futebol, não (meninas, atenção nas seleções italiana e espanhola, principalmente). Mas é claro que ver Cannavaro em campo é um deleite, não só porque o cara é lindo, mas também porque bate um bolão. E a gente também se diverte com o show à parte de Buffon, o goleiro/comediante da Itália.

Em particular, estou torcendo muito para Portugal, por laços de sangue. Minha família inteira é de lá, e o pior é que o Brasil vai pegar Portugal, porque estão no mesmo grupo. Aí o coração vai ficar apertadinho. E acho que do grupo G quem se classifica mesmo é Brasil e Portugal (aliás, meu time na terrinha é o Porto), as duas seleções mais fortes.

É interessante notar que, diferente de outros mundiais, esse não tem um “grupo de morte”, quer dizer, aquele que junta, por exemplo, Itália, Argentina e Alemanha. Os grupos estão bem equilibrados nesse sentido: times mais fracos e times mais fortes misturados. Apesar de dizerem que o “grupo da morte” é justamente o do Brasil, eu acho que não é assim tão mortal.

Mas não sei se o Brasil ganha. Claro que é um dos favoritos, e acho que Dunga sabe o que está fazendo. Concordo plenamente com a cortada de Adriano (muito encrenqueiro) e Neymar (muito crianção e metido a besta. O sucesso subiu à cabeça e o cara já tá se achando a melhor coisa desde Pelé). Mas outras seleções são igualmente favoritas: Alemanha (tri campeã), Inglaterra (sempre perigosa, mesmo sem – chuif chuif – Beckham) e Itália (que não é à toa é tetracampeã e atual campeã, em cima dos alemães, na Alemanha). A Argentina acho que é só falação, e Maradona até pode ter sido um grande jogador, mas como técnico deixa muito a desejar (continue assim!). Sem falar que o cara disse que iria desfilar pelado pelas ruas de Buenos Aires (credo, show de horror. As drogas fazem isso com a pessoa). Pelo bem dos hermanos portenhos, a Argentina deve perder.

Só gostaria de ter assistido à abertura. Segundo me disseram, foi muito legal, e Shakira botou para quebrar (gosto dela, mas quando canta em espanhol) e deixou os marmanjões da Globo babando, segundo me disseram. Enfim, acho que o Mundial promete, e é pena que eu não posso acompanhar mais de perto (trabalho, provas na faculdade…). Agora é vestir a camisa e torcer (ai, pobre do meu cão, que morre de medo dos fogos de artifício!). Mas ele também, como bom cão que é, vai torcer muito pelo Brasil, e por Portugal também.

sábado, 5 de junho de 2010

Prícipe da Pérsia – As Areias do Tempo

 Prince of Persia

Assisti ontem mesmo Príncipe da Pérsia. E amei! O filme é melhor que Fúria de Titãs, e é bem fiel ao jogo: corre, pula, escala parede, salta poço… Mas esse príncipe tem um destino melhor do que quando eu jogava (lembra que ele sempre morria?). E ainda consegue a princesa (que eu nunca vi no jogo).

Jake Gyllenhaal está ótimo no papel (e o figurino dele também – hehehe). E dá pra notar que o cara se divertiu um bocado fazendo o filme. Ele também tem ótima química com Gemma Aterton (a Io de Fúria), que também está muito bem como princesa Tamina (melhor que Io, na minha opinião).

Outro destaque é Alfred Molina como Sheik Aimar, sempre reclamando dos impostos (acho que todos podemos entender). Ele rende boas risadas. Ele também é o responsável por uma das coisas mais inusitadas (e hilárias) do filme: a corrida de avestruzes. Nunca vi algo tão bizarro, mas é muito engraçado. Avestruz é um bicho esquisito, e ver um em close na telona foi cômico. E nunca imaginei que desse pra montar em um.

Voltando ao figurino, no geral está impecável. E fiquei babando nas roupas de Tamina, bem como nas tatuagens de henna, lindas. E devem ter dado um bom trabalho para fazer.Os efeitos especiais também estão bem feitos, realistas. Tá, não dá pra engolir o Jake Gyllenhaal subindo pelas paredes, mas quem jogava sabe que no jogo é assim. E depois, ele é o príncipe Dastan, pode tudo. Mas as cobras (eca!) parecem bem reais (apesar de serem CG).

E esse filme foi dirigido, com muita competência, diga-se de passagem, por Mike Newell, o mesmo de Harry Potter e o Cálice de Fogo, que se vocês lembram bem, é o meu preferido dos filmes (e o livro também), comprovando que o melhor seria ter mantido esse cara como diretor dos outros Harrys (de novo eu repito: estou com medo de assistir As Relíquias da Morte. Sabe lá o que aquele incompetente do David Yates vai fazer?  Dumbledore help us!)

Só não gostei da música do final. Nada contra Alanis, apesar de não gostar de todas as músicas dela. É que aquela baladinha não combina com a correria do filme. Tinha que ser mais do tipo Forever may not be long enough, do Live (um dos meus grupos favoritos, aliás), que é tema final de A Múmia (só descobri isso depois que comprei o DVD, que tem como extra o clipe da música). Combinaria mais.

Uma ótima pedida para quem gosta de aventura. E agora é ficar torcendo para ter uma continuação.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Filmes de Junho

 

Prince of Persia Junho começa, e, junto com ele chega aos cinemas a versào para telona do jogo Príncipe da Pérsia – As areias do tempo. Quem é que não se lembra do joguinho. Eu, que aliá nunca fui muito chegada em computador, adorava jogar, mas nunca consegui salvar a princesa. O Príncipe sempre morria pulando um fosso, que tinha umas lanças do outro lado. Eu já vi o trailer quando fui ver Fúria de Titãs e Robin Hood, e o filme promete. E, aposto que vai ter continuação (não vi nada ainda, mas pelo trailer já dá pra perceber que vai ser um blockbuster). Sem contar que Jake Gyllenhaal está muito bem no figurino. Esse estreia dia 03.

Toy Story Outro filme muito aguardado, pelo menos por mim, é Toy Story 3D, que eu adoro de paixão. Eles tem gostinho de infância. Eu me lembro de brincar com o Sr. Cabeça de Batata (não era meu, mas mesmo assim brincava), eu tenho o jogo da operação (que quebrou e não apita mais. Quem é que conseguia tirar aquele ossinho fininho, não lembro o nome? Missão impossível) e também me lembro daquele cachorrinho de mola. E é impossível não se apaixonar pelo fofíssimo Woody e sua turma. Pena que provavelmente, sessão legendada vão ter poucas. Dia 18.

Eclipse E, finalmente, o aguardadíssimo Eclipse, o terceiro volume da saga Crepúsculo. Esse é o meu livro [referido da saga, e espero que o filme esteja à altura. Pelo pouco que eu vi, parece estar bem legal, e, seguindo a linha iniciada em Lua Nova, o filme traz bastante ação. Sem contar que acho que vai ser engraçado ver Edward se mordendo (hehehe) de ciúme (pelo amor de Zeus, tem que ter aquela cena que Bela dá um soco em Jake – bem feito – e Edward ameaça trucidar Jacob. É hilário!) E espero também que os Volturi tenham maior participação (maior até que no livro). Dia 30.

Outras estreias são Esquadrão Classe A (dia 18 também), Cartas para Julieta (dia 11), Batalha po T.E.R.A. (também dia 11), mas sinceramente, esses não me atraem muito. Só veria Esquadrão Classe A por causa do Bradley Cooper (como diz minha amiga, nào vou ao cinema para ver gente feia), mas prefiro pagar para ver os outros. Ah, também, pra quem era criança na década de 80, Marmaduke, o simpático cachorrão, chega aos cinemas dia 04. Eu não me lembro direito do desenho, mas lembro de assistir (eu sou mais de Caverna do Dragão – melhor desenho ever! Esse sim devia ganhar uma versão cinematográfica boa, não aquela idiotice que fizeram, que não tinha nada a ver com o desenho – Smurfs, Ewoks, Pica Pau, Papa-léguas – eu amo o coiote – Corrida Maluca…)

Bem por hoje é só. See ya!